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A tequila que não desce


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

A temporada 2013 da F1 começou cheia de expectativas para o México. Afinal, era a primeira vez desde 1968 que dois astecas correriam lado a lado no grid de largada da principal categoria do automobilismo. Só que nem sempre qualidade é quantidade, não é mesmo?

Muito dessa expectativa gravitava em torno de Sergio Pérez. O jovem de Guadalajara fez seu primeiro ano e meio de F1 muito bem, brilhou em alguns momentos com a intermediária Sauber e ficou perto de ganhar corrida, subindo ao pódio em três oportunidades. É bem verdade que desde que sua contratação pela McLaren fora anunciada, ele jamais foi o mesmo, mas talvez fosse algo passageiro.

Esteban Gutiérrez é a cara nova do México na F1. O magrelo piloto de Monterrey pintou com certo destaque quando foi campeão da GP3 — o primeiro campeão, aliás, em 2010 — e correu na GP2 com relativo destaque, mas não chegou a ser um cara brilhante. Ganhou algumas corridas aqui e ali, mas só. Ainda assim, demonstrava um certo potencial que, aliado ao apoio da Telmex, foi decisivo para ser contratado pela Sauber justamente para substituir Pérez.

O pacote asteca para 2013 parecia ser mesmo promissor: Pérez na McLaren, equipe mais do que vencedora e dono de um histórico glorioso na F1; Gutiérrez na Sauber, time que cresce cada vez mais a cada temporada e que deixou boa impressão nos últimos anos, graças ao legado de ‘Checo’ e de Kamui Kobayashi (que saudades do Kobayashi na F1).

Sergio Pérez já começa a ser contestado dentro da McLaren

Só que toda a expectativa sobre um bom desempenho por parte dos mexicanos caiu por terra assim que o campeonato começou. Pérez, apontado até mesmo aqui pelo BloGP como um potencial campeão do mundo, desandou: nas pistas, parece sucumbir à força de Jenson Button e começa a receber críticas por parte da McLaren. Fora delas, deixou de ser aquele cara solícito que se diferenciava dos outros pilotos e adotou uma linha mais política, sendo mais do mesmo, às vezes menos do mesmo.

Os resultados de ‘Checo’ são pífios até aqui. Enquanto Button vai tirando leite de pedra e conseguindo o que talvez fosse impossível com o péssimo carro que dispõe — são 12 pontos em três corridas, sendo o quinto lugar na China como melhor resultado —, Pérez só foi ao Q3 uma vez, na Malásia, onde conquistou sua melhor colocação no ano: nono lugar. Patético. Como se não bastasse, Sergio foi descrito por Martin Whitmarsh como um piloto “muito polido”, e o chefão lhe pediu que fosse mais incisivo para se defender das ultrapassagens.

O começo de Pérez na McLaren tem sido tão ruim que me faz lembrar outros dois casos num passado não muito distante. Na mesma McLaren, em 1993, Michael Andretti só conseguiu pontuar na quinta corrida da temporada e não foi nem sombra daquele piloto combativo que se consagrou na Indy. Um ano antes, na Ferrari, Ivan Capelli foi igualmente pífio, somando apenas dois pontos nas primeiras corridas do ano. O destino de ambos foi semelhante: a dispensa antes mesmo do fim da temporada.

Não me parece que Pérez tenha esse fim, pelo menos por enquanto. Muito se fala sobre a Telmex vir a ser a patrocinadora principal da McLaren no futuro, mas não acredito que eles precisem tanto assim da grana a ponto de colocar ‘Checo’ em um dos seus cockpits a troco disso. A McLaren é muito grande para se submeter a um piloto meramente pagante. Mas caso eles se cansem das patacoadas de Pérez, tem um Kobayashi aí dando sopa, mantendo o ritmo de corrida no Mundial de Endurance…

Gutiérrez vai ficando marcado pelos seus erros neste seu começo de carreira na F1

Falando sobre Gutiérrez — já apelidado por muitos como ‘Gutierros’, com justiça, inclusive —, é preciso levar em conta dois fatores: como estreante, é natural que ele cometa erros aqui e ali, tudo isso faz parte do cruel aprendizado de um piloto de F1. Mas não é preciso ser um gênio para perceber que, pelo menos por enquanto, Esteban continua devendo, e muito. Com um carro que parece ser bom — e Nico Hülkenberg, um extra classe, mostra isso —, o jovem de Monterrey sequer chegou perto de almejar os pontos.

