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Habilidades


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Lewis Hamilton é um rapaz múltiplas habilidades. Além de piloto, o britânico também gosta de cantar e agora nós somos apresentados a mais um dom: o de estilista.

Em entrevista ao jornal ‘Bild am Sonntag’, Lewis contou que não gosta muito das roupas das Mercedes e que gostaria de ajudar a desenhar os novos uniformes.

“Eu gostaria de ajudar a desenhar as roupas da Mercedes”, falou. “Eu não gosto completamente do que temos no momento – é por isso que eu não uso o boné”, revelou.

“Mas o time está trabalhando nisso”, contou rindo. “Estamos em um bom caminho!”, completou.

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Não seja estúpido!


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Michael Schumacher é a estrela de uma campanha do governo do Chile sobre segurança no trânsito. Em um vídeo exibido pela TV, o heptacampeão da F1 pede para que os motoristas não sejam estúpidos e respeitem os limites de velocidade.

“Respeite os limites de velocidade. Respeite a sua vida e a dos outros. Por favor, não seja estúpido”, diz Schumacher no vídeo divulgado pelo governo.

Segundo dados da campanha governamental, “os que se acham o ‘Schumacher’, provocaram mais de 16 mil acidentes na última década, com mais de 1.300 vítimas fatais”.

Falando ao jornal chileno ‘El Mercurio’, Schumacher afirmou que as corridas devem ser separadas da vida normal das pessoas. “Encaro de forma pessoal que estejam usando meu nome”, comentou. “Isso é totalmente errado, já que eu nunca corro nas ruas. Eu sou um piloto de corrida e as corridas devem ser completamente separadas da vida normal”, completou.

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Afogando as mágoas


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Lewis Hamilton ainda não superou o fim de seu relacionamento com a cantora Nicole Scherzinger. Depois que cinco anos juntos, a dupla rompeu no início do mês e o piloto britânico é o retrato da tristeza.

Com uma vida saudável – como convém a todo atleta –, Lewis escolheu uma forma diferente de afogar as mágoas. Depois de tentar se animar em uma balada na mansão da Playboy, o piloto da Mercedes se trancou em um estúdio para gravar a música ‘All good tonight’.

Postando fotos em sua conta no Instagram, Hamilton mostrou a dimensão de sua tristeza: “Meu refúgio, derramando meu coração nesta faixa”.

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O Último Romântico


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Hugo Becker [@HugoBecker_]
de Guarulhos

No último dia 15 de junho, a morte de James Hunt completou 20 anos. Um dos últimos ‘bon vivants’ do universo da F1, o britânico, natural de Surrey, na Inglaterra, foi também um dos grandes pilotos de sua geração.

James Hunt (Foto: Getty Images)

Nascido em 29 de agosto de 1947 – teria, hoje, 65 anos –, Hunt sobreviveu na F1 por sete temporadas, correu por Hesketh, McLaren e Wolf e conquistou dez vitórias, 14 poles e 23 pódios em 92 largadas, além do título mundial de 1976. É justamente esta temporada, marcada pela rivalidade entre ele e Niki Lauda, que será retratada no filme ‘Rush’, com aguardada estreia prevista para setembro

Uma das histórias que melhor retrata o estilo de vida boêmio do britânico ocorreu às vésperas da corrida mais importante de sua carreira, justamente em 1976, antes do GP do Japão, prova que decidiria o campeonato.

Então piloto da McLaren, Hunt passou duas semanas em Tóquio com nada menos que 34 comissárias de bordo da British Airways, em orgias regadas a álcool, drogas e rock’n’roll. Mesmo assim, largou em segundo e conquistou a terceira posição na prova, resultado que foi suficiente para a conquista de seu único título. O relato é de Tom Rubython, autor da biografia ‘Shunt’, sem lançamento em português.

Após a aposentadoria das pistas, em 1979, o britânico passou a dividir seus excessos com a função de comentarista de F1 na emissora BBC, de Londres. Ocupou o cargo até 1993.

No dia 15 de junho daquele ano, quatro dias após o GP da Inglaterra, Hunt foi encontrado morto em sua casa em Wimbledon, na região metropolitana da capital do Reino Unido. Tinha 45 anos. Horas antes de sua morte, havia proposto casamento à então namorada Helen Dyson.

Um triste e poético fim para um piloto conhecido como “O Último Romântico”.

 

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A previsão do burro


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O lendário Polvo Paul, sucesso da Copa do Mundo de 2010, segue fazendo escola. O programa britânico ‘Pole Position’ traz um quadro em que vários animais, de diversas espécies, fazem suas ‘previsões’ ao longo desta temporada do Mundial de F1. E para este fim de semana, o escolhido para apontar o vencedor do GP da Espanha foi o burro chamado ‘Pardal’, do zoológico de Barcelona.

Ao ser colocado diante das fotos de vários dos pilotos do grid, o burrinho Pardal não teve dúvidas e foi direto na imagem de Alonso, ‘prevendo’ a vitória do espanhol em casa. Pacheco que só, o animal ainda ‘escolheu’ Mark Webber como segundo e Felipe Massa como terceiro. Se o burro estiver certo, Massa irá ao pódio pela primeira vez nesta temporada.

Mas até aqui, os bichos não estão honrando o legado deixado pelo infalível Polvo Paul. Na Austrália, uma ovelha previu a vitória de Sebastian Vettel. Deu Kimi Räikkönen. Na Malásia, um orangotango apontou Fernando Alonso como vencedor. Mas o espanhol sequer passou da segunda volta na corrida vencida por Vettel. Uma cobra escolheu Räikkönen para vencer na China, só que aí foi a vez de Alonso vencer. E no Bahrein, um camelo escolheu Hamilton. Mas Vettel ganhou de novo.

ADENDO: encontramos o substituto do Polvo Paul. O mítico burro Pardal acertou 66% dos seus palpites no ‘Pole Position’. Além da vitória de Alonso neste domingo, o animal também acertou o pódio de Massa na Espanha, errando somente o segundo lugar, já que deu Räikkönen. Sensacional!

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A tequila que não desce


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

A temporada 2013 da F1 começou cheia de expectativas para o México. Afinal, era a primeira vez desde 1968 que dois astecas correriam lado a lado no grid de largada da principal categoria do automobilismo. Só que nem sempre qualidade é quantidade, não é mesmo?

