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‘Calma’, Argentina segue se protegendo da gripe A


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Carlos Petrio é jornalista do “Clarín” e esteve no Brasil para cobrir a etapa da Top Race V6 em Interlagos. O BloGP aproveitou para conversar com o repórter para saber a situação em que se encontra a Argentina depois do surto de gripe A no país vizinho do Brasil. Petrio disse que os argentinos chegaram a ficar em um estado inicial de pânico, mas que já se acalmaram. Mesmo assim, seguem recomendações como evitar lugares públicos, cancelam viagens e só usam máscaras se estiverem contaminados, para não contagiar outras pessoas. O “periodista” também relatou que a recepção no Brasil foi boa, sem qualquer tipo de discriminação por causa da gripe A. Confira a entrevista.

BloGP: Como está a situação em Buenos Aires e no restante da Argentina? Existe pânico entre a população?

Carlos Petrio: Há algumas semanas, houve um momento, que não sei se foi de pânico exacerbado, mas que as pessoas iam imediatamente aos hospitais assim que achavam que tinham os sintomas. Vários serviços de saúde entraram em colapso, as pessoas esperavam por horas para serem atendidas. Medicamentos se esgotavam em poucas horas. Mas não se vê muitas pessoas usando máscaras. Algumas usam, mas a recomendação é que as máscaras só devem ser usadas por pessoas que estão com a gripe, para não contagiar outras pessoas. Elas não servem para proteger pessoas de pegarem a gripe. Há algumas restrições, as pessoas vão menos para os shoppings, cinemas, teatros, restaurantes. Estamos em férias escolares, que é uma época em que as pessoas saem muito com seus filhos. Tudo isso foi restringido, existe um cuidado. Mas digo que, neste momento, não há pânico.

BloGP: Quais são as recomendações do governo argentino para a população?

CP: Basicamente, suspenderam as aulas por quase um mês. Recomenda-se às pessoas para que não frequentem muito lugares públicos. Há cuidados especiais com pessoas com resistência baixa, como mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas. O governo determinou que todos devem ser atendidos em qualquer centro de saúde público ou privado porque o tratamento é por conta do Estado. Não importa se a pessoa tem ou não plano de saúde. Existem as recomendações básicas, como lavar as mãos várias vezes por dia. Uma recomendação muito forte é que se uma pessoa ficar com mais de 38°C de febre por mais de um dia e meio, deve procurar um médico. Porque é muito comum você ter febre por dois ou três dias. Você fica de repouso e espera passar. Agora, pelo que dizem, as crianças são as mais afetadas. As pessoas se preocupam muito com isso, com seus filhos, mas diminuiu a sensação de pânico. Também se notou muitas coisas no lado econômico, porque as pessoas não saem mais para comer fora, muitas não viajaram para o interior ou do interior para Buenos Aires, que é um dos lugares com maior número de casos. Bariloche recebe muitos brasileiros. Nesse ano, a ida dos brasileiros para lá diminuiu muito. Isso não quer dizer que os brasileiros nos discriminam. O que acontece é que muita gente prefere não se arriscar. Pensa: “Viajo para lá no ano que vem, para que viajar esse ano?”. Não só em Bariloche, o turismo no país diminuiu. Existe uma situação de cuidados e prevenções que não se tomariam em outros momentos. Por exemplo, recentemente houve um feriado na quinta, dia 9 de julho (dia da Independência na Argentina). Na sexta, dia 10, o governo nacional decretou um feriado sanitário para a administração pública. Mas a prefeitura de Buenos Aires, que é opositora ao governo nacional, não aderiu ao feriado porque seus especialistas disseram que isso não servia para nada. Aparecem essas contradições que deixam as pessoas desorientadas. Mas, como disse, não me parece que existe uma situação de pânico. Já houve, mas agora não há.

BloGP: Vocês da delegação argentina que vieram ao Brasil por conta da Top Race V6 sentiram algum tipo de discriminação no Brasil devido à epidemia da gripe A em seu país?

