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Lindo demais


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Tá aí uma das muitas coisas que gostaria de fazer como jornalista: cobrir o Rali Internacional de Erechim, disparado a maior prova do rali de velocidade do Brasil. Tudo é muito bacana por lá: a organização, os competidores e, principalmente, a empolgação da torcida gaúcha. Tudo isso proporciona ao evento uma aura ímpar em solo nacional.

Pois bem: nesta sexta-feira a organização do Rali de Erechim divulgou um belo vídeo com uma prévia da prova. Não perca o fôlego! Imagens realmente fantásticas e que, principalmente, deixam o fã do rali com muita vontade de conferir de perto esse verdadeiro espetáculo na terra.

Entre 16 e 19 de maio, serão disputadas a primeira etapa do Campeonato Sul Americano, além da terceira e quarta etapas do Campeonato Brasileiro e segunda etapa do Campeonato Gaúcho. Imperdível!

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A grande paixão de Kubica


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Robert Kubica nunca escondeu sua paixão pelo rali. Sempre que pôde, deu suas traseiradas aqui e ali. Teve de parar um tempo, é verdade, por causa da F1. A BMW não permitiu que o polaco participasse de provas esporádicas e fez questão de colocar essa restrição em contrato. Os bávaros saíram de cena em 2009, e aí Robert teve a chance de ir para a Renault para substituir o amigo Fernando Alonso. Pelo time anglo-francês, finalmente Kubica pôde voltar a disputar seus ralis vez em quando, ele mesmo fez questão de colocar isso em contrato.

Numa dessas trágicas ironias do destino, dias depois de ter sido o mais rápido da primeira semana da pré-temporada da F1 em 2011, em Valência, sofreu aquele trágico acidente lá em Gênova, quando disputava o Rali Ronde di Andora. Sua carreira na F1 praticamente terminava ali.

Ao mesmo tempo em que avançava na recuperação física — principalmente da mão direita —, Kubica era a fonte de boa parte dos rumores proferidos pela mídia europeia. Muitas dessas especulações o colocaram como piloto da Ferrari, no lugar de Felipe Massa, para 2013. Tudo dependia, claro, da sua reabilitação. Contudo, desde então, não houve nenhuma manifestação pública mais contundente de Robert quanto a um possível retorno à F1 àquela época.

Em contrapartida, o polonês, cada vez melhor fisicamente, voltou a competir fazendo o que ele mais gosta, suponho: disputando ralis. E, de maneira até surpreendente, desandou a ganhar provas pela Europa. Em sua primeira conquista, em setembro, Kubica chegou a considerar o retorno à F1 e tratou isso como prioridade para o futuro da sua carreira. Contudo, no último fim de semana, em Como, parece ter mudado de ideia ao afirmar que, em curto prazo, seu retorno aos monopostos é impossível.

Nesse mesmo tempo, Kubica, ao lado do navegador Emannuele Inglese, conquistou com extrema tranquilidade a vitória no Rali de Como pilotando o vitorioso Citroën C4 WRC, o mesmo modelo que tantos títulos deu a Sébastien Loeb. Mais do que as vitórias em sequência, os resultados mostram que Kubica é muito feliz no rali. Felicidade que se traduz em competência.

Tá aí um cara que, depois da saída do Loeb do WRC, poderia ser o grande nome dessa nova fase do Mundial de Rali. Talento, competência e carisma não lhe faltam. Além disso, não teria as mesmas dificuldades de Kimi Räikkönen, que tanto tempo levou para se adaptar. O principal, porém, Kubica tem de sobra: a sua paixão pelo rali.

Confira abaixo os melhores momentos da vitória de Kubica e Inglese no Rali de Como

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O artista do rali


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois de quase um mês de férias, estou de volta! É bom retornar ao trabalho, diga-se. Baterias recarregadas para fechar mais um ano aqui no Grande Prêmio.

Mas vamos ao que realmente importa. O assunto da vez é Sébastien Loeb. Loeb é mito, é lenda viva, é tudo isso e muito mais. Loeb é um desses gênios do esporte a motor que, de tempos em tempos, brindam os fãs da velocidade em todo o mundo. Dono de pilotagem perfeita, Loeb dá show. Um show que, pelo menos no WRC, está prestes a terminar.

Perto do NONO título mundial, Seb já anunciou que fará três ou quatro provas em 2013 e vai mudar seus horizontes. As primeiras informações apontam para um futuro no WTCC, mas, em minha opinião, é muito pouco para o que Loeb representa. Talvez o Mundial de Endurance e as 24 Horas de Le Mans tenham mais a ‘cara’ dele, mas ficaria muito feliz se ele anunciasse sua estreia no Dakar em 2014.

Abro um parêntese aqui. Claro que Loeb é o gênio do rali, é o cara, é o fodão, enfim. Mas é preciso creditar boa parte dos seus méritos ao eterno parceiro, o navegador Daniel Elena, um homem de história imensa no rali também! Fecho o parêntese.

Antti Kalhola, um gênio dos vídeos, produziu essa incrível e espetacular coletânea de imagens de Loeb em sua história vitoriosa no Mundial de Rali. Enquanto Seb não se despede do WRC, recomendo cada segundo deste vídeo antológico, de pouco mais de três minutos. Não perca o fôlego com Loeb, o artista do rali!

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Na rota do Sertões: Desafio Maranhão


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Carolina

Depois de um longo dia de viagem nesta quarta-feira (22), quase 600 km após sair de Barra do Corda, estamos em Carolina, base da quarta especial do Rali dos Sertões, que começou a desenhar a luta pelo título. Mas o Sertões está muito além da esfera esportiva. Ao longo desses quase 1.500 km que foram percorridos desde a saída do rali, a belíssima São Luís, vi bastante coisa interessante e contrastante que queria aqui compartilhar com vocês. A começar pelos dois primeiros dias de prova.

Depois de entrevistar a musa Helena Soares e o mito Stéphane Peterhansel, entre tantos outros, na última sexta-feira, poder acompanhar o incrível Prólogo e o empolgante Super Prime, era a hora de partir pelas estradas deste Brasil varonil.

A nossa primeira parada foi em Barreirinhas, cidade distante 253 km da capital maranhense. Cidade que aparenta ser menor do que é. É um daqueles vilarejos que lembra muito os cenários da novela do lendário Dias Gomes. Mas foi um povo bem hospitaleiro (ou bem hospitalar, como diria o outro), que recebeu muito bem a caravana do Sertões no domingo.

Conversando com alguns moradores que olhavam admirados para os imponentes carros, motos, caminhões, quadriciclos e UTVs, eles me disseram que só souberam da vinda do rali recentemente e criticaram a administração local pela falta de divulgação. De fato, não havia mesmo tanta gente esperando pelo pessoal do rali, como costuma acontecer em outras cidades daqui do Maranhão.

