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A grande paixão de Kubica


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Robert Kubica nunca escondeu sua paixão pelo rali. Sempre que pôde, deu suas traseiradas aqui e ali. Teve de parar um tempo, é verdade, por causa da F1. A BMW não permitiu que o polaco participasse de provas esporádicas e fez questão de colocar essa restrição em contrato. Os bávaros saíram de cena em 2009, e aí Robert teve a chance de ir para a Renault para substituir o amigo Fernando Alonso. Pelo time anglo-francês, finalmente Kubica pôde voltar a disputar seus ralis vez em quando, ele mesmo fez questão de colocar isso em contrato.

Numa dessas trágicas ironias do destino, dias depois de ter sido o mais rápido da primeira semana da pré-temporada da F1 em 2011, em Valência, sofreu aquele trágico acidente lá em Gênova, quando disputava o Rali Ronde di Andora. Sua carreira na F1 praticamente terminava ali.

Ao mesmo tempo em que avançava na recuperação física — principalmente da mão direita —, Kubica era a fonte de boa parte dos rumores proferidos pela mídia europeia. Muitas dessas especulações o colocaram como piloto da Ferrari, no lugar de Felipe Massa, para 2013. Tudo dependia, claro, da sua reabilitação. Contudo, desde então, não houve nenhuma manifestação pública mais contundente de Robert quanto a um possível retorno à F1 àquela época.

Em contrapartida, o polonês, cada vez melhor fisicamente, voltou a competir fazendo o que ele mais gosta, suponho: disputando ralis. E, de maneira até surpreendente, desandou a ganhar provas pela Europa. Em sua primeira conquista, em setembro, Kubica chegou a considerar o retorno à F1 e tratou isso como prioridade para o futuro da sua carreira. Contudo, no último fim de semana, em Como, parece ter mudado de ideia ao afirmar que, em curto prazo, seu retorno aos monopostos é impossível.

Nesse mesmo tempo, Kubica, ao lado do navegador Emannuele Inglese, conquistou com extrema tranquilidade a vitória no Rali de Como pilotando o vitorioso Citroën C4 WRC, o mesmo modelo que tantos títulos deu a Sébastien Loeb. Mais do que as vitórias em sequência, os resultados mostram que Kubica é muito feliz no rali. Felicidade que se traduz em competência.

Tá aí um cara que, depois da saída do Loeb do WRC, poderia ser o grande nome dessa nova fase do Mundial de Rali. Talento, competência e carisma não lhe faltam. Além disso, não teria as mesmas dificuldades de Kimi Räikkönen, que tanto tempo levou para se adaptar. O principal, porém, Kubica tem de sobra: a sua paixão pelo rali.

Confira abaixo os melhores momentos da vitória de Kubica e Inglese no Rali de Como

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Um pouco sobre Kimi e Sebastian


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MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha 

Pois é, o acordo com a Williams subiu no telhado. Kimi Raikkonen pediu participação acionária na equipe, Frank fez bico, a Renault (futura Lotus) ficou na espreita, foi lá e assinou com o finlandês.

Então é isso, Raikkonen está de volta. Mantenho o que eu disse sobre ele quando escrevi sobre o provável acordo com a Williams. E Jean Alesi deu a chave da questão ao elogiar a contratação do finlandês hoje: “O bom do Kimi é que ele tira o máximo de um carro rápido. Quando o carro estava bom na McLaren e na Ferrari, ele estava sempre vencendo”.

Reparem que ele não disse que o Kimi é um grande líder, que é motivador da equipe, que é obstinado, não. Raikkonen é rápido, sim, indiscutivelmente, mas só o é quando tem um carro bom. Alesi só confirmou o que eu já tinha dito aqui. Quando o carro está bom, Kimi vence. Quando não está, não vence e também não faz nada para que o carro melhore.