Muito dessa expectativa gravitava em torno de Sergio Pérez. O jovem de Guadalajara fez seu primeiro ano e meio de F1 muito bem, brilhou em alguns momentos com a intermediária Sauber e ficou perto de ganhar corrida, subindo ao pódio em três oportunidades. É bem verdade que desde que sua contratação pela McLaren fora anunciada, ele jamais foi o mesmo, mas talvez fosse algo passageiro.

Esteban Gutiérrez é a cara nova do México na F1. O magrelo piloto de Monterrey pintou com certo destaque quando foi campeão da GP3 — o primeiro campeão, aliás, em 2010 — e correu na GP2 com relativo destaque, mas não chegou a ser um cara brilhante. Ganhou algumas corridas aqui e ali, mas só. Ainda assim, demonstrava um certo potencial que, aliado ao apoio da Telmex, foi decisivo para ser contratado pela Sauber justamente para substituir Pérez.

O pacote asteca para 2013 parecia ser mesmo promissor: Pérez na McLaren, equipe mais do que vencedora e dono de um histórico glorioso na F1; Gutiérrez na Sauber, time que cresce cada vez mais a cada temporada e que deixou boa impressão nos últimos anos, graças ao legado de ‘Checo’ e de Kamui Kobayashi (que saudades do Kobayashi na F1).

Sergio Pérez já começa a ser contestado dentro da McLaren

Só que toda a expectativa sobre um bom desempenho por parte dos mexicanos caiu por terra assim que o campeonato começou. Pérez, apontado até mesmo aqui pelo BloGP como um potencial campeão do mundo, desandou: nas pistas, parece sucumbir à força de Jenson Button e começa a receber críticas por parte da McLaren. Fora delas, deixou de ser aquele cara solícito que se diferenciava dos outros pilotos e adotou uma linha mais política, sendo mais do mesmo, às vezes menos do mesmo.

Os resultados de ‘Checo’ são pífios até aqui. Enquanto Button vai tirando leite de pedra e conseguindo o que talvez fosse impossível com o péssimo carro que dispõe — são 12 pontos em três corridas, sendo o quinto lugar na China como melhor resultado —, Pérez só foi ao Q3 uma vez, na Malásia, onde conquistou sua melhor colocação no ano: nono lugar. Patético. Como se não bastasse, Sergio foi descrito por Martin Whitmarsh como um piloto “muito polido”, e o chefão lhe pediu que fosse mais incisivo para se defender das ultrapassagens.

O começo de Pérez na McLaren tem sido tão ruim que me faz lembrar outros dois casos num passado não muito distante. Na mesma McLaren, em 1993, Michael Andretti só conseguiu pontuar na quinta corrida da temporada e não foi nem sombra daquele piloto combativo que se consagrou na Indy. Um ano antes, na Ferrari, Ivan Capelli foi igualmente pífio, somando apenas dois pontos nas primeiras corridas do ano. O destino de ambos foi semelhante: a dispensa antes mesmo do fim da temporada.

Não me parece que Pérez tenha esse fim, pelo menos por enquanto. Muito se fala sobre a Telmex vir a ser a patrocinadora principal da McLaren no futuro, mas não acredito que eles precisem tanto assim da grana a ponto de colocar ‘Checo’ em um dos seus cockpits a troco disso. A McLaren é muito grande para se submeter a um piloto meramente pagante. Mas caso eles se cansem das patacoadas de Pérez, tem um Kobayashi aí dando sopa, mantendo o ritmo de corrida no Mundial de Endurance…

Gutiérrez vai ficando marcado pelos seus erros neste seu começo de carreira na F1

Falando sobre Gutiérrez — já apelidado por muitos como ‘Gutierros’, com justiça, inclusive —, é preciso levar em conta dois fatores: como estreante, é natural que ele cometa erros aqui e ali, tudo isso faz parte do cruel aprendizado de um piloto de F1. Mas não é preciso ser um gênio para perceber que, pelo menos por enquanto, Esteban continua devendo, e muito. Com um carro que parece ser bom — e Nico Hülkenberg, um extra classe, mostra isso —, o jovem de Monterrey sequer chegou perto de almejar os pontos.

Em Xangai, por exemplo, Gutiérrez foi ridículo e cometeu um erro bizarro ao encher a traseira de Sutil — que azar, hein Adrian —, destruindo a corrida de ambos. Não à toa, foi punido pela FIA com a perda de cinco posições no grid de largada do GP do Bahrein. Certamente, Monisha Kaltenborn e Peter Sauber já devem estar com saudades de Kobayashi, mas, diferente da McLaren, precisam muito da grana da Telmex, que só está lá porque Esteban ocupa um dos seus cockpits.

Sinceramente, não vejo futuro muito grande para Gutiérrez na F1. Muito fraco e parece não ter estrutura para suportar a pressão de estar na categoria. Pérez ainda tem a seu favor o fato de ter mostrado bom serviço na Sauber, então ainda tem um pouco de crédito. O único trunfo de Esteban é a grana do seu Slim e nada mais.

Aguardemos as próximas corridas. Mas a julgar pelo começo de temporada, a tequila dos mexicanos está batizada e não desce nem com sal e limão.

Adendo: por meio de sua conta no Twitter, a Academia de Pilotos da Ferrari deu uma leve alfinetada em Gutiérrez e, principalmente Pérez, oriundo do programa de Maranello, durante a péssima participação de ambos ontem: not a very good day for Mexicans today !!! #tooyoungforf1. Vale lembrar que no ano passado Luca di Montezemolo justificou a não contratação de Pérez por considerá-lo verde demais para ser titular da Ferrari. E não é que ele tinha razão?

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Estreia com o pé esquerdo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

A chegada de Rubens Barrichello à Globo oficialmente rendeu piadas nos bastidores. Na festa organizada pela emissora ontem à noite, que aconteceu no Credicard Hall, em São Paulo, o piloto foi apresentado como novo comentarista das transmissões de F1 ao lado de Galvão Bueno e Reginaldo Leme. Para a introdução, resolveram colocar Barrichello dentro de um carro de corrida.

O carro preparado para Rubens entrar no palco falhou na hora H (Foto: Instagram)

Só que o monoposto morreu duas vezes até que Rubens conseguisse chegar ao palco da festa. Segundo Mauricio Sytcer, colunista do UOL, o comentário recorrente entre os convidados foi de que Barrichello “já começou quebrando”.

