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O futuro do mito


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Após ter feito sua melhor temporada na F1, com direito ao terceiro lugar diante do seu público, no Japão, Kamui Kobayashi foi dispensado pela Sauber para dar lugar a Esteban Gutiérrez. A princípio, tudo poderia indicar que a situação do Mito seguiria o mesmo curso já visto com Adrian Sutil e Jaime Alguersuari, dois outros que, depois de realizarem suas melhores temporadas em 2011, perderam vaga no grid. O caso de Kamui é bem diferente.

A informação publicada nesta quinta-feira (29) pelo jornal finlandês ‘Turun Sanomat’, indicando que Kobayashi conversa com a Lotus, procede. O BloGP apurou e soube que as negociações entre o piloto e a escuderia iniciaram ainda em outubro. Existe uma possibilidade real de Kamui substituir Romain Grosjean em 2013. O Mito dispõe do suporte de empresas locais, o que é fundamental na F1 dos dias atuais.

Mesmo dispensado da Sauber, Kamui tem futuro bem promissor na F1 (Foto: Sauber)

Romain, apesar do prestígio que tem com Éric Boullier e do apoio financeiro da Total, não tem sua situação definida para 2013, como disse ao Grande Prêmio Gerard Lopez, o todo-poderoso da Lotus, lá em Interlagos.

Koba-san também conversa com outra equipe do pelotão intermediário. O BloGP apurou também que outro time, este do fim do grid, chegou a lhe oferecer uma vaga, mas Kamui quer subir um patamar em relação à Sauber, jamais descer.

Sua meta, como já foi dito por ele mesmo, é crescer em 2013 para pleitear uma vaga nas equipes top em 2014. Lembrando que Ferrari e Red Bull têm pilotos, no caso Felipe Massa e Mark Webber, respectivamente, com contrato vencendo no fim do próximo ano.

Embora Grosjean seja protegido de Boullier, vale lembrar que o dirigente francês já trabalhou com Kobayashi — foi patrão de Koba-san nos tempos de Dams na GP2 — e tem muito apreço por ele. Tanto que, quando chefiava a Renault, chegou a cogitar a contratação de Kamui depois que a Toyota deixou a F1, no fim de 2009, mas acabou optando pelos petrodólares de Vitaly Petrov.

Uma coisa é certa: caso as negociações deem certo, Kobayashi e Kimi Räikkönen formariam a dupla mais épica, mitológica e lendária nessa F1 atual.

Adendo 1

Como bem lembrou o leitor Celso, o site Kamui Support entrou no ar no dia 21 de novembro, e hoje, dia 30, já arrecadou US$ 1,5 milhão. Quantia que seguramente vai aumentar muito nas próximas semanas. Levando em conta seu carisma Brasil e no mundo, o mito tem tudo para garantir, financeiramente, uma vaguinha na F1 em 2013.

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O X da questão


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O começo da temporada 2012 da F1 foi marcado por fatos interessantes. Primeiro, claro, o equilíbrio entre as equipes e também a imprevisibilidade. Alguns acontecimentos marcaram época: o melhor resultado da história da Sauber graças ao segundo lugar de Sergio Pérez na Malásia, ou mesmo a vitória de Nico Rosberg no GP da China, a primeira de um carro da Mercedes em quase 57 anos, desde os tempos de Fangio. Já no Bahrein, o êxito de Sebastian Vettel fez com que a F1 visse quatro vencedores de quatro equipes diferentes nas quatro primeiras corridas do ano pela primeira vez desde 1983.

Com a Lotus em alta, Räikkönen é um dos favoritos à vitória em Montmeló (Foto: Lotus F1)

Pela ordem, venceu a McLaren na Austrália, Ferrari na Malásia, Mercedes na China e Red Bull em Sakhir. Mas é a Lotus quem surge como a grande favorita à vitória no GP da Espanha, em Barcelona, neste fim de semana. O E20 vem se mostrando o carro mais equilibrado do grid e seu desempenho nos treinos coletivos de Mugello, na semana passada, credencia a equipe de Kimi Räikkönen e Romain Grosjean como favorita à conquista em Montmeló.

E é aí que começa o X da questão, como já diria Zeca Pagodinho. Teoricamente, se a Lotus vencer em Barcelona no domingo, será a primeira conquista da equipe em 25 anos, desde quando Ayrton Senna celebrou a vitória no GP dos Estados Unidos, quando a corrida era disputado em Detroit, com o carro amarelo patrocinado pela Camel, certo? Sim e não. Há muitas controvérsias quanto a este assunto.

O fato é que nem a própria Lotus, autobatizada de Lotus F1 Team, se considera uma herança e uma sequência do legado da equipe fundada pelo mitológico Colin Chapman. Ao contrário. São nulas as referências ao lendário dirigente britânico. Fuçando na página oficial da equipe, encontrei um link com o começo da história deles. E essa história não começa no GP de Mônaco de 1958, quando ‘aquela’ Lotus, a verdadeira, estreou com Graham Hill e Cliff Allison.