Em Xangai, por exemplo, Gutiérrez foi ridículo e cometeu um erro bizarro ao encher a traseira de Sutil — que azar, hein Adrian —, destruindo a corrida de ambos. Não à toa, foi punido pela FIA com a perda de cinco posições no grid de largada do GP do Bahrein. Certamente, Monisha Kaltenborn e Peter Sauber já devem estar com saudades de Kobayashi, mas, diferente da McLaren, precisam muito da grana da Telmex, que só está lá porque Esteban ocupa um dos seus cockpits.

Sinceramente, não vejo futuro muito grande para Gutiérrez na F1. Muito fraco e parece não ter estrutura para suportar a pressão de estar na categoria. Pérez ainda tem a seu favor o fato de ter mostrado bom serviço na Sauber, então ainda tem um pouco de crédito. O único trunfo de Esteban é a grana do seu Slim e nada mais.

Aguardemos as próximas corridas. Mas a julgar pelo começo de temporada, a tequila dos mexicanos está batizada e não desce nem com sal e limão.

Adendo: por meio de sua conta no Twitter, a Academia de Pilotos da Ferrari deu uma leve alfinetada em Gutiérrez e, principalmente Pérez, oriundo do programa de Maranello, durante a péssima participação de ambos ontem: not a very good day for Mexicans today !!! #tooyoungforf1. Vale lembrar que no ano passado Luca di Montezemolo justificou a não contratação de Pérez por considerá-lo verde demais para ser titular da Ferrari. E não é que ele tinha razão?

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Portas abertas


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Post curto porque o tempo é igualmente escasso. E não é que a Red Bull, depois de muito falar que conversaria com Mark Webber sobre seu futuro em agosto, durante as férias de verão, renovou seu contrato? Não foi uma surpresa, visto o belo desempenho que o australiano tem conseguido neste ano, andando até melhor que Sebastian Vettel e sendo um dos destaques da temporada. Vale lembrar que a Red Bull foi a primeira equipe a definir a sua dupla de pilotos para 2013, o que é sempre importante.

No meio das declarações comemorando e comentando a renovação de contrato com a “grande família” Red Bull, Webber disse algo importante: que, confirmando os rumores, conversou com a Ferrari, sim, mas que preferiu ficar onde está, até pelo fato de conhecer todo mundo e tal. E é aí onde entra o X da questão. Como fica a cabeça de Felipe Massa ao saber que sua equipe negociou com outro piloto para ocupar sua vaga no ano que vem?

Renovação de Webber com Red Bull pode ajudar Felipe a seguir em Maranello (Foto: Ferrari)

À parte disso tudo, aumentam muito as chances de Felipe seguir o caminho de Webber e renovar com a Ferrari pelo menos por mais um ano. O brasileiro tem potencial de sobra e mostrou, no GP da Inglaterra, que ainda é forte, combativo e tem muita lenha para queimar. Depois do bom quarto lugar em Silverstone, Massa ganhou ainda mais confiança, ainda mais porque sabe que só depende dele e dos resultados das próximas corridas a sua permanência em Maranello.

Stefano Domenicali disse que a Ferrari não tem pressa para definir o parceiro de Fernando Alonso para 2013. Muito provavelmente a cúpula do time italiano espera que Felipe repita, nas próximas etapas, o que fez em Silverstone. Se isso acontecer, é improvável que a Scuderia opte por outro piloto.

‘Checo’ Pérez parece ser carta fora do baralho, pelo menos para 2013. O próprio poderoso chefão Luca di Montezemolo já disse que o mexicano, embora seja bastante talentoso, ainda é verde para ocupar uma vaga de titular em Maranello. Aí, com Webber como grande ameaça ao seu lugar em 2013 com futuro já garantido, não parece haver nenhum outro piloto que possa colocar sua posição em xeque. Ou há?

Paul di Resta parece ser mesmo o homem para o futuro da Mercedes, já que vem sendo forjado pelo time alemão há muito tempo. No último domingo, Alonso e Lewis Hamilton trocaram capacetes, indicando que aquela ferrenha e histórica rivalidade de 2007, dos tempos de McLaren, ficou mesmo no passado. Mas daí ao espanhol aceitar dividir os boxes de uma equipe com Lewis, em seu último ano de contrato com Woking, vai um caminho enorme. Kamui Kobayashi seria um baita nome, mas quase impossível de ver o mito desembarcar em Maranello. Então tudo aponta mesmo para a permanência de Massa na Ferrari.

O leitor também acredita que Felipe vai ficar na Ferrari na próxima temporada? Opine!