A estreia de Barrichello, como antecipado pelo Blog de Victor Martins, acontece na quarta etapa do campeonato, o GP do Bahrein. Sua presença é garantida em pelo menos dez etapas do campeonato deste ano, que já teve duas disputadas, na Austrália e na Malásia. O líder é Sebastian Vettel.

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A Ferrari de Koba-san


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Kamui Kobayashi deu início à sua preparação visando a estreia no Mundial de Endurance e, principalmente, o debute nas 24 Horas de Le Mans deste ano. Novo piloto da AF Corse, equipe oficial da Ferrari na classe LMGTE-Pro do WEC, O japonês, que será parceiro de Toni Vilander em Sarthe, testou sua Ferrari F458 Italia na última segunda-feira no circuito de Vallelunga, na Itália. Em uma das fotos, divulgada em sua conta no Instagram, Koba-san não escondeu seu sentimento: “Meu novo carro. Feliz por ver meu brinquedinho”.

O mito, que faz muita falta na F1, diga-se, até que ficou bem vestido com as cores da Ferrari, não? Grande sacada da Ferrari e de Kamui, que mostra que há vida fora da F1. O WEC já provou ser uma baita categoria e certamente atrairá muitos outros pilotos da F1 em pouco tempo.

Vida longa ao WEC, vida longa à carreira de Kobayashi!

Kobayashi todo feliz com seu brinquedinho novo (Foto: Instagram)

Kamui testou sua F458 Italia em Vallelunga (Foto: Instagram)

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Gillette na McLaren?


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Esse é o rumor da vez no paddock da F1. A Gillette, marca de propriedade da gigante norte-americana Procter & Gamble e ligada a Bruno Senna, pode, segundo a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, ser a principal patrocinadora da McLaren a partir da próxima temporada. O time de Woking perderá a Vodafone no fim do ano e procura um investidor de peso para permanecer entre as equipes de ponta da F1.

A Gillette, claro, não é a primeira empresa que aparece ligada à McLaren a partir do ano que vem. O principal rumor aponta para a Telmex, gigante mexicana das telecomunicações, comandada pelo bilionário Carlos Slim, como substituta da Vodafone, que opera no mesmo ramo de atividade, só que na Europa. E, ainda por cima, haveria outro interesse, já que seu pupilo Sergio ‘Checo’ Pérez agora está no time britânico. Torcida, pelo menos da parte de Pérez, não falta.

Nesta fase, já li rumores apontando a Emirates Airlines e também a Coca Cola à McLaren. A primeira empresa já estampou sua marca nos carros cromados de Woking em um passado não muito distante. Já a Coca Cola atualmente patrocina a Lotus por meio da marca de bebidas energéticas Burn.

Voltemos à Gillette. Essa especulação remete, obviamente, a Bruno Senna, piloto que contou com o apoio da empresa principalmente nos seus dois últimos anos de F1, quando correu pela Renault e pela Williams. O primeiro-sobrinho foi sacado do grid e agora tem um novo foco na vida, já que se prepara, junto com a Aston Martin, para disputar o Mundial de Endurance nesta temporada.

Só que Bruno permanece no WEC com o patrocínio da Gillette, que bancou a maior parte do seu orçamento na Williams no ano passado. Não é difícil imaginar numa possibilidade de Senna vestir o macacão da McLaren, ainda que como piloto reserva, caso a equipe tenha, de fato, o patrocínio da P&G. Vai depender mesmo de Bruno ter o interesse em deixar o endurance para ocupar o posto de reserva e piloto de testes — que quase não testa — na McLaren.

Senna + McLaren + Honda = combinação explosiva, pelo menos do ponto de vista do marketing (Foto: Divulgação)

Mas nunca é demais lembrar que Senna + McLaren, do ponto de vista do marketing, é algo muito forte a ser explorado. Indo além, existe também outro rumor — que ganha muita força a cada dia — ligando a Honda à McLaren. Assim, a combinação Senna + McLaren + Honda hoje é ainda mais forte, quase explosiva.

Sinceramente, acho bem difícil que tal situação se torne realidade, ainda que aconteça a união McLaren-Gillette. Bruno, convenhamos, foi apenas mediano na F1 e tem diante de si um horizonte muito mais interessante no endurance, que vem crescendo a passos largos. E outra: a McLaren vem investindo muito em jovens talentos, um em especial: Kevin Magnussen. E o padrão de exigência da equipe em termos de pilotos é muito maior do que é hoje na Williams, por exemplo.

Rumores são rumores. Mas nesse mundo da F1, tudo pode acontecer.

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Baile de debutantes


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Você começa a perceber que está ficando velho quando vê que uma corrida relativamente nova na F1, o GP da Malásia, vai completar 15 GPs na categoria. É isso mesmo. O país, que revelou Alex Yoong, e agora tem até uma equipe no grid — a Caterham de Tony Fernandes —, realizou sua primeira corrida no Mundial em 1999. Faz mesmo muito tempo!

A primeira corrida em Sepang — um dos mais belos circuitos da temporada, mas que ficará eternamente marcada pela morte de Marco Simoncelli em 2011, na MotoGP — reservou um momento histórico. Naquele 17 de outubro, a Ferrari dominou a classificação, com Michael Schumacher largando na pole e Eddie Irvine ocupando o segundo lugar. Só que era Irvine quem lutava pelo título contra Mika Häkkinen, da McLaren. Michael sofreu aquele acidente terrível em Silverstone e perdeu boa parte da temporada.

http://www.youtube.com/watch?v=5Q1p2RrtbSE

Os papeis se inverteram totalmente na quarta volta quando a Ferrari liberou o jogo de equipe. Schumacher, para ajudar Irvine, abriu passagem para o companheiro de equipe, que venceu a primeira corrida em Sepang. Michael terminou em segundo e Häkkinen, terceiro numa corrida que, bem diferente do padrão malaio, não choveu. Se bem que naquela época a prova não era realizada nesse horário de agora, quase no fim da tarde.

Alguns números interessantes na história do GP da Malásia: Schumacher e Fernando Alonso foram os que mais venceram em Sepang. Cada um deles tem três conquistas, contra duas de Kimi Räikkönen e outras duas de Sebastian Vettel. Dentre os pilotos em atividade, Jenson Button também tem um triunfo, conquistado naquele ano épico da Brawn, em 2009.