A postura que Raikkonen sempre mostrou nas equipes pelas quais correu me lembra muito a de Sebastian Vettel. Só que ao contrário. Após o problema no câmbio que teve durante o GP do Brasil (suspeitas de marmelada à parte), o alemão fez questão de acompanhar o trabalho dos mecânicos para saber o que havia acontecido. Ficou até tarde no autódromo vendo o desmonte de sua caixa de câmbio, a medição da pressão do óleo e essas coisas.

Vettel mostrou uma obstinação workaholic que poucos pilotos têm. Desculpem a comparação, mas me lembrou Senna. O Ayrton, claro. E no GP de Abu Dhabi, o bicampeão também teve uma postura admirável. Depois de abandonar a corrida por causa de um furo no pneu, Vettel acompanhou toda a corrida a partir do pitwall. E foi elogiado pela equipe.

Por isso e, obviamente, pelo superlativo talento que tem, acredito que ele ainda vai tão longe quanto Michael Schumacher. Não, ele não é o “novo Schumacher”, ele é Sebastian Vettel e ponto. E daqui a alguns anos vamos nos entregar a sangrentos debates para saber se o melhor de todos os tempos era Vettel, Schumacher ou Senna.

Não gosto de domínio de pilotos ou equipes e acho que a F1 fica muito prejudicada quando só uma pessoa ganha tudo. Mas é muito bom ver um piloto como Vettel em atividade. Já do Kimi, não posso dizer o mesmo.

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Comissão aprova mudanças, e F1 terá Caterham, Marussia e Lotus (ex-Renault) em 2012


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Saiu a primeira decisão da aguardada reunião da Comissão da F1, nesta quinta-feira (3) em Genebra, na Suíça. Na verdade, foi apenas a confirmação da mudança dos nomes das equipes para a próxima temporada. Lotus, Renault e Marussia Virgin dependiam da aprovação de todos os 12 times da categoria para mudar para Caterham, Lotus e Marussia, respectivamente. A oficialização das alterações finalmente colocou fim a um imbróglio em torno do nome Lotus que durava desde meados da temporada 2010.

Escolhida pela FIA como uma das três novas equipes a ingressar na categoria na temporada passada, a Lotus contava com o apoio irrestrito da também malaia Proton, esta, dona do Grupo Lotus. Mas no meio do ano, a montadora colocou fim à parceria com o time de Tony Fernandes e deu início a uma batalha judicial pelos direitos de uso do nome Lotus, eternizado pelos feitos nas pistas e pelo seu fundador, Colin Chapman.

Para bater de frente com Fernandes, a Lotus decidiu patrocinar a Renault, equipe que não tem nada da montadora francesa, a não ser o nome, e colocou as cores preta e dourada nos carros, originalmente de Robert Kubica (substituído por Nick Heidfeld, e depois, por Bruno Senna) e Vitaly Petrov, além de estampar o clássico logotipo nos carros 9 e 10. Desde então, fez-se situação curiosa e estranha nas pistas, com duas equipes pleiteando o direito de serem chamadas de Lotus.

No fim das contas, ficou como no ano passado, ou seja, Lotus, equipe verde e amarela de Fernandes, e a Renault, preta e dourada com os logotipos da Lotus, esta, apenas como patrocinadora do time.

A guerra nos tribunais, e também nos bastidores, se arrastou durante boa parte de 2011, quando a Suprema Corte de Londres deu ganho de causa a Fernandes, que manteve o direito de usar o nome Lotus em sua equipe, conduzida na pista por Heikki Kovalainen e Jarno Trulli.

Quase que ao mesmo tempo, o bilionário malaio, visando expandir sua participação no esporte, comprou a Caterham, uma das marcas históricas da Lotus. Foi o começo da transição para o novo nome, cuja decisão oficial saiu nesta quinta-feira.

Já a mudança de Marussia Virgin para simplesmente Marussia se deu por razões bem mais simples. A montadora de carros de luxo da Rússia, parceira do time de Richard Branson desde o fim de 2010, decidiu aumentar sua participação na equipe. A Virgin, por sua vez, seguirá como parceira na F1, mas terá número de ações bem menor do que em 2011, e por tal motivo se justifica a alteração visando a próxima temporada.