A julgar pelo que existe no site da Lotus F1 Team quanto à sua história , a equipe, de acordo com seus dirigentes, se considera a quarta geração iniciada em 1981, quando estreou a Toleman e quando já existia a Lotus, à época, comandada nas pistas por Nigel Mansell e Elio de Angelis.

A Toleman, marcada, claro, por ser a equipe pela qual Ayrton Senna estreou na F1, foi comprada pela Benetton em 1986. Ao fim da temporada de 2001 e depois de dois títulos mundiais de Pilotos, ambos com Michael Schumacher, e um de Construtores, a Benetton foi adquirida pela Renault, que voltou com tudo à F1. Foram mais quatro títulos: dois de Construtores e dois de Pilotos, pelas mãos de Fernando Alonso. Até que, oficialmente neste ano, a Renault deu lugar à Lotus. Que não se assume como aquela Lotus do Chapman.

Hoje mesmo, durante a minha folga, estava lendo algumas coisas no Facebook e tal, e vi um destaque que a Lotus colocou na rede, lembrando a dobradinha que a Benetton, da segunda geração, completou no GP da Espanha de 1995, quando colocou Michael Schumacher na ponta e Johnny Herbert em segundo em Barcelona. Mais uma referência à geração Toleman-Benetton-Renault-Lotus. Até mesmo no site da F1 as referências históricas à atual Lotus são relacionadas com a Renault e Benetton, por exemplo.

Dessa forma, caso Räikkönen ou Grosjean vença em Barcelona no domingo, será a primeira vitória de uma nova história de uma quarta geração de equipes, por mais que às vezes os nomes nos façam entender que essa Lotus preta e dourada é a sequência daquela de Chapman e representada por mitos como Mansell, Senna, Nelson Piquet, entre tantos. Então, na prática, caso essa vitória da Lotus aconteça no domingo, nada terá, com exceção do nome da equipe, nada a ver com a vitória de Senna em Detroit. Se for, será uma vitória da Lotus. Mas não ‘daquela’ Lotus.

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Um pouco sobre Kimi e Sebastian


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MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha 

Pois é, o acordo com a Williams subiu no telhado. Kimi Raikkonen pediu participação acionária na equipe, Frank fez bico, a Renault (futura Lotus) ficou na espreita, foi lá e assinou com o finlandês.

Então é isso, Raikkonen está de volta. Mantenho o que eu disse sobre ele quando escrevi sobre o provável acordo com a Williams. E Jean Alesi deu a chave da questão ao elogiar a contratação do finlandês hoje: “O bom do Kimi é que ele tira o máximo de um carro rápido. Quando o carro estava bom na McLaren e na Ferrari, ele estava sempre vencendo”.

Reparem que ele não disse que o Kimi é um grande líder, que é motivador da equipe, que é obstinado, não. Raikkonen é rápido, sim, indiscutivelmente, mas só o é quando tem um carro bom. Alesi só confirmou o que eu já tinha dito aqui. Quando o carro está bom, Kimi vence. Quando não está, não vence e também não faz nada para que o carro melhore.

A postura que Raikkonen sempre mostrou nas equipes pelas quais correu me lembra muito a de Sebastian Vettel. Só que ao contrário. Após o problema no câmbio que teve durante o GP do Brasil (suspeitas de marmelada à parte), o alemão fez questão de acompanhar o trabalho dos mecânicos para saber o que havia acontecido. Ficou até tarde no autódromo vendo o desmonte de sua caixa de câmbio, a medição da pressão do óleo e essas coisas.

Vettel mostrou uma obstinação workaholic que poucos pilotos têm. Desculpem a comparação, mas me lembrou Senna. O Ayrton, claro. E no GP de Abu Dhabi, o bicampeão também teve uma postura admirável. Depois de abandonar a corrida por causa de um furo no pneu, Vettel acompanhou toda a corrida a partir do pitwall. E foi elogiado pela equipe.

Por isso e, obviamente, pelo superlativo talento que tem, acredito que ele ainda vai tão longe quanto Michael Schumacher. Não, ele não é o “novo Schumacher”, ele é Sebastian Vettel e ponto. E daqui a alguns anos vamos nos entregar a sangrentos debates para saber se o melhor de todos os tempos era Vettel, Schumacher ou Senna.

Não gosto de domínio de pilotos ou equipes e acho que a F1 fica muito prejudicada quando só uma pessoa ganha tudo. Mas é muito bom ver um piloto como Vettel em atividade. Já do Kimi, não posso dizer o mesmo.

