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El duelo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Bem diferente de 2012, quando a Williams fechou sua dupla desta temporada depois da virada de ano, confirmando Bruno Senna — em substituição a Rubens Barrichello — como parceiro de Pastor Maldonado, 2013 se avizinha mais promissor, com o anúncio da dupla Pastor-Valtteri Bottas dias depois do GP do Brasil. A dupla parece ser das melhores. Maldonado, em que pese as críticas pela sua irregularidade, provou seu valor. Rápido, muito rápido, só precisa amadurecer, e isso deve acontecer em 2013, sua terceira temporada na F1. E pela primeira vez, é o venezuelano quem será a referência do time, já que ele terá ao seu lado o jovem e promissor Bottas, que desbancou Senna e fará sua estreia no ano que vem.

O duelo entre o experiente Maldonado e o jovem Bottas promete. Ambos não esperaram pelo GP da Austrália, daqui a 101 dias, para começarem a disputa. Em um vídeo divulgado hoje pela Williams, Pastor e Valtteri duelaram no par ou ímpar e na brincadeira do sim ou não.

E nas pistas? Quem vai levar a melhor? Opine!

 

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Ascensão e queda


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Finalmente a F1 foi para a tão aguardada pausa no verão europeu. Agosto será um mês de análises, muitas notícias de bastidores, especulações e, muito provavelmente, anúncios. Acredita-se que logo o futuro de Lewis Hamilton e Felipe Massa será definido em breve. Acho que Lewis fica na McLaren, enquanto paira uma enorme dúvida sobre o brasileiro da Ferrari. A sequência de Bruno Senna na Williams também é uma incógnita, ainda mais porque o nome de Valtteri Bottas ganha cada vez mais força dentro de Grove.

E já que estamos falando de Williams, é inevitável salientar o enorme salto de qualidade da equipe em relação à temporada passada. Como Pastor Maldonado me disse durante entrevista lá em Interlagos no ano passado, não havia como o substituto do FW33 ser pior. De fato. O próprio venezuelano e Senna mostraram isso na pista, e a Williams soma 53 pontos em 11 etapas, contra míseros cinco de 2010.

Antes de seguir, cabe um parêntese. Lembro que no começo da temporada a dupla Senna-Maldonado era considerada jovem e inexperiente demais para correr pela Williams e, principalmente, para desenvolver o novo FW34. De certa forma, as previsões estavam bem equivocadas, já que o carro desse ano é mesmo muito bom. Sigamos.

Williams precisa chamar atenção de Maldonado para fazê-lo voltar a andar bem (Foto: Williams)

A maior parte desses pontos foi conquistada por Maldonado. O ‘placar’ aponta 29 x 24 a favor do pupilo de Hugo Chávez em relação a Senna. Mas aí cabe uma reflexão. Sem olhar tanto para os números, que são frios, não dá pra falar que Bruno está fazendo temporada pior que seu companheiro de equipe. Vou tentar explicar meu ponto de vista.

Entendo que Maldonado e Senna se equivalem, ambos têm o mesmo nível. Contudo, Pastor é mais agressivo, enquanto o primeiro-sobrinho tem adotado postura mais conservadora. No começo do campeonato, o venezuelano até despontou como o grande showman. Duelou com Fernando Alonso pelo quinto lugar no GP da Austrália, bateu, mas deixou seu recado. Senninha, por sua vez, não aparecia com o mesmo brilho do parceiro sul-americano.

Mas em termos de resultados na sequência do Mundial, Bruno vinha melhor, com 14 pontos após quatro etapas, contra apenas quatro de Pastor. Até que veio o GP da Espanha, onde o venezuelano conquistou uma vitória tão épica quanto inesperada. A surpresa maior foi pela pilotagem tranquila em Barcelona, suportando com maestria os ataques de Fernando Alonso. Naquele 13 de maio a Williams quebrava o jejum de quase oito anos sem vitórias, Maldonado fazia história e colocava Senna sob pressão.

Foi o ápice de Pastor na temporada e, talvez, na carreira. É óbvio que ele pode vencer novamente: talento não lhe falta, velocidade idem, mas é fato que Maldonado precisa domar essa agressividade toda, sob pena de ser marcado muito mais pelos erros do que pela vitória em Montmeló. Desde então, sua temporada tem sido permeada por punições — já foram seis em 2012 —, manobras polêmicas e, principalmente, pelo jejum de pontos e boas corridas.

Senna, em contrapartida, ressurgiu no campeonato e mostra que, diante daquilo que a Williams pode fazer, tem feito bom trabalho. Desde a vitória de Pastor na Espanha, Bruno pontuou em quatro das seis últimas corridas e exibiu talvez sua melhor performance no ano em Hungaroring, neste fim de semana, indo ao Q3 pela primeira vez em 2012, segurando no braço Mark Webber para ter seu melhor resultado desde o sexto lugar do GP da Malásia.

