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A maior de todos os tempos


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

2013 começou de maneira bastante positiva para as mulheres do automobilismo. No corpo diretivo, Claire Williams virou chefe adjunta da equipe do lendário pai, que, ao que tudo indica, vai pendurar as chuteiras em breve e prepara a filhota como sucessora. Claire, que trabalhou por um bom tempo no departamento de comunicação da equipe, agora vai desempenhar uma função de grande responsabilidade, assim como Monisha Kaltenborn, que já é chefe da Sauber desde o ano passado e substitui com propriedade o grande Peter Sauber no comando do austero time suíço.

Nas pistas, a história também está se mostrando bem interessante para as mulheres, o sexo forte, como costumo dizer. Danica Patrick, aquela que, embora muitos torçam o nariz, é uma baita pilota (sim, pilota está correto segundo a língua portuguesa) e foi pole nas 500 Milhas de Daytona da Nascar, alcançando um feito histórico. Na Indy, Simona de Silvestro fez uma baita corrida em sua estreia pela KV e quase, por muito pouco mesmo, não conquistou um pódio, mas impressionou ao superar o novo companheiro de equipe Tony Kanaan. Bia Figueiredo, que a princípio correria apenas em St. Pete, Anhembi e Indianápolis, garantiu mais duas corridas, pelo menos: Barber e Long Beach.

Talvez hoje não seja mais tão surpreendente assim ver cada vez mulheres em posição de destaque no automobilismo de elite pelo mundo. Mas não era assim que a banda tocava há 30 anos. Naquele tempo, era muito raro ver uma menina fazendo bonito nas pistas. Evidente que o espaço ofertado naquela época era muito menor que nos dias de hoje, e isso, obviamente, faz toda a diferença.

Mas uma mulher em especial quebrou todos os paradigmas possíveis no automobilismo e se colocou, em minha opinião, como a maior pilota de todos os tempos. Michèle Mouton, a rainha do automobilismo, venceu, sempre ao lado da navegadora Fabrizia Pons e correndo de Audi, nada menos que quatro provas do Mundial de Rali entre 1981 e 1982 (em 82, aliás, foram três vitórias). Sua última vitória aconteceu exatamente no Brasil. Naquele ano mágico, Mouton conquistou o vice-campeonato mundial. Jamais uma mulher chegou perto de alcançar o feito de Michèle.

Segue abaixo uma coletânea das melhores imagens da rainha. Pilotava muito ou não?

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O artista do rali


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Depois de quase um mês de férias, estou de volta! É bom retornar ao trabalho, diga-se. Baterias recarregadas para fechar mais um ano aqui no Grande Prêmio.

Mas vamos ao que realmente importa. O assunto da vez é Sébastien Loeb. Loeb é mito, é lenda viva, é tudo isso e muito mais. Loeb é um desses gênios do esporte a motor que, de tempos em tempos, brindam os fãs da velocidade em todo o mundo. Dono de pilotagem perfeita, Loeb dá show. Um show que, pelo menos no WRC, está prestes a terminar.

Perto do NONO título mundial, Seb já anunciou que fará três ou quatro provas em 2013 e vai mudar seus horizontes. As primeiras informações apontam para um futuro no WTCC, mas, em minha opinião, é muito pouco para o que Loeb representa. Talvez o Mundial de Endurance e as 24 Horas de Le Mans tenham mais a ‘cara’ dele, mas ficaria muito feliz se ele anunciasse sua estreia no Dakar em 2014.

Abro um parêntese aqui. Claro que Loeb é o gênio do rali, é o cara, é o fodão, enfim. Mas é preciso creditar boa parte dos seus méritos ao eterno parceiro, o navegador Daniel Elena, um homem de história imensa no rali também! Fecho o parêntese.

Antti Kalhola, um gênio dos vídeos, produziu essa incrível e espetacular coletânea de imagens de Loeb em sua história vitoriosa no Mundial de Rali. Enquanto Seb não se despede do WRC, recomendo cada segundo deste vídeo antológico, de pouco mais de três minutos. Não perca o fôlego com Loeb, o artista do rali!

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Coluna Power Stage, por Fernando Silva: O retorno da Toyota


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Os números são bastante relevantes: três títulos de pilotos, outros três de construtores e 43 vitórias no Mundial de Rali. Mesmo de fora do campeonato desde o fim de 1999, quando alegou a crise econômica para sair do WRC — mas anos depois começou a injetar rios de dinheiro, sem sucesso, diga-se, na F1 — a Toyota ainda é uma das grandes lendas da categoria. E 15 anos depois, o retorno está muito próximo. A palavra é do próprio presidente da Toyota Motorsport, Yoshiaki Kinoshita.