Naquele ano, Sepang viu alguns momentos épicos e que entraram para a história da F1. Primeiro, pelo temporal que desabou na região do circuito. Vejam as imagens abaixo, foi uma verdadeira hecatombe! A prova foi interrompida na 31ª volta e não mais foi retomada. Assim, os pontos foram computados pela metade. E foi naquela indefinição sobre o recomeço ou não da corrida que Räikkönen mitou ao aparecer todo tranquilo com seu sorvete Magnum nos boxes da Ferrari. A imagem eternizou o finlandês e é bem explorada pela Lotus até hoje.

Voltando aos números, a estatística do GP da Malásia mostra que Felipe Massa tem um grande retrospecto em Sepang em ritmo de classificação. O brasileiro tem duas poles, conquistadas em 2007 e 2008. Fernando Alonso também tem duas poles. O recordista, aliás, é Schumacher, o rei dos recordes, com cinco. Button, Mark Webber, Vettel e Lewis Hamilton têm uma pole cada.

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20 anos de Sauber e Barrichello na F1


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Vai começar, amigos e amigas amantes do automobilismo. Logo mais, a partir das 22h30 (horário de Brasília), vai começar mais uma temporada do Mundial de F1. Temporada tão aguardada quanto imprevisível. Mas neste breve post quero falar sobre outro  acontecimento importante ocorrido em 14 de março. Há exatos 20 anos, Rubens Barrichello fazia sua primeira corrida de F1. Aliás, não só Barrichello, mas também a gloriosa Sauber estreava no grid naquela nublada tarde de domingo no circuito de Kyalami, África do Sul.

Barrichello iniciou ali em Kyalami a carreira mais longa de um piloto de F1. Considerado um dos brasileiros mais bem-sucedidos depois dos campeões Emerson, Nelson e Ayrton, Rubens agora dá sequência à sua carreira na Stock Car e vai competir neste fim de semana em Curitiba. Mas, ao longo do ano, o veterano piloto será um dos comentaristas da Rede Globo na F1, como informou o boss Victor Martins no seu blog.

A Sauber jamais venceu uma corrida, mas conquistou grandes feitos em sua história. Nos tempos em que equipes vem e vão, o time liderado por Peter Sauber é o quarto mais antigo  da F1 atual, ficando atrás somente de Ferrari, McLaren e Williams. A Sauber revelou grandes pilotos, como Kimi Räikkönen, Felipe Massa, Sergio Pérez e Kamui Kobayashi, além, claro, de Michael Schumacher, quando o time suíço contava com o apoio da Mercedes e disputava o antigo Mundial de Marcas.

Além disso, a Sauber foi a primeira equipe da história da F1 a entregar seu comando para uma mulher. Monisha Kaltenborn agora é a comandante do time de Hinwil e mantém o sempre austero e discreto, porém eficiente, estilo de administração que tanto caracterizou Peter Sauber, hoje ainda presidente do conselho da equipe que leva seu nome.

Lá em Melbourne, a Sauber abre nova fase com uma dupla de pilotos renovada: Nico Hülkenberg alinhará ao lado de Esteban Gutiérrez. Ambos levarão nos novos e acinzentados C32 uma inscrição comemorativa dos 20 anos da primeira largada da equipe na F1. Lá em Curitiba, certamente Rubens Barrichello vai recordar da sua primeira corrida e do início de uma carreira bastante consistente na principal categoria do automobilismo.

Relembre abaixo a íntegra do marcante GP da África do Sul de 1993 (narrado em alemão e transmitido pela RTL), o último da F1 em solo africano, mas o primeiro de tantos da Sauber e de Rubens Barrichello. Alain Prost, vencedor da corrida, estreava pela Williams e iniciava ali sua cruzada pelo tetracampeonato. Ayrton Senna fechou em segundo e Mark Blundell, de forma surpreendente, foi terceiro colocado correndo pela então promissora Ligier, empurrada pelo motor Renault.

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Favoritos e azarões


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Faltando apenas alguns dias para o início dos treinos do GP da Austrália, as apostas em torno do vencedor da primeira corrida do Mundial de F1 em 2013 se intensificam. Em uma rápida visita a alguns dos mais famosos sites britânicos, desses em que dá para apostar no vencedor e até mesmo em quem vai fazer a pole ou abandonar primeiro a corrida, observei que os números indicam o óbvio favoritismo de Sebastian Vettel, que já venceu uma vez em Melbourne, em 2011.

Na William Hill, uma das mais conhecidas casas de apostas do mundo, a vitória de Vettel paga 3,75 libras para cada libra apostada. Fernando Alonso e Jenson Button aparecem empatados em segundo e pagam £ 6,5/1 em caso de vitória. Já um triunfo de Lewis Hamilton em Melbourne paga £ 8,5/1, enquanto quem apostar numa eventual conquista de Kimi Räikkönen e Mark Webber vai receber £ 10 para cada libra.

Dentre os pilotos das cinco maiores equipes da F1, Felipe Massa é o menos cotado. Uma vitória do único brasileiro do grid paga, pelo menos por enquanto, £ 34 para cada libra apostada, enquanto Pastor Maldonado, que fez muita gente lucrar com sua vitória no GP da Espanha do ano passado, tem a cotação de £ 51 por cada libra apostada se vencer em Albert Park.

Obviamente, os quatro pilotos das equipes nanicas, Caterham e Marussia, são os menos cotados. Caso aconteça algo sobrenatural e Charles Pic, Giedo van der Garde, Jules Bianchi ou Max Chilton vençam na Austrália, o felizardo e sortudo apostador lucrará £ 1.001 para cada libra apostada.

Outra modalidade de jogo disponível na William Hill é a aposta em quem abandonará primeiro o GP da Austrália. Aí a lista se inverte, e os mais bem-cotados são os pilotos dos times nanicos: caso Bianchi ou Chilton seja o primeiro a deixar a corrida, quem neles apostou receberá £ 11 por libra. Romain Grosjean, que tanto ficou marcado pelos acidentes causados no ano passado, é o décimo da lista, com £ 17/1 libra.

Já os reis da consistência Alonso, Räikkönen e Vettel são, obviamente, os menos cotados como os primeiros a deixarem a corrida do próximo domingo e pagarão £ 34 por cada libra apostada.