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Comissão aprova mudanças, e F1 terá Caterham, Marussia e Lotus (ex-Renault) em 2012


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Saiu a primeira decisão da aguardada reunião da Comissão da F1, nesta quinta-feira (3) em Genebra, na Suíça. Na verdade, foi apenas a confirmação da mudança dos nomes das equipes para a próxima temporada. Lotus, Renault e Marussia Virgin dependiam da aprovação de todos os 12 times da categoria para mudar para Caterham, Lotus e Marussia, respectivamente. A oficialização das alterações finalmente colocou fim a um imbróglio em torno do nome Lotus que durava desde meados da temporada 2010.

Escolhida pela FIA como uma das três novas equipes a ingressar na categoria na temporada passada, a Lotus contava com o apoio irrestrito da também malaia Proton, esta, dona do Grupo Lotus. Mas no meio do ano, a montadora colocou fim à parceria com o time de Tony Fernandes e deu início a uma batalha judicial pelos direitos de uso do nome Lotus, eternizado pelos feitos nas pistas e pelo seu fundador, Colin Chapman.

Para bater de frente com Fernandes, a Lotus decidiu patrocinar a Renault, equipe que não tem nada da montadora francesa, a não ser o nome, e colocou as cores preta e dourada nos carros, originalmente de Robert Kubica (substituído por Nick Heidfeld, e depois, por Bruno Senna) e Vitaly Petrov, além de estampar o clássico logotipo nos carros 9 e 10. Desde então, fez-se situação curiosa e estranha nas pistas, com duas equipes pleiteando o direito de serem chamadas de Lotus.

No fim das contas, ficou como no ano passado, ou seja, Lotus, equipe verde e amarela de Fernandes, e a Renault, preta e dourada com os logotipos da Lotus, esta, apenas como patrocinadora do time.

A guerra nos tribunais, e também nos bastidores, se arrastou durante boa parte de 2011, quando a Suprema Corte de Londres deu ganho de causa a Fernandes, que manteve o direito de usar o nome Lotus em sua equipe, conduzida na pista por Heikki Kovalainen e Jarno Trulli.

Quase que ao mesmo tempo, o bilionário malaio, visando expandir sua participação no esporte, comprou a Caterham, uma das marcas históricas da Lotus. Foi o começo da transição para o novo nome, cuja decisão oficial saiu nesta quinta-feira.

Já a mudança de Marussia Virgin para simplesmente Marussia se deu por razões bem mais simples. A montadora de carros de luxo da Rússia, parceira do time de Richard Branson desde o fim de 2010, decidiu aumentar sua participação na equipe. A Virgin, por sua vez, seguirá como parceira na F1, mas terá número de ações bem menor do que em 2011, e por tal motivo se justifica a alteração visando a próxima temporada.

Agora, a propósito, como ficarão as estatísticas envolvendo, principalmente, a Lotus? A nova Lotus, atual Renault, vai assumir os títulos, vitórias e resultados da lendária equipe de Colin Chapman? E o bonezinho do Chapman, outrora bastante focalizado nos boxes da Lotus ‘verde’, de Fernandes, que seria usado em caso de vitória do time malaio? Vai trocar de lugar ou ficará sob domínio da Caterham? Perguntas que só o tempo vai responder.

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O fim está próximo


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FELIPE PARANHOS [no Twitter: @felipeparanhos]

O fim está próximo. E será em 2011. Você pode acreditar no que quiser, mas, se eu pudesse apostar em uma saída da F1, bancaria a de Jarno Trulli ao fim desta temporada. O italiano declarou à edição de hoje da ‘Gazzetta dello Sport’ que tá meio de saco cheio da Lotus, de andar no fundo do grid e tal.

Eu acho que se trata de uma grande desculpa. Trulli está tomando a segunda naba seguida de Heikki Kovalainen, um piloto que vinha de nabas contínuas sofridas para seus companheiros em equipes anteriores. Trulli diz que está atrás de Kova porque tem uma pilotagem “mais precisa” e, num carro difícil como o da Lotus, ter esta característica faz com que se corra como se estivesse vendado. Achei meio sem-vergonha esse papo. Quer dizer que você é mais piloto (pilotagem precisa é um ponto positivo, creio), mas num carro ruim o cara que é pior que você se dá melhor? Peraê.

O que sei é que a Lotus não está nada contente com o rendimento de Trulli, conforme Luiz Razia contou, no último fim de semana, ao Rede TV! Esporte, ao qual assisti. O brasileiro, piloto de testes da equipe, acredita que esta possa ser uma boa porta de entrada para a F1.

Seria a melhor possível. Mas ainda seria necessário entender se a equipe pretende manter a estratégia de ter dois pilotos experientes, o que inviabilizaria a entrada do baiano. Além disso, deve ser importante que Razia vença a disputa interna na Air Asia, equipe da Lotus na GP2, contra Davide Valsecchi.