“Nossa meta final é o WRC. Esperamos estar prontos em 2014. O futuro é desconhecido, mas nós precisamos nos preparar para o projeto do rali. Negociamos muito com a FIA. Para voltar ao WRC, nós precisamos avançar várias etapas. Porque nós paramos em 1999 e depois a maioria das pessoas se foi e não há nenhum know-how dentro da empresa. O que precisamos é preparar os motores e homologar os chassis e assim adquirir conhecimento novamente. Então estaremos prontos. Acho que só podemos fazer um projeto neste momento”, disse o executivo durante uma entrevista coletiva a jornalistas australianos na sede europeia da montadora, em Colônia, na Alemanha, antiga base da equipe de F1.

Toyota pode voltar ao WRC em 2014 com o Yaris (Foto: Divulgação)

Muito da motivação da montadora para retornar ao Mundial de Rali tem a ver com o novo regulamento de motores adotado pela FIA para a categoria no ano passado, com o uso dos motores de 1,6 L. Desta forma, todos se viram obrigados a trazer modelos novos, com a Citroën trocando o C4 pelo DS3 e a Ford substituindo o parrudo Focus pelo Fiesta. A medida também motivou a entrada da Mini no ano passado com o John Cooper Works, e a Volkswagen, que fará sua estreia no ano que vem com o novíssimo Polo R, em fase constante de desenvolvimento. A Toyota, caso entre mesmo no WRC em 2014, deverá fazê-lo como Yaris, que deve ser adaptado, já que o modelo original não cumpre às dimensões obrigatórias estabelecidas pela FIA para o WRC.

Aí vale destacar o trabalho de Jean Todt. Mesmo tendo seu passado recente ligado à Ferrari e à F1, o baixinho tem um longo histórico no rali como navegador, entre 1966 e 1981. É graças a Todt que hoje o WRC conseguiu ter um pacote atraente e que vem atraindo as montadoras, proporcionando uma variação e uma dinâmica bastante distinta de, por exemplo, 2010, quando só Citroën e Ford estavam na luta pelo título. Falta, no entanto, a figura-chave de um promotor, um Bernie Ecclestone para a categoria.

Claro que não será como em 1982, quando nada menos que 18 montadoras estiveram presentes (como Audi, Opel, Nissan, Renault, Porsche, Mitsubishi, Lancia e até Ferrari) na temporada, mas ainda assim é bom saber que uma categoria do quilate do Mundial de Rali não seja monomarca (como é a Indy, no que tange aos chassis) ou protagonizado por poucas equipes, como era o WRC há poucos anos.

A Toyota não brinca em serviço, é bom lembrar. Acho que, com exceção do fracassado projeto F1, a montadora sempre teve um papel de destaque no automobilismo. Só nos tempos mais recentes, a fábrica esteve (ou está) presente na F3, Cart e IRL (como fornecedora de motores), Nascar e voltou com tudo ao Mundial Endurance, sendo que poderia, sim, ter vencido as 24 Horas de Le Mans neste ano com o inovador TS030 Hybrid.

Tudo aí esbarra na questão da restrição de custos, ainda mais com essa crise toda que agora chegou de vez à Europa. Mas dinheiro não parece faltar à Toyota, diga-se. E é animador ter a perspectiva de ter um Mundial com pelo menos cinco marcas fortes, como Citroën, Ford, Volkswagen, Toyota e Mini. E também vale lembrar que Sébastien Loeb tem contrato com a equipe francesa até o fim de 2013, então o Mundial do ano seguinte, sem aquilo que eu chamo de ‘dinastia Loeb’, poderá ter contornos imprevisíveis, tal qual a F1 neste ano.

Mas, obviamente, ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa, embora seja mesmo o quadro seja bastante animador para um futuro próximo, não há dúvidas. Que venha 2014, o ano que, para a Toyota, pelo menos na figura do seu presidente, já começou.

Nas trilhas do Brasil

— Falta pouco: menos de dois meses para o começo do Rali dos Sertões, o maior do mundo disputado em um só país. A prova deste ano começará em São Luís, Maranhão, em 18 de agosto, e terminará dez dias depois, em Fortaleza. Acompanhe todo o noticiário aqui no Grande Prêmio. Estamos preparando uma cobertura especialíssima, começando já a partir da próxima semana. Fique ligado!