Senna está em melhor fase, mas nem de longe está garantido para 2013 na Williams (Foto: Williams)

Discretamente, alternando corridas de altos e baixos, Senna faz o que é possível com o carro que tem. Mas Maldonado, nem isso. Na minha opinião, mesmo com a — injusta — punição ao piloto no último domingo, na Hungria, acho que falta uma ‘chamada de atenção’ por parte da Williams. Como Pastor é indiretamente o dono da grana que banca a maior parte do orçamento do time de Grove, fica a impressão de que, para a Williams, está tudo bem assim, mas é fato que Maldonado pode e deve fazer muito mais. Nem mesmo com a carroça do ano passado o sul-americano enfrentou fase tão ruim quanto agora. Depois de ir ao topo da F1, Pastor vem em queda livre em termos de rendimento.

O quadro atual da Williams é um pouco esquisito quando se trata da sua dupla de pilotos para o ano que vem. Hoje é o inconsistente venezuelano quem está em baixa, mas tem a segurança de que seguirá em 2013 — por conta do contrato da PDVSA com a equipe britânica. Por sua vez, Senna está em ascensão, mas ao mesmo tempo não tem nenhuma garantia de que vai renovar seu vínculo com Grove.

Talvez o grande azar de Bruno tenha sido justamente a chegada das férias, que dá uma ‘quebrada’ no bom momento por ele vivido. Certamente que a partir de Spa-Francorchamps, cada corrida será decisiva para sua permanência na Williams em 2013. Em alta, Senna luta pela sobrevivência na F1. Em baixa, Maldonado luta para mostrar ao mundo que aquela vitória em Barcelona não foi mera obra do acaso. Para ambos, a missão é duríssima. Veremos a partir de setembro quem leva a melhor.

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Barrichello no Mackenzie


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Postzinho rápido sobre Rubens Barrichello. Antes de voltar para os Estados Unidos neste mês, quando vai guiar pela primeira vez em um circuito oval, tanto em Forth Worth, no Texas, quanto em Indianápolis, Rubens estará no Mackenzie. Não na condição de aluno, mas como palestrante. Explico.

Antes de voltar aos Estados Unidos, Barrichello dá palestra no Mackenzie (Foto: DAEG/Mackenzie)

O atual piloto da KV e dono do maior número de largadas na história da F1, com 323 GPs no currículo, vai palestrar para os estudantes no Auditório Ruy Barbosa, na próxima quinta-feira (3), às 20h. O tema? Motivação, liderança e competitividade. O evento é organizado pelo Diretório Acadêmico Eugênio Gudin.

Barrichello já é um veterano das palestras motivacionais. Sempre focando em assuntos como liderança e evolução contínua, o paulistano, que completará 40 anos no próximo dia 23, já fez palestras até mesmo para funcionários da Williams, sua última equipe na F1.

Os estudantes presentes à palestra da próxima quinta-feira vão concorrer a uma participação em uma corrida de kart na Granja Viana, em Cotia, Grande São Paulo. Como diria Victor Martins, informei.

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O importante é levar os três pontos


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MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Belford Roxo

Amanhã começa, em Barcelona, a segunda sessão de testes coletivos da pré-temporada da F1. Aproveitando a folia momesca, trago este post mais descontraído para comentar um pouco do que nós aqui do Grande Prêmio passamos quando começam a chegar as pérolas dos pilotos e engenheiros no fim do dia de treinos dos carros novos.

Sabem aquele discurso de jogador de futebol? “Não, o professor deu as orientações aí, o time jogou bem, ainda tem que melhorar a zaga, mas o importante é que a gente conseguiu os três ponto aí grazadeus”.

Pois a F1 não é muito diferente. É sempre aquele blá blá blá já tradicional. “O carro é muito bom, é muito rápido, estou feliz com o resultado do dia…”. Enfim, as falas dos pilotos vêm recheadas de frases que raramente mudam. Um gerador de lero-lero infinito em tom sempre otimista. Todos têm carros maravilhosos e a equipe evoluiu muito durante o inverno. Eventualmente, porém, um ou outro fala alguma palavra diferente e é aí que você pode interpretar o que os caras realmente querem dizer.

Quando um piloto senta no carro e vai com ele à pista, ele sabe bem qual é o potencial. Ele sabe se está guiando uma máquina campeã ou uma cadeira elétrica. Mas ele nunca vai sair dizendo: “Putz, olha onde eu fui amarrar meu burro”. Na verdade, ele até diz. Mas com outras palavras.

Um sintoma clássico de que o carro provavelmente é uma porcaria é o “ainda é muito cedo para fazer previsões”. Sebastian Vettel foi um dos que deu essa declaração em Jerez de la Frontera, há duas semanas. Quando vemos isso, a vontade é de pôr no título da matéria: “Má olha isso… Vettel diz que novo carro da Red Bull é uma droga”.

Quem também falou uma dessa foi Pastor Maldonado. O primeiro título que passa pela cabeça é: “FW34 é outra carroça e sei não, hein… Será que Frank Williams aguenta mais desgosto?”.

Ou então na hora que chega uma frase de Pedro de la Rosa dizendo que adorou o dia de testes com a HRT. O título que, no fundo, nós queremos escrever é: “De la Rosa diz que carro da HRT é bom… Aham, Pedro, senta lá”.

Os testes da F1 seriam muito mais interessantes se nós pudéssemos escrever o que os pilotos realmente querem dizer com essas frases feitas.