CP: Não tivemos muito contato, ainda mais porque o trabalho com o automobilismo nos toma todo o dia, não estamos num hotel em uma zona central, para sairmos e caminharmos. Mas não fomos destratados no hotel, tão pouco aqui. Não sei o que aconteceria se um de nós da delegação argentina fosse para alguma lanchonete e tossisse. Não sei se poderia haver algum problema desse caso. Não sentimos nada discriminatório ou alguma desconfiança, como falar conosco se afastando da gente [demonstra se afastando do repórter do GP], não houve nada nesse sentido. Nem sequer quando desembarcamos no Brasil. Aliás, imaginávamos que haveria um enorme controle no aeroporto. Houve um controle, tivemos de assinar um formulário, fomos avaliados para se certificarem de que não estávamos com uma temperatura alta, mas nada muito sério.

BloGP: Ninguém usou máscaras aqui no Brasil?

CP: Não, apenas no aeroporto.

BloGP: Na sua opinião, essa crise vai durar mais quanto tempo?

CP: Na Argentina, o que os especialistas dizem é que o pico aconteceria na próxima semana e começaria a diminuir. Outros dizem que isso tem a ver com o clima. Assim que diminuir o frio, vai diminuir o problema. Tenho a sensação que houve uma alarma muito grande, de que o vírus era mais letal do que é na verdade, menor do que a gripe comum. Mas o problema pode voltar no próximo inverno. Só que os laboratórios vão ter as vacinas para a gripe. Acredito que estaremos muito mais preparados no inverno que vem.

Marcus Lellis

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A cobertura que não acabou


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O material colhido na cobertura da F-Truck e da Top Race V6 em Interlagos ainda não acabou. Entre hoje e quarta, vou publicar mais alguns textos no Grande Prêmio e aqui no BloGP. Posso adiantar assuntos interessantes, como a opinião de alguns argentinos que estavam lá sobre o surto da gripe A no nosso país vizinho e uma breve análise da F-Truck um ano depois da morte de seu fundador, Aurélio Batista Félix.

Também queria deixar uma ressalva sobre um post mais abaixo, “Treino é treino, jogo é jogo”. Falei sobre a falta de comida na sala de imprensa na sexta e sábado, queria destacar que foi uma brincadeira. Esse aspecto é bobo, não é a falta de alimentos, que é uma cortesia da organização, que vai atrapalhar nosso trabalho ou o trabalho de quem cuida da categoria. Podia parecer que era uma crítica, mas não era.

Não tenho nada a reclamar da assessoria da Truck e da Top Race, sempre solícitos e prontos para o ajudar. É isso!

Marcus Lellis

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E o pau quebrou, sim


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Conversando com o câmera da ESPN argentina, apuramos que houve porrada, sim, na discussão entre Norberto Fontana e Marcos Di Palma. Aliás, eles conseguiram até imagens do ocorrido.

Foi briga feia. Di Palma tentava esganar Fontana, que devolvia puxando os vastos cabelos do oponente. Depois chegou a turma do “deixa disso”, afastou os dois. Isso aconteceu no intervalo entre as baterias rápidas e a prova principal. A organização da Top Race não se omitiu, já que a confusão aconteceu perto da Torre de Controle, e desclassificou os dois da corrida.

Segundo o câmera da ESPN argentina, Di Palma é, digamos, uma pessoa fora do controle. Já aprontou várias. Contou-nos que, uma vez, um avião onde estava Di Palma aterissou fora da rota comum para que a polícia pudesse prendê-lo.

Marcus Lellis 

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E o pau quase quebrou na Top Race


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Argentino é raçudo em tudo. Os ânimos ficam exaltados até no automobilismo. Depois de um choque que o tirou da corrida da Top Race V6 em Interlagos, Laureano Campanera partiu para cima de Henry Martín. Queria o tirar do carro e partir para a porrada, antes de ser contido pelos integrantes de sua equipe.

Ao se dirigir para os boxes da categoria, que ficam atrás do pit-lane, Laureano soltou os cachorros em Henry em entrevista para a Fox Sports. Até o chamou de filho da puta.

Pior que não foi a primeira discussão do dia. Norberto Fontana e Marcos Di Palma quase chegaram às vias de fato após as baterias rápidas pela manhã.

Marcus Lellis

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A revista que mostra a força do automobilismo argentino


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Muitos podem discutir, mas a paixão dos argentinos por automobilismo é maior do que a dos brasileiros. Recebemos exemplares da revista semanal Corsa, especializada no esporte. São 66 páginas. O automobilismo argentino ocupa a maioria delas. O resto fica com a F1, com o relato do GP da Inglaterra (a revista é de junho), F-Truck (apoiada pela parceria com a Top Race) Nascar mexicana e mais uma ou outra categoria de fora.