Nesse mesmo dia, pouco antes de ir embora, engatei uma breve entrevista com o Filipe Palmeiro. O luso, que já foi navegador de Paulo Nobre, o Palmeirinha, no Dakar e no último Rali dos Sertões, já trabalhou na equipe de apoio da Mitsubishi Brasil, disputou algumas etapas do Mundial de Cross-Country deste ano como navegador de Yazeed Al-Rahji, e que no Sertões 2012 auxilia nos trabalhos da X-raid, disse ao BloGP que vai voltar a navegar no Dakar e revelou que assinou contrato com a equipe alemã visando 2013, mas preferiu não falar sobre o piloto para quem vai trabalhar.

Mas o portuga se mostrou empolgado por estar mais uma vez aqui no Rali dos Sertões, se dizendo um apaixonado pela competição e pelo ambiente que cerca a prova.

Mas o melhor daquele dia estava por vir depois. Eu já tinha marcado de conversar com o Cristiano Teixeira, piloto que conheci durante o briefing de apresentação do Rali dos Sertões em julho, lá em Barueri. Depois de outro briefing, desta vez, dos pilotos de moto após a primeira especial da prova, tive a chance de falar com ele.

De fala mansa, como todo bom mineiro, Cristiano falou sobre sua carreira como piloto. Exemplo de vida e de esportista, ele se manteve sempre sereno ao comentar sobre seu acidente, onde perdeu parte da perna esquerda. No fim das contas, todos são vencedores apenas pela coragem de encarar o desafio do Rali dos Sertões. A reportagem completa está no Grande Prêmio.

Não há tempo para perder no Rali dos Sertões. Depois de algumas horas de descanso em Barreirinhas, era a hora de partir. O destino daquela segunda-feira era Bacabal, iniciando de vez a descida do Maranhão. Ao deixar Barreirinhas, percebi alguns detalhes bem contrastantes. Talvez seja o costume daqui, mas o fato é que era possível ver, por exemplo, muita gente andando de moto sem usar capacete, e pasmem, com até criança recém-nascida no colo de uma passageira. O trânsito parecia uma Índia, longe de ser um primor de organização, pelo contrário. Os paus-de-arara ainda sobrevivem por aqui, mas com uma configuração um pouco mais compacta, com picapes (como Toyota e S10) tendo bancos instalados para o transporte de passageiros. Tudo devidamente credenciado pela prefeitura local.

Por outro lado, na saída da cidade, avistei o imponente Instituto Federal do Maranhão, Campus Barreirinhas, que evidencia uma localidade que busca se desenvolver. Aliás, apesar do contraste e da pobreza que ainda reina por aqui, é inegável o desenvolvimento da região como um todo. Isso é atestado pelos moradores e também por quem cobre, participa ou mesmo ajuda na caravana do Sertões ano após ano.

De Barreirinhas para Bacabal foram quase 400 km, 382,1, para ser mais exato, seguindo pela BR 135. Estrada de condições satisfatórias. Detalhe: por falar em estradas, até o momento, em quatro dias de jornada, não pegamos nenhum pedágio. Quer dizer, encaramos um, mas não foi de nenhuma concessionária, como existem aos montes em São Paulo e no Sudeste do Brasil, mas essa história fica para o próximo post.

Em Bacabal, foi possível ver que a cidade, assim como muitas outras daqui do Maranhão, se desenvolveu ao redor da rodovia, que, no fim das contas, é quase como uma avenida da cidade (e de outras da região). Nesse caso, diferente de Barreirinhas, o povo compareceu em peso e prestigiou a chegada do Rali dos Sertões, que é um dos acontecimentos do ano nas cidades daqui do Maranhão.

E foi em Barreirinhas que consegui um dos dias mais produtivos por aqui. Falei com muita gente: Jean Azevedo, Felipe Zanol, Riamburgo Ximenes, Guiga Spinelli e Stéphane Peterhansel, que, obviamente, tem seu inglês afrancesado, mas consegui entender até que bem; foi uma entrevista marcante aqui para esse humilde escriba. Estar diante do melhor do mundo em alguma coisa é privilégio para poucos. Está tudo lá no Grande Prêmio.

Tem muita coisa para contar sobre o que acontece por aqui. Nos próximos dias vou colocar aqui um pouco do que aconteceu em Barra do Corda e Carolina, as últimas paradas da prova até o momento. Posso assegurar que a experiência (a minha segunda) no Sertões, é inenarrável, é maravilhosa. Vale a pena estar aqui. É puro aprendizado. Como disse um amigo certa vez, estar no Rali dos Sertões é o tipo de experiência que muda a sua vida. E muda mesmo.

Continue com a gente na cobertura do 20º Rali dos Sertões!

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A imagem do dia


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Campeão do Dakar em 2011, Nasser Al-Attiyah é um dos raros pilotos de ponta a participar dos Jogos Olímpicos. Alguns até já participaram de uma ou duas edições, mas creio que jamais algum grande piloto chegará a cinco participações em Jogos Olímpicos como o catariano, conhecido como ‘Príncipe do Deserto’. E hoje, terça-feira, Nasser conquistou uma incrível medalha de bronze no tiro skeet em Londres. Baita piloto, baita atirador e uma das grandes figuras do esporte, no pessoal e no profissional, como diria alguém. Merece, pois. Além da vitória no Dakar, no ano passado, ele também conquistou o Mundial de Rali na categoria Production, em 2006. Seis anos depois, veio a medalha olímpica de bronze. Mais que um multiatleta, Al-Attiyah vira um verdadeiro mito do esporte.

Por Fernando Silva.

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A primeira vitória de uma nova era


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Escrevo este post aqui da gloriosa Sumaré, mas, há quase uma semana, estava eu no briefing de apresentação do roteiro do Rali dos Sertões, onde estará o Grande Prêmio, o BloGP e este que vos escreve a partir de 16 de agosto. Após Du Sachs explicar com detalhes o trajeto da 20ª edição de um dos maiores ralis do mundo, fiz uma entrevista com Maurício Neves. Trata-se do lendário piloto que já alcançou, dentre tantos feitos, três Brasileiros cross-country (na T1), o Rali dos Sertões em 2007 e a participação no Sertões de 2009 e no Dakar de 2010 como piloto oficial da Volkswagen, correndo com o espetacular Race Touareg.