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Nasce uma estrela


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois do que o mundo viu no último GP da Malásia, corrida que apenas confirmou que Fernando Alonso é o melhor piloto em atividade da F1, eu me atrevo a dizer que a categoria ganhou definitivamente uma nova estrela. Sergio ‘Checo’ Pérez fez até chover em Sepang, e ainda que o erro cometido lá na volta 50 tivesse lhe tirado a chance de uma vitória espetacular, o moço de Guadalajara (como diria o saudoso Fiori Gigliotii) foi alçado a um patamar superior depois de ter finalizado a caótica e encharcada prova malaia em segundo.

De uma só vez, Checo fez história ao dar à Sauber seu melhor resultado em toda sua vida na F1 — excetuando aí, claro, os anos de BMW, entre 2006 e 2009 —, e também ao colocar novamente a bandeira mexicana em um pódio da categoria após mais de quatro décadas. Incrível, mesmo!

Guardadas às devidas proporções, o feito histórico de Checo Pérez em Sepang, no último domingo (25), remete a dois outros momentos memoráveis na história na F1, até pelas condições bastante semelhantes entre si: Ayrton Senna no GP de Mônaco de 1984, e Sebastian Vettel no épico GP da Itália de 2008.

Senna era um estreante naquela temporada e fazia, no Principado, apenas sua sexta corrida na F1. O GP de Mônaco de 1984 foi disputado naquele dilúvio todo, e Ayrton fez história passando meio mundo após ter largado em 13º com um carro notoriamente limitado, o Toleman-Hart TG184, até chegar em Alain Prost, da McLaren. Fatalmente o ‘Professor’ seria ultrapassado pelo então novato brasileiro, mas foi salvo pelo diretor de prova, Jacky Ickx, que decidiu encerrar prematuramente a corrida, ainda na volta 31, por conta da forte chuva, pelo menos em teoria.

Resultado: ao invés dos tradicionais nove pontos, Prost somou só 4,5, já que a corrida fora interrompida antes do percurso total de 75%. Fato que, indiretamente, contribuiu para a perda do seu título mundial meses mais tarde. Por outro lado, pode-se dizer que Ayrton saiu muito mais no lucro, já que deixava de ser apenas mais um aspirante para se consolidar como a estrela ascendente daquela geração composta por tanta gente boa. Foi também o melhor resultado da Toleman em sua história de apenas cinco temporadas. A equipe britânica depois virou Benetton, Renault, e hoje está em sua quarta geração, agora como a nova Lotus.

24 anos depois de Senna ter mostrado ao mundo que era um piloto especial, Monza foi cenário para uma das exibições mais incríveis que já vi. Lembro como se fosse hoje ao assistir Vettel assombrar o mundo ao levar a Toro Rosso à pole do GP da Itália sem sequer tomar conhecimento dos adversários e debaixo de um temporal poucas vezes visto naquele circuito mítico. Naquele ano de 2008, Seb fazia sua primeira temporada completa na F1 e tinha como companheiro o não menos promissor Sébastien Bourdais, que havia sido contratado pelo time de Faenza depois de ganhar tudo na Champ Car. O francês foi tão bem quanto Vettel na classificação, colocando o segundo carro da Toro Rosso no quarto lugar do grid.

A forte chuva permaneceu naquele domingo em Monza. Bourdais deu muito azar, deixou o motor morrer antes da volta de apresentação e colocou ali ponto final na maior chance que teve de fazer algo de bom na F1. Vettel, apesar de seus meros 21 anos, dois meses e 11 dias, superou a desconfiança de muitos que até apostavam em um erro daquele guri ainda inexperiente e, novamente debaixo de um temporal, deixou todos os favoritos para trás, guiou com maestria e se tornou o mais jovem piloto da história a vencer uma corrida na categoria. De quebra, o tedesco deu à Toro Rosso seu maior resultado na história, fato que nunca mais esteve sequer perto de ser repetido. Se antes Vettel já pintava como um piloto de grande futuro, o fato é que Monza viu nascer em 2008 uma estrela que brilha até hoje — se bem que nas últimas provas esse brilho esteja um tanto ofuscado.

