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Destino traçado


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Felipe Paranhos [@felipeparanhos]

Saiu hoje no De Telegraaf, maior jornal holandês, que a equipe de empresários de Giedo van der Garde, piloto da GP2, se encontrou no GP da Bélgica com três equipes da F1: Renault, Virgin e Williams. Não por coincidência, três que precisam de dinheiro. Mas aí vem a pergunta: qual não precisa de dinheiro? Esse assunto é mais velho do que andar para frente, então vamos ao verdadeiro tema deste pequeno post: teria Van der Garde estofo para pilotar um carro mediano na F1?

É muito difícil acreditar nisso, uma vez que Giedo prometia muito e não cumpriu o esperado na categoria. O holandês chegou em 2009, depois de vencer a temporada da World Series e aparecer como favorito antes do início do campeonato da GP2. Foi para a iSport, mas os áureos tempos da equipe já pareciam ter ficado para trás. Foi para a Addax, fortíssima e favorita, e foi somente o sétimo colocado. Neste ano, perdeu por muito o título para Romain Grosjean — a diferença é de 34 pontos , faltando uma rodada para o fim — e, depois de fazer só 11 pontos nas últimas três etapas, corre o risco de perder a vice-liderança.

Além disso, já tem 26 anos, aquela que tem sido a idade-limite para ter uma verdadeira oportunidade como titular na F1 vindo da GP2. Di Grassi, Bruno Senna, Pastor Maldonado e — se voltar ano que vem — Romain Grosjean tinham/terão estas idades. Sei que Grosjean correu no lugar do Nelsinho, mas aquilo era um esparro enorme e pra mim não conta.

Não sei, mas Van der Garde me lembra um pouco Jérôme D’Ambrosio, um piloto que teve lampejos na GP2, mas chegou à F1 exclusivamente por conta do dinheiro, já que sua ausência da principal categoria do automobilismo não trazia nenhuma comoção. E não deu outra: segue sem qualquer brilho com as carroças virginianas.

Para mim, se chegar, Giedo entra na F1 com o destino bem traçado.

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Pro forma


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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

O assunto é da semana passada, é verdade, mas fiquei de comentar aqui. A Ferrari anunciou que Sergio Pérez e Jules Bianchi vão correr “um contra o outro” — palavras de Luca Baldisserri, diretor da Academia de Pilotos da Ferrari —,  em um teste da equipe em Mugello ou Fiorano. Felipe Massa tem contrato até 2012, então não se trata de um vestibular para o lugar do brasileiro no ano que vem.

Mas é, sem dúvida, para demonstrar quem sai na frente pela vaga. Ouvi que o teste não quer dizer nada, porque a Ferrari não tem tradição de contratar novatos. Mas a Academia não existia no passado. No fundo, acho que é uma forma de “validar” a escolha por Pérez, porque Bianchi está decepcionando na GP2 e o mexicano já tem a experiência com um F1. Portanto, dificilmente o francês vai vencer o duelo.

O último jovem que a Ferrari contratou foi Felipe Massa, que, inclusive, fez o primeiro ano de F1 na Sauber. Sei não, mas acho que em 2013 teremos o logo azul da Telmex no carro vermelho da Ferrari…

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Mal que vem pro bem


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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]

A GP2 anunciou sua fusão com a GP2 Ásia, virando agora só um campeonato internacional que deve passar também pelo oriente. Até aí, já era esperado, a ‘Autosport’ já tinha noticiado essa possibilidade. Mas não dá pra levar a sério esse papinho de fusão. O que aconteceu foi o fim da GP2 Ásia.

A categoria foi criada pra movimentar o mercado do automobilismo por lá, trazendo uma quase-F1 para os pouco utilizados circuitos locais — e, de quebra, porque não existe almoço grátis, reunir mais patrocinadores para a GP2. Para os fãs do esporte, melhor: o campeonato acontecia no inverno europeu, quando as principais categorias do mundo estão de férias.

O negócio é que a GP2 Ásia nunca engrenou de fato. Começou com dez corridas, passou para doze, depois caiu para oito e, finalmente, teve apenas quatro em 2011 — duas delas em Imola, num evidente desvirtuamento do caráter asiático inicial. Para a última temporada, já havia sido instituído que somente as equipes que disputassem a fase europeia da GP2 poderiam participar do certame oriental. Isso matou as chances da Meritus, única equipe local que se atrevia a participar como independente.

Por um lado, é bem ruim, porque acaba com uma categoria que era mais barata do que a GP2 e tinha carros ligeiramente menos potentes, facilitando a adaptação dos pilotos ao estilo dos Dallara e à estrutura do fim de semana de corrida, que é extremamente peculiar, com aqueles treinos malucos de meia hora.

Mas, por outro, é importante para o esporte. Por alguns motivos em especial: a F1 corre em Xangai, no Bahrein, em Sepang, em Cingapura, na Coreia do Sul e em Abu Dhabi. Neste ano, a GP2 Ásia ia correr só no Bahrein e em Abu Dhabi, repetindo o que havia acontecido na temporada 2009/2010. Xangai só recebeu o campeonato uma vez, em 2008/2009. Até em Dubai a categoria correu — e a pista é tão obscuro que, ao digitar “Dubai circuit GP2” no Google Images, apareceu uma foto da Stéfhany do Crossfox. Foi lá, inclusive, que aconteceu um dos episódios  mais toscos da história: choveu, aí alagou o autódromo, os boxes, tudo, e não teve corrida.

Fala a verdade: o automobilismo não perde nada sem a GP2 Ásia.

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O fim está próximo


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FELIPE PARANHOS [no Twitter: @felipeparanhos]

O fim está próximo. E será em 2011. Você pode acreditar no que quiser, mas, se eu pudesse apostar em uma saída da F1, bancaria a de Jarno Trulli ao fim desta temporada. O italiano declarou à edição de hoje da ‘Gazzetta dello Sport’ que tá meio de saco cheio da Lotus, de andar no fundo do grid e tal.