Agora, a propósito, como ficarão as estatísticas envolvendo, principalmente, a Lotus? A nova Lotus, atual Renault, vai assumir os títulos, vitórias e resultados da lendária equipe de Colin Chapman? E o bonezinho do Chapman, outrora bastante focalizado nos boxes da Lotus ‘verde’, de Fernandes, que seria usado em caso de vitória do time malaio? Vai trocar de lugar ou ficará sob domínio da Caterham? Perguntas que só o tempo vai responder.

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Destino traçado


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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Saiu hoje no De Telegraaf, maior jornal holandês, que a equipe de empresários de Giedo van der Garde, piloto da GP2, se encontrou no GP da Bélgica com três equipes da F1: Renault, Virgin e Williams. Não por coincidência, três que precisam de dinheiro. Mas aí vem a pergunta: qual não precisa de dinheiro? Esse assunto é mais velho do que andar para frente, então vamos ao verdadeiro tema deste pequeno post: teria Van der Garde estofo para pilotar um carro mediano na F1?

É muito difícil acreditar nisso, uma vez que Giedo prometia muito e não cumpriu o esperado na categoria. O holandês chegou em 2009, depois de vencer a temporada da World Series e aparecer como favorito antes do início do campeonato da GP2. Foi para a iSport, mas os áureos tempos da equipe já pareciam ter ficado para trás. Foi para a Addax, fortíssima e favorita, e foi somente o sétimo colocado. Neste ano, perdeu por muito o título para Romain Grosjean — a diferença é de 34 pontos , faltando uma rodada para o fim — e, depois de fazer só 11 pontos nas últimas três etapas, corre o risco de perder a vice-liderança.

Além disso, já tem 26 anos, aquela que tem sido a idade-limite para ter uma verdadeira oportunidade como titular na F1 vindo da GP2. Di Grassi, Bruno Senna, Pastor Maldonado e — se voltar ano que vem — Romain Grosjean tinham/terão estas idades. Sei que Grosjean correu no lugar do Nelsinho, mas aquilo era um esparro enorme e pra mim não conta.

Não sei, mas Van der Garde me lembra um pouco Jérôme D’Ambrosio, um piloto que teve lampejos na GP2, mas chegou à F1 exclusivamente por conta do dinheiro, já que sua ausência da principal categoria do automobilismo não trazia nenhuma comoção. E não deu outra: segue sem qualquer brilho com as carroças virginianas.

Para mim, se chegar, Giedo entra na F1 com o destino bem traçado.

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Fauzy, traidor do movimento


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Felipe Paranhos

Marrapaz, não é que, no meio da bagaceira, da bagunça, do melê, da disputa judicial que envolve as duas Lotus — a Team Lotus e a Lotus Renault —, Fairuz Fauzy trocou uma por outra?

Vai continuar fazendo nada, é verdade. Foi dispensado do Team Lotus, é verdade também. Mas cria uma polemicazinha, porque a Proton, montadora malaia que faz os carros Lotus de rua, ano passado estava com a Lotus do Tony Fernandes e agora está com a Renault.

Não me surpreenderia se tivesse sido a própria Renault, via Proton, quem convidou Fauzy para o cargo, para trazer para sua equipe a “identidade” da Malásia ao ter um piloto do país. É até possível que, enquanto um monte de pilotos choram dinheiro pra virar reserva da F1, Fairuz tenha ganhado a vaga de mão beijada.

Aí eu ia conjecturar sobre a GP2: em 2010, a Renault tinha a Dams como equipe B. Agora, tem a ART, que virou Lotus ART e já tem dupla fechada. Só que o Gravity, empresa que agencia pilotos de propriedade do Genii, dono da Renault, tem participação na Dams. Ou seja, duplo vínculo. Era de se esperar, portanto, que Fauzy fosse aparecer por lá.

Mas não: Fauzy vai correr na Super Nova, que havia mesmo prometido hoje,  para “muito breve”, seu anúncio de pilotos.