Checo escreveu uma das páginas mais especiais de sua carreira e de tua vida no domingo. Rotulado como piloto pagante quando fez sua estreia na F1, ainda no ano passado, o jovem mexicano acabou de uma vez por todas com essa balela ao se posicionar definitivamente entre os grandes da categoria. Muitos outros pilotos no grid, com carros muito superiores ao Sauber C31 e com notória capacidade de guiar no molhado — como Lewis Hamilton e o próprio Vettel —, sequer chegaram a ameaçar Pérez, que só não conseguiu superar o iluminado e santo milagreiro Alonso. Fruto de estratégia competente e de uma pilotagem bastante consistente e arrojada: talvez esse arrojo tenha contribuído para o erro cometido em um momento crucial. Mas ainda acho melhor ter na pista um piloto que não tenha medo de lutar pela vitória, assumindo os riscos necessários para isso.

Claro que não se trata de nenhuma comparação entre o mexicano e os dois campeões mundiais citados acima, mas ao mesmo tempo em que há várias variáveis entre as situações em questão, também há muita coisa em comum nos feitos históricos mencionados.

Tive a oportunidade de entrevistar Pérez no fim de semana do GP do Brasil, no ano passado. O piloto da Sauber se mostrou bastante receptivo e solícito com os jornalistas em seu redor, demonstrou bom humor e fazendo questão de elogiar a beleza da mulher brasileira. Falando sério, Checo sempre se mostrou consciente de que está em um processo crescente de aprendizagem, que se sente muito feliz na Sauber e frisou que tem ótimo relacionamento com o mítico Kamui Kobayashi. Sempre que era questionado sobre um eventual futuro na Ferrari, Sergio falava com serenidade, sem se empolgar demais com a possibilidade de representar a equipe de Maranello. Pé no chão total.

E tudo indica mesmo que, mais cedo ou mais tarde, Pérez repetirá o feito dos lendários ‘Hermanos Rodríguez’, Pedro e Ricardo, e represente a Ferrari. Ligado a Maranello pela Academia de Jovens Pilotos, Checo parece cada vez mais talhado para ser o substituto ideal de Felipe Massa, que só deve mesmo seguir na equipe italiana se muita coisa mudar em relação a este começo de temporada. Pérez é o número que a Ferrari quer calçar: piloto jovem, rápido, com grande capacidade de desenvolvimento e de trabalho em equipe. Sabe conviver com um companheiro de equipe competitivo, e muitas vezes, até conseguiu superá-lo, como tem sido na própria Sauber, com Kobayashi, ou mesmo na GP2, quando foi muito melhor que os veteranos Edoardo Mortara, em 2009, e Giedo van der Garde, no ano seguinte.

Para o bem e renovação da F1, que brilhe cada vez mais a estrela de Checo Pérez, o moço de Guadalajara.

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Fique de olho


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O novo Sauber C31, horroroso na aparência (bico de ornitorrinco e a cor cinza escura no bico), está se mostrando um carro muito eficiente na pista. Claro que testes são apenas testes e não indicam muita coisa. Mas tanto Sergio Pérez no sábado quanto Kamui Kobayashi, este, na semana passada, conseguiram grandes marcas em Barcelona. Vale lembrar que a Sauber é, com exceção das equipes do G4, a única escuderia que manteve sua dupla de pilotos, que é ótima, jovem e promissora.

A própria Sauber já andou muito bem em testes de pré-temporada no passado e, quando o jogo foi pra valer, mostrou um desempenho apenas discreto. Nesta temporada, pelo menos em teoria, o desempenho da Sauber deve se aproximar da Force India e talvez, da Toro Rosso, reeditando o grupo que lutou para ser a sexta força da F1 no ano passado.

A realidade é que somente daqui a duas semanas, no fim de semana do GP da Austrália, é que todas as perguntas serão respondidas. Mas o fato é que a impressão inicial do C31 é bastante interessante. Vale a pena ficar de olho no que ‘Checo’ e Kamui podem fazer.

E na opinião do leitor, o novo carro da Sauber é um canhão suíço ou um cavalo paraguaio?

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Ferrari e a formação de pilotos italianos: dois caminhos


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva]
de Sumaré

Riccardo Patrese expressou sua insatisfação com o atual momento do automobilismo italiano. A crise foi evidenciada pela dispensa de Jarno Trulli da Caterham para dar lugar ao apenas mediano russo Vitaly Petrov. Dessa forma, o país da ‘velha bota’ ficou sem nenhum representante na F1.

De certa forma, Patrese culpou a Ferrari pelo desenvolvimento capenga de jovens talentos italianos e alegou que a escuderia não ajuda no trabalho com a nova safra de esportistas locais. O que, de certa forma, é até verdade. Mas tudo tem dois lados.