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Um pouco sobre Kimi e Sebastian


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MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha 

Pois é, o acordo com a Williams subiu no telhado. Kimi Raikkonen pediu participação acionária na equipe, Frank fez bico, a Renault (futura Lotus) ficou na espreita, foi lá e assinou com o finlandês.

Então é isso, Raikkonen está de volta. Mantenho o que eu disse sobre ele quando escrevi sobre o provável acordo com a Williams. E Jean Alesi deu a chave da questão ao elogiar a contratação do finlandês hoje: “O bom do Kimi é que ele tira o máximo de um carro rápido. Quando o carro estava bom na McLaren e na Ferrari, ele estava sempre vencendo”.

Reparem que ele não disse que o Kimi é um grande líder, que é motivador da equipe, que é obstinado, não. Raikkonen é rápido, sim, indiscutivelmente, mas só o é quando tem um carro bom. Alesi só confirmou o que eu já tinha dito aqui. Quando o carro está bom, Kimi vence. Quando não está, não vence e também não faz nada para que o carro melhore.

A postura que Raikkonen sempre mostrou nas equipes pelas quais correu me lembra muito a de Sebastian Vettel. Só que ao contrário. Após o problema no câmbio que teve durante o GP do Brasil (suspeitas de marmelada à parte), o alemão fez questão de acompanhar o trabalho dos mecânicos para saber o que havia acontecido. Ficou até tarde no autódromo vendo o desmonte de sua caixa de câmbio, a medição da pressão do óleo e essas coisas.

Vettel mostrou uma obstinação workaholic que poucos pilotos têm. Desculpem a comparação, mas me lembrou Senna. O Ayrton, claro. E no GP de Abu Dhabi, o bicampeão também teve uma postura admirável. Depois de abandonar a corrida por causa de um furo no pneu, Vettel acompanhou toda a corrida a partir do pitwall. E foi elogiado pela equipe.

Por isso e, obviamente, pelo superlativo talento que tem, acredito que ele ainda vai tão longe quanto Michael Schumacher. Não, ele não é o “novo Schumacher”, ele é Sebastian Vettel e ponto. E daqui a alguns anos vamos nos entregar a sangrentos debates para saber se o melhor de todos os tempos era Vettel, Schumacher ou Senna.

Não gosto de domínio de pilotos ou equipes e acho que a F1 fica muito prejudicada quando só uma pessoa ganha tudo. Mas é muito bom ver um piloto como Vettel em atividade. Já do Kimi, não posso dizer o mesmo.

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SIM, EU TORÇO PELO BARRICHELLO


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MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Não queria repetir o assunto do post de ontem da Eve, mas depois do último domingo, não poderia deixar passar em branco.

Eu confesso que torço muito por Barrichello. Já sofri muito bullying por isso e já precisei até esconder minha preferência para não ser barbaramente atacado em uma reunião de parentes que debatiam o assunto, há muitos anos. Lembro até hoje da cara do meu tio me olhando com um misto de nojo/surpresa/intimidação perguntando: “Você não torce pro Rubinho não, né?”

Pois hoje eu digo: SIM, eu torço pelo Rubinho!

Infelizmente, nunca foi campeão. Ainda não sei se por uma grande injustiça do universo, se por falta de força mental quando corria por equipes grandes, se realmente teve um carro igual ao do Schumacher na Ferrari ou mesmo se eu o superestimo.

O fato é que vejo em Rubens Barrichello um grande piloto. E que é ainda melhor quando corre contra as dificuldades. Rubinho sempre arruma do nada grandes atuações tirando leite de pedra com carros terrivelmente ruins e indo além do que se espera dele e do carro. Foi o que aconteceu nesse domingo, em Abu Dhabi.

O que me deixa realmente triste é que tenhamos voltado àquela situação do fim de 2008, quando Barrichello ficou sem equipe e quase deu adeus à F1, encerrando sua carreira naquele time lamentável que era a Honda. E eu duvido muito que Rubinho vá dar a sorte de cair numa equipe ano que vem que, subitamente, vai aparecer com um carro campeão.

Lamento muito pelo Barrichello. Por nunca ter sido campeão, por nunca ter vencido um GP do Brasil e por nunca ter tido da torcida brasileira o respeito que merece (ele cometeu lá seus erros, mas quem não comete?).

Infelizmente é provável que ele termine a carreira no GP do Brasil, no fim deste mês. Uma pena. Queria ainda vê-lo campeão e vitorioso em Interlagos. Mas quem sabe não temos uma corrida maluca com um resultado improvável e a Williams de Barrichello no alto do pódio?

Quem me dera…

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WILLIAMS E RAIKKONEN, ISSO NÃO VAI DAR SAMBA


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MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Bem, Kimi Raikkonen não está mais na F1, mas é bem provável que seja anunciado pela Williams já no próximo fim de semana, em Abu Dhabi. Até andaram dizendo por aí que o piloto traria uma “nova energia à equipe”. Mas esperem estamos falando do mesmo piloto? Raikkonen? Aquele finlandês que fez pouco caso até do título mundial que venceu?