Mas, no papo que tive com Neves, abordei principalmente o XRC, o novo projeto para o rali de velocidade no Brasil. O Xtreme Rally Car vem sendo desenvolvido desde o ano passado para oferecer aos ralizeiros um carro mais barato graças à sua concepção. Trata-se de um bólido híbrido partindo de um monobloco de série, motor de 330 cv movido a etanol e usando 75% de peças usadas nas linhas de produção. O veículo tem tração 4×4, câmbio sequencial de cinco marchas e pode alcançar 210 km/h. Tudo feito pela ProMacchina, uma das equipes mais importantes do rali brasileiro, que é liderada justamente por Neves, lá no Paraná.

Na entrevista, perguntei ao piloto e chefe da ProMacchina como estava o desenvolvimento do XRC, que fez a sua estreia oficial no Rali Internacional de Erechim, etapa válida também pelo Sul-americano de rali de velocidade. Neves falou sobre os problemas que teve lá no grande Rio Grande do Sul, mas disse que recebeu uma bela e inesperada notícia nos últimos dias.

XRC conquistou primeira vitória logo na segunda etapa do Brasileiro (Foto: Divulgação)

“Em Erechim, onde o XRC estreou, o carro já tinha uma boa quilometragem. Acabou que, como todo projeto novo, tivemos alguns pequenos problemas, tivemos quase 45 dias para trabalhar em cima disso, mas não eram problemas de projeto ou nada do tipo, mas defeitos de fabricação de peças, mesmo”, explicou.

“Nesse meio tempo, a gente teve de trabalhar não só na parte técnica, mas sim politicamente fora do rali, para a homologação do carro. E a gente conseguiu muito mais do que a gente imaginava. O carro vai ser homologado pela Codasur, e a partir do ano que vem, eles vão poder correr o Campeonato Sul-americano, junto com os Lancer, enfim. A intenção era que ele fosse homologado em nível Brasil, e no fim ele vai ser homologado pela Codasur. Isso está tudo em processo, e a gente continua desenvolvendo os carros”, disse o visionário Maurício.

O preparador e comandante da ProMacchina explicou que o XRC, na verdade, não fará um campeonato à parte, como fazem, por exemplo, a Mitsubishi Cup e a Copa Peugeot, mas sim estará em disputa junto com outras categorias no Campeonato Brasileiro e também no Sul-americano. “O XRC vai andar junto com o Brasileiro. Hoje ele está em uma categoria separada, junto com a Classe 2, pode andar outros carros na categoria, mas a intenção é que, assim que a gente tiver um número maior de carros, vamos começar um trabalho de promoção e cuidado em cima da categoria XRC. Assim que passarmos do número dos cinco carros, vamos tentar trabalhar a categoria como se faz com a Stock Car ou com outra categoria monomarca, tentando baixar os custos, aumentar a competitividade e aumentar o espetáculo para todo mundo.”

Prosseguindo no assunto, Neves falou sobre a expectativa para o fim de semana, mais precisamente para o Rali de Passo Fundo, segunda etapa do Brasileiro de Velocidade e uma nova etapa no processo de desenvolvimento do XRC. “No fim de semana tem a segunda etapa, em Passo Fundo. Vamos para lá com dois carros: eu e o KZ [Morales], mais o Jean Pimentel e o Tiago Osternack, e espero não ter os mesmos problemas, pelo menos. Que sejam problemas novos, ou que não sejam. Mas estou muito empolgado com o projeto e vai dar tudo certo.”

E não é que deu certo mesmo? No último fim de semana, Neves, correndo ao lado de KZ Morales, venceu cinco das seis especiais da prova e faturou, logo na segunda participação, a vitória na classificação geral, terminando à frente até mesmo do 4×4 Turbo de Ulysses Bertholdo e Marcelo Dalmut. Pelo fato de o XRC ser um projeto ainda em estágio inicial, pelo menos em competições, é mesmo um resultado e tanto, e a comemoração é mais do que válida. Uma vitória maiúscula e histórica de uma nova era e de um projeto que já começou bem-sucedido no rali de velocidade do Brasil, mas ainda tem muito caminho para trilhar.

Voltando à entrevista, Neves falou exatamente sobre esse caminho para desenvolver o XRC e lembrou que, a maior dificuldade ainda é, disparado, a busca por maiores investimentos.

“A maior dificuldade para tocar o projeto é a falta de grana para investir. A ProMacchina não é uma empresa tão grande, então é uma luta, sempre. Às vezes eu deixo de fazer coisas minhas para investir. E acho que, em 12 anos de rali, é a primeira vez que eu acho que tenho muito mais para oferecer do que eu imaginava. Sempre fui pioneiro na construção dos carros, das Protons, trazendo o etanol de volta ao rali, e agora, trazendo o XRC, é um investimento alto. O desenvolvimento do automobilismo requer investimento.”

Neves explicou que, assim como nos últimos anos, vai estar no Rali dos Sertões em 2012 como chefe da ProMacchina, que vai levar quatro carros para o Norte-Nordeste em agosto. A intenção do experiente piloto e preparador é voltar a competir em 2013, desta vez, liderando outro projeto que tem tudo para ser tão vencedor quanto vem sendo o XRC no rali de velocidade.

“Volto no ano que vem com um projeto XRC cross-country, que é uma aposta minha, um projeto revolucionário, é um projeto que vai mudar o cenário do rali, mais uma vez. Carro para o nosso tipo de rali, não um carro que tenha a cara dos carros do Dakar. Nosso rali não se parece em nada com o Dakar, mas os nossos carros se parecem muito com os carros do Dakar. Então estou trabalhando nisso, e em 2013 eu estou de volta”, finalizou Maurício.

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Desprezível


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Dias depois de Guilherme Spinelli e Youssef Haddad darem uma lição de esportividade, o Dakar viu outra face bem mais cruel e suja. Tudo aconteceu na última segunda-feira (9), oitava etapa do Dakar, entre as cidades chilenas de Copiapó e Antofagasta. Seria apenas mais uma especial duríssima no deserto do Atacama. Até que os competidores enfrentaram um verdadeiro lamaçal ainda no primeiro setor do estágio.

Alguns pilotos passaram sem problemas pela tal areia movediça do Atacama, caso de Marc Coma, Juan Pedrero Garcia, Jordi Viladoms e Felipe Zanol. Outros não tiveram a mesma sorte e lá ficaram atolados: Cyril Després, Paulo Gonçalves, Hélder Rodrigues, David Casteu e Gerard Farrés Guell.

A organização do Dakar entendeu que o trecho do lamaçal não estava previsto na planilha dos pilotos. Por essa razão, os competidores que por lá atolaram tiveram o tempo perdido naquele setor devolvido. Dessa forma, Després diminuiu a diferença para Coma. Os outros pilotos que atolaram no lamaçal também receberam a bonificação do Dakar.