Eu acho que se trata de uma grande desculpa. Trulli está tomando a segunda naba seguida de Heikki Kovalainen, um piloto que vinha de nabas contínuas sofridas para seus companheiros em equipes anteriores. Trulli diz que está atrás de Kova porque tem uma pilotagem “mais precisa” e, num carro difícil como o da Lotus, ter esta característica faz com que se corra como se estivesse vendado. Achei meio sem-vergonha esse papo. Quer dizer que você é mais piloto (pilotagem precisa é um ponto positivo, creio), mas num carro ruim o cara que é pior que você se dá melhor? Peraê.

O que sei é que a Lotus não está nada contente com o rendimento de Trulli, conforme Luiz Razia contou, no último fim de semana, ao Rede TV! Esporte, ao qual assisti. O brasileiro, piloto de testes da equipe, acredita que esta possa ser uma boa porta de entrada para a F1.

Seria a melhor possível. Mas ainda seria necessário entender se a equipe pretende manter a estratégia de ter dois pilotos experientes, o que inviabilizaria a entrada do baiano. Além disso, deve ser importante que Razia vença a disputa interna na Air Asia, equipe da Lotus na GP2, contra Davide Valsecchi.

No momento, Valsecchi tem 21 pontos e Razia três. Mas a GP2 tem muito, muito de sorte. É a categoria de monopostos menos previsível entre as principais do mundo. E ainda faltam 12 corridas…

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De gelo. Mão lá, pé cá


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FELIPE PARANHOS [@felipeparanhos]
de Salvador

Que pé-frio eu sou. Disse que o Mikhail Aleshin tinha duas chances na Turquia de mostrar que tinha talento suficiente para angariar patrocinadores e ficar em definitivo com a vaga da Carlin na GP2. O russo bateu durante a classificação e… fraturou a mão esquerda.

Na sexta-feira, o carro da Carlin por ele pilotado passou reto na curva 12, atingindo a barreira de proteção. Aleshin disse que não fez nada de errado. “Freei em meu lugar normal na curva 12, mas o carro não parou. A equipe está investigando que problema pode ter acontecido”, disse Mikhail depois do acidente.

Vou ficar de olho pra ver se a Carlin divulga informações sobre o que aconteceu.

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Toda sorte


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Felipe Paranhos

Volta e meia a gente fala de dinheiro aqui. Piloto X não tem, piloto Y tem demais. Mikhail Aleshin já esteve nas duas situações. O russo foi apoiado pela Red Bull quando era ele a grande promessa do país, não Vitaly Petrov.

E, convenhamos, Mikhail tem mesmo mais talento.

Ele ficou de 2005, na primeira versão do programa de jovens pilotos, até 2009 sob a condução da empresa dos energéticos. Fez duas temporadas completas na World Series, mas não brilhou, ficou ali pelo meio do pelotão, levou uma naba do companheiro Vettel na metade da temporada 2007, aquela coisa. Mas tinha 19 anos só.

Em 2009, último ano sob apoio forte da Red Bull, foi terceiro colocado na F2 — o melhor ano da categoria, aliás. À frente dele ficaram Robert Wickens, hoje líder da World Series, e o campeão Andy Soucek. Voltou à World Series ano passado, sem tomar energético, e ganhou o título.

Depois de flertar com uma vaga na Virgin e andar de Renault no treino para novatos da F1. Finalmente daria o passo seguinte ao chegar à GP2 pela Carlin, equipe com a qual trabalhou na World Series. Correu na GP2 Ásia, curta e mal organizada. Não deu pra fazer nada de bom. Para a fase principal da temporada, faltou dinheiro e o lugar que seria dele ficou vago.

Aleshin chegou a correr na classe Light da F3 Alemã no mês passado, convidado por uma equipe, sem precisar levar nada em dinheiro e patrocínio. Parecia o fim das esperanças. Na última hora, dias antes da viagem a Istambul, Trevor Carlin o convidou para voltar ao time da GP2, mesmo sem o russo ter grana para toda a temporada.

O acordo dura só as duas corridas da Turquia. Aleshin tem só duas chances de impressionar e chamar a atenção de patrocinadores. Toda sorte a ele.

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Fugidinha


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Felipe Paranhos

A Coloni parece ter perdido um de seus pilotos a poucos dias do primeiro treino da GP2 Ásia em Ímola, circuito que vai sediar a última etapa da categoria, em substituição ao Bahrein. Segundo o site Italiaracing e o Omnicorse, ambos italianos, James Jakes não vai cumprir o contrato que o garante no time até o fim da temporada da GP2.

Jakes apareceu de repente nos treinos da Indy em Barber, no Alabama, na mesma semana em que os outros pilotos viajavam a Imola. O fato causou estranheza nos dois polos: nos Estados Unidos, porque ninguém conhecia o britânico que terminou a GP3 em quinto no ano passado, e na Europa, por motivos óbvios.

Eu mesmo questionei isso no Twitter quando vi o nome dele no cronometragem da Indy. Ainda brinquei que qualquer dia desses ele ia parar na Stock, já que não se decidia na vida.

O valor da multa para a equipe que não alinhar dois carros em um GP da GP2 é de € 20 mil — R$ 46 mil. Não acho que vai ser preciso isso. Uma chance é o Jakes voltar, fazer a corrida e depois eles se virarem — afinal, convenhamos, ninguém está nem aí pra essa etapa fake que vai decidir um campeonato esvaziado.

A outra possibilidade passa por uma questão: é óbvio que ele só largou a Coloni se já estiver fechado com a Dale Coyne na Indy. Ele não ia deixar a equipe na semana da corrida pra simplesmente testar em outra categoria. Aí vem um detalhe: haja dinheiro pra pagar em duas equipes de duas categorias top, hein?