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60 anos de um mito


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Hoje, 28 de fevereiro, é um dia muito especial na história do automobilismo. Não, não é por causa da retomada da pré-temporada da F1, lá em Barcelona. Falo sobre o aniversário de uma verdadeira lenda viva do esporte. Poderia ser Mario Andretti, que completa 73 anos nesta quinta-feira. Mas não. O grande aniversariante do dia representa muito para o automobilismo brasileiro. Ingo Hoffmann completa 60 anos muito bem vividos e merece reverência por tudo o que fez em sua carreira dentro e fora das pistas.

Falar em Ingo é falar em vitórias, títulos, glórias. O Alemão é o eterno rei da Stock Car, conquistando nada menos do que 12 títulos, DOZE. O próprio Cacá Bueno disse há pouco, no Arena SporTV, que nem se competisse até os 60 anos não chegaria ao que Hoffmann alcançou na Stock Car.

Ingo eternizou a imagem dos Opalas como símbolo da Stock romântica. Não só dos Opalões, mas também do Fusca, Brasília, Uno, Ômega… tudo com sua marca registrada: o lendário número 17. O Alemão também fez parte da história da Copersucar, única equipe brasileira a integrar o grid da F1. Hoffmann correu de tanta coisa nessa vida, até mesmo no rali ele deu suas aceleradas, participando do Rali dos Sertões, do Brasileiro de Cross-country e da Mitsubishi Cup. É na Mitsubishi, aliás, que Ingo atua no dia a dia como coordenador da nova escola de pilotagem da montadora depois de ter ficado anos e anos na BMW.

Estou a caminho de completar 33 anos, pouco mais da metade da idade de Ingo. Muitos dos seus feitos só pude acompanhar por livros, revistas e, depois, pelo YouTube ou por sites que resgatam a história do automobilismo brasileiro. Mas, quando comecei a acompanhar as corridas, tenho como uma das minhas primeiras lembranças suas corridas na Stock Car e na hoje extinta F-Uno.

Tinha em mente a imagem de um Ingo quase intransponível, embora corresse em uma geração fortíssima, com nomes como Chico Serra e Paulão Gomes, todos lendários dentro das pistas. Mas Ingo estava um degrau acima. Ou melhor, muitos degraus. Certamente, foi um desses personagens mitológicos da minha infância e que, de certa forma, contribuiu muito para que eu gostasse muito do esporte a motor como um todo e fosse um profissional de imprensa.

Há quase um ano, tive a chance de conhecer o outro lado de Ingo. Um lado igualmente vencedor, mas com um brilho muito maior. Numa dessas pautas para a Revista WARM UP, visitei o Instituto Ingo Hoffmann, que fica ao lado do Centro Boldrini, em Campinas, perto aqui de casa. Trata-se de um projeto fantástico que ajuda crianças com câncer e suas famílias. Vi nos olhos do Alemão sua vontade, dedicação e paixão por um projeto tão nobre.
À época, ele falou: “Olho para trás com orgulho, feliz por ter feito a diferença”, descrevendo o Instituto como sua maior vitória na vida. E acho que é bem isso. Ingo conseguiu fazer a diferença dentro das pistas e agora, fora delas. Na falta das palavras, só consigo descrever Hoffmann como um mito vivo, pessoa rara.

Parabéns, Alemão! Vida longa e muitas vitórias pela frente!

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O primeiro fiasco de 2013 na F1


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O sábado (2) começou, como previsto, com a apresentação do carro da gloriosa Sauber, o C32, para a temporada 2013 da F1. Cerimônia simples, sem muita pompa e circunstância lá na gelada Hinwil, na Suíça. Ao passo em que eram divulgadas as fotos do evento e as declarações dos jovens Nico Hülkenberg e Esteban Gutiérrez, além da comandante Monisha Kaltenborn, a Mercedes, toda renovada pela chegada de Lewis Hamilton neste ano, surpreendeu o mundo com o anúncio de uma campanha deveras interessante e prometia revelar as primeiras imagens do W04 hoje, dois dias antes da data originalmente marcada para o lançamento.

A Mercedes quis aparecer no sabadão com a cara da riqueza; ficou mesmo a imagem #sóderrota (Foto: Divulgação)

A ideia consistia, basicamente, no incentivo dos fãs da F1. Por meio do Twitter, os internautas tinham de escrever postagem com a hashtag #F1W04Reveal. Assim, a partir das 14h (no horário de Brasília) deste sábado, a equipe deveria revelar, aos poucos, o novo modelo. Quanto mais mensagens, mais rápido o novo carro de Hamilton e Nico Rosberg seria exibido aos fãs da F1. Baita inciativa, não é? Eu achei sensacional e uma forma de fortalecer a imagem de uma Mercedes antenada e com poder de interação com seu público.

Só que o tiro saiu MUITO pela culatra. O volume de tuitadas e o número de acessos ao site oficial da Mercedes foram tão grandes, que o servidor simplesmente não aguentou o tranco e caiu. Eu, pelo menos, não consigo mensurar qual esse volume, mas fato é que a hashtag #F1W04Reveal chegou a ocupar a segunda colocação no Trending Topics mundial. O negócio foi sério. Mas fato é que, três horas e meia depois da prometida foto do W04, o que aconteceu foi um grande fiasco, o primeiro na temporada.

Tenho aqui uma opinião a respeito. Não que eu seja especialista em tecnologia ou mesmo em marketing esportivo. Mas entendo que a Mercedes simplesmente não esperava tamanho retorno por parte dos fãs da F1. Ou eles desprezaram o poder das redes sociais ou não estavam preparados para um sem número de acessos para um evento de tal natureza. Quer dizer: se a intenção era aproximar o fã da F1 da Mercedes por meio das redes sociais, o efeito foi muito ao contrário. A iniciativa foi mesmo louvável e inovadora, contudo, o resultado final foi um desastre. Mesmo que os servidores voltem a funcionar ainda neste sábado e o carro seja apresentado ao mundo, o estrago já está feito. De inovadora, a Mercedes virou motivo de chacota universal.

Em tempos de crise econômica mundial, as equipes vêm optando por apresentar seus respectivos carros para 2013 via internet. Acaba sendo mais fácil e mais barato, no fim das contas. Lotus, McLaren e Sauber fizeram seus lançamentos pelo YouTube, medida que se mostrou mais eficiente do que, por exemplo, Ferrari e Force India, que lançaram seus carros no último sábado (1) por meio de servidores próprios, mas não faltaram queixas sobre travamento das imagens e da baixa qualidade do que foi transmitido ao redor do mundo.