Aí já é algo questionável, já que a bonificação é meio injusta com quem passou por ali ileso. Afinal, os problemas e as dificuldades são as mesmas para todos, alguns escapam, outros não. Mas esse nem é tanto o caso.

Ocorre que Després, preso ali naquele monte de lama, recebeu a ajuda do luso Gonçalves, que também ficou atolado no mesmo setor do francês. Graças à ajuda do português, Cyril conseguiu se recompor e teve condições de seguir rumo a Antofagasta. Mas ao invés do piloto retribuir a ajuda ao colega, Després simplesmente saiu em disparada, deixando ‘Speedy’ Gonçalves desesperado e com uma sensação de injustiça.

Sem pregar o ‘politicamente correto’, mas foi uma puta sacanagem. Não é a primeira vez que Després é envolvido em polêmicas e falta de espírito esportivo com os adversários. Ainda em 2009, no fim do Rali dos Sertões, o francês sequer cumprimentou o vencedor, Zé Hélio. O brasileiro não deixou por menos e disse que Cyril é o piloto “mais desprezível do mundo.”

O trocadilho, que empresta o título para o post, é inevitável, mas talvez não haja mesmo outra palavra para definir tal ato, pelo menos na minha opinião.

Ano passado, já no Dakar, Després viu Olivier Pain caído inconsciente, vítima de um acidente, mas não socorreu o compatriota. Coma, que ajudou Pain até a chegada do socorro médico, disparou contra o rival.

Veja as imagens da atitude de Després no lamaçal do Dakar e tirem suas próprias conclusões.

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Nem tudo está perdido


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Quem acompanha o automobilismo sabe que nos últimos anos o esporte foi o centro de muitos episódios polêmicos e cheio de atitudes antidesportivas. Escândalos, batidas propositais, jogos de equipe, sabotagens e tudo mais. Isso falando só de F1, sem contar tudo o que acontece nas bandas desse Brasil varonil, fatos que já foram bem expostos aqui no Grande Prêmio nos últimos tempos.

Mas nem tudo está perdido. Guilherme Spinelli e Youssef Haddad, atuais bicampeões do Rali dos Sertões, vinham fazendo um grande Dakar e reuniam boas chances de figurar novamente no grupo dos dez melhores da competição. Com exceção dos problemas enfrentados na terceira especial, entre as cidades argentinas de San Rafael e San Juan, o duo brasileiro vinha em ritmo bastante consistente.

Até que chegou o dia de encarar as temidas dunas de Fiambalá, ainda na Argentina, em uma especial que já tirou as chances de vitória de Carlos Sainz em duas oportunidades, 2009 e 2011. Mas o azar de Spinelli e Haddad foi uma falha na bateria de seu Mitsubishi Lancer no km 95 da especial. Não havia condições de seguir. Até que a dupla recebeu a ajuda da equipe de apoio para substituir a peça, sendo possível assim a chegada até o destino final, com quase sete horas de atraso.

O regulamento do Dakar é muito rígido nesses casos. Ajuda externa só é permitida quando vem de outro competidor. Não por acaso, as maiores equipes fazem uso do ‘mochileiro’ (termo muito usado na Argentina), que são pilotos que disputam o rali, mas largam mais pesados por portarem peças sobressalentes que serão usadas pelo primeiro piloto em caso de alguma falha no equipamento. Ajuda da equipe de apoio ou mesmo de um transeunte? Nem pensar.

Em teoria, uma situação como essa passaria despercebida pela organização da prova, com tantas coisas para cuidar em uma competição gigantesca como é o Dakar. Mas Spinelli abriu o jogo de maneira que surpreendeu o presidente do corpo dos comissários do rali, Josep Besoli.

“Ele nos procurou, com lágrimas nos olhos, com uma carta em que comunicava seu abandono, por assistência irregular. É a primeira vez em 36 anos que eu vejo algo assim. Seria fantástico se pudéssemos convidá-lo no ano que vem. Deveria ser um exemplo para o resto dos competidores”, afirmou o dirigente, emocionado com o gesto do brasileiro.

Em um dos trechos da carta entregue a Besoli, Spinelli explicou: “Sei que ninguém me viu, mas não posso fazer isso. Não poderia aceitar terminar o Dakar trapaceando. Não poderia dormir com isso. A honestidade é a minha prioridade e única motivação”, escreveu o piloto.

O episódio chamou tanto a atenção que foi destaque de vários jornais argentinos e também do espanhol Marca. Após receber várias mensagens de apoio, Guiga agradeceu a todos em sua conta no Facebook.

“Nossa atitude foi simplesmente a única que podíamos tomar numa situação dessas. Sem dúvida eu e toda a equipe Mitsubishi Brasil ficamos muito felizes de poder ter despertado esse sentimento de justiça, honestidade, caráter e humildade. Foi muito bom sermos vistos pela elite do rally mundial, pelo rally brasileiro e pelas pessoas em geral como um exemplo a ser seguido. Não tomamos essa decisão com essa intenção, mas se despertarmos esse sentimento ficamos ainda mais felizes com a nossa decisão.”

Atos como esse são cada vez mais raros em um ambiente cruel e competitivo [às vezes injusto também] como é o automobilismo, como é o esporte em si, sobretudo nos últimos tempos. Depois de praticamente um ano inteiro trabalhando no projeto Dakar, Spinelli e Youssef deixam a prova, sem chegar ao final, é verdade, mas dando uma verdadeira lição. Uma lição de espírito esportivo.

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Vai começar


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Acabou a espera. Começa no próximo domingo, logo no primeiro dia de 2012, a edição 33 do Rali Dakar, o maior e mais importante do mundo. Dessa vez, e pela primeira vez desde que a competição é disputada na América do Sul, Buenos Aires não será uma das sedes da prova. O traçado, diferente dos últimos anos, será linear (entre Mar del Plata e Lima), o que configura uma espécie de volta às origens, quando o rali começava na Europa e geralmente terminava na capital do Senegal. Como atualmente é impossível um retorno ao continente africano, principalmente devido à falta de segurança, a ASO (Amaury Sport Organisation), organizadora e promotora da prova, buscou reproduzir um traçado semelhante aos percursos da prova entre Paris e Dacar.

Acompanhe abaixo o vídeo produzido  e divulgado pela ASO com uma prévia do que os pilotos e navegadores terão pela frente entre 1º e 15 de janeiro. Durante os próximos dias e ao longo de toda a competição, o Grande Prêmio fará uma cobertura especial da prova, eu garanto!