Um assunto que eu abordei rapidamente no último post foi sobre a relação de pilotos com as equipes. A Williams é até uma boa equipe para Kimi. É inglesa, tem um jeito mais frio de trabalhar, tal qual o finlandês. O problema é que os britânicos estão em crise desde que acabou a parceria que tinham com a BMW, que envolvia fornecimento de motores e vários trabalhos técnicos. Na verdade, desde antes disso. A Williams só faz decair desde seu último título mundial, em 1997, com Jacques Villeneuve.

Durante a era Montoya, o time ainda teve uma sobrevida, ganhou algumas corridas, fez lá suas poles, ensaiou brigar pelo título, mas ninguém era páreo para a Ferrari de Jean Todt, Ross Brawn e Michael Schumacher. E desde que perdeu a BMW, as coisas só pioraram, afinal, não há time grande que sobreviva sem uma grande empresa por trás na F1 de hoje, infelizmente.

Hoje a Williams alterna anos razoáveis e outros ruins. Rubens Barrichello está vivendo um bastante lamentável na equipe inglesa. Mas excluindo o fato de que Kimi deve trazer 30 milhões de euros à equipe enquanto Rubens não traz nada, a troca não é boa. Barrichello é muito experiente, sabe trabalhar bem com os carros e se comunicar bem com as equipes onde trabalha. Isso é suficiente para salvar a pátria? Obviamente não. Se fosse, Rubens não teria penado anos na Honda e não estaria penando hoje na própria Williams.

Mas é melhor ter um piloto que aponta os problemas a serem melhorados do que um que sai do carro calado e calado permanece. Raikkonen é rápido, disso não há dúvidas. É um campeão mundial, mas não é, nem de longe, um bom piloto para uma equipe inconsistente como a Williams. Kimi não sabe lidar com carros ruins. Não que ele não consiga ser rápido, isso ele sabe fazer com maestria. Mas se as coisas não estão bem na equipe, o instinto do finlandês não é tentar melhorar, é pular fora.

Faço aqui uma aposta e pode ser que um dia morda minha língua, mas duvido que Raikkonen vá suportar duas temporadas ruins na Williams. Essa mistura não vai dar samba.

Quanto a Rubens… Acho que esse é o fim de sua carreira na F1. Em breve vai estar numa Stock Car da vida correndo nos péssimos autódromos brasileiros. É esperar para ver.

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Montoya, 36


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Um dos principais expoentes do automobilismo latino-americano na última década, Juan Pablo Montoya completa nesta terça-feira (20) 36 anos de idade. O colombiano foi destaque por onde passou, seja na extinta F3000, na Indy, quando foi campeão pela Ganassi em 1999, levou a histórica edição das 500 Milhas de Indianápolis, em 2000, e depois, na F1. Na categoria máxima do esporte a motor, ‘El Gordito’ não chegou a ser campeão, mas foi o único que peitou Michael Schumacher e o encarou de igual para igual, mesmo em seu primeiro ano na Williams.

Montoya poderia ter sido campeão, tinha potencial para isso, mas esbarrou na supremacia incontestável de Schumacher e da Ferrari. Fosse Juan pilotando o outro carro de Maranello, eu arrisco dizer que a história seria diferente. O colombiano não era de aliviar o pé e jamais abriria passagem para Michael vencer uma corrida, como aconteceu várias vezes como Rubens Barrichello. Mas quis o destino que Montoya fosse para a Williams e tivesse como companheiro o irmão de Schumacher, Ralf, sumariamente batido por Juan.

Em 2004, o piloto foi responsável pela última vitória da Williams na F1. Juan Pablo cruzou a linha de chegada do GP do Brasil na ponta (veja o vídeo abaixo), e desde então, jamais outro carro FW alcançou tal primazia, o que, pelo andar da carruagem e com a equipe em decadência, é bem provável que tal momento não volte mais a se repetir. Uma pena para um time com a história que tem a Williams.

De saída de Grove, Montoya rumou para a McLaren em 2005. Tudo indicava que seria mesmo uma fase vitoriosa, e até foi. O colombiano venceu mais três vezes naquele ano, sendo a última de todas novamente no Brasil. Mas o fato é que o cara estava mesmo é de saco cheio da F1 e de Ron Dennis, tanto que em 2006, Juan Pablo se cansou de tudo e voltou para a América para ser feliz na Nascar, onde poderia comer à vontade no Burger King sem ter medo de entalar dentro do carro.

Hoje Juan ainda persegue a primeira vitória no oval pela Nascar, já ganhou algumas corridas no misto. Ele conseguiu se adaptar bem ao meio de bastante cobrança e concorrência, e na pista, alterna boas corridas com algumas que beiram o pífio. Mas se Montoya está feliz por lá, é o que vale.

Acho que faz falta para a F1 ter um cara como Montoya. Um cara que venceu em templos do automobilismo como Mônaco e Monza. Um cara não-convencional, que não tem medo de cara feia, que não tem medo de dizer o que pensa e que não se intimida com os adversários. Nesses quesitos, acho que Lewis Hamilton, que é outro craque, é o piloto que melhor encarna o espírito do colombiano na categoria máxima do automobilismo mundial.

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Destino traçado


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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Saiu hoje no De Telegraaf, maior jornal holandês, que a equipe de empresários de Giedo van der Garde, piloto da GP2, se encontrou no GP da Bélgica com três equipes da F1: Renault, Virgin e Williams. Não por coincidência, três que precisam de dinheiro. Mas aí vem a pergunta: qual não precisa de dinheiro? Esse assunto é mais velho do que andar para frente, então vamos ao verdadeiro tema deste pequeno post: teria Van der Garde estofo para pilotar um carro mediano na F1?