Entendo cada vez menos. O que fica claro é que, como no futebol, ter um empresário bom (falarei sobre isso nesta semana ainda) e bons contatos é fundamental.

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O que fazer, Massa?


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Felipe Massa iniciou as negociações para renovar o contrato com a Ferrari, que acaba no fim do ano. Mas Nicolas Todt, empresário do piloto, está conversando com outras equipes. Dizem que a Renault é uma delas. A notícia surgiu nesta segunda-feira (24). Isso porque já falaram que a Red Bull também pode ser o caminho do brasileiro em 2011.

A pergunta é simples, caro leitor. Ferrari, Red Bull, Renault ou qualquer outra equipe. Se você fosse Massa, faria o que da vida? A caixinha de comentários está aberta para os internautas.

O que eu faria no lugar de Massa? Dava um jeito de acertar com a Red Bull.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Cá entre nós…


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… Que carro bonito. Até tirei aquela borda preta e azul do BloGP.

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Petrov e o joão-sem-braço


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TRANSLITERADO por Francisco Luz em nome de MARCELO FERRONATO, de Valência

Se depender de um dos mecânicos da Renault, o nome de Vitaly Petrov já é certo na equipe francesa. Tentando descobrir quem fará dupla no time ao lado de Robert Kubica, fui ao motorhome da escuderia para conversar com alguém com a jaqueta da montadora gaulesa. E um integrante deu a entender que o piloto russo está prestes a chegar ao circuito valenciano para ser apresentado.

A Renault não confirmou nenhuma informação quanto ao segundo representante do time, então a conversa não tem nenhum teor oficial. Outro nome especulado pela imprensa européia é o de Andy Soucek, campeão da F2 em 2009. Mas segue na íntegra o meu diálogo com o mecânico.

“Você sabe que horas o Petrov chega aqui no autódromo?”, perguntei dando uma de ‘João-sem-braço’. “Deve ser antes das quatro [horas] né? O lançamento está marcado para às 16h30”, respondeu. “Então é o Petrov mesmo o segundo piloto da equipe?”, devolvi. “Não sei, não sei se é o segundo ou o terceiro”, falou.

Continuei cavando: “Então ele já foi mesmo contratado pela Renault?”. “Não sei. Na verdade, ninguém da direção da equipe me disse nada. Eu estou te dizendo isso somente com base nas minhas opiniões. Pelo que tenho visto ultimamente, deve ser ele. Mas repito que isso não é oficial. Pode ser outro também. Vamos ver às 16h30”, finalizou.

Podem esperar por mais nos próximos dias. O matuto manda bem, e vai continuar enviando matérias FRESQUITAS dos testes coletivos. Aguardemmm.

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Prost-Renault só pode ser falta de assunto


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A1France

Felipe Paranhos

Posso estar errado, mas me incomodo pacas com a especulação nesse período de pós-temporada. Tem dias que surgem notícias muito legais, mas em outros.. Agora é a vez dessa do Nicolas Prost [foto] como reserva da Renault. Surgiu na quinta ou na sexta, num site francês pouco conhecido.

Pode ser verdade e tudo, já que piloto reserva hoje é cargo decorativo, mas por que o Prost? É um cara de 28 anos, que não correu de fórmula em 2009 depois da A1GP —  e, nesta, teve como melhor resultado um sexto lugar. Ganhou a F3000 em 2008, mas é algo que conta muito pouco, já que, além de a categoria viver decadência [tanto que agora mudou seu nome], foi, dos 22 pilotos que correram, um dos únicos 4 a disputarem todas as etapas. O Luiz Razia, por exemplo, ficou oito pontos atrás tendo ficado uma rodada [duas corridas] fora.

A Renault tem em seu programa de jovens pilotos Charles Pic, Davide Valsecchi e Marco Sørensen. O dinamarquês não seria uma opção viável ainda, mas Pic foi terceiro colocado nesta temporada da World Series com só 19 anos e está correndo a GP2 Ásia, e Valsecchi é apoiado pela equipe há tempos, é experiente e corre na GP2.