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Os dois lados do Rally de São Paulo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Confesso que recebi com admiração o fato de Rubens Barrichello organizar um evento de fim de ano, chamado Rally de São Paulo. É ótimo para divulgação do esporte e a marca, no caso, a Mini, que voltou com tudo ao cenário do automobilismo mundial neste ano, com participações no Dakar e no WRC, inclusive conquistando grandes resultados, sobretudo com Daniel Sordo.

Não sei até que ponto o evento em si foi criado e promovido por Barrichello apenas para reunir pilotos, amigos e convidados em uma espécie de confraternização off-road de fim de ano ou se tem o dedo da Rede Globo para criar um espaço para a grade do domingo, geralmente vazio nessa época de fim de ano. Não sei até que ponto o Rally de São Paulo tem alguma relação com algum projeto futuro de Rubens no automobilismo, ainda mais levando em conta que sua permanência na F1 em 2012 ainda não está definida.

Opinião minha: seria MUITO legal ver Barrichello fazendo um rali pra valer depois que ele encerrar sua carreira na F1, mesmo sabendo que ele ainda tem muita lenha pra queimar na categoria. Talvez fazendo o caminho inverso de Kimi Raikkonen ao ingressar no WRC, ou mesmo no Dakar, não sem antes começar no Rali dos Sertões. Entendo que seria importante do ponto de vista de divulgação do rali aqui no Brasil e também daria nova motivação à sua vida esportiva, mesmo levando em conta que, quase aos 40 anos, motivação nunca faltou a Rubens.

Além de Kimi, o rali, seja de resistência ou de velocidade, já contou com nomes que já passaram pela F1: Robert Kubica, Jean-Louis Schelsser, Norberto Fontana e Ingo Hoffmann, que já disputou o Rali dos Sertões, por exemplo. Até mesmo Ayrton Senna já testou um carro do WRC, um Ford Sierra (veja vídeo abaixo).

Abro aqui um parêntese: outra modalidade que, creio eu, Barrichello poderia mandar muito bem e seria bastante útil é o Endurance. Por conta de sua grande experiência nas pistas, o brasileiro seria um elemento determinante no desenvolvimento de protótipos, como Allan McNish e Olivier Panis fizeram, por exemplo. Fecho parêntese.

Por outro lado, mesmo sabendo que o evento promovido pelo Barrichello não tem ligação nem visa promover o rali, a não ser pelo nome e pela marca envolvida — assim como o Desafio das Estrelas não tem como principal função difundir o kart —, acho válida uma ponderação feita pelo Guilherme Spinelli, tetracampeão do Rali dos Sertões e duas vezes top-10 do Dakar, que postou hoje em sua conta no Facebook.

“Rubens batizou o evento de Rally de São Paulo e realizará o desafio no estádio do Corinthians com transmissão da Globo/SporTV. Tudo muito legal, PORÉM O EVENTO É PROIBIDO PARA PILOTOS DE RALLY! O motivo, segundo declaração do Rubens nessa entrevista (http://www.diariomotorsport.com.br/), é que se formos convidados, desequilibraremos o evento. Porque não mudam o nome do evento então? Ficaria envergonhado se um piloto de rally organizasse um evento e proibisse qualquer outra categoria por esse motivo!!! Mas quem decide o time é sempre o dono da bola… e se não quer encarar o adversário é melhor não deixar ele jogar.”

Volto a dizer: nem o Rally de São Paulo, tampouco Barrichello, tem a menor obrigação de incluir um ralizeiro no line-up dos pilotos que vão participar do evento. Mas por outro lado, perde-se uma das únicas oportunidades de colocar um piloto da modalidade em rede nacional, principalmente levando em conta que a modalidade, embora esteja em crescimento — Rali dos Sertões indo para o 20º ano e com dois brasileiros no WRC, Paulo Nobre e Daniel Oliveira —, quase não conta com conta com divulgação na grande mídia. A participação de alguém da modalidade, como o próprio Spinelli, Palmeirinha, Oliveira, ou mesmo os veteranos André Azevedo e Klever Kolberg seria um atrativo a mais para a prova, sem sombra de dúvidas.

Fica a dica.

Em tempo:  Maurício Neves, piloto de rali dos bons (já correu inclusive pela Volkswagen no Dakar), recebeu o convite para fazer parte do Rally de São Paulo. Entretanto, Neves vai participar da prova no sábado, no evento Pro-AM, com jornalistas e artistas convidados. O convite veio na esteira do lançamento do XRC (Xtreme Rally Car), nova categoria brasileira da modalidade. Maurício é o chefe da Pro Macchina, responsável pelo projeto do novo protótipo.

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Por Simoncelli


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EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]
de São Paulo

A tradicional pista de Monza recebe, entre os dias 24 e 27 de novembro, o Monza Rally Show, evento de fim de ano, que reúne pilotos da MotoGP, do WRC, da Le Mans Series e jornalistas a cada temporada. E a prova deste ano será também uma homenagem a Marco Simoncelli, morto aos 24 anos depois de um grave acidente durante o GP da Malásia do Mundial de Motovelocidade, no dia 23 de outubro.

http://www.youtube.com/watch?v=pN9JwOu9vsI

Fã de rali, Simoncelli era um participante assíduo do evento nos últimos anos. Até por isso o italiano será, mais uma vez, lembrado e dará nome à principal corrida da competição. A lista de concorrentes da edição deste ano é vasta e inclui cinco campeões europeus de rali, pilotos do IRC, 11 campeões italianos da modalidade, além de dez representantes do motociclismo e três vencedores das 24 Horas de Le Mans.

Entre os participantes mais famosos, está Sébastien Loeb, que acabou de conquistar o oitavo título no Mundial. Dani Sordo, antigo colega de Loeb, também vai disputar a prova. Rinaldo Capello, vencedor em Le Mans, será um dos concorrentes também. Entre os motociclistas, Valentino Rossi, Andrea Dovizioso, Claudio Corti e Andrea Iannone estarão presentes.

Rossi, aliás, apresentou o layout do carro que vai competir em Monza. E mais uma vez, não deixou passar a oportunidade de homenagear o “irmão mais novo”.

O vídeo acima foi um teste que Simoncelli realizou com a equipe Ford do Mundial de Rali, em setembro deste ano.

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Nova rota sertaneja


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois de dez anos largando da belíssima (e de belas mulheres também, diga-se) Goiânia, o Rali dos Sertões completará 20 anos começando em um destino inédito. Em 2012, a principal prova cross-country do Brasil e uma das maiores do mundo terá largada na igualmente bela São Luís, capital do Maranhão e terra do reggae por aqui.

Ocorre que a Dunas Race, comandada por Marcos Moraes, assinou um contrato de patrocínio com o Governo do Maranhão. Tanto São Luís quanto o Rali dos Sertões vão comemorar marcos históricos em 2012. Enquanto a prova celebrará duas décadas de existência, São Luís vai completar 400 anos de fundação.