No momento, Valsecchi tem 21 pontos e Razia três. Mas a GP2 tem muito, muito de sorte. É a categoria de monopostos menos previsível entre as principais do mundo. E ainda faltam 12 corridas…

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A Lotus e a Lotus


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Felipe Paranhos

A Lotus iniciou o ano criando problema com a Lotus, que queria ser Lotus, fez até concurso para escolher nova pintura, mas acabou sendo Lotus mesmo. A Lotus entrou na F1 fazendo festa e afirmando ser a verdadeira, mesmo a Lotus tendo aparecido primeiro.

Veio o acidente de Robert Kubica, e a Lotus foi atrás de um piloto experiente, mas sem equipe e ritmo de corrida, apesar de ela mesma ter 83 reservas. A Lotus, por sua vez, manteve os pilotos do ano passado, ambos experientes, tarimbados e aparentemente ainda com saco de pilotar um carro do fim do pelotão. Foi a única das pequenas a realmente crescer entre 2010 e 2011, como era esperado.

E, neste ano, a Lotus já avançou em diversas frentes: fundou uma equipe competitiva na GP2 — que, apesar de estar apenas na primeira temporada, já está dando uma lavada no time que já existia e era muito forte antes de a Lotus se associar. Além disso, a Lotus fechou contrato para usar o túnel de vento da Williams, um passo importante depois de formar, no início do ano, uma parceria com a Red Bull para o recebimento da caixa de câmbio e do sistema hidráulico do time dos energéticos.

E tem mais: a Lotus comprou a pequena montadora inglesa Caterham, fechou patrocínio com a gigante da tecnologia GE, além de acertar parceria técnica com a Dell e fundar um programa de desenvolvimento de jovens pilotos asiáticos. Enquanto isso, a Lotus vive às voltas com os rumores de que Nick Heidfeld, escolhido para o lugar de Robert Kubica, está desagradando a equipe, vê o desempenho de seu carro em queda depois dos pódios nas primeiras duas provas e, além de tudo, perdeu o processo que acionava contra a Lotus pelo uso do lendário nome.

Não dou três anos pra Lotus passar a Lotus

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Futuro em azul e grená


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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Empresário comandando equipe de futebol na Inglaterra não é lá uma coisa que costuma dar certo. Apesar de o Manchester United continuar no topo do esporte inglês — e europeu, já que está na final da Liga dos Campeões da Europa —, Malcolm Glazer, dono do clube, enfrenta a rejeição da torcida, que aparece com cachecóis verde-amarelos — cores do Manchester em suas origens — até mesmo em finais de campeonato.

Frustrados com a perda da identidade do clube e revoltados com o aumento das dívidas, torcedores do MU formaram o FC United of Manchester, equipe que disputa a sétima divisão.

Antes que vocês estranhem muito o fato de eu estar falando de futebol aqui, explico: o West Ham, equipe inglesa que acaba de ser rebaixada à Segunda Divisão inglesa, está na mira de Tony Fernandes, dono da equipe Lotus de F1.

Neste caso, provavelmente, os torcedores do time azul e grená não devem ter do que reclamar. Além de muito, muito rico, Fernandes é muito, muito fã do West Ham. Tuíta mais sobre os jogos do time do que sobre a Lotus, pra ser mais claro.

No ano passado, o clube teve 61,2% de suas ações compradas por David Sullivan e David Gold. Fernandes teve rejeitada uma proposta para adquirir o clube por inteiro. A outra parte do clube é de propriedade de um grupo islandês de investimentos, que passou a vender as ações quando o país quebrou com a crise financeira internacional do fim da década passada.

No último fim de semana, quando o West Ham teve o rebaixamento confirmado, Tony bradou no Twitter. “Gutted [expressão em inglês que equivaleria a “em minhas tripas”, “em vísceras” “eviscerado”] por ver o West Ham rebaixado. Como você vai de 2 a 0 para uma derrota por 3 a 2? Se os torcedores quiserem que eu me envolva, eu vou fazer isso. [O West Ham] é um grande clube e nós, torcedores, já sofremos demais.”

A fortuna de Fernandes está estimada em US$ 330 milhões.

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Parabéns, Lotus Racing


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Felipe Paranhos

Só escrevo nas folgas quando algo me chama muito a atenção. É o caso deste vídeo. Não é novidade que eu acho a Lotus (do Tony Fernandes, a outra é um mero aluguel) uma equipe séria, que merece evoluir muito na F1. Mas vendo este vídeo de encerramento da primeira temporada do time, cheguei à mesma conclusão que um dos usuários do YouTube que comentou na página: o Fernandes deveria mandar a Lotus Renault às favas, mudar o nome pra, sei lá, Flower GP e seguir seu caminho.  É bom que cria uma motivação interna na equipe: vencer, ainda que no futuro, a Lotus oportunista.

Voltando a falar do vídeo, impressionante lembrar como a equipe saiu do nada [não à toa Kova mostrou descrença quando chegou em Hingham pela primeira vez], fez um carro em quatro meses mesmo tendo sido a última das equipes a ser confirmada, foi a melhor das novatas e, além disso tudo, estabelece um programa de jovens interessante, fazendo uma equipe B na GP2.