É mais do que correto, e essa é mesmo a tendência, de que as equipes façam uso da internet cada vez mais para divulgar suas marcas, seus feitos, seus carros, suas conquistas. Só que, nos dias de hoje, saber usar tais ferramentas de divulgação é quase tão importante quanto ter um carro bom e eficiente nas pistas. É algo que se faz mais do que necessário, ainda mais em tempos em que o torcedor da F1 não é apenas um mero telespectador, mas também consumidor da marca e dos produtos dos seus patrocinadores.

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Giro d’Italia (2)


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Milão

Apesar de toda a correria vivida ontem, o sono, esse danado, insistia em não dar as caras. Acho que era a adrenalina a mil por hora, principalmente por estar em um lugar tão interessante e diferente de tudo o que eu havia visto, pela viagem em si, pelas coisas que estava a viver hoje. Então, dormi pouco, talvez para fazer o dia durar mais: só conseguir deitar o esqueleto no colchão às 3h30 (horário daqui, 0h30 em Brasília), para acordar três horas mais tarde para o início das atividades de hoje.

Como previsto,  a quarta-feira foi bastante movimentada por aqui. Pudera. Afinal, gente do mundo inteiro veio a Milão acompanhar o lançamento dos pneus da Pirelli para a temporada 2013. Só que, antes da apresentação, marcada para meio-dia, fomos visitar a fábrica da Pirelli aqui na capital da Lombardia. Uma fábrica enorme, diga-se.

Aqui são fabricados os pneus para carros de luxo, como Ferrari, Lamborghini e McLaren. Mas, além da fábrica, existe um avançado centro de desenvolvimento e pesquisa, que trabalha em conjunto com as fábricas de Izmit, na Turquia — responsável pelos pneus para o automobilismo internacional e a Stock Car — e Breuberg, na Alemanha — que fabrica os compostos do Mundial de Superbike. O centro conta com um grande laboratório responsável por pesquisa molecular. Coisa de cinema. Contudo, por ser um ambiente de desenvolvimento de novos produtos, fotos e filmagens não foram permitidas.

Tanto a fábrica quanto a sede da Pirelli ficam em um bairro industrial daqui. Perto da fábrica, há um enorme shopping center que, à primeira (e externa) vista, é bem parecido com os que existem aqui. Seguimos pela Viale Sarca, onde está o prédio da Pirelli e a Bicocca degli Arcimboldi, um prédio histórico e construído no século XV. No entorno deste prédio fica a sede da Pirelli.

Por ser um evento especial, a organização instalou vários alto-falantes, que tocavam sons e mais sons dos roncos dos motores dos carros, como F1, GT, Rali e Superbike. Era uma atmosfera boa, aquela. Logo na entrada, depois de passarmos por duas portas de vidro, entramos em um salão, devidamente coberto e aquecido, que tinha vários carros em exposição. Muitos, mesmo. Tinha GT, carro de rali, F1 (Lotus de 2012, Toro Rosso de 2012 e Ferrari de 2011), a moto de Max Biaggi na Superbike e a Honda de Hélder Rodrigues, que disputou o Dakar recentemente. Foi bem divertido para aquecer o dia aqui em Milão. Fazia 3ºC no começo da manhã, mas depois ficou menos frio.

Confira algumas fotos de hoje por aqui. Mais tarde volto para falar sobre a apresentação dos pneus e sobre o restante do dia em Milano.

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Giro d’Italia


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Milão

2013 começou de uma maneira que eu jamais esperava. A Pirelli convidou o Grande Prêmio para fazer, no dia 23, a cobertura do evento que consiste na apresentação dos seus pneus para a nova temporada. As categorias são inúmeras, mas só para citar as principais: F1, GP2, GP3, Superbike e Stock Car. Fui escolhido pelo Victor Martins para representar nossa equipe e trazer a melhor informação a você, amigo leitor.

Fiquei feliz e honrado demais com o convite, obviamente. Afinal, jamais havia estado na Europa. Seria a chance ímpar de conhecer o Velho Mundo e aliar com o trabalho para o GP e a Revista Warm Up, trazendo a melhor e mais completa informação, algo que amo demais fazer. Desde que recebi a confirmação que viria para Milão, sede mundial da Pirelli, aqui na Itália, não consegui esconder a expectativa e comecei a preparar mil coisas, desde pautas até as roupas mais pesadas que tenho para me proteger do frio polar que faz por aqui.

Desde quando fomos convidados para vir a Milão, até o embarque, a expectativa só aumentou. E aí chegou o grande dia: 21 de janeiro. A rota foi São Paulo => Frankfurt -=> Milão. O horário previsto para a decolagem era 19h35, mas graças às nevascas lá na Alemanha, o voo foi adiado para 23h59. Não me importei por ter de esperar mais cinco horas. O duro foi comer um pedaço de pizza e dois chopps para matar minha modesta fome e ter de pagar ‘apenas’ 40 conto… coisas de aeroporto, né?

Durante a espera, vi uns caras famosos, pelo menos no esporte. Antes do embarque, vi o Fabio Simplício, aquele que jogou no São Paulo, Palermo, Roma e hoje está no japonês Cerezo Osaka. Conversei brevemente com ele, que foi gente boa. Disse que não quer saber de voltar ao Brasil e muito menos da Itália. “Já fiquei muito tempo lá”, falou o volante, que estava a caminho do Japão com mulher e filhos.

Já na hora do embarque, vi outros dois conhecidos e, veja só, do Dakar. Artur Ardavichus, piloto cazaque com o inconfundível uniforme da Astana, e Jean-Paul Cottret, navegador pentacampeão do Rali Dakar e escudeiro do mitológico Stéphane Peterhansel.

Mitológica, mesmo, seria a viagem prestes a começar. Assim que autorizado, fui ao assento marcado, não sem antes de pegar um exemplar da Gazzeta dello Sport — destacando muito o jogo do Pogba pela Juventus no fim de semana. Daí pra frente foi só relaxar, me ajeitar, apertar o cinto e voar em direção da Alemanha. A comida ótima veio acompanhada por três Warsteiner e, depois, emendei um sono pesado, que durou até 11h30, horário de Frankfurt, quando o avião já sobrevoava os céus da Espanha.

Pude ver melhor as paisagens depois que o avião começou a sobrevoar a França. Aí comecei a ver a neve tomando conta do relevo. E assim foi também na Suíça e, por fim, a Alemanha.