O traçado completo do Sertões 2012 só será divulgado no ano que vem, mas Moraes já adiantou que a chegada da prova será no mesmo local da edição desta temporada, ou seja, na paradisíaca Praia do Cumbuco, em Caucaia, próxima a espetacular Fortaleza.

E lá vai o Sertões para seu 20º aniversário. Prova fantástica, devo dizer. Estive lá em 2010 e foi incrível. Competição que alia esportistas de primeira linha do cenário mundial com paisagens espetaculares e também com muitos contrastes desse Brasil varonil. A rota do Sertões parece infinita — como bem canta Humberto Gessinger em uma das melhores músicas dos Engenheiros do Hawaii — e depois de percorrida, muda para sempre a vida de quem passou por ela. Eu garanto.

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Tudo pronto


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Você que lê o BloGP agora sabe que o Palmeiras estará na final do Mundial. E sabe também que essa final não tem nada a ver com futebol, já que essa primazia é, em 2011, do meu GLORIOSO Santos, alvinegro da Vila Belmiro. Mas como o assunto aqui hoje não é ludopédio, mas o igualmente glorioso rali, e mais precisamente, o WRC.

Como escrevi aqui, Paulo Nobre e Edu Paula vão debutar na divisão principal do WRC neste fim de semana, quando a categoria disputa sua última etapa em 2011, no País de Gales, perto da capital Cardiff. Depois de alguns testes de reconhecimento do Mini John Cooper Works, este conduzido pelo luso Armindo Araújo, finalmente Palmeirinha teve a chance de guiar o bólido verde e branco com o escudo do Palmeiras, claro.

O Rali da Grã-Bretanha terá dois pilotos brasileiros. Além de Palmeirinha, a prova terá a presença de Daniel Oliveira, que também vai guiar um Mini John Cooper Works, este da Brazil World Rally Team. Ao contrário de Palmeirinha, o baiano participou de praticamente toda a temporada do WRC e usou 2011 como um ano de duro aprendizado. Daniel deve vir mais forte no próximo Mundial.

E para fechar esse post, confira abaixo um pouco do que rolou no teste com Palmeirinha e Edu Paula em Gales, com direito a trilha sonora fodástica: Scorpions, lembrando os clássicos comerciais da Hollywood. Enfim, tudo pronto para a estreia. E como o próprio piloto costuma dizer, agora é pé no porão.

http://vimeo.com/31716683

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Desnecessário


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

de Sumaré

“A equipe decidiu apoiá-lo. Matematicamente tudo é possível, qualquer coisa pode acontecer e vou fazer meu melhor. Meu trabalho será ajudar [a equipe] a conquistar os títulos. Não é a posição dos sonhos para piloto algum.”

Este é Sébastien Ogier, que deu as declarações acima durante entrevista coletiva que antecede o início do Rali da Catalunha, prova que será crucial para a definição do título do WRC em 2011. O piloto da Citroën se referiu a Sébastien Loeb, seu companheiro de equipe e líder da temporada ao lado de Mikko Hirvonen, da Ford. Ambos somam 196 pontos. Seria natural que a equipe francesa beneficiasse seu principal piloto e, em teoria, aquele que tem mais chances de ser campeão mundial.

Até aí, beleza. Só que Ogier, terceiro colocado, está a apenas TRÊS pontos de Loeb e Hirvonen. A Ford também fez uso do jogo de equipe nas últimas etapas do Mundial, já que o colega de Mikko, Jari-Matti Latvala, já não tem mais chances de título e abriu passagem para o compatriota, tanto na Austrália — onde Hirvonen venceu —, como na França. A tática ajudou o finlandês a alcançar Loeb no topo da tabela. A estratégia e o jogo de equipe da montadora do óvalo azul se justificam porque há apenas um piloto com chances reais de título.

Agora, quanto à Citroën, não há razão nenhuma para tal postura. Claro, a cúpula da equipe pode avaliar que é melhor para a marca que Loeb seja octacampeão, já que o piloto é um mito do rali e também acabou de renovar contrato pelo menos até 2013, rechaçando uma proposta tentadora da Volkswagen. Talvez a Citroën dê a preferência a Loeb como forma de gratidão por permanecer na equipe até o fim de sua carreira.

É a velha questão da ética no esporte que aflora mais uma vez. Lembre-se que não faz muito tempo, no ano passado, a Ferrari efetuou jogo de equipe para favorecer Fernando Alonso, único na equipe em condições de conquistar o título, em detrimento de Felipe Massa. No entanto, McLaren e Red Bull deixaram a disputa livre entre seus pilotos, e o resultado foi o vimos nas duas últimas temporadas.

O favorecimento da Citroën em relação a Loeb em fase tão crucial do campeonato é totalmente desnecessário para ele, para a própria equipe e para o Mundial de Rali como um todo. Embora Ogier esteja em melhor forma neste fim de temporada, com duas vitórias em três provas, o heptacampeão não precisa disso nem JAMAIS precisará: é o melhor do mundo no rali e franco favorito para a vitória na Catalunha e em Gales, última etapa do Mundial.

Só há uma grande razão que justificaria tal postura da Citroën: a confirmação dos boatos que dão conta da ida de Ogier para a Ford em 2012, em uma eventual troca com Mikko Hirvonen, que segundo o noticiário aponta, pode ser o novo colega de Loeb na próxima temporada. Seja lá como for, tal postura é ruim para a marca, é ruim para Loeb, Ogier e principalmente para o esporte.

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Geração privilegiada


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Muito antes de sequer pensar em ganhar a vida escrevendo sobre automobilismo, já acompanhava todo tipo de esporte. Do tipo que já lia jornal de esportes com cinco, seis anos, sempre gostei. E sempre escutei aquela expressão manjada dos mais velhos que diziam que no tempo deles, tudo era melhor. E talvez tenha sido mesmo, e talvez eu diga o mesmo quando ficar mais velho.

Eu não vi Pelé, Garrincha, Di Stéfano nem Cruyff jogar. Tampouco pude assistir, ainda que pela TV, uma corrida de mitos como Fangio, Clark, Stewart ou mesmo Fittipaldi. Mas ao mesmo tempo em que perdi momentos gloriosos do esporte, não posso reclamar do que ei vi e recordo e que um dia eu vou contar para meus filhos e dizer que sim, ‘que no meu tempo, que na minha época, o esporte era melhor’.