A capa é dedicada à Top Race V6. A revista abre com esse assunto. A F1 só aparece nas últimas páginas.

É sabido que o povo argentino é bem nacionalista, gosta muito de cultuar suas próprias coisas. E, cá entre nós, isso é mais do que certo. Por isso, o automobilismo local deles é forte, mesmo não tendo um piloto na F1. Isso também se comprova no número de jornalistas que veio para o Brasil, como foi relatado posts abaixo.

Brasil, fica aí a lição.

Marcus Lellis

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O ‘segredo’ do sucesso da Top Race: gastar pouco


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A crise econômica mundial deixou o automobilismo de joelhos e causou transtornos em muitos lugares do mundo, até mesmo em países com moeda forte. Com uma economia que não é muito sólida, a Argentina também passa por problemas e faz esforços para conter o avanço da crise. Por isso, é de surpreender ver uma categoria do país sul-americano, a Top Race V6, ultrapassar barreiras, fazer sua primeira viagem internacional e trazer um campeão mundial de F1, Jacques Villeneuve. De acordo com Alejandro Urtubey, presidente da categoria argentina, não há muito segredo para sobreviver em meio aos contratempos econômicos. A solução encontrada é a mais simples possível: levar qualidade às pistas, mas gastando pouco.

“O Top Race nasceu em 2004 com um conceito distinto daquele que temos no automobilismo na Argentina. Foi a criação de uma categoria puro-sangue, que atende às expectativas do público que é amante do automobilismo, mas tem um baixo custo”, afirmou o dirigente. A Top Race alinhou 39 carros no grid em São Paulo e tem a participação de cinco montadoras: Mercedes, Ford, Chevrolet, Peugeot e Volkswagen.

BloGP apurou que, na Argentina, as equipes gastam cerca de R$ 20 mil para correr em cada etapa. Mas a prova do Brasil foi especial. A organização da Top Race V6 bancou todas as despesas dos times, com passagens aéreas, ônibus para trazer mecânicos, engenheiros e demais integrantes, translados e hotel cinco estrelas para os pilotos. Assim, assegurou a festa da categoria no autódromo de Interlagos.

Marcus Lellis

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Gripe A não afastará Truck da Argentina, garante Neusa


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A Argentina é um dos países mais afetados pela gripe A – com 137 mortes causadas pelo vírus, é o lugar com o segundo maior número de vítimas fatais, perdendo apenas para os EUA (211), de acordo com relatórios oficiais. Para não ter de desfazer o acordo para a vinda da Top Race V6 para o Brasil, a F-Truck tomou todas as providências com o Ministério da Saúde e outras autoridades para garantir a presença da delegação argentina em São Paulo. Mas esse acerto tem duas mãos, já que a categoria brasileira também vai visitar os “hermanos”, em Buenos Aires, em setembro. Com a epidemia da doença na Argentina, questionou-se a viabilidade da prova. Algo que a presidente da Truck, Neusa Navarro Félix, rechaçou.

“Com certeza, a corrida vai acontecer, sim. Nós tivemos todos os cuidados com a vinda deles para cá. Consultamos todas as autoridades de Saúde. A nossa ida para lá só vai deixar de acontecer se for por uma impossibilidade, caso não possamos entrar lá ou sair daqui, o que acho difícil de acontecer. Até setembro, tudo deve estar resolvido”, afirmou Neusa.

A segurança da dirigente é tanta que nem há um projeto paralelo à prova de Buenos Aires no caso de ter de cancelar a etapa argentina. Não existe plano B. O plano A tem de acontecer. Com certeza, iremos para lá”, falou Félix, garantindo um sonho de seu falecido marido, Aurélio Batista Félix, de ultrapassar as fronteiras com a F-Truck.

Marcus Lellis

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Treino é treino, corrida é corrida


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Já dizia Didi, não o Mocó, mas o falecido jogador, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira de futebol: “Treino é treino, jogo é jogo”. No automobilismo, também. Treino é treino, corrida é corrida. O clima no autódromo de Interlagos para as etapas da F-Truck e Top Race V6 neste domingo é bem diferente do que sexta e sábado. O agito no pit-lane é mais intenso. Pessoas indo e vindo para lá e para cá, maior agitação de torcedores nos boxes, aquela festa.