É muito difícil acreditar nisso, uma vez que Giedo prometia muito e não cumpriu o esperado na categoria. O holandês chegou em 2009, depois de vencer a temporada da World Series e aparecer como favorito antes do início do campeonato da GP2. Foi para a iSport, mas os áureos tempos da equipe já pareciam ter ficado para trás. Foi para a Addax, fortíssima e favorita, e foi somente o sétimo colocado. Neste ano, perdeu por muito o título para Romain Grosjean — a diferença é de 34 pontos , faltando uma rodada para o fim — e, depois de fazer só 11 pontos nas últimas três etapas, corre o risco de perder a vice-liderança.

Além disso, já tem 26 anos, aquela que tem sido a idade-limite para ter uma verdadeira oportunidade como titular na F1 vindo da GP2. Di Grassi, Bruno Senna, Pastor Maldonado e — se voltar ano que vem — Romain Grosjean tinham/terão estas idades. Sei que Grosjean correu no lugar do Nelsinho, mas aquilo era um esparro enorme e pra mim não conta.

Não sei, mas Van der Garde me lembra um pouco Jérôme D’Ambrosio, um piloto que teve lampejos na GP2, mas chegou à F1 exclusivamente por conta do dinheiro, já que sua ausência da principal categoria do automobilismo não trazia nenhuma comoção. E não deu outra: segue sem qualquer brilho com as carroças virginianas.

Para mim, se chegar, Giedo entra na F1 com o destino bem traçado.

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Sinal fechando


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Felipe Paranhos

Duas corridas da F1 em 2011 e algumas impressões começam a surgir. A Red Bull domina como esperado, a Hispania chafurda como esperado, Kobayashi mita como esperado… Mas, aqui, eu atento ao desempenho da Williams.

A equipe, que teve para este ano a grana de Pastor Maldonado para ajudar no orçamento, parece ter feito um carro bem fraquinho — o que, aliás, foi minha primeira sensação sobre o FW33, numa conversa com Victor Martins durante a pré-temporada.

Fraquinho em todos os sentidos. Na Austrália, Maldonado largou em 15º, Rubens Barrichello em 17º, este depois de cometer um erro e ficar na brita. Hoje, não dá para descartar que o brasileiro tenha errado, algo incomum, porque estava levando ao limite um carro ruim.

Na Malásia, Rubens conseguiu a 15ª posição no grid, enquanto Maldonado caiu no Q1 e partiu do 18º lugar. A Williams terminou 2010 como a sexta melhor equipe e, neste iniciozinho de 2011, só está à frente das três ex-novatas, tendo perdido terreno para Force India, Sauber e Toro Rosso.

O pior, entretanto, não está na classificação e, sim, na corrida. Nenhum dos dois pilotos completou uma das duas corridas da temporada. E sempre por problemas no carro: Rubens abandonou com defeitos na transmissão em Melbourne e no sistema hidráulico em Sepang, enquanto Pastor repetiu  Barrichello na Austrália e foi traído pelo sistema elétrico em Sepang.

Até agora, das 114 voltas dos dois GPs do Mundial de 2011, Barrichello fez 70. Maldonado, ainda menos: 17. Pastor é novato na F1. Se a equipe de Grove não lhe dá condições de evoluir e amadurecer, fica difícil cobrar resultados no fim.

Como diria o mestre Paulinho da Viola se sua inspiração fosse o automobilismo — ô heresia —, o sucesso da Williams parece ter sumido na poeira das pistas.

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Um gesto de honra


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FERNANDO SILVA

SUMARÉ — Um aniversário de 30 anos não pode passar em branco. Ainda mais se for relacionado a um fato histórico, desses que jamais seriam vistos atualmente. Refiro-me ao GP do Brasil de 1981. À época, tinha apenas um ano de idade, um ano e 17 dias, para ser mais exato. Mas depois, acompanhando a F1 e suas histórias fantásticas, soube que essa corrida marcou época. Foi o dia que um piloto virou as costas para a execução de um jogo de equipe, injustificável em um começo de temporada.

Num gesto de macheza, orgulho ou simplesmente amor pelo esporte, Carlos Reutemann não se curvou aos apelos que vinham dos boxes da Williams, que pedia incessantemente para que o piloto abrisse passagem para o companheiro de equipe Alan Jones, tido como primeiro piloto, e venceu a prova debaixo de muita chuva em Jacarepaguá, que viveu bons tempos na década de 80, ao contrário de hoje.

Jones havia sido campeão em 80 superando Nelson Piquet. Era natural que o australiano fosse eleito como primeiro piloto da Williams, que à época contava com patrocínio maciço de empresas da Arábia Saudita. Mas a dupla do time britânico era muito forte, e Reutemann sempre contou com um retrospecto vencedor: foram 12 vezes no lugar mais alto do pódio desde sua estreia em 1972. Apesar de Alan ser o preferido de Frank Williams, o argentino não se intimidou com o colega de time.