Se ele realmente não está mais na Coloni, o que deveremos descobrir nesta quinta, não sei se foi por livre e espontânea vontade. Quem conhece os métodos de trabalho de Paolo Coloni e André Herck sabe que as coisas não são assim tão convencionais.

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Ajuda “de família”


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Felipe Paranhos

Dani Clos conta com uma ajuda, digamos. familiar, para chegar à F1 em breve. Eu li no jornal 24 Chasa, da Bulgária, que o ex-jogador e hoje técnico Hristo Stoichkov prometeu contribuir com € 1 milhão para o orçamento do piloto da Racing Engineering na GP2 para que ele busque a F1 no ano que vem.

Como meu búlgaro não existe, é evidente que eu não li o jornal, vi por meio de agências de notícias. Mas enfim. Nascido em Barcelona, cidade que Hristo morou e adotou quando jogou no clube homônimo — tenho a camisa 8 dele até hoje, não me desfaço por nada —, Dani teve o dinheiro oferecido não por ser loiro e representar o vermelho e amarelo da Catalunha nas pistas.

É que Dani namora a filha do craque búlgaro, Mihaela. Ou seja, é uma espécie de “dote” às avessas. De acordo com a Novinite, agência de notícias local, Hristo está conversando com amigos influentes, tentando conseguir apoio para a jornada de Clos na F1.

Detalhe é que a fama de Hristo é de ser durão e, por vezes, destemperado. Pra conquistar o sogro, Dani deve ser dos melhores genros do mundo.

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O que, afinal, é um piloto pagante?


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Felipe Paranhos

Alguns termos do automobilismo não são absolutamente entendidos por todos os que acompanham as corridas. Uma das maiores confusões a esse respeito é a definição de piloto pagante. Numa análise mais rasa, seria o cara que paga por uma vaga, com patrocínios ou dinheiro pessoal.

Mas só em F1 2010, o jogo, você chega à Lotus/Virgin/Hispania depois de simplesmente fazer um teste e impressionar a equipe. No mundo real, pouquíssimos pilotos se sustentam pelo que são, independente de surgirem apoiadores ou não. Exemplo: Alonso tem grandes patrocinadores junto a si, mas, se por acaso perdesse todos hoje, seguiria na F1 — afinal, quando precisava de apoios para se estabelecer, contou com eles.

A verdade é que todo piloto é um pagante por natureza, já que se vira com os negócios fora da pista para barganhar uma vaga melhor, desde as categorias de base até a F1. Portanto, não cabe criticar Maldonado, Petrov, Pérez, entre outros, por ter quem banquem suas vagas na principal categoria do automobilismo. São todos pilotos com currículo forte, que por uma ou outra circunstância, tiveram melhor suporte em suas carreiras. Assim, simples. O fato de haver outros caras melhores que ficaram pra trás por falta de dinheiro é outra discussão.

Falo disso tudo para exemplificar o que é o verdadeiro pagante. Ricardo Teixeira pagou por 30 voltas na Lotus em Barcelona na tarde deste sábado (19), assim como já tinha feito em Jerez, para dar 18 giros na filmagem publicitária da equipe. O angolano de 28 anos tem o patrocínio da petrolífera Sonangol, de seu país, que também dá nome oficial à Superliga.

Pois: Ricardo é um dos pilotos com menos talento que já vi nas pistas. Esforçado, é verdade. Mas ruim, fraco mesmo. Na GP2, só não largava em último quando alguém tinha problema na classificação. Apesar de a Trident, sua equipe à época, ser do pelotão inferior da categoria, era comum vê-lo com tempo de grid 1s mais lento do que o penúltimo, por exemplo. E quem acompanha a GP2 sabe como o grid costuma se mistura a cada GP — o que só deixa mais claro o abismo técnico que o separava dos rivais. Na F2, ano passado, conquistou o melhor resultado da sua carreira: um quinto lugar em Marrakech. Quinto, depois de mais de 100 corridas desde que virou profissional.

E, de repente, você pode vê-lo num lugar de titular da F1 ano que vem. Entenderam?

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Sem audiência especial


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Felipe Paranhos

Giedo van der Garde teve um motivo a mais para lamentar o cancelamento da etapa do Bahrein da GP2 Ásia: seu pai havia viajado até o Oriente Médio só para assisti-lo correr.

“Que falta de sorte”, disse o piloto em sua conta no Twitter. “Próxima vez, pai…”, acrescentou. Van der Garde lembrou da chegada planejada da F1 em breve, para os treinos coletivos do Carnaval e a abertura do campeonato, na semana seguinte. “Espero que as coisas se acalmem em algumas semanas”, falou.

Na verdade, escrevi isso para dizer que, se nada for anunciado a respeiro, a temporada da GP2 Ásia deve ficar só com a primeira etapa, de Abu Dhabi. Isso porque os dois outros GPs eram no Bahrein: neste fim de semana e nos dias 12 e 13 de março, como preliminar da F1. Se a corrida for cancelada, Jules Bianchi será decretado campeão após só duas provas.

Mas não creio que isso aconteça. As equipes investem uma grana grande e os pilotos também. De qualquer forma, a organização da categoria tem um desafio para dar um jeito no calendário.

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O preço…


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Felipe Paranhos

…que se paga às vezes é alto demais. A GP2 Ásia, que sabe lá por que razão, simplesmente não corre em China e Japão, chegou ao Bahrein neste início de semana. Só que, na verdade, não chegou. Isso porque, inspirado pelas manifestações no Egito, o povo barenita está nas ruas protestando contra o governo do país.

(A maioria do povo é xiita. Cerca de 70%. Só que o governo, em regime de monarquia, é sunita. Os grupos que estão nas ruas pedem liberdade para a oposição política e a abertura de espaços  por parte dos sunitas no governo. Entre os gritos da população, estava o ‘Nem xiitas, nem sunitas, somos todos barenitas’.)