— Como prévia do Sertões, foi disputado em Barretos, a terra do rodeio no Brasil, o Rali Cuesta Off Road, válida pelo Brasileiro de Cross Country. Entre os carros, melhor para o duo Romeu Franciosi e Ivo Mayer. Na categoria Caminhões Leves, o trio Rafael Conde, Leandro Silva e José Papacena Neto venceu, enquanto nos pesos pesados venceu o experiente Guido Salvini, ao lado de Flávio Bisi e Fernando Chwaigert;

— Também no interior de São Paulo, mas em Jaguariúna, a Mitsubishi realizou mais uma etapa da Cup, a quarta de 2012. E na categoria principal, a L200 Triton RS, deu Marcos Baumgart/Kleber Cincea, que alcançaram 42 pontos, mesmo número de Marcos Cassol e Luis Felipe Eckel. Na L200 Triton ER Master deu Zé Hélio Rodrigues, aquele, que correu ao lado de Weidner Moreira. Cassol/Eckel lidera a Mitsubishi Cup 2012 na Triton RS, com 132 pontos;

— O mês de junho foi bastante movimentado no rali brasileiro. A Copa Peugeot realizou a sua segunda etapa na temporada em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais. E na categoria principal, a 207 Super, venceu a dupla formada por Fabio Dall Agnol e seu navegador, Gabriel Morales. Luccas Arnone e Felipe Costa terminaram em segundo, mesma colocação na temporada;

— E não será em 2013 que o Brasil voltará a receber o Mundial de Rali. Isso porque a FIA decidiu manter as sedes do WRC para o próximo ano, com exceção da Austrália, que vai substituir a Nova Zelândia no rodízio já previsto para a Oceania.

Nas trilhas do mundo

— Junho foi um mês trágico para o rali mundial. Primeiro pela morte do jovem Gareth Roberts, de 24 anos, que não resistiu aos graves ferimentos sofridos na etapa de Targa Florio do IRC (Desafio Intercontinental de Rali), na Itália. O galês era navegador do experiente Craig Breen. A prova foi cancelada pela organização do IRC;

— Ainda pelo IRC, uma semana depois da tragédia que matou Roberts, Juho Hanninen venceu o Rali de Ypres, na Bélgica, correndo com um Skoda Fabia S2000. A liderança segue nas mãos de Andreas Mikkelsen, com 89 pontos, seis a mais que Jan Kopecky;

— Lucie Vauthier, de apenas 28 anos, também morreu neste trágico junho, também por conta de um acidente em um rali. A pilota francesa guiava um Citroën C2 no Rali Vins-Macon, etapa do campeonato francês. Lucie bateu em alta velocidade no muro. Removida para um hospital em Dijon, ficou internada por seis dias, mas não resistiu.

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Olho nos caras


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Postzinho rápido porque o tempo urge. Enquanto Sébastien Loeb ainda saboreava mais uma vitória no WRC, lá do outro lado do mundo, na Nova Zelândia, seu xará e ex-companheiro de equipe na Citroën, Sébastien Ogier, completava mais uma parte do programa de testes da Volkswagen com o Polo R na Finlândia, na última segunda-feira (25), visando o Mundial de Rali de 2013.

A Volkswagen não brinca em serviço, e a competente fábrica de Wolfsburgo já mostrou isso no Dakar, com a conquista de três títulos. E o pessoal vem fazendo a lição de casa direitinho, treinando a equipe sem pressão por resultados, com Ogier e Andreas Mikkelsen guiando o Skoda Fabia S2000 em algumas provas do Mundial.

Dizem que a Volkswagen não vai seguir com Mikkelsen, um dos destaques do IRC, para a disputa do Mundial a partir do ano que vem. Fala-se muito em Jari-Matti Latvala ou até em Petter Solberg, mas talvez o cara para completar essa dupla forte com Ogier seria Dani Sordo.

Se a Ford não se cuidar, vem aí a Volks como principal adversária da Citroën, por mais que a montadora anglo-americana tenha mais tradição no rali. A Mini perdeu muito do seu potencial neste ano depois de a Prodrive deixar de oferecer suporte à fábrica de propriedade da BMW.

Mas tá ficando interessante esse WRC. Ainda mais quando os fatos indicam que outra montadora pode pintar por lá a partir de 2014. Quem é? Leia a coluna Power Stage desta quinta-feira!

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O policial “mal amado”


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Lembro como se fosse hoje. Há quase dois anos, ainda escrevendo minhas primeiras letras para o Grande Prêmio, noticiei um fato inusitado. Paulo Nobre, o lendário Palmeirinha, e Edu Paula, disputavam o Rali da Nova Zelândia. À época, a dupla brasileira corria com um Mitsubishi Lancer na P-WRC, divisão do Mundial de Rali para carros de produção. Seria só mais uma etapa na carreira de ambos não fosse pelo fato de que os competidores foram abordados por um policial por conta, veja só, de excesso de velocidade em um trecho de deslocamento.

Dois anos depois, as lembranças daquele episódio ainda estão bem vivas para Palmeirinha. Tanto é que o piloto palmeirense não deixou por menos e descreveu com todas as letras tudo o que aconteceu em 2010 nas cercanias de Auckland. Conhecido por ser um cara sem papas na língua, o piloto, que eternizou termos como ‘corintianada’ e ‘pé no porão’, entre tantos outros, disparou contra o policial que enquadrou a dupla lá do outro lado do mundo.