Na sala de imprensa, uma mudança é clara. Temos comida aqui! Sim, porque nos dias de treinos, só havia água e mais nada. Mas a organização providenciou quitutes para hoje. Fome, nunca mais.

Marcus Lellis

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Locutor pede para Cacá vingar Brasil pela Libertadores


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Ao chegar em Interlagos, já deu para ouvir uma pérola. O locutor do autódromo estava fazendo o aquecimento para a primeira bateria rápida da Top Race V6 e, ao falar do Cacá Bueno, que participa dessa série, lançou: “Vamos ver se nós conseguimos vingar a derrota da Libertadores” (o Estudiantes venceu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão na última quarta e conquistou o título da Libertadores).

Até que demorou para aparecer a primeira provocação. Não houve até agora nenhuma discussão acalorada sobre quem é melhor, Pelé ou Maradona.

Marcus Lellis

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A internet ‘cai-cai’


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O dia foi produtivo aqui em Interlagos. Muitas entrevistas, conversas sobe vários assuntos, teremos material para colocar no ar nas próximas horas. O problema é que a internet aqui da sala de imprensa (sala, mesmo, hoje não estou no caminhão) não está colaborando. Muito difícil para manter uma conexão firme, cai a toda hora. Isso que é o saco de trabalhar fora do seu habitat natural.

Não estou com uma máquina fotográfica em mãos, o que é uma pena. Gostaria de mostrar as “chicas” argentinas de promoção que estão desfilando por aqui.

Marcus Lellis

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O ‘diferente’ regulamento da Top Race V6


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É preciso ter paciência para entender o regulamento da Top Race V6. Ao lê-lo pela primeira vez, é difícil ter noção de qual é a ideia adotada pela categoria. O velho sistema de pontos corridos, aquele que ganha mais pontos ao fim do campeonato, o mais simples de entender, não é usado pela competição argentina. A fórmula adotada é capaz de causar inveja aos dirigentes das federações estaduais de futebol, responsáveis pelos regulamentos mais mirabolantes já vistos no esporte mundial.

A Top Race V6 é dividida em quatro etapas distintas, usando as estações climáticas: verão, outono, inverno e primavera. Cada parte do campeonato tem três provas e é independente. É como se houvesse quatro torneios dentro de um só. Passa três provas, e a pontuação é zerada.

O propósito disso é a etapa final, composta por duas corridas, que define o campeão da temporada. Para esse “playoff”, classificam-se os cinco primeiros de cada etapa classificatória – a das estações do ano – e os vencedores de corridas que não tenham terminado no top-5. Exemplo prático: piloto A venceu uma prova da parte da primavera, mas não ficou entre os cinco melhores na classificação ao fim dos três GPs. Ele vai para a disputa pelo título.

Nessa etapa final, os pilotos classificados levam os pontos obtidos pela colocação conquistada em cada etapa. O primeiro lugar vale cinco pontos, o segundo, quatro, e assim vai sucessivamente até o quinto pegar apenas um. Mais uma vez, um exemplo prático: se o piloto B for o primeiro na disputa de verão, o terceiro na de inverno e o quarto na da primavera, vai para a luta pela taça com dez pontos. Aqueles que se classificarem só por ter vencido uma corrida começam zerados.

Nas duas últimas corridas, a pontuação utilizada é a habitual das doze provas classificatórias. Que, como não poderia deixar de ser, também prima pela complicação.

Todos conquistam pontos. O vencedor obtém 20, o segundo colocado, 19, e a conta segue diminuindo um até o décimo, com dez. Do 11º ao 15º, oito pontos são dados. Do 16º ao 20º, seis. Do 21º ao 25º, quatro. Do 26º ao 30º, dois. Do 31º ao último, um.

O pole-position também ganha um ponto, nada mais natural, algo que é utilizado em muitas categorias mundo afora. O interessante da Top Race V6 é que o piloto que conquista a pole no treino de classificação não é aquele que necessariamente vai largar na frente.

Os classificados em números ímpares (primeiro, terceiro, quinto…) disputam uma bateria preliminar na manhã de domingo (19). Aqueles em números pares (segundo, quarto, sexto…) correm em outra série. O vencedor da bateria que obtiver o tempo total mais rápido larga na primeira posição da prova principal do dia. Além disso, faz com que todos os participantes de sua série que estiverem na sua mesma volta comecem a corrida no mesmo lado do grid.