“Obrigado por todo o apoio. Nós vamos deixar vocês orgulhosos”, disse Fernandes a fãs agora no fim do ano.

Parabéns, Lotus Racing.

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Lotus Cars 1×0 Lotus Racing


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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

O shakedown do novo carro da GP2, que aconteceu na última quinta-feira (18), revelou o resultado de uma disputa que tem deixado marcas no automobilismo em 2010. A disputa Lotus Cars x Lotus Racing na principal categoria de acesso à F1 culminou com a vantagem da ART, vinculada à montadora malaia Proton, sobre a Air Asia, de propriedade de Tony Fernandes e idealizada para ser a equipe B da Lotus Racing da F1.

O carro da Lotus ART, pilotado pelo mexicano Esteban Gutiérrez, está pintado em verde, com a listra amarela passando pelo centro do carro. O carro de Johnny Cecotto Jr, por sua vez, teve a pintura quase imaculadamente branca, apenas com a inscrição ‘Team Air Asia’ e o nome de um patrocinador.

Parece claro que a Proton levou esta disputa. A provável associação com a Renault vai tirar da atual Lotus as cores e referências à escuderia de Colin Chapman. A lógica é a de que o time de Tony Fernandes na F1, assim, leve o nome da companhia aérea, assim como na GP2.

Na semana que vem, as equipes da GP2 vão fazer seu último teste do ano, mas com os carros usados em 2010. O treino vai ser usado para experimentar novatos, como fez a F1 dias atrás. Jolyon Palmer, da F2, vai andar de ART e Addax. Pal Varhaug, da GP3, vai de iSport. Armaan Ebrahim deve correr de Arden.

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O vencedor


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Felipe Paranhos

Conversando na redação real do Grande Prêmio — não a virtual, aka MSN —, lembrei de algo que estava planejando escrever aqui faz umas semanas: junto com Kamui Kobayashi, Heikki Kovalainen é o grande vencedor desta temporada entre as equipes menores da F1.

Kova começou o ano em baixa, depois de um ano péssimo na McLaren, em que tomou uma sova memorável do Hamilton e mostrou pouca capacidade de adaptação a um carro ruim. Foi parar na malaia Lotus, equipe desacreditada e até gozada por alguns.

Seu companheiro era o Trulli, que, embora nunca fosse lá o piloto mais sortudo do mundo — ô azarento —, tinha superado seus parceiros de equipe desde 2007 na Toyota. Ralf Schumacher e Timo Glock ficaram atrás do italiano nas três temporadas anteriores.

E não é que Kova ressurgiu? Voltou a mostrar o ímpeto da revelação vice-campeã da GP2 em 2005 e almoçou o Jarno. Pela primeira vez desde que entrou na F1, chega às últimas corridas sem ouvir rumores de dispensa de sua equipe.

Além disso, desfruta de um relacionamento bastante amigável com o chefe e dono do time, Tony Fernandes, que se mostra muito satisfeito com o trabalho do finlandês. E dá-lhe papo no Twitter entre os dois.

Enquanto isso, Trulli…

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Seriedade


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Felipe Paranhos

“Somos sérios”, declarou pela milésima vez Tony Fernandes, depois de anunciar o acordo para receber o sistema hidráulico e a caixa de câmbio da Red Bull.

Há um ano Tony diz isso.

Mas não é porque é uma mala. É porque sabe o ambiente hostil que as novatas sofrem na F1.

Busca na cabeça aí: depois da saída do Max Mosley, quem manifestou algum tipo de apoio a Lotus, Virgin ou Hispania? É só porrada.

Me parece  óbvio que a Lotus é esportivamente séria. Tony Fernandes não entra em nada pra perder, já disse isso por aqui. Mas as perspectivas para quem pretende entrar na F1 hoje em dia não são nada animadoras — como se pôde ver no processo seletivo da FIA para a 13ª vaga do Mundial de 2011.

E mesmo se a equipe não tivesse grana, não teria o direito de tentar fazer história na F1 — mesmo que no fundo do grid?

Quanto mais elitizada a F1 for, mais babaca ela vai ser.

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Estatoscas varzeanas


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João Paulo Borgonove

Amante da várzea que sou, resolvi fazer uma brincadeira com a classificação da F1. Três equipes novatas, seis pilotos capengando pelo grid. E qual é o melhor time? Quem seria o Campeão da Várzea? Pois é. Heikki Kovalainen, com sua bela Lotus, está em primeiro, o que não é surpresa alguma. Mas ele não está sozinho. E sabe quem acompanha o nórdico nas glórias dos pobres? Karun Chandhok. Sim. O indiano da Hispania é o mais consistente dentre as novatas, junto de Kovalainen.