O oceânico começou 1980 vencendo o GP dos Estados Unidos, que era tradicionalmente disputado em Long Beach, que hoje sedia a etapa mais importante da Indy depois de Indianápolis e Las Vegas. Jones viu o companheiro cruzar a linha de chegada em segundo, enquanto o rival Piquet foi o terceiro. A vantagem de cinco pontos para o piloto da Brabham com apenas uma prova realizada foi o suficiente para a Williams optar pelo campeão em detrimento de Reutemann, que jamais aceitou tal condição.

A resposta do argentino aconteceu duas semanas depois, no Rio de Janeiro. Lole, como é conhecido até hoje, já havia vencido a prova em Jacarepaguá três anos antes e se dava melhor na pista do que Jones, que jamais ganhou no Brasil. Melhor que Reutemann, só Piquet, que garantiu a pole-position daquela etapa.

Mas o brasileiro optou por pneus para pista seca, mesmo com o asfalto molhado. Carlos pulou para a ponta, seguido sempre por Jones. O argentino liderou de ponta à ponta e desobedeceu, ignorou mesmo as placas de sua equipe que pediam para trocar de posição com o então número 1 do mundo, vencendo a corrida com autoridade. A coragem de Reutemann causou desconforto na Williams, que praticamente não esteve presente à festa de premiação. Jones foi ainda pior e se ausentou do pódio em Jacarepaguá.

Infelizmente, o gesto de Reutemann — hoje Senador da República pela província de Santa Fé — atualmente é considerado areia no deserto. Coincidência ou não, dois brasileiros — Rubens Barrichello e Felipe Massa — abriram mão de suas vitórias recentemente para oferecê-las a seus respectivos companheiros de equipe, Michael Schumacher e Fernando Alonso, sempre pela Ferrari. À época, ambos alegaram profissionalismo para adotar tal postura, que é injustificável aos olhos do torcedor. O gesto de Lole foi, é e será sempre incomparável, imortal.

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Mais do mesmo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Sem as presenças de Ferrari e Mercedes, as primeiras colocações do primeiro dia da quarta bateria de testes em Barcelona não foram nem um pouco surpreendentes. Mark Webber levou a Red Bull à ponta, como quase sempre, seguida pela McLaren de Jenson Button, que após se apresentar de maneira claudicante nas atividades de pista em fevereiro, deu ligeiras mostras de reação conduzindo o MP4-26 com um bizarro bico ‘bolha’.

A Lotus Renault de Vitaly Petrov e Nick Heidfeld — que doente, quase não treinou — fechou a sessão no top-3, a 0s393 de Webber, dando a entender que os bólidos preto e dourado podem lutar contra a Mercedes pela quarta colocação entre os construtores, no mínimo.

A Toro Rosso, que vinha andando bem nos últimos testes, decepcionou hoje na Catalunha. Sébastien Buemi enfrentou problemas no seu STR6 em Montmeló, causando uma bandeira vermelha no início do treino, e quando voltou, não conseguiu mais do que a oitava posição. Ainda é cedo para dizer que a escuderia de Faenza andou para trás. Resta esperar pelo desempenho da filial da Red Bull na quarta-feira.

No pelotão de trás, destaque para Davide Valsecchi. Considerado por Felipe Paranhos como um dos melhores pilotos de todos os tempos, o italiano não fez feio com a Lotus T128 e fechou a manhã em terceiro, de maneira surpreendente, após completar 50 voltas sem enfrentar qualquer problema grave. Luiz Razia fou o responsável por conduzir o carro malaio no período da tarde, foi 1s317 mais lento que o companheiro de equipe na Air Asia da GP2, mas ainda assim, foi mais rápido que Jérôme D’Ambrosio, que mesmo tendo completado 57 voltas, se arrastou na pista com o MVR-02 e ficou a 9s516 de Webber. Um verdadeiro abismo.

A volta da equipe de Maranello às pistas amanhã pode estabelecer o real parâmetro de superioridade da Red Bull perante as rivais. Ou pode ser que, com a presença da maior oponente em Barcelona, o time taurino novamente esconda o jogo. Além de Ferrari e Mercedes, a Williams também vai para a pista com o novo-velho visual da Rothmans. E a Hispania já anunciou que não treina amanhã. Nada de destaque, nada de novo nessa pré-temporada mais morna de todos os tempos da F1. Como diria Renato Russo, é tudo mais do mesmo.

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Barriquismo, antibarriquismo e afins


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Barrichello e o S do Senna no bico da Williams praticamente monopolizam as perguntas do Ao Vivo

Felipe Paranhos

Como muitos de vocês sabem, eu sou o responsável pela maioria das transmissões ao vivo do Grande Prêmio. E nesta jornada de testes coletivos em Jerez de la Frontera, na companhia de Marcelo Ferronato, que digita direto do circuito andaluz, tenho recebido ótimas perguntas e palpites de leitores. Mas o coletivo tem me espantado mais do que o individual. Vejo bastante interesse sobre a Virgin de Lucas Di Grassi, algumas questões sobre o possível rendimento de Felipe Massa ante Fernando Alonso, mas nada, nada supera a preocupação dos internautas em relação a Rubens Barrichello.