Muito tem se falado sobre a possibilidade de os manifestantes usarem a F1 para expor suas questões, mas o fato é que neste fim de semana tem corrida. E posso dizer aqui que as coisas estão muito atrasadas por lá. Soube que, apesar de a quinta-feira ser o dia de deixar tudo pronto para o GP, os boxes ainda estão vazios, nada chegou, nem equipamentos.

Com tudo atrasado, as equipes esperam deixar tudo pronto em tempo recorde para a prova. No Twitter, Luiz Razia mostrou otimismo e declarou que espera que tudo esteja pronto a tempo. “Tem protesto aqui perto do hotel no Bahrein, e os carros da GP2 ainda nao chegaram por esses motivos. Vamos ver o que vai acontecer. Nos resta pegar os camelos e fazer um CamelGP , pelo menos vai dar para ultrapassar heheheh!!!! Vamos resolver a situação, no problemss!!!”

Esperamos que o GP aconteça normalmente.

[Atualização: os treinos livre e classificatório, marcados para esta quinta-feira, foram adiados para a sexta-feira. Na noite de ontem, duas pessoas morreram e dez ficaram gravemente feridas após a dura repressão aos protestos. Já são quatro mortes nas manifestações. Pelo que dá para perceber aqui de longe, não acho que vai ter corrida neste fim de semana. Aguardemos.]

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Um Abu Dhabi diferente


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Felipe Paranhos

Eu acho o circuito de Abu Dhabi uma aberração. Limitado pela área do hotel baseado na Marina de Yas, o traçado não possibilita ultrapassagens e produz deformidades como o Petrov segurar o Alonso uma corrida inteira tendo um carro bem mais lento e o Grosjean, na GP2, não conseguir sequer colocar o carro ao lado do Bianchi mesmo virando várias voltas mais rápidas.

Mas esse vídeo contradiz parte do que se diz sobre a pista. Na noite de ontem, depois da corrida da GP2 Àsia que deu a vitória a Stefano Coletti, James Courtney e Jason Bright, da V8 Supercars, travaram linda disputa nas últimas voltas, com algumas ultrapassagens entre si. Na F1, em 2009, Button e Webber também protagonizaram uma boa briga, mas, talvez por conta das condições da pista para monopostos, o inglês não conseguiu ultrapassar, mesmo tendo carro para isso.

O vídeo tem dez minutos, vale a pena ser visto inteiro. Além disso, é em HD, tá bonitão.

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Negócio


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Felipe Paranhos

Que Abu Dhabi é um dos circuitos mais ridículos que conhecemos, todos sabem. E cada dia mais, todos sabem e deixam claro isso — inclusive os pilotos. Nesta sexta (10), na primeira corrida da GP2 Ásia no circuito emiratense, Jules Bianchi e Romain Grosjean poderiam ter travado uma disputa intensa, cheia de freadas e ultrapassagens. Mas o traçado lamentável, limitado pelo terreno do hotel da Marina de Yas, broxou qualquer pequena briga.

Não sei vocês, mas me entristece ver um piloto já dizer, no dia anterior, que não vai ter chance de fazer nada largando em oitavo porque não dá pra ultrapassar ninguém. E o pior: ele tem razão. Vejam as respostas de Jules e Romain na entrevista unilateral após a prova:

GP2 Ásia: E sobre amanhã??

Jules: Bem, não acho que seja possível ultrapassar. Temos um bom ritmo, mas… Veremos. Vou tentar largar bem e encerrar nos pontos. Vamos ver, tudo é possível.

GP2 Ásia: Romain, vi você balançar a cabeça quando Jules mencionou que ele não acha possível ultrapassar aqui.  Você confirmou isso hoje… [Grosjean foi o segundo colocado, mesmo tendo sido mais rápido do que Bianchi por boa parte da corrida]

Romain: Pergunte a Fernando [Alonso, que não passou Petrov na prova de encerramento da F1 ano passado] sobre isso (risos). Tentar ultrapassar aqui é um pesadelo. Além disso, não há mais a saia no carro, então, quando você perde pressão aerodinâmica, você gasta mais os pneus. Tivemos um ritmo melhor hoje, não pude mostrá-lo porque eu não pude passar Jules.

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Definhar, agonizar, suportar


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Felipe Paranhos

* Brasileiros que estrearam na GP2 em 2005: Nelsinho Piquet e Xandinho Negrão

* Que estrearam em 2006: Lucas Di Grassi

* Em 2007: Bruno Senna, Antonio Pizzonia e Sergio Jimenez

* Em 2008: Alberto Valério, Diego Nunes e Carlos Iaconelli

* Em 2009: Luiz Razia

* Em 2010: Ninguém

* Em 2011: Ninguém

Piquet se reergue na Nascar depois do papelão que cometeu na F1. Xandinho hoje milita na Stock. Di Grassi conseguiu vaga na F1, mas acabou fora da Virgin por conta de um cara mais endinheirado. Pizzonia passou pelo momento mais difícil da sua carreira na GP2 e hoje vai bem na Stock. Jimenez tenta reconstruir a carreira na Montana e no GT1. Valério acaba de desistir dos monopostos. Nunes trouxe seu patrocínio para o Brasil. Iaconelli teve bom 2010, mas numa categoria C do automobilismo europeu, a Auto GP. Razia tem, provavelmente, a derradeira chance de lutar pelo título. E, ano passado e neste ano, não entrou nenhum piloto novo do país na categoria.

Eu sei que estou batendo nesta tecla novamente, mas, alguém tem dúvida de que, em poucos anos, não teremos ninguém na F1? Alguma duvida de que o automobilismo brasileiro de ponta está definhando?

Nem vou falar muito da Indy, que tem praticamente a mesma situação, de falta de renovação e de novatos brasileiros que duram uma ou duas temporadas (exemplos recentes são Jaime Câmara, Rapha Matos, Mario Romancini).

Obviamente não é uma questão de falta de qualidade desta geração de pilotos.

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2011


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Felipe Paranhos

Na vida: saúde.