“Infelizmente, tivemos um problema com um policial imbecil, obtuso, limitado e mal amado. Ele acabou destruindo nossa prova e o nosso ânimo de continuar na disputa, logo no primeiro dia de rali. De forma alguma achamos que, porque estamos correndo rali, podemos sair por aí desrespeitando as leis de trânsito ou pondo em risco os carros das pessoas locais, mas o absurdo que aconteceu há dois anos dá raiva só de lembrar”, bradou o piloto e ex-candidato à presidência do Palmeiras, Nobre.

Palmeirinha se lembra de cada detalhe do que viveu na Nova Zelândia há dois anos. “Na verdade a organização de prova foi a grande responsável pelo início do problema, que findou com o policial nos tirando fora do primeiro dia de prova! No reabastecimento só uma das três bombas de combustível estava funcionando e assim formou a maior fila de carros. Quando finalmente abastecemos, já estávamos no nosso horário de controle para a largada da especial seguinte. Não havia ninguém da organização lá para nos orientar.”

“Nós saímos do reabastecimento, que estava locado em um lugar afastado e deserto e entramos em uma estrada secundária. Era uma reta de uns 5km sem, absolutamente, nenhum carro. Acelerei o Mitsubishi Lancer com o qual eu corria na época e cheguei a ‘impressionante’ velocidade de 126km/h. Ao me aproximar de uma autoestrada, diminuí e entrei, porém, um policia me seguiu, me parou e me enrolou de forma ridícula por pouco mais de uma hora. Isso nos impedindo de continuar na prova. E pior, o imbecil nem me multou. Ele me deu uma notificação por direção perigosa e me mandou ir à corte, pois naquela estrada deserta o limite era 70km/h! Foi ridículo!”

“Mas para piorar, ao chegarmos ao apoio mecânico, crentes que teríamos a organização ao nosso lado, tomamos outra invertida. Eles ainda nos aplicaram outra multa, o que, na época, nos revoltou. Diante disso, fomos falar com o diretor de prova e dissemos a ele que a organização tinha culpa em tudo isso, pois foi uma falha dela que ocasionou o problema. Nós Dissemos que abandonaríamos a prova. Então, ele intercedeu por nós junto à polícia e fomos liberados. Mas tudo isso são águas passadas e um rali maravilhoso como esse não pode ser manchado por causa de um estúpido de um kiwi quadrupede policial!”, desabafou o piloto.

O rali tem dessas coisas, vez em quando. É um esporte que tem suas regras e, muitas vezes, também tem de seguir as normas de segurança de cada localidade por onde passa, já que geralmente os trechos de deslocamento cruzam cidades e vilas, às vezes até passando pelo perímetro urbano. No Brasil, mesmo, há a obrigatoriedade de o carro ser emplacado para poder transitar sem restrições. No caso do Palmeirinha na Nova Zelândia, sinceramente achei que faltou bom senso do policial, já que era uma situação em que o piloto não colocou ninguém em risco. Dois anos depois, tudo certo agora. Palmeirinha e Edu Paula seguem no WRC, agora correndo com Mini, então muita coisa mudou desde 2010. E que, dessa vez, seja uma jornada sem sobressaltos na Nova Zelândia.

E é sempre bom relembrar: vida longa ao rali, sempre!

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Tudo pronto


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Você que lê o BloGP agora sabe que o Palmeiras estará na final do Mundial. E sabe também que essa final não tem nada a ver com futebol, já que essa primazia é, em 2011, do meu GLORIOSO Santos, alvinegro da Vila Belmiro. Mas como o assunto aqui hoje não é ludopédio, mas o igualmente glorioso rali, e mais precisamente, o WRC.

Como escrevi aqui, Paulo Nobre e Edu Paula vão debutar na divisão principal do WRC neste fim de semana, quando a categoria disputa sua última etapa em 2011, no País de Gales, perto da capital Cardiff. Depois de alguns testes de reconhecimento do Mini John Cooper Works, este conduzido pelo luso Armindo Araújo, finalmente Palmeirinha teve a chance de guiar o bólido verde e branco com o escudo do Palmeiras, claro.

O Rali da Grã-Bretanha terá dois pilotos brasileiros. Além de Palmeirinha, a prova terá a presença de Daniel Oliveira, que também vai guiar um Mini John Cooper Works, este da Brazil World Rally Team. Ao contrário de Palmeirinha, o baiano participou de praticamente toda a temporada do WRC e usou 2011 como um ano de duro aprendizado. Daniel deve vir mais forte no próximo Mundial.