Chegam entre 70 e 80 emails por dia. Pelo menos 30 falam de Barrichello. Rendimento do motor Cosworth e suas consequências nas pretensões de título do brasileiro, a qualidade ou não do FW32, a possibilidade de Nico Hülkenberg dar trabalho… As mais diversas.

Isso me atenta para algo que notei em maio do ano passado, quando escrevi este texto para o finado Zeroforce. O deboche com que muitos tratam o piloto da Williams nada mais é do que rancor nutrido em relação àquele em quem foi depositada toda a expectativa da torcida de um país que só valoriza o campeão. Parece que não, mas muita gente caiu na conversa de “novo Senna”, em meados dos anos 1990. Por outro lado, há os que ainda torcem pelo sucesso de Rubens, piloto acima da média do grid atual, como para esfregar na cara de quem não acreditava no veterano.

Nenhum dos dois caminhos — extremos — é o ideal. Ainda me incomoda ver que no Brasil não apenas se torce doentemente pelos brasileiros — como se fosse errado não torcer para ninguém ou por um estrangeiro ou equipe em particular —, mas também se rotula o torcedor como Sennista, Piquetista, Barriquista, Massista, essas babaquices. Esse tipo de raciocínio serve tão apenas para elevar o tom das discussões e aproximar o automobilismo de uma mesa-redonda de futebol das antigas, uma Grande Resenha Facit enfiada garganta abaixo em blogs do tema.

Visto assim, como um campo de deboches e disputas entre torcedores apaixonados e reclamões, o automobilismo continua sendo assunto apenas para piadas no Casseta & Planeta e no Pânico na TV, além de objeto na mão da TV que transmite a F1 e chama as equipes por nomes aleatórios. Sem espectadores e fãs mais exigentes, que esperem mais do que a ladainha Brasil-sil-sil e os gritos contra os Dick Vigaristas do universo que não deixam os brasileiros ganharem, nada vai mudar.

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Barrichello vive momento de aprendizado em equipe


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Rubens Barrichello quis fugir de uma análise fria de resultados e celebrou o avanço do trabalho da Williams no segundo dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Em entrevista dada aos jornalistas presentes na pista espanhola – incluindo o repórter do Grande Prêmio, Marcelo Ferronato –, o piloto da Williams afirmou que agora é um momento de aprendizado.

Ao responder a pergunta feita pela reportagem do GP sobre as diferenças dos dois treinos realizados nesta semana, Barrichello disse que o carro mudou bastante de segunda para terça. E foram mudanças que vieram para melhor.

Apesar de não chegar ao tempo ideal – foi o quinto colocado –, o brasileiro preferiu não entrar em pânico e ressaltou a dificuldade para ler e fazer uma análise da F1 atual devido ao fim do reabastecimento. Rubens contou que só testou até agora com bem mais da metade do tanque cheio, nunca menos, o que deixa o carro mais lento.

No mais, Barrichello demonstrou estar em lua-de-mel com sua nova equipe e fez uma série de elogios aos novos companheiros.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Who?-quem?-berg


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Eu já trabalhei com futebol e sei muito bem como é difícil trabalhar com esses jovens jogadores que se acham a última bolacha do pacote. Começam a despontar no esporte, fazem um gol em um jogo importante e, pronto, se tornam um poço de arrogância, isso sem ao menos construir uma carreira de respeito.

Agora, transportem esse cenário para a F1. A situação piora, já que se trata de um esporte de salários milionários e egos na estratosfera.

Pergunto aos internautas e leitores do BloGP: quem é Nico Hülkenberg? Um piloto que está despontando, ganhou o campeonato da GP2 e agora tem a sua grande chance na F1, como companheiro de Rubens Barrichello na Williams. Bom currículo, mas nada para alguém se sentir um gênio da raça.

Nosso repórter em Valência, Marcelo Ferronato, encontrou Hülkenberg no circuito Ricardo Tormo. Primeiro, observou o tratamento que o piloto dá para os fãs da categoria. Um torcedor espanhol pediu para tirar uma foto com o alemão, que, pelo menos, o atendeu. Após registrar a imagem, o fã, muito feliz de estar com um piloto da F1, estendeu a mão para cumprimentar o que poderia ser um novo ídolo. Ficou no vácuo.

Marcelo foi cumprir sua função de jornalista para falar com Nico, mas sua assessora foi, no início, intransigente. Outra coisa estúpida na F1, por que um piloto não pode falar, tem de ser tudo conforme um roteiro? Mas, nesse ponto, somos chatos e não desistimos.

O repórter do GP pediu só uma pergunta, e a assessora cedeu. Hülkenberg respondeu. De forma seca, mas respondeu. Sem muito material, Ferronato tentou ao menos mais um comentário do germânico, que lançou: “Não era só uma pergunta? Era só uma pergunta”. Ele se virou e foi embora.

Já vi grandes gênios do esporte serem humildes ao extremo e pararem tudo só para atender um jornalista ou fã. Depois de passarem por muitas histórias, ganharem muitos títulos, essas figuras ilustres têm a dimensão da importância de suas palavras e atos. Por isso, são ainda mais gigantes.

Se uma estrela fizesse o que o piloto da Williams fez, poderia relevar, mesmo sem continuar concordando. Mas volto a questionar: quem é Nico Hülkenberg no universo da F1? O que ele já fez no esporte para se colocar em um pedestal inatingível?