Na F1: Kobayashis.

Na Indy: sucesso à parceria De Ferran-Kanaan.

Na GP2: respeito por quem assiste e cobre a categoria.

Na MotoGP: Rossi forte na Ducati.

No WRC: um adversário pra Loeb.

Na Stock Car: corridas que acabam quando terminam.

Na F-Future: gente.

Na CBA: decência, coragem, trabalho, fim das mentiras.

Sonha, garoto, sonha.

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O vencedor


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Felipe Paranhos

Romain Grosjean é um dos grandes vencedores da temporada 2010. Depois de fracassar retumbantemente em sua rápida passagem na F1, não tinha o que fazer neste ano.

Começou no FIA GT1, no qual estava em primeiro até decidir deixar a categoria. Foi parar na Auto GP, o que parecia ser um retrocesso, já que se trata de um campeonato de terceira classe na Europa.

Chegou na quinta corrida. Na 11ª, uma antes do fim, garantiu o título. Para que não parecesse estar confortável com a situação, Romain foi além. Enquanto fazia sua vitoriosa campanha na Auto GP, se filiou ao Gravity, grupo que comanda a Renault e a Dams na GP2.

Primeiro, entrou no lugar de Jérôme D’Ambrosio em uma corrida. Depois, substituiu com relativa competência o lesionado Ho-Pin Tung. E, se não foi brilhante, pelo menos fez sete pontos, mais do que o chinês em quase todo o campeonato.

Sei não, mas acho que, aos poucos, Grosjean trilha seu caminho de volta à F1…

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Não existe almoço grátis


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Felipe Paranhos

Duas fontes me apontam que a Sauber já tem seu piloto para o ano que vem. Segundo ambas, Sergio Pérez é o nome para a temporada 2011. Nick Heidfeld, portanto, deve ter vida curta no time de Peter.

A contratação de Esteban Gutiérrez como reserva do time suíço tem muito a ver com a forte probabilidade de as fontes estarem certas. Por um motivo em especial: Esteban é patrocinado pela Telmex, assim como Pérez. Além disso, ambos são mexicanos, como se sabe. E o carro da Sauber passou o ano inteiro em branco.

Outro nome importante nesta disputa é o de Pastor Maldonado. O campeão da GP2 ainda não tem vaga garantida na F1. O venezuelano conversou com quatro equipes: Sauber, Lotus, Force India e Hispania. A Sauber mixou. A Lotus, segundo uma das fontes, vai manter seus dois pilotos.

Para entrar na Force India, Pastor dependeria da saída de Sutil para a Renault. O alemão tem os milhões da Medion, sua patrocinadora, para oferecer pela vaga de Vitaly Petrov. Assim, o lugar na FI poderia ficar com o venezuelano. A outra opção é a Hispania.

Na Renault e na Virgin, Maldonado não tem trânsito. Na equipe francesa, seu maior problema é com Eric Boullier, “só” o chefe da equipe, com quem teve relacionamento conturbado nos tempos de Dams, na World Series.

E tem D’Ambrosio.

O negócio é o seguinte: Jérôme, piloto da Dams na GP2 e até outro dia piloto de simulador da Renault, virou o reserva imediato da Virgin. A equipe precisou de dinheiro, já que Lucas Di Grassi perdeu o patrocínio da Clear, aquela dos xampus anticaspa.

D’Ambrosio repôs uma grana na Virgin. € 1,5 milhões, pra ser exato. Onde entra a Renault nisso? No conjunto suspensão-motor-KERS que a equipe inglesa negocia com o pessoal do Gravity, empresa que agencia jovens pilotos. Jérôme é piloto do Gravity e dispõe de mais 5 milhões para investir em quem o desejar em 2011.

Neste ano, D’Ambrosio treina em quatro das cinco sextas-feiras restantes: Cingapura, Japão, Coreia do Sul e Brasil. Só não anda em Abu Dhabi porque tem a GP2. É quando Razia treina.

No fim das contas, é como se D’Ambrosio estivesse pagando para Di Grassi correr, por enquanto.

Mas não existe almoço grátis, diria Milton Friedman…

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Só um


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Felipe Paranhos

A saída de Alberto Valério da Coloni, confirmada na última terça-feira (24), deu início a uma situação ao mesmo tempo nova e lamentável. Pela primeira vez na história da GP2, o Brasil terá apenas um piloto no grid. Isso vai acontecer já neste GP da Bélgica, em que só Luiz Razia vai representar a bandeira nacional na prova.

Razia é o último dos dez brasileiros que passaram pela categoria. É o remanescente de uma lista que tem Alberto Valério, Antonio Pizzonia, Bruno Senna, Carlos Iaconelli, Diego Nunes, Lucas Di Grassi, Nelsinho Piquet, Sérgio Jimenez e Xandinho Negrão.

Que isso não seja o início de uma era. A saída de Valério da categoria teve muito a ver com a perda de patrocínios, algo que talvez seja motivado pela pouca divulgação que a GP2 tem no Brasil.

Não à toa, fora Lucas Di Grassi, que se destacou mesmo correndo pela Durango, os principais pilotos brasileiros nestes seis anos foram Piquet e Senna, dois que nunca tiveram grandes preocupações financeiras na categoria.

Há muitos brasileiros talentosos pela Europa. É esperar 2011 para ver se a GP2 será o próximo passo. Uma temporada sem nenhum deles seria um desastre para o automobilismo brasileiro.

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Continuidade


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Felipe Paranhos

Vamos informar que nosso trabalho é este: Jules Bianchi vai correr o GP da Bélgica da GP2, neste fim de semana, a menos que um imprevisto aconteça. A equipe deve confirmá-lo amanhã, mas os médicos responsáveis por monitorá-lo o liberaram na tarde da última segunda-feira, 23.