Depois de 10h28 de voo, o ‘bruto’ Boeing 747-400 aterrissou no monumental aeroporto internacional de Frankfurt, que, com exceção das pistas, estava todo coberto pela neve. Contudo, apesar da densa neblina e do frio cortante lá fora (uns 3ºC), não nevava, e isso era ótimo para o prosseguimento da nossa viagem.

Era só o começo. Depois de desembarcar, me inteirei sobre a situação do voo para Milão, passei a bagagem de mão pela vistoria e fui encarar a imigração. O agente alemão fez algumas perguntas básicas, do tipo “para onde vai?”, “quanto tempo vai ficar aqui?”, essas coisas. Tudo respondido, passaporte carimbado. Mais do que isso, passaporte descabaçado. Primeiro registro no meninão!

Antes disso, encontrei com outros jornalistas brasileiros igualmente convidados pela Pirelli para o evento desta quarta-feira. Um deles foi o Marcelo ‘Tuvuca’, que por algum tempo trabalhou aqui no Grande Prêmio. Fomos todos para uma sala VIP da Lufthansa, comemos uns acepipes, beberiquei uma cerveja Becks e fiz meus primeiros contatos internéticos na Europa. Estava bom demais tudo aquilo.

Alguns minutos depois, fomos para a fila de embarque do voo para Milão. Às 16h45 (13h45 de Brasília), segui junto com todo mundo para aquele avião, um A319 rumo à capital da Lombardia. Só que, diferente do que fora na viagem para Frankfurt, dessa vez tinha uma companhia feminina ao meu lado. Fui no corredor e, com um banco de espaço, uma italianinha aparentando ter uns 25 anos, ruiva e de cabelos longos e encaracolados.

Qual não foi a minha surpresa quando, antes mesmo de o avião decolar, a guria, que mora em Milão, começou a trocar uma ideia? Pois é… ela falou que vinha do Rio de Janeiro depois de ter ficado um tempo nos Estados Unidos. Misturando palavras em italiano, inglês e espanhol, consegui me comunicar até que bem. E acho que a conversa rendeu e ela gostou do brasiliano aqui. O papo rolou praticamente por todo o voo até Linate, aeroporto de Milão similar a Congonhas em São Paulo. Peguei o contato da italianinha, de nome Sofia, e cada um foi pro seu canto.

Um motorista da Pirelli estava a nos esperar no desembarque em Linate. Seguimos ao estacionamento, onde seguimos em uma van até o hotel. Um fabuloso hotel, diga-se. Deixei as malas, fiz um pit-stop providencial e segui para o ônibus, que estava esperando todos nós para o Terrazza Martini, onde rolou o jantar desta terça-feira. Jantar que foi oferecido a jornalistas e convidados. Vi gente da Argentina, Espanha, Japão e nós do Brasil. Os britânicos devem chegar amanhã. Também avistei Paul Hembery, que conversava animadamente em uma mesa.

Depois de aproveitar a beleza da vista inesquecível da Terrazza Martini, de frente com o belíssimo Duomo. Após um tempo ali e de bate papo com o pessoal, fomos todos ao jantar: igualmente maravilhoso. Durante o jantar, conhecemos um italiano, Francesco, que nos contou uma história curiosa: ele disse que tem uma banda, chamada Esquizofrenia, que é cover do Sepultura. E o cara é fã também do Ratos do Porão. Foi divertido.

Foi um dia e tanto… ou melhor, praticamente dois dias. Amanhã, sim, ao trabalho, que é a razão de eu estar aqui. A apresentação dos pneus da Pirelli para a temporada 2013 começará ao meio-dia, horário daqui de Milão. Antes, vamos acompanhar uma exibição, na sede da Pirelli, de como são feitos e desenvolvidos os pneus da Pirelli para várias categorias.

Desde já, faço um convite para acompanhar conosco a primeira cobertura internacional ‘in loco’ do Grande Prêmio por meio do site, Twitter, Facebook e pelo BloGP. Até logo mais!

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O futuro do mito


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Após ter feito sua melhor temporada na F1, com direito ao terceiro lugar diante do seu público, no Japão, Kamui Kobayashi foi dispensado pela Sauber para dar lugar a Esteban Gutiérrez. A princípio, tudo poderia indicar que a situação do Mito seguiria o mesmo curso já visto com Adrian Sutil e Jaime Alguersuari, dois outros que, depois de realizarem suas melhores temporadas em 2011, perderam vaga no grid. O caso de Kamui é bem diferente.

A informação publicada nesta quinta-feira (29) pelo jornal finlandês ‘Turun Sanomat’, indicando que Kobayashi conversa com a Lotus, procede. O BloGP apurou e soube que as negociações entre o piloto e a escuderia iniciaram ainda em outubro. Existe uma possibilidade real de Kamui substituir Romain Grosjean em 2013. O Mito dispõe do suporte de empresas locais, o que é fundamental na F1 dos dias atuais.

Mesmo dispensado da Sauber, Kamui tem futuro bem promissor na F1 (Foto: Sauber)

Romain, apesar do prestígio que tem com Éric Boullier e do apoio financeiro da Total, não tem sua situação definida para 2013, como disse ao Grande Prêmio Gerard Lopez, o todo-poderoso da Lotus, lá em Interlagos.

Koba-san também conversa com outra equipe do pelotão intermediário. O BloGP apurou também que outro time, este do fim do grid, chegou a lhe oferecer uma vaga, mas Kamui quer subir um patamar em relação à Sauber, jamais descer.

Sua meta, como já foi dito por ele mesmo, é crescer em 2013 para pleitear uma vaga nas equipes top em 2014. Lembrando que Ferrari e Red Bull têm pilotos, no caso Felipe Massa e Mark Webber, respectivamente, com contrato vencendo no fim do próximo ano.

Embora Grosjean seja protegido de Boullier, vale lembrar que o dirigente francês já trabalhou com Kobayashi — foi patrão de Koba-san nos tempos de Dams na GP2 — e tem muito apreço por ele. Tanto que, quando chefiava a Renault, chegou a cogitar a contratação de Kamui depois que a Toyota deixou a F1, no fim de 2009, mas acabou optando pelos petrodólares de Vitaly Petrov.

Uma coisa é certa: caso as negociações deem certo, Kobayashi e Kimi Räikkönen formariam a dupla mais épica, mitológica e lendária nessa F1 atual.