É fato que a Ferrari jamais priorizou o trabalho com jovens italianos. Tanto que os dois principais nomes da Academia de Pilotos do time são estrangeiros: Jules Bianchi e Sergio Pérez, este, com boas chances de até ser alçado ao posto de titular de Maranello na próxima temporada se Felipe Massa não fizer um ano muito bom.

Ao longo de sua história, a italiana Ferrari sempre deu preferência a pilotos estrangeiros

Apenas para ficar na era moderna da F1, ou seja, dos anos 80 em diante, lembro que a esquadra de Maranello teve como titulares o já falecido Michele Alboreto, Ivan Capelli, anos depois, e só. Luca Badoer e Giancarlo Fisichella substituíram Felipe Massa em 2009, mas na condição de tampões. Só Alberto Ascari, lá no começo dos anos 50, foi campeão pela Ferrari na condição de representante da Itália.

Mas fazendo uma analogia com o futebol, por exemplo, a Ferrari não está errada. Muitos clubes da Europa chegam a colocar 11 titulares estrangeiros em campo. Lembro muito da Internazionale e do Arsenal, embora o time londrino, bem aos poucos, vem trabalhando mais com jogadores ingleses. Isso denota uma categoria de base fraca dessas equipes.

Ainda no futebol, o Barcelona parece ser uma das poucas exceções, talvez a única, por aliar sucesso na base, conseguir alçar os jovens à equipe principal e construir um time vitorioso. Outros, como o Real Madrid, tentam compensar a formação capenga de jogadores gastando rios de dinheiros na compra de craques consagrados, como Cristiano Ronaldo e Kaká, por exemplo.

É dessa forma que eu vejo a Ferrari nesse sentido. Não consigo ver a equipe como a vilã, como a responsável pela falta de bons e jovens pilotos italianos, longe disso. Se é um time e que se propõe a ser o melhor do mundo, nada mais natural do que contar com os melhores, independente se o piloto seja alemão, tailandês, coreano ou até mesmo italiano. Se há capital para se dar a esse luxo todo, não é pecado nenhum.

Mas o argumento de Patrese faz sentido. A Ferrari, por toda a condição financeira que dispõe, poderia criar uma equipe junior na GP3, GP2, World Series e até mesmo na F1. Os exemplos existem aos montes, como já fazem Red Bull, Caterham, Lotus e até Marussia, para atuar no desenvolvimento de novos talentos.

Creio que seria uma boa ideia para as próximas gerações, já que a fase atual é dura, bem dura: um país depender dos eternos Luca Fillipi e Davide Valsecchi não deve ser lá muito animador.

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O incentivo que vale


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Cá estou de volta para os dias finais de trabalho no plantão de fim de ano. Confesso que acompanhei pouco o dia a dia do automobilismo nesse tempo, precisava descansar, enfim. Mas ainda assim, no Facebook, vi um exemplo do trabalho feito pela Telmex na formação e desenvolvimento de jovens pilotos mexicanos que gostaria de contar aqui.

Na última terça-feira (20), a empresa anunciou a contratação de Franco Aragonés, de apenas 15 anos. Comandada por Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, a Telmex planeja para o ainda menino um futuro nos mesmos moldes do que já foi traçado para Sergio Pérez, que fez ótimo primeiro ano na F1, e também para Esteban Gutiérrez, campeão da GP3 e que concluiu temporada de aprendizado na GP2 neste ano para lutar pelo título.

Aragonés é a próxima joia da academia de pilotos da Telmex. Depois de ter adquirido experiência nos monopostos na Skip Barber, o jovem mexicano vai trilhar o caminho de Pérez e Gutiérrez e correrá a F-Renault Inglesa em 2012. O projeto é consistente, tem base, continuidade e é bastante similar ao que a Red Bull faz com pilotos de todo o mundo, mas claro, a Telmex dá espaço para o desenvolvimento de pilotos do seu país. Nada mais legítimo. Incentivo e apoio aos esportistas de sua terra.

Se eu não estiver enganado, no Brasil, o único projeto criado para incentivar e apoiar jovens da categoria de base é a F-Futuro, certame apadrinhado por Felipe Massa. A iniciativa é ótima, mas não basta. Uma vez que o futuro econômico brasileiro é promissor, falta um claro projeto de incentivo e apoio a jovens talentos desde a base até à F1, como faz a Telmex e como fez, no começo da década passada, a Petrobras.