De início, a contusão de Bianchi parecia mais grave do que a de Ho-Pin Tung, tanto que a equipe que examinou a fratura na segunda vértebra da lombar do francês, logo após o acidente na Hungria, nem estipularam tempo de recuperação. Mas a lesão de Tung, também na lombar, revelou-se mais grave, e o chinês acabou substituído por Romain Grosjean.

A ART já havia contatado alguns pilotos para o caso de Jules não estar apto a correr em Spa-Francorchamps. Um deles foi Alberto Valerio, que deixou a Coloni. Na Bélgica, Álvaro Parente corre no lugar do brasileiro. A presença do luso ainda é incerta para o resto da temporada.

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O melhor [da GP2]


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Felipe Paranhos

Há um ano, escrevi aqui que Pastor Maldonado era o “pior piloto das grandes categorias”. Justifiquei dizendo que o venezuelano era “até rápido às vezes”, mas era “capaz de idiotices indescritíveis”. O que era verdade. Pastor sempre foi o retrato do piloto veloz, ousado, mas irregular, que frequentemente acabava com a sua corrida e com a dos outros — como fez, naquele ano, com Diego Nunes em Nürburgring, só para citar um caso.

Em 2009, Pastor ficou à sombra do campeão Nico Hülkenberg na ótima ART. Enquanto o novato  — hoje na Williams — fez 100 pontos, o veterano fez apenas 36. E, para a temporada atual, foi parar na Rapax, antiga Piquet GP, que se mostrava como incógnita para 2010.

Deu certo. Maldonado se encaixou bem na equipe e se vale da experiência com o carro da categoria — que é fundamental, ou vocês acham que o Zuber era competitivo porque era bom piloto? — para dominar os mais novos. Mas o piloto parou de cometer erros bobos e alcançou uma consistência que me lembra os tempos de Timo Glock na iSport em 2007, quando o alemão levou o título.

Desta feita, Maldonado é o melhor da categoria. E eu, se sou dono de uma dessas equipes pequenas da F1, já fechava com ele — e com o dinheiro da PDVSA, petrolífera venezuelana — para 2011.

* Na minha pesquisa pelo post em que critiquei Pastor, notei que fiz duas apostas para o título de 2010: Jules Bianchi e Giedo van der Garde. Sou péssimo em palpites, percebi. Bianchi está sendo uma decepção e Van der Garde, depois de um excelente ano na mediana Arden, está ofuscado por Sergio Pérez (que pra mim é o maior valor da GP2 hoje).

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Cose Della Vita


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Felipe Paranhos

A Trident, da GP2, treina em Paul Ricard nesta terça e nesta quarta com um patrocínio inusitado: a turnê do cantor italiano — como a equipe — Eros Ramazzotti. Sei lá, é meio inútil, mas achei curioso. Nem sabia que esse cara existia ainda.

Atualização às 18h38: Aí o Verde, que sabe tudo de GP2 — leiam o blog dele aqui — avisa que o Ramazzotti patrocina a Trident desde 2006. E eu fico com cara de bunda porque nunca reparei.

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GP2-F1 deve ser uma passagem inevitável?


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GP2

Felipe Paranhos

A temporada da F1 já começou, amigos. Agora são quatro os carros apresentados e algumas as novidades. Pagante ou não — ele nega —, acho legal ter o Vitaly Petrov na F1. Até porque sua contratação é parte de algo bastante interessante: é a primeira vez que os três primeiros colocados da GP2 ganham uma vaga no grid do ano seguinte na F1.

Nico Hülkenberg, Petrov e Lucas Di Grassi chegam à categoria, inclusive, cada um numa equipe de qualidade proporcional à posição que terminaram a temporada 2009: Hülk, campeão, foi promovido na Williams; Petrov, vice, arranjou lugar na Renault; e Lucas, terceiro, conseguiu um posto na estreante e misteriosa Virgin.

A vantagem disso é o fato de que — provavelmente — não teremos ruínas como Pastor Maldonado na F1. Muito menos Maria de Villota, que é terrível. A desvantagem é o risco de que a GP2 se consolide como a única passagem para a F1.

A categoria de Bruno Michel tem sérios problemas de organização, não é vista em todo lugar e tem defeitos sérios na estrutura de seus finais de semana. Os treinos de 30 minutos com 26 carros na pista fazem com que a sorte seja algo absurdamente decisivo. Bandeiras vermelhas são muito comuns, até pelo número de pilotos e pelo pouco tempo disponível, o que resulta em coincidências estranhas e pilotos queimados no momento mais importante de suas carreiras.

Ainda assim, passaram os melhores, pelo menos desta vez. E aí? Vale a pena fazer da GP2 a única categoria-escola para a F1?

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Dois lances


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Felipe Paranhos

O GP2 Insider, material promocional/revista eletrônica que a GP2 publica de vez em quando, é uma das melhores coisas que há no automobilismo. Simples, curta e cheia de boas histórias. Chega a ser algo estranho, de tão desorganizada e desrespeitosa que é a categoria com torcedores e imprensa mundial. Mas o fato é que a publicação é bem legal.

A última edição do ano enumerou as “dez coisas que aprendemos com a GP2 em 2009”. Tem “a experiência é superestimada”, relativo ao título de Nico Hülkenberg na primeira temporada, “rivais podem ser amigos”, sobre Davide Rigon e Ricardo Teixeira na Trident, “os carros da GP2 são fortes”, falando do acidente do Romain Grosjean em Mônaco causado pelo Andreas Zuber…

Mas os mais legais, mesmo, são os itens “Qualquer um pode se surpreender” e “É possível ultrapassar na Les Combes sem bater”. As duas situações às quais a publicação se refere estão aí embaixo. Quem passou na famigerada curva de Spa foi Alberto Valerio, que ainda deu tchauzinho pro Nelson Pantiatici. O brasileiro ainda foi elogiado no item 2, “O talento está em todo lugar”.

Valerio, 5:42:

E quem ficou surpreso foi Charlie Whiting. Veja o porquê. É com Pérez, já no comecinho:

Para quem quiser ver a relação completa e a revista, aqui.