Ao longo desses 31 anos, eu ainda recordo bem os êxitos de pilotos como Piquet (o pai), Senna, Prost, Mansell e Schumacher, os mais marcantes, isso para ficar na F1. Se for enveredar pelo esporte a motor a fora, como não mencionar Wayne Rainey, Michael Doohan e Valentino Rossi como mestres das pistas? Eu também vou poder falar sobre Alessandro Zanardi, que se não chegou a ser um campeão do mundo na F1, ganhou tudo na Indy e, mais importante que tudo, deu um X na morte e está aí, inteiro, prestes a disputar a Paraolimpíada de Londres.

Confesso que até pouco tempo atrás, não tinha lá muito acesso ao rali, por exemplo. Mas claro, já tinha ouvido falar muito bem, por exemplo, de Carlos Sainz e Tommi Makinen — o popular Antero —, tetracampeão mundial (obrigado Victor e Diogo pela correção), e do clássico Subaru 555. Até que, também pelo fato de trabalhar no Grande Prêmio e acompanhar melhor o WRC, não há como não admirar um piloto como Sébastien Loeb.

Da mesma forma, eu conhecia muito pouco da Nascar. Como não tinha TV a cabo, nem tinha como assistir as corridas naqueles superovais espetaculares, mas por tudo que eu lia nas revistas especializadas, principalmente, sabia que um certo Dale Earnhardt (o pai) era o fodão. E era mesmo. Mas aí apareceu Jimmie Johnson e ganhou tudo nos últimos anos. Se já é difícil ganhar em um ano, dada a extrema competitividade da Nascar, que dirá em cinco, ainda mais de forma consecutiva!

Mas porque eu escrevo essas linhas falando de memórias no automobilismo em geral? Pois bem, o fato é que parte dessa geração que aprendi (tenho certeza que não só eu) a admirar, encabeçada por Schumacher, Loeb, Rossi. JJ, o #48, deve seguir por um bom tempo na carreira e deve também ampliar seus recordes na Nascar, já que a categoria permite que pilotos mais velhos, como Mark Martin, por exemplo, ainda consigam ser competitivos.

Mas me refiro principalmente ao trio Schumacher-Rossi-Loeb. Na última segunda-feira, Michael já deu indicações que pode em 2011 fazer, definitivamente, sua última temporada como piloto de F1, mesmo depois de passar o ano todo falando que vai cumprir o contrato com a Mercedes até 2012. Não digo que ele tem ou não de parar, acho que ele tem feito o que mais lhe dá prazer, que é correr. E ganhando um baita dinheiro por isso. Não sigo o discurso daqueles que dizem que ele se queimou ao retornar. Ao contrário: mostra que, aos 42 anos, se tivesse um carro realmente competitivo, colocaria a molecada no bolso. Que nós, fãs do bom esporte, acompanhemos cada uma das oito corridas que restam, porque podem ser sim, as últimas de Schumcher como piloto de F1.

Da mesma forma, Rossi não tem mais nada a provar para ninguém. Ganhou tudo na Motovelocidade e poderia parar quando bem entendesse. Mas quis o italiano abraçar o novo desafio, de reconduzir a Ducati às vitórias. Mas a temporada tem sido muito difícil, já que a moto não ajuda, e as equipes rivais — Honda e Yamaha —, que foram muito ajudadas nos respectivos desenvolvimentos pelo Doutor, estão em um patamar superior. Claro que Valentino tem prazer pelo que faz, mas ele tem dado a entender, em suas últimas declarações, que está de saco cheio da moto ruim. Não duvido que ele pare no próximo ano, talvez. Mesmo sabendo que ele tem ainda muita lenha para queimar.

Mas dentre os supercampeões citados, o primeiro a encerrar a carreira deve ser Loeb. Para mim, o cara é um fenômeno do esporte. Não sei se em outro esporte de alto nível um cara consegue ser campeão mundial por sete anos consecutivos. Sei que é clichê, mas Sébastien é como vinho, quanto mais velho e experiente, melhor é nas trilhas de terra e principalmente, asfalto. O francês disse que vai decidir seu futuro no WRC na próxima semana, mas fez mistério. Disse que tem três opções: seguir na Citroën, ir para a Volkswagen e encerrar a carreira no WRC. De todas as possibilidades, a última é a mais provável.

É aquilo, não vi Pelé, Di Stéfano ou Garrincha, não vi Fangio, Clark, Stewart nem Fittipaldi nas pistas. Mas não posso reclamar. Vi Loeb, Rossi e Schumacher. Minha geração é mesmo privilegiada.

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Pilota pouco


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Felipe Paranhos

Hoje eu ouvi a propaganda do GP do Brasil mandando comprar ingressos e tal. Lá pelo meio da narração, o cara fala: “Venha ver os melhores pilotos do mundo em Interlagos!”

É claro que a F1 não é a junção de todos os melhores pilotos do mundo, embora lá estejam vários deles. Mas essa frase fica ainda mais absurda quando se vê um vídeo como esse, do Rali da Grécia do WRC.

Não pilota nada, esse Hirvonen.

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Rapidinhas do rali


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Nem só de WRC viveu o rali neste fim de semana. Ao contrário. Rolou muita coisa boa aqui no Brasil e na América Latina. A começar pelo RN 1500. A prova que, como o nome diz, é disputada no Rio Grande do Norte, é uma das mais importantes do cross-country brasileiro. O trecho de 916, 69 km — 476,25 destes, cronometrados — foi um misto de dunas e sertão em paisagens belíssimas com percursos bem difíceis, desafiando ainda mais os competidores nas motos, carros e quadris, grande parte deles, com participação no Rali dos Sertões.

Após quatro dias de competições, Marlon Koerich, que disputou a prova em parceria com a irmã, Joseane, faturou o título com um protótipo da Sherpa. Marlon fez belo papel no Dacar em janeiro, quando na condição de estreante, chegou numa boa 14ª colocação ao lado do experiente navegador Bina Cavassin. Marcos Moraes e Edu Sachs completaram o RN em segundo lugar, consolidando a dobradinha da MEM, time de Marcos, que também é diretor da Dunas Race, organizadora do Sertões.

Nas motos, Denísio do Nascimento conquistou o título após 6h50min15s de prova. O piloto superou em quase 6s o tempo de Tiago Fantozzi, vice-campeão. Dario Júlio completou o top-3 nas duas rodas. Já entre os quadris, a vitória coube a Francinei de Souza, que foi destaque no Sertões com o vice-campeonato, perdendo a disputa em 2010 para Rafal Sonik. O cearense conquistou o RN 1500 superando Marcio Oliveira.

Abaixo vai um vídeo bem legal de um pouco do que rolou neste fim de semana no RN.