Ah, os seis primeiros de cada bateria também ganham pontos. O primeiro lugar conquista seis, o segundo, quinto, e, novamente, a conta segue diminuindo um até o sexto colocado, que leva seu pontinho.

Essa é a fórmula da Top Race V6. Complexa, para não dizer outra coisa. Resta saber se existe sistema mais diferente no mundo do automobilismo como esse.

Marcus Lellis

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Invasão da “prensa” argentina


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Impressiona o número de jornalistas argentinos que vieram cobrir a etapa brasileira da Top Race V6, em Interlagos, preliminar da F-Truck. São entre 30 a 40 “periodistas”. E das mais diversas mídias.

Tem rádio, TV, jornal e internet. Sete emissoras de rádios estão aqui cobrindo a prova. Quatro canais de TV, incluindo a ESPN e a FOX Sports. Representantes de grandes jornais, como o Olé e o Clarín, também estão aqui.

Mas, por enquanto, a “prensa” argentina não está tão enturmada com a brasileira. Está cada um em seu canto. Devido à massa de argentinos, há uma sala de imprensa exclusiva para eles.

Marcus Lellis

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O sentimento paterno que faz Villeneuve querer voltar à F1


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A vontade de Jacques Villeneuve de voltar à F1 supera a ambição pessoal de mostrar que é ainda capaz de ser um piloto competitivo em uma categoria de alto nível. Vai muito além do ego, da auto-estima, da satisfação de saber que é o melhor. É algo paternal.

Suado, depois de ter treinado pela Top Race V6, o canadense atendeu alguns jornalistas que o cercaram no box 13 de Interlagos, onde está sua equipe. O Grande Prêmio perguntou para o campeão mundial se achava que precisava provar mais alguma coisa na F1. A resposta não poderia ser mais surpreendente. E humana.

“Eu quero que meus filhos me vejam correr. Isso é importante. Hoje em dia, eles me veem em fotos. Quero que eles me vejam correr”, disse Jacques, filho da lenda Gilles e pai de Jules, de 2 anos e meio, e Jonas, de um ano e meio.

Além disso, Villeneuve mostrou que a forma como deixou a F1 ainda lhe incomoda, que não foi o fim ideal. O piloto foi demitido pela BMW Sauber na metade da temporada 2006, há exatos três anos, antes do GP da Hungria, e nunca mais voltou à categoria. Isso também o incentiva a tentar o retorno.

Porém, a volta não será fácil. O próprio Jacques é quem acredita nisso. “Gostaria de voltar. Mas é difícil. Poucas possibilidades”, afirmou o canadense, que também falou a um jornalista argentino que não negociou com a US F1, uma das três equipes novatas em 2010.{

Marcus Lellis

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A simplicidade dos boxes da Top Race V6


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Uma coisa me surpreendeu na primeira volta que dei pelos boxes aqui em Interlagos: a simplicidade dos boxes da Top Race V6. Por exemplo, a Stock Car traz boxes cheio de penduricalhos, fotos, ambiente fechado, uma baita estrutura. A Truck também é assim. Nem preciso falar da F1, com garagens muito modernas, cheio de divisórias e etc.

Na Top Race V6, a coisa é simples. Uso como exemplo o box da equipe do Jacques Villeneuve e do Cacá Bueno. Tem duas faixas, uma em cada lado, com a foto e o nome de cada piloto. Tem os dois carros… e mais nada. Simplezinho. Não há nem uma faixa para delimitar a movimentação das pessoas, deixando entrar só quem é da equipe. Cruzei o box na boa, esperando encontrar o Villeneuve. Não deu, dessa vez.

Não sei se isso é normal da categoria. Essa é a primeira viagem internacional deles. Talvez tenha faltado verba para trazer algo mais moderno. A Argentina não tem uma economia, digamos, muito sólida. Mas é curioso.

Gostei. Prefiro sempre as coisas mais simples.

Marcus Lellis

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A sala no caminhão


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Já estou em Interlagos para a cobertura da F-Truck e da Top Race V6. Nunca estive na F-Truck. O que me impressionou é uma das três salas de imprensa. Ela fica dentro de um caminhão. Mais F-Truck, impossível. Hoje, vou trabalhar dentro de um caminhão.

Marcus Lellis

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