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Conselho


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JulesBianchi

Felipe Paranhos

Alain Prost tratou como um grande acontecimento a convocação de Jules Bianchi para dois dias dos testes coletivos em Jerez pela Ferrari. E, quer saber?, é mesmo. O menino é bom.

Claro que é cedo demais pra comparar um mero treino com os 79 GPs de Alesi pela equipe de Maranello, mas já é um passo importante para a carreira do garoto de 20 anos, que conquistou o título da F3 Europeia deste ano pela ART. “Até agora, eu era o último piloto francês a pilotar um carro da Ferrari. Estou satisfeito por passar o bastão para a mão de Jules”, disse Alesi.

“É, certamente, uma honra para Jules, mas você tem que assinalar que é uma recompensa merecida por todo o seu desempenho e trabalho de primeiro nível. Conheço ele muito bem e sei que ele vai continuar calmo e condicionado, mas tenho certeza que ele vai ficar arrepiado quando subir no carro vermelho”, brincou o ex-piloto.

Ah, agora divulgo aqui o que falei no Twitter semana passada, tentando prever o futuro por meio das suposições do grid da categoria: o campeão da GP2 em 2010 será Bianchi, da ART, ou van der Garde, da Addax. Se for pra apostar em só um, fico com este último.

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Desejos


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Felipe Paranhos

Nesta semana, estava pensando nas coisas que queria ver no automobilismo em 2010. Mais ultrapassagens, mais garagistas, mais respeito das TVs brasileiras pelo esporte… Zilhões de coisas.

Então, resolvi perguntar a vocês: se pudessem escolher uma só coisa, o que gostariam de encontrar no esporte a motor em 2010? Vale qualquer categoria: Stock, F1, Indy, A1, GP2, Truck, MotoGP, Superliga, Nascar…

Depois, ponho aqui os mais legais. Opinem.

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Uma análise (tardia) da GP2 | Parte 2


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A principal obra de Andreas Zuber nesta temporada

Felipe Paranhos

Desculpem minha demora. Aqui vai a segunda parte da análise da temporada da GP2, formada sobretudo pela avaliação de equipes do fundo do grid. Eis:

Super Nova
Luca Filippi | Deveria tentar outro desafio. Vive de brilhos esparsos e efêmeros, apesar de sua experiência na GP2 — o que, particularmente nesta categoria, é uma vantagem imensa.
Javier Villa | Esse é outro. Vez em quando dá uma sorte e consegue um pódio, uns pontos. Mas já é hora de buscar um novo caminho.

Dams
Jèrôme D´Ambrosio | Ou é muito adaptado ao carro da GP2, ou é bom, mesmo. Teve atuações muito interessantes neste ano, embora tenha tirado Alberto Valerio de uma das provas belgas por erro seu.
Kamui Kobayashi | Taí: estreou brilhantemente na F1, mas não fez nada de mais nesta temporada da GP2. Ganhou, antes, a GP2 Ásia, que tem um carro menos potente.

Trident
Davide Rigon | Se não tivesse feito um 2008 tão confuso, correndo em tantas categorias, poderia ter conseguido um carro melhor para este ano. Foi bem na Superliga, que tem um grid bastante competitivo. Ainda quero vê-lo numa equipe menor.
Ricardo Teixeira | Péssimo, péssimo, péssimo. Começou como o Badoer da GP2, sendo 4s ou 5s mais lento do que o resto do pelotão. Depois, melhorou um pouco. Mas é ruim. No ano passado, a imprensa angolana disse que ele faria um teste na Williams. Só se o time de Grove queria o patrocínio da Sonangol, petrolífera de lá, que investe na carreira do rapaz e é o title sponsor da Superliga.

FMS/Coloni
Andreas Zuber
| Foi até menos pior do que eu esperava. Mas, me digam, esse rapaz faz o que na GP2 ainda? Quase matou o Romain Grosjean em Mônaco.
Luiz Razia | Como previsto, ficou atrás do companheiro, que tem mil anos na categoria. Mas foi competitivo sempre que pôde. E ganhou uma prova, o que é sempre animador. Mesmo com o carro da Coloni, conseguiu manter um ritmo melhor do que o dos rivais em Monza. Com um carro bom em 2010, vai longe, creio.

Durango
Davide Valsecchi | Foi melhor com o carro da Durango do que com o da Addax. Isso é sintomático, a menos que o carro da equipe de Alejandro Agag seja tão mais difícil assim, o que não acredito.
Nelson Panciatici | Tem só 21 anos, é foda dizer que o cara é uma porcaria. Mas anda de tudo e não faz nada relevante. Ao menos por enquanto.
Stefano Coletti | Esteve em quatro provas, abandonou em duas, terminou bem em uma e bateu forte na última delas. O universo para avaliação é pequeno.

Ocean
Karun Chandhok | Já era, convenhamos. Sua chegada à F1 pode acontecer unicamente por ter nascido no lugar certo.
Alvaro Parente | Já é. Talentoso, arrojado, cometeu poucos erros. Mas corre risco de perder o bonde da F1 em breve.

DPR
Michael Herck | É sempre difícil avaliar quem corre na DPR. O carro é péssimo, a equipe é pequena.
Giacomo Ricci | Tem cara de que vai correr de Turismo em breve, onde tem mais mercado.
Franck Perera | É o melhor dos quatro. Mas não tem muito a crescer na carreira. Parece viver de vários “one-off” em várias categorias.
Johnny Cecotto Jr | Foi até rápido em suas primeiras provas. Cabe vê-lo na GP2 Ásia, em que vai correr pela Trident.

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Uma análise (tardia) da GP2 | Parte 1


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Felipe Paranhos

Logo nos primeiros posts do BloGP, alguém perguntou se falaríamos da GP2. Falei pouco até agora daquela que acho, junto com a Indy, a categoria mais legal do automobilismo.