E para fechar esse post, confira abaixo um pouco do que rolou no teste com Palmeirinha e Edu Paula em Gales, com direito a trilha sonora fodástica: Scorpions, lembrando os clássicos comerciais da Hollywood. Enfim, tudo pronto para a estreia. E como o próprio piloto costuma dizer, agora é pé no porão.

http://vimeo.com/31716683

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Palmeiras no Mundial


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

As cores e o escudo do Palmeiras estarão presentes na final do Campeonato Mundial. Mas não será no futebol, meu amigo leitor coirmão palestrino. Paulo Nobre, o Palmeirinha, e seu navegador, Edu Paula, vão realizar o sonho de disputar uma etapa do WRC correndo com carro da categoria principal, um Mini John Cooper Works pela equipe Italia, a mesma do luso Armindo Araújo, bicampeão do P-WRC (categoria destinada aos carros de produção).

Equipe Italia, carro com as cores do Palmeiras, Palmeirinha no comando do bólido, tem mesmo tudo a ver.

A etapa final do WRC acontece no próximo fim de semana, o Rali da Grã-Bretanha, no País de Gales. Etapa decisiva, já que vai definir o campeão da temporada. Sébastien Loeb, da Citroën, é franco favorito ao octacampeonato, larga com boa vantagem perante Mikko Hirvonen, da Ford, que corre por fora para quebrar o jejum de 30 (isso mesmo, TRINTA) anos sem títulos de pilotos para a montadora do óvalo azul.

Mas para o automobilismo brasileiro, também será uma prova histórica. Sinceramente não lembro qual foi a última vez que dois pilotos nacionais disputaram uma etapa do Mundial na divisão principal do WRC. Daniel Oliveira, que também corre com Mini, vem em um ano de adaptação, e por isso, enfrentou muitos problemas em sua primeira temporada, praticamente completa, na categoria principal do rali. E agora, a boa notícia é ver Palmeirinha e Edu Paula correndo com outro Mini em Gales.

Palmeirinha é nome de destaque no off-road nacional. Amante tanto do Palmeiras quanto do rali, o piloto tem participações nos campeonatos Brasileiro, Sul-americano, Rali dos Sertões e também no maior de todos, o Dakar. Em 2011, ano em que concorreu à presidência do Palmeiras (perdeu a eleição para Arnaldo Tirone), lutou pelo título do Sertões ao lado do parceiro Filipe Palmeiro, mas perdeu a batalha para Guiga Spinelli e Youssef Haddad.

O BMW X3, aliás, é preparado pela equipe Italia, a mesma que foi responsável pela preparação do Mitsubishi Lancer de Palmeirinha (no P-WRC e no Sul-americano) e que fará o mesmo papel durante o próximo fim de semana em Cardiff com o Mini John Cooper Works, inscrito no Rali da Grã-Bretanha com o número 59.

Palmeirinha, claro, vibrou por finalmente fazer sua estreia com um carro do WRC e fez uma breve análise de sua carreira até alcançar o ápice, o auge para um piloto de rali.

“Quando comecei a correr ralis de regularidade em 1999, nunca imaginei correr uma prova de cross-country e muito menos uma prova de rali propriamente dito! Em 2001, completamente tomado pelo vírus do esporte acabei participando do Sertões, mas jamais podia sonhar que um dia viria correr o Dakar e ainda mais em uma equipe de fábrica, mas acabou acontecendo!”

“Em 2003 participei pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Rali, mas jamais sonhei em um dia correr uma etapa do Mundial. Mas há dois anos, o Edu e eu fomos ao País de Gales correr nossa primeira prova do Mundial de Rali pra valer, mas na categoria P-WRC, que era com o mesmo tipo de carro que corríamos no Brasil e no Sul-americano! Aí não teve como não sonhar em correr uma prova do Mundial a bordo de um ‘World Rally Car’, que nada mais é do que a F1 do rali mundial!”

“Pois é, precisamos ter cuidado com o que sonhamos e desejamos, pois pode virar realidade! E vai ser no mesmo Rali da Grã Bretanha que vamos realizar nosso sonho de correr com um WRC! Não vejo a hora de sentar no banco da esquerda e acelerar o Mini no teste desse domingo.”

Palmeirinha já andou no Mini como copiloto de Armindo para conhecer um pouco mais sobre seu novo carro. Apesar da pouca experiência no comando do veículo, o piloto está confiante em poder fazer boa prova.

“Tenho a expectativa de ser uma X3 pequena. Com o carro de cross-country, já andei dezenas de milhares de km, logo estou acostumado com câmbio sequencial, freios grandes e carro protótipo equipado com chassi tubular como o Mini WRC, mas cada carro tem suas características, e vou desfrutar cada quilômetro que andar nesse rali!”, vibrou o piloto palmeirense, em momento bem oposto ao do seu time de coração, que vai de mal a pior no futebol.