O futuro do Brasil na F1 é sombrio. Por enquanto, apenas Massa está garantido no grid da categoria em 2012. Bruno Senna, segundo foi noticiado, já até assinou contrato com a Williams, mas o piloto até já admitiu seguir os caminhos de Nelsinho Piquet e cruzar o Atlântico para disputar a Nascar. Rubens Barrichello segue como incógnita para a próxima temporada. As promessas, antes cantadas aos montes, hoje são poucos: Felipe Nasr, Lucas Foresti, Cesar Ramos, Guilherme Silva, Pietro Fantin, Yann Cunha e Luir Miranda, por exemplo.

O buraco, como bem se sabe, é mais embaixo. Adriano Buzaid e Gabriel Dias, ambos com reconhecido talento, tiveram de dar um tempo em suas carreiras — promissoras — por conta da (falta de) grana. Ao que me consta, os nomes citados no parágrafo acima não contam com grande orçamento, o que torna os anos que virão um enorme ponto de interrogação. O próprio Nasr me disse que só o talento não basta se não houver o tal do combustível financeiro.

Ao Eike Batista e a tantos outros empresários dispostos a investir no esporte, desde a base até o automobilismo de alto rendimento, tá aí uma bela dica de aplicação — se bem que todo mundo hoje está voltando as atenções para o MMA, é o que dá audiência e visibilidade a um produto, talvez seja a justificativa. Mas o exemplo da Telmex mostra que o automobilismo, desde que encarado a sério e com investimentos maciços, é rentável. Que o sucesso da Telmex sirva de inspiração e exemplo, para o bem do presente e do futuro do esporte a motor do Brasil. Esse sim é o incentivo que vale.

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A satisfação do dever cumprido


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Demorei um pouco mais que o normal para escrever sobre o fim de semana que eu vivi em Interlagos. É que, além de toda a correria que marcou esse período, também estive envolvido (ou melhor, ainda estou) com um sem número de trabalhos da faculdade, o que tem deixado esses dias com cada vez menos horas livres para meditar, refletir, fazer um balanço desse meu primeiro GP do Brasil, enfim, dessa minha estreia na F1.

Lembro como se fosse ontem da minha primeira cobertura jornalística para o Grande Prêmio e para a Revista Warm Up. Tudo aconteceu no Sertões Series, uma prévia do Rali dos Sertões, em Avaré, Interior de São Paulo, em maio do ano passado. Sabia que representava a maior agência de notícias do Brasil, eu era um novato, não podia fazer feio. Felizmente, salvo a timidez inicial, acho que fui bem para uma primeira experiência. De quebra, me apaixonei pelo rali, modalidade que não conhecia muito, mas aprendi a respeitar e amar. Uma nova era na minha vida havia começado ali.

Desde então, acumulei cada vez mais experiência. Na sequência, fiz o inesquecível Rali dos Sertões, Stock Car, FIA GT em 2010, e nesse ano, Mitsubishi Cup, Mitsubishi Motors e a Porsche Cup. Começo promissor para mim, devo dizer. Mas faltava algo, faltava a F1 para completar esses primeiros anos com essa gloriosa equipe do Grande Prêmio. E a chance finalmente veio nesse ano.

Foi meio que uma surpresa para mim. Confesso que quando fiquei sabendo que estava credenciado, fiquei ao mesmo tempo empolgado e apreensivo. Realmente não sabia o que esperar, não sabia se poderia desempenhar um bom trabalho, levando em conta que na F1 o acesso aos pilotos e equipes é muito mais restrito do que em qualquer outra categoria.

Por um momento temi por não conseguir entrevistar ninguém. Meu inglês está muito longe do ideal. Meu espanhol sim, é bem razoável, mas de qualquer forma, nunca tive a certeza de que daria conta do recado. Fui com o coração na mão, para não dizer outra coisa, imaginando que enfrentaria dias difíceis pela frente.

Foram seis dias de intensa correria em São Paulo, desde o dia em que fui para lá pegar a credencial (essa está guardada em um lugar especial), até retornar no outro dia para aí sim, iniciar minha jornada em Interlagos. Eu, que jamais consegui assistir uma corrida de F1 in loco antes, tive a real dimensão do que era aquele universo todo.

Trabalhei ao lado de mestres do jornalismo, como Flavio Gomes, Victor Martins e Evelyn Guimarães, e conheci outros tantos, do Brasil e do exterior. Entrevistei muita gente boa por lá, muita gente mesmo. Mesmo com meu inglês macarrônico, e que, quando bateu o nervosismo, tornou-se sofrível, estava eu lá em busca de alguma informação, uma foto, qualquer coisa que fosse interessante para o leitor, razão única de estar ali.