Os critérios de avaliação foram fracos, segundo um pululante escriba dinamarquês, mas não o relevei, pois ele não entende de várzea. Peguei a classificação final das oito corridas já disputadas e fiz um grid separado, apenas com os seis novéis, de acordo com a classificação final da corrida. E então distribuí pontos. Seis para o vencedor, cinco para o segundo colocado, quatro para o terceiro… e assim por diante, até o sexto e último colocado, que anotou um ponto.

Kova e Chand somaram 33 pontos, mas o finlandês leva vantagem por ter quatro vitórias, contra uma do indostânico. A terceira colocação ficou com o brasileiro Lucas Di Grassi, da Virgin, com 29 pontos, seguido por Jarno Trulli, da líder Lotus, com 26. Bruno Senna, da Hispania, é o quinto, com 24 pontos somados, um a mais que o alemão Timo Glock, da Virgin. Dentre as equipes, a Lotus aparece na frente, com 59 pontos, dois a mais que a Hispania. A Virgin é a terceira e última, com 52 pontos.

Com esse mesmo esquema de pontuação, mas nas classificações, a Lotus segue liderando, mas com uma vantagem muito maior. Kovalainen é o primeiro, com 42 pontos, um a mais que seu companheiro de equipe, o italiano Jarno Trulli. Glock é o terceiro, com 37, seguido por Di Grassi (20), Senna (17) e Chandhok, com 11, mostrando que o indiano é bom em conservar o carro durante as corridas.

Essas estatísticas podem ser inúteis, mas dão uma ideia do desempenho das novatas. É uma bobagem, se analisarmos profundamente, mas está valendo. Afinal, sem o Campeonato da Várzea, os últimos nunca serão os primeiros.

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Lotus, Virgin e os seis segundos


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ESPAÑA-AUTOMOVILISMO-FÓRMULA UNO

Felipe Paranhos

Uma parece ter mais confiabilidade do que a outra, mas a verdade é que Lotus e Virgin devem se revezar nos últimos lugares do grid, ao menos neste início de temporada — e a menos que o pacote aerodinâmico que a equipe da Madonna, er, do Branson seja fantástico.

Por outro lado, se vê que, fora das pistas, as duas farão mais barulho do que dentro. Richard Branson e Tony Fernandes não ficaram calados diante do comunicado [extremamente pedante e sem elegância] da Ferrari, que critica equipes pequenas como se ela mesma já não tivesse dividido pitlane com AGS, Zakspeed, Andrea Moda…

Primeiro, me parece que as duas equipes têm, sim, um plano de ficar na F1, não são aventureiros. E sabem que não têm chances de disputar nada neste ano. Foi o que Fairuz Fauzy falou no primeiro dia de treino em Barcelona: “Construir em cinco meses, comparando com as outras, e ficar só seis segundos atrás é uma grande conquista”.

SEIS segundos atrás. Eles sabem. Mas sabem que, se forem pequenas também nos bastidores, a chance de crescer será ainda menor. Por isso Lotus e Virgin rebateram a Ferrari. Por isso seus principais dirigentes apostaram que a equipe que menos pontuar verá um deles como aeromoça por um dia na companhia de aviação do outro.

A Virgin parece um pouco melhor em performance do que a Lotus, mas sofre com a problemas hidráulicos. O carro quadrado da Lotus  quebra menos, mas é muito lento — apesar de hoje, com Kovalainen, ter ficado à frente de Di Grassi.

O que se pode concluir é que, na F1 de hoje, dificilmente um time surgido do zero — com um semestre de preparação — consegue disputar de igual para igual com alguma concorrente veterana.

É um dos problemas desta F1.

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Evolução dos capacetes | Kovalainen


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Felipe Paranhos

Heikki Kovalainen estreou pela Lotus hoje, em Jerez de la Frontera. E estreou também capacete novo, trocando o vermelho da McLaren pelo verde — que não é exatamente o utilizado pela nova equipe. Sem o logo do uísque do Joãozinho Caminhante no casco, pegou o grafismo de seu nome que ficava pequeno acima da viseira e colocou como fundo da pintura. Não é assim uma maravilha, mas achei mais “pessoal” do que o da época de McLaren.

CascosKova

Falando em Kova, ele protagonizou um comercial muito bom da MTV3, a TV que exibe a F1 na Finlândia. Vejam:

P.S.: Meus agradecimentos ao Capelli, que liberou a montagem dos dois capacetes anteriores.

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Não entendo


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Lotus

Felipe Paranhos [ainda em férias]

Confesso que não entendo tanta desconfiança com a Lotus. A cada vez que a equipe é citada por analistas mundo afora, vem uma ponderação: “Ah, mas não é a equipe de Colin Chapman”, “Ah, mas vem da Malásia”, “Ah, mas o céu é azul”.