E por fim, fica a frase do próprio Palmeirinha. “Precisamos ter cuidado com o que sonhamos e desejamos, pois pode virar realidade!”. E como diria o próprio piloto, agora é pé no porão!

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O primeiro teste


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

É bom ver o BloGP de roupagem nova. Em breve, lá estará ele todo pimpão em nova casa, como os blogs do Flavio Gomes e do Victor Martins, além do glorioso Grande Prêmio. Mas esse assunto fica para mais tarde.  Hoje a bola da vez é WRC.

Agora é pra valer! A Volkswagen começou a bateria de testes com seu novo carro visando a estreia no Mundial de Rali de 2013. O Polo R, apresentado à imprensa no fim de semana do Rali da Itália, foi guiado pelo bicampeão mundial do WRC, Carlos Sainz, na Alemanha, em base próxima à cidade de Veldenz. O espanhol teve ao seu lado o navegador Timo Gottschalk, que foi copiloto de Nasser Al-Attiyah quando o príncipe disputou o Dacar pela Volkswagen, entre 2009 e 2011.

Dr. Ulrich Hackenberg, membro do conselho de administração do departamento de tecnologia da montadora, também guiou o belo e futuro modelo do WRC, que competirá contra Citroën, Ford e Mini, esta, muito bem com Dani Sordo e Kris Meeke nas últimas provas da atual temporada.

O modelo se comportou bem para um teste inicial. A programação da Volks para os primeiros dias de atividades na Alemanha compreenderam o percurso de aproximadamente 100 km. Tudo funcionou bem: motor, suspensão e câmbio não apresentaram grandes problemas.

‘El matador’, falou sobre a chance de guiar a Volkswagen nessa nova fase visando o WRC. “Ter o privilégio de pilotar os primeiros km é uma grande honra para mim. O carro ainda está em fase inicial, mas já passa boas impressões. Para toda a equipe, sejam engenheiros, mecânicos ou pilotos, é muito importante conhecer o carro o mais rápido possível para poder testá-lo e seguir seu desenvolvimento. Estou curtindo muito testar o novo Polo R WRC”, disse Sainz, que já deixou claro que não pretende voltar a competir, desejando apenas trabalhar como desenvolvedor do novo carro e como consultor da Volkswagen.

Vale lembrar que a Volkswagen já fez sua estreia como equipe do Mundial de Rali neste ano. Com o propósito principal de treinar a equipe, os dirigentes do time de Wolfsburgo estão trabalhando com o Skoda Fabia e, em cada etapa da temporada europeia do WRC, contam com pilotos, geralmente locais, para ajudar no trabalho de desenvolvimento da equipe.

Trata-se de um projeto ambicioso e que prevê milhares de quilômetros de testes no fim deste ano e ao longo de todo o ano de 2012, visando a estreia na temporada seguinte. Falta a definição dos pilotos. Sébastien Loeb revelou que ficou tentado em trocar de equipe, gostou do projeto do time de Wolfsburgo, mas preferiu ficar na Citroën. Os mais cotados agora são Petter Solberg e Sébastien Ogier.

Já Nasser Al-Attiyah, campeão do Rali Dacar em 2011, deu adeus à Volkswagen no meio de 2011, até de maneira surpreendente, e seu futuro é incerto. Não se sabe se ele estará no WRC na próxima temporada, ou mesmo no Dacar. Fala-se também que Nasser está negociando com Jean Louis Schlesser para disputar o maior rali do mundo com buggy, mas ainda não há nada certo.

Incertezas à parte, o que dá pra dizer é que, seguramente, a Volkswagen vai lutar por vitórias e pelo título do WRC em pouco tempo. Seu histórico vencedor no Dacar prova isso. A Mini, que fez trabalho de preparação semelhante, também está aí, bem na fita, e já consegue enfrentar a Ford e andar perto da Citroën, o que é uma façanha, visto que a equipe anglo-germânica ainda nem fez uma temporada completa.  Com quatro montadoras bem competitivas, é só o rali que tem a ganhar. Chega logo, 2013!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8gFSOJsKvnk

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Desnecessário


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

de Sumaré

“A equipe decidiu apoiá-lo. Matematicamente tudo é possível, qualquer coisa pode acontecer e vou fazer meu melhor. Meu trabalho será ajudar [a equipe] a conquistar os títulos. Não é a posição dos sonhos para piloto algum.”

Este é Sébastien Ogier, que deu as declarações acima durante entrevista coletiva que antecede o início do Rali da Catalunha, prova que será crucial para a definição do título do WRC em 2011. O piloto da Citroën se referiu a Sébastien Loeb, seu companheiro de equipe e líder da temporada ao lado de Mikko Hirvonen, da Ford. Ambos somam 196 pontos. Seria natural que a equipe francesa beneficiasse seu principal piloto e, em teoria, aquele que tem mais chances de ser campeão mundial.