Nesse tempo todo consegui fazer algumas entrevistas boas: garanti uma entrevista exclusiva com Daniel Ricciardo — o que foi uma surpresa para mim —, e falei também com Sergio Pérez, Jaime Alguersuari, Peter Sauber, Esteban Gutiérrez, Pastor Maldonado, Tony Kanaan, Rubens Barrichello e Bruno Senna. Muito desse material já está publicado no Grande Prêmio, é só conferir no site. Julgo que, levando em conta as minhas limitações todas, consegui fazer um bom trabalho, mas isso só foi possível também graças à equipe toda na retaguarda: Juliana Tesser, Felipe Giacomelli e Mauro de Bias.

Foi tudo inesquecível, do começo ao fim. É muito bom sair da redação ‘virtual’ para fazer o trabalho na rua, na pista, em qualquer lugar. Seguramente serão dias que guardarei comigo para sempre. Ainda tenho muito que aprender, tenho que comer muito feijão com arroz (ainda mais?), preciso evoluir muito ainda, em todos os sentidos. Certamente, mais estudado e experiente, voltarei ainda mais forte em 2012, mas claro, sem nunca perder a humildade. É meio o discurso dos pilotos todos nesse fim de temporada, e por tabela, acaba sendo meu discurso também.

Como prêmio pelo árduo, porém prazeroso trabalho do fim de semana, Evelyn, Juliana e eu estivemos presentes à premiação do Gomes como melhor apresentador de rádio (Estadão/ESPN) e do Victor como melhor repórter de imprensa escrita pelo Troféu ACEESP, o mais importante de São Paulo e talvez, do Brasil. Foi o primeiro prêmio da Revista Warm Up, um momento histórico para todos nós.

Como se não bastasse, tive a chance de conhecer de perto o mito e Pai da Matéria, Osmar Santos, coroando assim a minha estada em São Paulo com chave de diamante. Momento único na minha vida. Dias que levarei para sempre comigo.

Volto para Sumaré, aqui no interior de São Paulo, com a mala cheia de experiência e aprendizado e também com o sentimento do dever cumprido. Agora é finalizar bem essa temporada e começar tudo de novo em 2012. Hasta siempre!

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Pro forma


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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

O assunto é da semana passada, é verdade, mas fiquei de comentar aqui. A Ferrari anunciou que Sergio Pérez e Jules Bianchi vão correr “um contra o outro” — palavras de Luca Baldisserri, diretor da Academia de Pilotos da Ferrari —,  em um teste da equipe em Mugello ou Fiorano. Felipe Massa tem contrato até 2012, então não se trata de um vestibular para o lugar do brasileiro no ano que vem.

Mas é, sem dúvida, para demonstrar quem sai na frente pela vaga. Ouvi que o teste não quer dizer nada, porque a Ferrari não tem tradição de contratar novatos. Mas a Academia não existia no passado. No fundo, acho que é uma forma de “validar” a escolha por Pérez, porque Bianchi está decepcionando na GP2 e o mexicano já tem a experiência com um F1. Portanto, dificilmente o francês vai vencer o duelo.

O último jovem que a Ferrari contratou foi Felipe Massa, que, inclusive, fez o primeiro ano de F1 na Sauber. Sei não, mas acho que em 2013 teremos o logo azul da Telmex no carro vermelho da Ferrari…

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Tudo novo em 2012?


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sergio Pérez na Ferrari? Kamui Kobayashi na Red Bull? Levando em conta o desenrolar da temporada até aqui, esse cenário pode não ser tão impossível assim já para o próximo ano. Fazendo uma breve análise das condições de cada piloto em seu respectivo time atualmente e também da temporada, pensei — isso não é uma informação, mas sim um pensamento que gostaria de compartilhar com os leitores do BloGP, que permite isso — e cheguei a essa configuração, talvez já para 2012, quando praticamente todas as equipes, com exceção da McLaren, poderiam ter mudanças significativas no quadro de pilotos.

Pode até mesmo ser uma VIAGEM daquelas. Mas convenhamos. A F1 mudaria consideravelmente. Já imaginou Kobayashi na Red Bull andando na frente do Vettel? Ou mesmo Pérez impondo dificuldades a Alonso em uma disputa interna na Ferrari? Como seria Massa liderando uma equipe cada vez melhor como a Renault, por exemplo? No mínimo, bem interessante.