Acho, sim, que o fim da temporada vale uma análise. Eis minhas opiniões,  quero saber também a de vocês. Sejam todos educados, somos todos inteligentes e xingar o coitado do jornalista não vai dar em nada.

Avaliar a base é pedir para se enganar. Como vocês sabem, o primeiro campeão de uma categoria imediatamente inferior à F1 a ganhar também uma temporada da elite do automobilismo foi Lewis Hamilton. E, para isso, passaram-se décadas e décadas de história…

Addax
Vitaly Petrov | Fez boa temporada. O carro da Addax era muito bom, aparentemente muito melhor do que os outros, por exemplo, no desgaste de pneus. Cheio de dinheiro, deve saltar para a F1 em breve.
Romain Grosjean | Foi bem enquanto lá esteve, apesar de uma bobagem aqui e ali. O lado ruim é que tomou a ultrapassagem mais bonita da temporada e foi estúpido com seu “Quem é você?” a Franck Perera na Hungria.
Davide Valsecchi | O rapaz é meio irregular. Se continuar na equipe pra 2010, podemos avaliar melhor. Durango não dá.

iSport
Giedo van der Garde | Foi o melhor estreante do campeonato. Três vitórias com a decadente iSport.
Diego Nunes | Não conseguiu repetir o destaque que teve na fraca DPR. Fez oito pontos, contra três no ano passado.

Piquet GP
Roldán Rodríguez | Aquilo de sempre. Não o vejo subindo à F1.
Alberto Valerio | Mostrou que a Durango faz qualquer um avaliar mal um piloto. Venceu uma prova, embora tenha ficado atrás do experiente companheiro. Um novo ano na categoria deve lhe dar cancha para não vacilar como em Monza, quando saiu com viseira de sol numa chuva desgraçada.

Racing Engineering
Lucas Di Grassi | Não concorreu ao título, como esperado. Mas é quase unânime que o carro também não era bom como esperado. Continuo achando Lucas o mais qualificado piloto brasileiro de sua geração. Tomara que o vejamos na F1 — ou na Indy, quem sabe? — em 2010.
Dani Clos | Só fez os últimos 4 dos 67 pontos da equipe, fez muita besteira… Mas tem só 20 anos. Vamos ver ano que vem.

ART
Nico Hülkenberg | Ao vencer cinco corridas, repetiu os feitos de Lewis Hamilton [, Nico Rosberg]* e Timo Glock, que são, afinal, os pilotos de maior sucesso depois de conquistar um título da GP2.
Pastor Maldonado | Fez menos besteiras do que o normal, mas deixou sua marca — que o diga Diego Nunes em Nürburgring. Continua estabanado.

Arden

Sergio Pérez | Taí alguém que não me arrependi de apostar no início da temporada. Foi muito bem pra quem tem só 19 anos, com 22 pontos em uma equipe hoje mediana. Patrocinado pela Telmex, é outro que não deve ficar muitos anos na categoria.
Edoardo Mortara
| Outro que foi bem e parece ter futuro. Passou por um dos momentos mais curiosos da temporada.

Na parte 2, Super Nova, Dams, Trident, FMS/Coloni, Durango, Ocean e DPR.

* Bem lembrado pelo leitor Diogo Coelho.

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A GP2 é uma piada [2]


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Foi assim: na classificação para a corrida 1 em Hungaroring, Romain Grosjean fez merda e atingiu o compatriota Franck Perera. Ambos ficaram fora do treino com apenas sete minutos de sessão. E os tempos de ambos até então eram acima de 107%  em relação ao tempo do pole Lucas Di Grassi.

Perera recebeu punição. “Os comissários decidiram” que ele não vai correr a prova por conta da citada regra da porcentagem. Grosjean vai. Ao franco-suíço, “foi dada permissão para largar”.

A GP2 é uma piada. Ou melhor, quem a comanda é.

[Felipe Paranhos]

P.S.: Aliás, segundo Alberto Valerio informou em seu twitter (@betinhovalerio), Perera procurou Romain para tirar satisfações. Grosjean: “Quem é você???” Ê, humildade…

P.S.²: Veja o incidente:

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Senna afasta retorno à GP2. Ele faz a coisa certa?


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Em meio ao turbilhão em torno da possível saída de Nelsinho Piquet da Renault – que não se confirmou –, recebemos uma informação de que Bruno Senna poderia voltar à iSport e correr o restante da temporada da GP2.

Contatamos o piloto, que, através de sua assessoria de imprensa, afastou essa possibilidade. Disse que não há sentido em voltar à categoria nessa altura do campeonato, que já está em sua metade.

No ano passado, Lucas Di Grassi entrou na GP2 após a disputa de três etapas. Teve um desempenho incrível e foi o terceiro colocado na classificação geral. É preciso relatar que ele participou de oito provas – se voltasse agora, Senna só poderia correr em cinco.

Mesmo assim, fica a pergunta: se tivesse a oportunidade, Bruno deveria voltar à GP2?

Minha opinião: realmente, nessa altura do campeonato, não há mais nada a fazer. Com três equipes novas no ano que vem e a possibilidade de abertura de vagas nos times “experientes”, certamente Senna encontrará um espaço na F1. O que ele fizer neste ano não vai mudar a opinião de ninguém. Para o bem ou para o mal.

Marcus Lellis

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O pior


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Pastor Maldonado acaba de fazer mais uma cagada fenomenal na GP2, tentando uma ultrapassagem imbecil e acabando com a prova de Diego Nunes — e com a sua, uma volta depois. Impressionante como é ruim.

É o pior piloto das grandes categorias. É até rápido às vezes, mas é capaz de idiotices indescritíveis. Mas continua na GP2, graças ao dinheiro da PDVSA, a petroleira venezuelana.

E para o caro leitor, quem é o pior piloto hoje entre as grandes categorias do automobilismo?

Felipe Paranhos

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