Até aí, beleza. Só que Ogier, terceiro colocado, está a apenas TRÊS pontos de Loeb e Hirvonen. A Ford também fez uso do jogo de equipe nas últimas etapas do Mundial, já que o colega de Mikko, Jari-Matti Latvala, já não tem mais chances de título e abriu passagem para o compatriota, tanto na Austrália — onde Hirvonen venceu —, como na França. A tática ajudou o finlandês a alcançar Loeb no topo da tabela. A estratégia e o jogo de equipe da montadora do óvalo azul se justificam porque há apenas um piloto com chances reais de título.

Agora, quanto à Citroën, não há razão nenhuma para tal postura. Claro, a cúpula da equipe pode avaliar que é melhor para a marca que Loeb seja octacampeão, já que o piloto é um mito do rali e também acabou de renovar contrato pelo menos até 2013, rechaçando uma proposta tentadora da Volkswagen. Talvez a Citroën dê a preferência a Loeb como forma de gratidão por permanecer na equipe até o fim de sua carreira.

É a velha questão da ética no esporte que aflora mais uma vez. Lembre-se que não faz muito tempo, no ano passado, a Ferrari efetuou jogo de equipe para favorecer Fernando Alonso, único na equipe em condições de conquistar o título, em detrimento de Felipe Massa. No entanto, McLaren e Red Bull deixaram a disputa livre entre seus pilotos, e o resultado foi o vimos nas duas últimas temporadas.

O favorecimento da Citroën em relação a Loeb em fase tão crucial do campeonato é totalmente desnecessário para ele, para a própria equipe e para o Mundial de Rali como um todo. Embora Ogier esteja em melhor forma neste fim de temporada, com duas vitórias em três provas, o heptacampeão não precisa disso nem JAMAIS precisará: é o melhor do mundo no rali e franco favorito para a vitória na Catalunha e em Gales, última etapa do Mundial.

Só há uma grande razão que justificaria tal postura da Citroën: a confirmação dos boatos que dão conta da ida de Ogier para a Ford em 2012, em uma eventual troca com Mikko Hirvonen, que segundo o noticiário aponta, pode ser o novo colega de Loeb na próxima temporada. Seja lá como for, tal postura é ruim para a marca, é ruim para Loeb, Ogier e principalmente para o esporte.

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Campeão fora de combate?


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Ainda não é oficial, mas tudo indica que Nasser Al-Attiyah não defenderá o título do Rali Dacar em 2012. A informação partiu do Twitter do piloto argentino Orlando Terranova, que em 2011 correu ao lado do luso Filipe Palmeiro com um BMW da equipe X-Raid. O príncipe do Catar estava cotado para guiar um Mini Countryman do time alemão no próximo mês de janeiro, mas é provável que algo tenha desandado nesse projeto.

Orly terá como navegador Lucas Cruz, que foi copiloto de Carlos Sainz nas últimas edições da prova, sempre representando a Volkswagen. Já que o time de Wolfsburgo tem centrado todas suas forças no WRC para a estreia oficial em 2013, o Dacar ficou sem sua equipe mais forte e tricampeã para uma nova fase da prova na América do Sul. Em 2012, o rali voltará às origens e será linear, com largada em Mar del Plata e chegada em Lima, capital peruana.

Curioso é que Nasser, praticamente garantido como um dos pilotos do projeto Volkswagen no WRC, abriu mão do Mundial para defender o título do Dacar, graças a um pedido de seu principal patrocinador, a investidora qatari Barwa.

Mas recentemente, Nasser também anunciou que buscava ser terceiro piloto do time de fábrica da Citroën, mais ou menos no mesmo esquema que faz Khalid Al-Qassimi, que corre esporadicamente pelo time oficial da Ford. O príncipe também anunciou um projeto para desenvolver os jovens pilotos de seu país no off-road.

Levando em conta a proximidade do fim do Dacar para o início Rali de Monte Carlo de 2012, apenas dois dias, é provável que, caso Orly Terranova esteja certo, Al-Attiyah tenha de fato priorizado o WRC, já que o Dacar segue cada vez mais caro. Vale lembrar, também, que a próxima edição da maior prova cross-country do mundo não terá outro campeão: Vladimir Chagin, o Czar do Dacar, anunciou sua aposentadoria depois de faturar seis títulos dos caminhões pela montadora Kamaz.

Abaixo, confira de novo o duelo épico entre Nasser e Sainz em janeiro. Sensacional.

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Pilota pouco


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Felipe Paranhos

Hoje eu ouvi a propaganda do GP do Brasil mandando comprar ingressos e tal. Lá pelo meio da narração, o cara fala: “Venha ver os melhores pilotos do mundo em Interlagos!”