Pra mim, é muito claro que a chance de o time ser o melhor dos novatos em 2010 é bem grande. Seus dirigentes mostraram todo o interesse em deixar clara a seriedade do projeto, comandado por um empresário que não costuma entrar em novos negócios para ser só mais um.

Vejo também muitos comentários depreciativos em relação à dupla de pilotos da equipe. Ok, Trulli nunca foi o que dele se esperava, mas terminou as últimas três temporadas à frente de seus companheiros, Ralf e Glock. Faz suas besteiras, mas é veterano e ótimo de classificação, o que é fundamental para equipes pequenas. Kovalainen é outro que decepcionou em seus três anos, mas os 52 GPs que leva consigo são credenciais mais interessantes para uma equipe nova do que o talento inexperiente de Bruno Senna, por exemplo.

Além disso, dinheiro não parece ser problema, nem está declaradamente limitado — como acontece com a Manor. A Lotus tem o suporte do governo malaio e, segundo Tony Fernandes, dono e chefe do time, já fechou quase todos os patrocinadores para a temporada, sem precisar mendigar o dinheiro de Vitaly Petrov ou de Pastor Maldonado, o que parece fazer a Campos. E não há nada mais incógnito que a Sauber.

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4 homens, 2 vagas


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Koba, Jacques, Sato e Trulli: serão eles?

Felipe Paranhos

A Lotus está perto de confirmar sua dupla para 2010, temporada de estreia da equipe. Nesta semana, seu chefe e dono, Tony Fernandes, afirmou no Twitter que há quatro pilotos disputando duas vagas.

E são exatamente quatro os pilotos mais especulados: Jarno Trulli, Takuma Sato, Kamui Kobayashi e, mais recentemente, Jacques Villeneuve.

A questão é: há duas semanas, o próprio Fernandes declarou que já havia fechado contrato com um piloto e que iria anunciar este nome “em breve”. O que não se sabe é se esta vaga preenchida foi para o cargo de titular ou reserva.

Villeneuve esteve em Norfolk nos últimos dias para conhecer a estrutura da equipe, mas teve uma derrocada absurda na carreira. Sato seria ótimo nome, já que ele é experiente com equipes novas e o Japão arrisca não ter representante na categoria em 2010. Koba mostrou adaptação incrivelmente rápida à F1, mas seu desempenho em um carro totalmente novo é uma incógnita. Trulli me parece, apesar dos defeitos, o nome mais forte.

Mas algo me diz que vem um japa por aí. Já que a Malásia não tem nenhum piloto que preste — e Fairuz Fauzy deve ser o testador —, nada melhor do que garantir a simpatia dos torcedores de outra parte da Ásia.

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Lotus? Sobe


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1Malaysia F1 Team

Felipe Paranhos

Em seu Twitter, o dono da Lotus, Tony Fernandes, disse que quase todos os patrocínios para a F1 já estão confirmados. Para entrevistá-lo outro dia (você pode reler a conversa aqui), notei que, empresário muitíssimo bem-sucedido, o malaio é o tipo do cara que coloca o estilo do seu negócio — no caso, serviços de baixo custo — nas mais diversas áreas: aviação, hoteis, agora cartões de crédito.

A F1 que reduz custos, portanto, é o mercado ideal para os negócios de Tony. A Lotus leva um país em seu nome — 1Malaysia F1 Team —, vai ficar sediada no circuito de Sepang e captará a maioria de seus patrocínios pela Ásia. Foi a última das quatro equipes novas para a temporada 2010 a ser anunciada e, num instante, demonstra que está avançada — ou, pelo menos, no mesmo nível — em relação às outras novatas.

Claro que ainda há muita coisa para acontecer, mas a impressão é a de que os malaios não entraram na F1 pra virar chacota ou pra sair depois de um ano.

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Ferrari perde seu “Roque”


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Rosato

Gino Rosato vai deixar a Ferrari no fim desta temporada. Depois de ler essa frase, é capaz de a maioria dos leitores se perguntar: “Mas quem é Gino Rosato?”. Esse canadense realmente não deve ser conhecido pelo nome, mas certamente os internautas sabem muito bem quem ele é. Um cara gordinho, de cavanhaque, que sempre aparece com certo destaque no box da Ferrari na transmissão oficial da F1. No GP da Malásia deste ano, quando Kimi Raikkonen foi tomar um sorvete porque não havia mais luz natural para a continuação da corrida, lá estava Gino.

Essa figura folclórica, sempre simpática, que é um grande amigo de Raikkonen (o que mostra a simpatia do rapaz porque não deve ser fácil ter a amizade do finlandês, sempre frio), trabalhava como um faz-tudo da Ferrari. Ele cuidava da segurança da equipe italiana, mas fazia “um bico” ajudando na logística. Eis que Rosato chega nesta quarta-feira (28) e anuncia que sua relação com a Ferrari vai acabar assim que o último carro cruzar a linha de chegada do GP de Abu Dhabi, neste domingo (1º).