Outra prova de destaque no fim de semana aconteceu em Encarnación, no Paraguai, na primeira etapa do Sul Americano de rali de velocidade, o Rali Trans Itapúa. Lá estava Paulo Nobre, o Palmeirinha, que disputou sua primeira prova após perder a eleição para presidente do Palmeiras. Ao lado do eterno parceiro Edu Paula, o piloto alviverde vinha em bom ritmo e fechou o sábado em terceiro na classe 3, quinto na classificação geral, onde os trechos de lama predominaram, por conta da chuva que desabou no local. Mas no último dia, ontem (17), já com as trilhas mais secas, todo mundo imprimiu um ritmo mais forte, e na tentativa de alcançar os rivais, Palmeirinha perdeu o controle de seu Mitsubishi Lancer Evo e quase capotou. Mas o bom resultado já tinha caído por terra.

Nobre não perdeu o bom humor e a chance de alfinetar a torcida do time rival. “Esse tipo de coisa faz parte do esporte, mas é triste ver um super resultado escapar desse jeito pelas mãos! Naquele décimo de segundo que vi a curva cheia de barro, senti que daria uma ‘corinthianada’”.

Além de Palmeirinha e Paula, mais sete duplas representaram o Brasil no Paraguai. São elas: Maicon Soares e Cleiton Casarotto; Luís Tedesco e Roger Valandro; Fernando Mello e Fernando Toschi; Cristiano Borges e Marcelo Fillipon; Alexandre Figueiredo e Andrey Karpinski; Milton e André Pagliosa, além de José Barros Neto e Emília Abadia. Sidney Broering também participou da prova, sendo navegador do paraguaio Dick Ferreira. Desses, Tedesco conquistou o melhor resultado, vencendo com um Palio a Classe 9. Na classificação geral, a vitória foi do paraguaio Thiago Weiler, com um Mitsubishi Lancer Evo.

A título de curiosidade, é interessante ver carros como Honda Civic e Toyota Corolla disputando um rali. Vários deles estavam inscritos para a prova no Paraguai.

A próxima etapa do Sul Americano de Rali de Velocidade acontece entre os dias 5 e 8 de maio em Erechim, considerada a capital brasileira do rali.

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Aí, sim


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Confesso que fiquei bastante satisfeito ao ver hoje no Facebook uma foto do carro do Daniel Oliveira em Amã, na Jordânia, com adesivos de patrocinadores brasileiros. Levando em conta que hoje em dia os pilotos tupiniquins encontram dificuldades até mesmo para completar orçamento visando a disputa do Mundial de F1 — como Lucas Di Grassi —, o feito de Oliveira, único nacional a disputar o Mundial de Rali em 2011, é algo notável.

Pelo menos no Rali da Jordânia, o piloto baiano será patrocinado pela Embraer, pela Keta, empresa do setor financeiro e também de seguros, além do próprio Governo da Bahia. É preciso destacar que o WRC, apesar de ser considerado uma categoria top, jamais teve no Brasil o mesmo status que tem na Argentina, por exemplo.

E se a maior divisão do rali de velocidade do planeta não é atraente aos olhos do torcedor, esta é ainda menos visível para empresários que desejam ver suas marcas divulgadas em nível mundial. Mas é bom ver que, bem aos poucos, alguns investidores dão atenção ao rali. Aí, sim.

Infelizmente, o rali não tem a visibilidade que merece por aqui. Já venho batendo nessa tecla há tempos. O Dacar foi um exemplo claro disso. Apenas uma emissora de TV, a SporTV — é preciso reconhecer —, deu certo destaque à prova em janeiro, ainda assim, exibindo boletins no fim da noite. As outras, nem isso. E claro, baixa exposição, menor quantidade de patrocínios. O que explica a queda brusca de brasileiros inscritos na competição.

Mas aos trancos e barrancos, o esporte vai sobrevivendo aqui por essas bandas, graças a alguns mecenas, empresários apaixonados pelo rali que investem dinheiro para organizar e promover competições por todo o Brasil como o Rali dos Sertões e a Mitsubishi Cup, por exemplo. E mesmo com pouco apoio, tanto o rali de velocidade, quanto o cross-country nacional revela gente do porte de Oliveira, Guilherme Spinelli (isso para ficar só entre os pilotos de carros).

A situação de Daniel é um pouco diferente. O piloto conta com maciço apoio da Prodrive, empresa preparadora de carros de propriedade de David Richards, que criou a Brazil (assim mesmo, com Z) World Rally Team justamente para desenvolver o novo Mini, visando não apenas a atual temporada, como 2012, ano em que a montadora vai disputar todas as provas do campeonato. O time conta com estrutura de primeira e já fala em vitórias no ano que vem. Mesmo assim, um patrocínio sempre cai bem.

A equipe que conta com Daniel e o navegador luso Carlos Magalhães no comando do Mini John Cooper Works, por enquanto, da categoria S2000, cuja estreia aconteceu em Portugal no fim de março. A ‘promoção’ de Oliveira à divisão principal do WRC deverá acontecer no Rali da Itália, daqui a duas semanas.

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O grande desafio


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

Vencer a subida de Pikes Peak, no Estado do Colorado, nos Estados Unidos, tem o mesmo significado para os pilotos de rali do que conquistar o GP de Mônaco na F1, ou as 500 Milhas de Indianápolis na Indy, ou mesmo o Monte Everest para os alpinistas. Desafiador por natureza, o percurso homologado pela FIA tem cerca de 19,99 km e conta com intermináveis 156 curvas em trechos de areia, pedra e asfalto.

Muitos pilotos já morreram ao tentar chegar ao cume da mítica montanha norte-americana, localizada de 4.301 m de altitude, já que não há qualquer tipo de proteção separando a pista do precipício, o que torna o trecho ainda mais desafiador. Pikes Peak não perdoa erros e costuma cobrar com a vida por qualquer deslize.

Dentre as lendas que venceram o desafio, estão Ari Vatanen, Juha Kankkunen e Marcus Gronholm, todos vencedores no WRC. Petter Solberg, campeão mundial de rali de 2003, garantiu que vai encarar a subida de Pikes Peak em 2011. O norueguês deve pilotar um protótipo baseado no Citroën C4 que utilizou no ano passado.

Os objetivos de Solberg não são nada modestos. O experiente piloto visa quebrar o recorde estabelecido pelo nipônico Nobuhiro “Monster” Tajima, que em 2007 cravou 10min01s408 com um protótipo da Suzuki.

O vídeo abaixo, bastante famoso, mostra bem a dimensão do que Solberg terá pela frente. Com um protótipo da Peugeot em 1989, Vatanen esbanjou arrojo nas curvas de Pikes Peak, ficando a centímetros do abismo. A filmagem deu origem a um curta-metragem premiado em toda a Europa no início da década de 90. Só digo uma coisa: o vídeo é espetacular, vale MUITO a pena.

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