Por essas e outras que a F1 está cada vez mais distante de seus fãs.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O 1º dia de Barrichello na Williams


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Overdose de Rubens Barrichello nessa segunda-feira (1º). Depois de nossa entrevista exclusiva, o piloto da Williams foi para a pista de Valência, na Espanha, estreou no time britânico e acabou com o sexto lugar no primeiro dia de treinos coletivos no circuito Ricardo Tormo. O brasileiro também foi o responsável pela única bandeira vermelha da atividade. Um problema eletrônico de acelerador cortou o motor e fez o carro parar, segundo o veterano.

Depois da sessão, Barrichello deu uma longa entrevista para os jornalistas brasileiros – e a reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, estava presente –, em que falou sobre o problema vivido no treino, sobre suas impressões sobre o carro de sua nova equipe, sua opinião sobre mudanças nas regras das classificações em 2010, entre outros assuntos.

Mais Barrichello aqui no BloGP. O internauta pode conferir o que o representante da Williams disse após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Rubens Barrichello, em alto e bom som para o BloGP


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Nosso enviado especial em Valência, Marcelo Ferronato, aprendeu direitinho com a já lendária Evelyn Guimarães como conseguir entrevistas exclusivas bombásticas na surdina. De mansinho, o homem de Ribeirão Preto que foi parar na Europa conversou com Rubens Barrichello.

No motorhome do piloto da Williams, o brasileiro falou sobre muitos assuntos: a hora de parar, as expectativas para 2010, a volta de Michael Schumacher, o relacionamento com Nico Hülkenberg, seu novo companheiro, e a decisão de se focar no presente e deixar o tempo passar, sem muitas preocupações com o futuro.

O internauta pode conferir o trabalho do nosso repórter na Espanha nas matérias publicadas nessa segunda-feira (1º) no Grande Prêmio e aqui no BloGP, onde ouve o áudio da entrevista, editado por este que lhes escreve.

Ouça aqui a entrevista exclusiva do Grande Prêmio com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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A bola da vez


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Nico Rosberg está, finalmente, recebendo a atenção que merece para 2010. Ou, ao menos, é o que se entende ao ler o noticiário de hoje. Brawn e McLaren, nada mal.

E, afinal, Nico vem confirmando – ao menos na opinião deste pobre escriba – tudo aquilo que prometeu mostrar nos últimos anos. Mesmo com os dois pódios da temporada passada, seu campeonato de 2008 foi mais fraco do que o de 2007, principalmente devido ao péssimo carro que a Williams preparou então. Mas, agora, a coisa mudou, e o fato de estar marcando pontos seguidamente comprova isso.

Mas também evidencia, escancara e chuta o balde para algo que todos estamos carecas de saber, e que eu ainda lamento muito: o fim de feira da Williams. Rosberg, no seu auge, e com a chance de ser um dos bons pilotos do Mundial de 2010, não vai ter a chance de ganhar uma prova para o velho time de Grove. E, no auge, ele deve ser trocado por um piloto que mostrou claramente não ter condições de guiar em alto nível – Heikki Kovalainen.

O que é uma pena. Eu me criei vendo a Williams grande, disputando títulos com Hill e Villeneuve e, depois, com o Montoya, sem falar da história que precedeu o “meu” período, quando Piquet, Mansell e Prost levaram suas taças ao lado do velho Frank.

E o pior é que existe esperança, mas provavelmente por pouco tempo. Se Nico Hülkenberg for mesmo confirmado como titular, como aparenta, vai ser outro a dar o fora em busca um time vencedor assim que for possível. Triste, isso.

E, no clima de chuva que assola Novo Hamburgo há quatro dias, vou chutar o balde com a escolha musical de hoje. Não fujam daqui:


bon-jovi-always
Enviado por bonitao224. –

Solando um requiém em air guitar,
Francisco Luz

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As férias, as brigas e Schumacher


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Depois de uma semana de intensa loucura — com tudo que cercou o acidente de Massa, a saída da BMW, a volta de Schumacher e a demissão de Nelsinho Piquet —, finalmente temos um pouco de calma e tranquilidade na vida. Estava na hora, e agora é a hora de aproveitar a oportunidade para ser mais frequente aqui no blog (algo que estou devendo, eu sei, mas o maldito twitter é a nova maconha webal).

Mas, antes de preparar algo mais elaborado, queria saber se mais alguém achou interessante (digamos assim…) a notinha toootalmente transtornada da Ferrari contra a Williams? Pois eu gostei. Esporte precisa de rivalidade, e a F1 andava asséptica demais há muito tempo. Finalmente, agora, sei que existe gente ali que tem um pouco de sangue correndo, e nos dois times.

E, sobre Schumi, só posso dizer que estou bastante ansioso para ver como ele vai se sair. Acredito que o cara tem todas as chances de brigar por vitória – afinal, a Ferrari vinha crescendo nas últimas provas. E fico só imaginando a vergonha dos atuais pilotos se um velho aposentado chega lá e consegue um pódio ou uma vitória. Eu, ao menos, me esconderia num cantinho qualquer.

Abraços,
Francisco Luz

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