É claro que a F1 não é a junção de todos os melhores pilotos do mundo, embora lá estejam vários deles. Mas essa frase fica ainda mais absurda quando se vê um vídeo como esse, do Rali da Grécia do WRC.

Não pilota nada, esse Hirvonen.

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Aí, sim


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]

SUMARÉ — Confesso que fiquei bastante satisfeito ao ver hoje no Facebook uma foto do carro do Daniel Oliveira em Amã, na Jordânia, com adesivos de patrocinadores brasileiros. Levando em conta que hoje em dia os pilotos tupiniquins encontram dificuldades até mesmo para completar orçamento visando a disputa do Mundial de F1 — como Lucas Di Grassi —, o feito de Oliveira, único nacional a disputar o Mundial de Rali em 2011, é algo notável.

Pelo menos no Rali da Jordânia, o piloto baiano será patrocinado pela Embraer, pela Keta, empresa do setor financeiro e também de seguros, além do próprio Governo da Bahia. É preciso destacar que o WRC, apesar de ser considerado uma categoria top, jamais teve no Brasil o mesmo status que tem na Argentina, por exemplo.

E se a maior divisão do rali de velocidade do planeta não é atraente aos olhos do torcedor, esta é ainda menos visível para empresários que desejam ver suas marcas divulgadas em nível mundial. Mas é bom ver que, bem aos poucos, alguns investidores dão atenção ao rali. Aí, sim.

Infelizmente, o rali não tem a visibilidade que merece por aqui. Já venho batendo nessa tecla há tempos. O Dacar foi um exemplo claro disso. Apenas uma emissora de TV, a SporTV — é preciso reconhecer —, deu certo destaque à prova em janeiro, ainda assim, exibindo boletins no fim da noite. As outras, nem isso. E claro, baixa exposição, menor quantidade de patrocínios. O que explica a queda brusca de brasileiros inscritos na competição.

Mas aos trancos e barrancos, o esporte vai sobrevivendo aqui por essas bandas, graças a alguns mecenas, empresários apaixonados pelo rali que investem dinheiro para organizar e promover competições por todo o Brasil como o Rali dos Sertões e a Mitsubishi Cup, por exemplo. E mesmo com pouco apoio, tanto o rali de velocidade, quanto o cross-country nacional revela gente do porte de Oliveira, Guilherme Spinelli (isso para ficar só entre os pilotos de carros).

A situação de Daniel é um pouco diferente. O piloto conta com maciço apoio da Prodrive, empresa preparadora de carros de propriedade de David Richards, que criou a Brazil (assim mesmo, com Z) World Rally Team justamente para desenvolver o novo Mini, visando não apenas a atual temporada, como 2012, ano em que a montadora vai disputar todas as provas do campeonato. O time conta com estrutura de primeira e já fala em vitórias no ano que vem. Mesmo assim, um patrocínio sempre cai bem.

A equipe que conta com Daniel e o navegador luso Carlos Magalhães no comando do Mini John Cooper Works, por enquanto, da categoria S2000, cuja estreia aconteceu em Portugal no fim de março. A ‘promoção’ de Oliveira à divisão principal do WRC deverá acontecer no Rali da Itália, daqui a duas semanas.

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Kimi mais perto do Mundial de Rali?


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Sem lugar na F1, o destino de Kimi Raikkonen em 2010 parece cada vez mais próximo do rali. De acordo com o site “Automoto365”, o finlandês assinou um pré-contrato com a Citroën para a próxima temporada.

Raikkonen inicialmente era cotado para a vaga de Heikki Kovalainen na McLaren. O cockpit inglês, na verdade, era a única alternativa, segundo o próprio piloto, para permanecer no Mundial no próximo ano. Mas como se sabe as negociações fracassaram. Entende-se que alguns aspectos financeiros e compromissos com patrocinadores tenham minado o acordo. O time britânico, então, optou por Jenson Button.

Após o anúncio da compra da Brawn pela Mercedes e da transferência de Button para a escuderia de Woking, o nome de Kimi surgiu com força para ocupar um dos carros prateados. No entanto, os rumores de que teria fechado com alemães foi desmentido por Kimi que, mais uma vez, insistiu em um ano sabático na F1.

Mas ida de Raikkonen para o Mundial de Rali é vista com bons olhos. Será a primeira vez que a categoria terá um campeão mundial de F1 disputando a temporada toda. Além disso, é uma forma de reforçar o campeonato, que nos últimos meses perdeu fabricantes importantes como a Subaru. Seria um grande empurrão.

No momento, não se sabe a natureza do contrato de Kimi com a Citroën. Mas acredita-se que o piloto tenha duas possibilidades: a de defender a equipe júnior da fábrica gaulesa ou correr junto com Petter Solberg.

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