Aí vocês me dizem: ah, mas o Genii, novo parceiro da Renault, é vinculado à Gravity Sport Management, que é uma empresa que agencia pilotos, então os três mencionados devem ser descartados.

Ué, mas a empresa não vai preferir colocar o D’Ambrosio, o Vietoris, o Ho-Pin Tung? Por que o Prost? Se o cara não serviu de jogada de marketing a vida inteira, vai servir aos 28 anos?

Se for verdade, não é bom negócio. Mas não deve ser verdade. Não pode ser.

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Meganegócio


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A Renault, cujo futuro na F1 será decidido em meados de dezembro, em uma reunião do Conselho Administrativo da empresa, pode ganhar um grande reforço para permanecer na categoria na próxima temporada. A gigante de telecomunicações russa Megafon fez um proposta de compra de 40% de ações da equipe francesa. A informação é da imprensa finlandesa.

De acordo com alguns analistas, esse cenário poderia salvar o time gaulês de uma possível retirada do Mundial. Ainda que a notícia esteja no campo das especulações, entende-se que a vinda da empresa russa deve abrir uma vaga a Vitaly Petrov, que formaria a dupla do time com  o polonês Robert Kubica, contratado para o lugar de Fernando Alonso.

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Então ficamos assim


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Em um dia, a FIA anuncia que uma equipe que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai pegou o nome Lotus para si, apresentou um carro MEDONHO e vai ser o 13º time na F1 em 2010, no lugar da já estabelecida Sauber.

Unidos da Lotusjuca
Carro abre-alas da Unidos da Lotus

Duas horas depois, a BMW anuncia a venda da Sauber para outro destes grupos que ninguém sabe se existem ou não. A FIA, então, anuncia a intenção de contar com 14 equipes no grid. Com isso, todo mundo especula que a Renault deve estar arquitetando sua saída da F1 devido aos escândalos sobre Cingapura.

No dia seguinte (conhecido popularmente como HOJE), a Renault solta a bomba logo cedo: Flavio Briatore foi para o espaço, e ainda levou junto com ele Pat Symonds de lambuja. Isso a poucos dias da reunião do Conselho Mundial que provavelmente puniria o italiano, caso Symonds participasse da delação premiada que liberou Nelsinho Piquet de ser considerado culpado também. Confissão de culpa do time, aparentemente.

Trocando em miúdos, temos o seguinte: 14 times para 13 vagas. Destas 14 equipes, quatro têm situação totalmente desconhecida, apesar de a Campos — pela pura e simples falta de assunto a respeito — parecer um tanto quanto mais adiantada do que as demais. Da Manor, só sabe que terá a Virgin ao seu lado. A US F1 sofre com atrasos, e essa Lotus tem cheiro de picaretagem das maiores já vistas.

Me parece um tanto quanto óbvio que algum destes times não vai alinhar em Melbourne, ou no Bahrein, em março de 2010. E me refiro a um destes quatro: todas as atitudes da Renault nos últimos dias, culminando com a demissão de Bria e Symonds, dão estofo à FIA para que faça um julgamento puramente midiático com uma punição inofensiva. A FIA vai agradecer sua permanência, assim como Bernie Ecclestone — que, provavelmente, vai acabar ganhando dinheiro de alguma maneira com essa situação toda. Preciso descobrir como ele faz isso.

Enquanto isso, Prodrive e Epsilon Euskadi, times estabelecidos e com estrutura para dar um passo adiante e entrar na F1, são relegados por sociedades anônimas na concepção pura da palavra.

A F1 já foi um esporte bem legal, e mesmo como entretenimento também já foi melhor. Nos resta dançar conforme a música, agora.

Dance fatal,
Francisco Luz

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Tudo o que uma imagem pode dizer


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Sacaram? O clique é de Daniel Ochoa de Olza, da AP.

Felipe Paranhos

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