Durante sua longa passagem por Maranello, Gino trabalhou com Michael Schumacher, Jean Todt, Ross Brawn e uma pessoa chamada Dany Bahar, que hoje é presidente da Lotus – a empresa criada por Colin Chapman, sem qualquer relação com o novo time que terá o mesmo nome e investimento de um consórcio malaio. E o novo dirigente da lendária corporação ofereceu a Rosato o cargo de vice-presidente de Assuntos Corporativos da companhia. Um belo upgrade na vida profissional do simpático canadense.

Dizendo que essa proposta era única na vida e irrecusável, lá vai o gordinho de cavanhaque, que muitos chamam de “papagaio de pirata” ou “Robert”, para a Lotus, virando mais uma página da história da F1 contemporânea. Aquele cara onipresente não estará mais ao lado do Felipe Massa, do Stefano Domenicali, do Titônio, nem do novo contratado Fernando Alonso.

Como disse o sábio Ivan Capelli (o blogueiro, não o piloto): “É como se o Roque saísse do SBT”. É bem por aí, mesmo.

Marcus Lellis@marcuslellis

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Então ficamos assim


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Em um dia, a FIA anuncia que uma equipe que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai pegou o nome Lotus para si, apresentou um carro MEDONHO e vai ser o 13º time na F1 em 2010, no lugar da já estabelecida Sauber.

Unidos da Lotusjuca
Carro abre-alas da Unidos da Lotus

Duas horas depois, a BMW anuncia a venda da Sauber para outro destes grupos que ninguém sabe se existem ou não. A FIA, então, anuncia a intenção de contar com 14 equipes no grid. Com isso, todo mundo especula que a Renault deve estar arquitetando sua saída da F1 devido aos escândalos sobre Cingapura.

No dia seguinte (conhecido popularmente como HOJE), a Renault solta a bomba logo cedo: Flavio Briatore foi para o espaço, e ainda levou junto com ele Pat Symonds de lambuja. Isso a poucos dias da reunião do Conselho Mundial que provavelmente puniria o italiano, caso Symonds participasse da delação premiada que liberou Nelsinho Piquet de ser considerado culpado também. Confissão de culpa do time, aparentemente.

Trocando em miúdos, temos o seguinte: 14 times para 13 vagas. Destas 14 equipes, quatro têm situação totalmente desconhecida, apesar de a Campos — pela pura e simples falta de assunto a respeito — parecer um tanto quanto mais adiantada do que as demais. Da Manor, só sabe que terá a Virgin ao seu lado. A US F1 sofre com atrasos, e essa Lotus tem cheiro de picaretagem das maiores já vistas.

Me parece um tanto quanto óbvio que algum destes times não vai alinhar em Melbourne, ou no Bahrein, em março de 2010. E me refiro a um destes quatro: todas as atitudes da Renault nos últimos dias, culminando com a demissão de Bria e Symonds, dão estofo à FIA para que faça um julgamento puramente midiático com uma punição inofensiva. A FIA vai agradecer sua permanência, assim como Bernie Ecclestone — que, provavelmente, vai acabar ganhando dinheiro de alguma maneira com essa situação toda. Preciso descobrir como ele faz isso.

Enquanto isso, Prodrive e Epsilon Euskadi, times estabelecidos e com estrutura para dar um passo adiante e entrar na F1, são relegados por sociedades anônimas na concepção pura da palavra.

A F1 já foi um esporte bem legal, e mesmo como entretenimento também já foi melhor. Nos resta dançar conforme a música, agora.

Dance fatal,
Francisco Luz

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A confiança de Lola, Lotus e Superfund


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E a novela não acabou. Está mais longa do que a histórica “Redenção”.

Pois bem, além dos comunicados da Ferrari, Red Bull e Toro Rosso, dizendo que não mudaram suas posições, e da Campos, USF1 e a surpreendente Manor, falando que estão vibrando por entrarem na F1, também vimos as notas de Superfund, Lola e Lotus. A única que falou abertamente em decepção foi a Lotus. As outras nem se mostraram muito preocupadas. Mas as três estão com a mesma posição: vão esperar a próxima sexta-feira para ver o que vai acontecer na interminável briga entre FIA e Fota.

Os comunicados dessas equipes me dão a impressão de que Max Mosley não vai arredar pé. O que me parece contraditório, já que o presidente da FIA mandou uma carta para a Fota praticamente implorando o perdão dos atuais times da F1. Superfund, Lola e Lotus estão muito confiantes… do tipo “se sobrar uma brecha, eu pego, mesmo”. Essas escuderias estão aguardando pela desistência de alguém, como se Mosley já tivesse avisado que vai acabar sobrando alguns lugares.

Essa não é a lista definitiva, coisa que está clara até pelos inúmeros asteriscos. Tratemos como provisória. Porque eu acho que vai mudar. E muito!

Marcus Lellis

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