Red Bull: Vettel e Kobayashi – Webber se aposentaria, e Kobayashi, que é a imagem da Red Bull (jovem e arrojado), assumiria a vaga;

McLaren: Hamilton e Button – essa dupla é a única que não muda. Em teoria, pilotos e equipe mutuamente satisfeitos;

Ferrari: Alonso e Pérez – Massa deixaria a equipe. Com um ano de experiência, Pérez, que é da Academia de Pilotos da Ferrari, seria alçado ao posto de titular;

Mercedes: Rosberg e Di Resta – outro caso meio claro também. Schumacher se aposentaria, e Di Resta, cria da Mercedes, assumiria seu lugar;

Renault: Massa e Petrov – longe da Ferrari, Massa conseguiria vaga na Renault se Kubica não voltar. Graças a um acordo entre Renault e Williams, a escuderia anglo-francesa emprestaria Bruno Senna para Grove;

Sauber: Bianchi e Gutiérrez – Bianchi manteria o vínculo Sauber-Ferrari e ficaria um tempo na equipe para ganhar experiência. Gutiérrez, que hoje é piloto de testes da Sauber, garantiria os patrocínios mexicanos mesmo com a saída de Pérez;

Force India: Sutil e Hülkenberg – Sutil é incógnita, mas não vejo outro. Hülkenberg entraria no lugar do Di Resta, também com a bênção da Mercedes;

Williams: Bruno Senna e Maldonado – Barrichello encerraria a carreira na equipe de Grove, e Maldonado seguiria graças aos petrodólares da PDVSA de Hugo Chávez. Senna seria emprestado pela Renault à Williams, que pode voltar a receber os motores franceses;

Toro Rosso: Buemi e Ricciardo – o melhorzinho da Toro Rosso junto com o melhor do programa de pilotos da Red Bull, Ricciardo;

Lotus: Kovalainen + 1 da GP2 – Trulli não deve seguir por muito tempo, fato. Kovalainen e mais um, que pode ser um endinheirado da GP2;

Virgin e Hispania: quem pagar mais.

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Não existe almoço grátis


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Felipe Paranhos

Duas fontes me apontam que a Sauber já tem seu piloto para o ano que vem. Segundo ambas, Sergio Pérez é o nome para a temporada 2011. Nick Heidfeld, portanto, deve ter vida curta no time de Peter.

A contratação de Esteban Gutiérrez como reserva do time suíço tem muito a ver com a forte probabilidade de as fontes estarem certas. Por um motivo em especial: Esteban é patrocinado pela Telmex, assim como Pérez. Além disso, ambos são mexicanos, como se sabe. E o carro da Sauber passou o ano inteiro em branco.

Outro nome importante nesta disputa é o de Pastor Maldonado. O campeão da GP2 ainda não tem vaga garantida na F1. O venezuelano conversou com quatro equipes: Sauber, Lotus, Force India e Hispania. A Sauber mixou. A Lotus, segundo uma das fontes, vai manter seus dois pilotos.

Para entrar na Force India, Pastor dependeria da saída de Sutil para a Renault. O alemão tem os milhões da Medion, sua patrocinadora, para oferecer pela vaga de Vitaly Petrov. Assim, o lugar na FI poderia ficar com o venezuelano. A outra opção é a Hispania.

Na Renault e na Virgin, Maldonado não tem trânsito. Na equipe francesa, seu maior problema é com Eric Boullier, “só” o chefe da equipe, com quem teve relacionamento conturbado nos tempos de Dams, na World Series.

E tem D’Ambrosio.

O negócio é o seguinte: Jérôme, piloto da Dams na GP2 e até outro dia piloto de simulador da Renault, virou o reserva imediato da Virgin. A equipe precisou de dinheiro, já que Lucas Di Grassi perdeu o patrocínio da Clear, aquela dos xampus anticaspa.

D’Ambrosio repôs uma grana na Virgin. € 1,5 milhões, pra ser exato. Onde entra a Renault nisso? No conjunto suspensão-motor-KERS que a equipe inglesa negocia com o pessoal do Gravity, empresa que agencia jovens pilotos. Jérôme é piloto do Gravity e dispõe de mais 5 milhões para investir em quem o desejar em 2011.

Neste ano, D’Ambrosio treina em quatro das cinco sextas-feiras restantes: Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Brasil. Só não anda em Abu Dhabi porque tem a GP2. É quando Razia treina.

No fim das contas, é como se D’Ambrosio estivesse pagando para Di Grassi correr, por enquanto.

Mas não existe almoço grátis, diria Milton Friedman…

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