Adendo 1

Como bem lembrou o leitor Celso, o site Kamui Support entrou no ar no dia 21 de novembro, e hoje, dia 30, já arrecadou US$ 1,5 milhão. Quantia que seguramente vai aumentar muito nas próximas semanas. Levando em conta seu carisma Brasil e no mundo, o mito tem tudo para garantir, financeiramente, uma vaguinha na F1 em 2013.

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A grande paixão de Kubica


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Robert Kubica nunca escondeu sua paixão pelo rali. Sempre que pôde, deu suas traseiradas aqui e ali. Teve de parar um tempo, é verdade, por causa da F1. A BMW não permitiu que o polaco participasse de provas esporádicas e fez questão de colocar essa restrição em contrato. Os bávaros saíram de cena em 2009, e aí Robert teve a chance de ir para a Renault para substituir o amigo Fernando Alonso. Pelo time anglo-francês, finalmente Kubica pôde voltar a disputar seus ralis vez em quando, ele mesmo fez questão de colocar isso em contrato.

Numa dessas trágicas ironias do destino, dias depois de ter sido o mais rápido da primeira semana da pré-temporada da F1 em 2011, em Valência, sofreu aquele trágico acidente lá em Gênova, quando disputava o Rali Ronde di Andora. Sua carreira na F1 praticamente terminava ali.

Ao mesmo tempo em que avançava na recuperação física — principalmente da mão direita —, Kubica era a fonte de boa parte dos rumores proferidos pela mídia europeia. Muitas dessas especulações o colocaram como piloto da Ferrari, no lugar de Felipe Massa, para 2013. Tudo dependia, claro, da sua reabilitação. Contudo, desde então, não houve nenhuma manifestação pública mais contundente de Robert quanto a um possível retorno à F1 àquela época.

Em contrapartida, o polonês, cada vez melhor fisicamente, voltou a competir fazendo o que ele mais gosta, suponho: disputando ralis. E, de maneira até surpreendente, desandou a ganhar provas pela Europa. Em sua primeira conquista, em setembro, Kubica chegou a considerar o retorno à F1 e tratou isso como prioridade para o futuro da sua carreira. Contudo, no último fim de semana, em Como, parece ter mudado de ideia ao afirmar que, em curto prazo, seu retorno aos monopostos é impossível.

Nesse mesmo tempo, Kubica, ao lado do navegador Emannuele Inglese, conquistou com extrema tranquilidade a vitória no Rali de Como pilotando o vitorioso Citroën C4 WRC, o mesmo modelo que tantos títulos deu a Sébastien Loeb. Mais do que as vitórias em sequência, os resultados mostram que Kubica é muito feliz no rali. Felicidade que se traduz em competência.

Tá aí um cara que, depois da saída do Loeb do WRC, poderia ser o grande nome dessa nova fase do Mundial de Rali. Talento, competência e carisma não lhe faltam. Além disso, não teria as mesmas dificuldades de Kimi Räikkönen, que tanto tempo levou para se adaptar. O principal, porém, Kubica tem de sobra: a sua paixão pelo rali.

Confira abaixo os melhores momentos da vitória de Kubica e Inglese no Rali de Como

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Todos os campeões em cinco minutos


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Antti Kalhola é um gênio dos vídeos de automobilismo. Já postei alguns deles, sendo que o último teve como estrela maior Sébastien Loeb. Mas o jovem finlandês entende do riscado também quando o assunto é F1. Na sua última produção, divulgada nesta sexta-feira, Antti colocou todos os campeões mundiais desde 1950 até o ano passado, tudo em um espaço de pouco mais de cinco minutos. As imagens são espetaculares. Recomendo muito!

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Sinal de alerta


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

O tom das linhas mal traçadas a seguir pode até soar alarmista para alguns, mas, na minha visão, apenas traduz a realidade. Os últimos acontecimentos em São Paulo, mais precisamente na região metropolitana que engloba a capital paulista, indicam que há um estado não-declarado de guerra civil. Os números não mentem.

São inúmeras as mortes nos últimos meses. As estatísticas quanto aos homicídios apenas crescem. Segundo estudo do Estado de S. Paulo, pelo menos 154 pessoas foram mortas a tiros entre 24 de outubro e a última segunda-feira. Contudo, o governador daqui, Geraldo Alckimin, dizer que está “tudo sob controle”. Não, Sr. Governador, não está.

Faltam pouco mais de dez dias para o GP do Brasil de F1, o principal evento esportivo do ano no Brasil. Às vésperas da última etapa da temporada e restando menos de dois anos para a Copa do Mundo, parece evidente que haverá uma força-tarefa policial no próximo fim de semana, em Interlagos. Tudo para garantir a segurança de quem estará presente em São Paulo, e, também, para passar a imagem de um país seguro. Imagem esta que anda muito arranhada lá fora, pelo que se pode perceber da repercussão que essa última onda de violência ganhou mundo afora.

Tensão antecedeu o GP do Bahrein de F1

Tão grave situação me fez lembrar do que aconteceu sete meses atrás. Entre o fim de março e começo de abril, muito se falou sobre um possível cancelamento do GP do Bahrein, prova que foi cancelada no ano passado por motivos de (falta de) segurança. O Grande Prêmio fez uma baita cobertura sobre o assunto. O clima de tensão ainda pairava no ar em 2012, um ano depois de o movimento chamado de Primavera Árabe explodir. Protestos entre movimentos populares contra o regime totalitário do rei Hamad bin Salman Al-Khalifa davam o tom.

Até dias antes do embarque do material das equipes da F1 da China para o país insular, havia muita incerteza quanto à realização da prova. Emissoras de TV da Finlândia, Alemanha e Japão se recusaram a embarcar rumo ao Oriente Médio.

Entretanto, apesar da tensão e do medo de algumas equipes e pilotos — a Force India, por exemplo, não participou de parte das atividades de sexta-feira —, Bernie Ecclestone bateu o pé. A corrida foi realizada no circuito de Sakhir e não houve nenhum grande problema. O único fato relevante e digno de note foi que o Bahrein presenciou a primeira vitória na temporada do homem que pode ser campeão do mundo neste fim de semana, Sebastian Vettel.

Às vésperas do GP do Brasil, São Paulo vive onda de violência

De volta ao assunto São Paulo. Embora a maioria dos pilotos diga que ama o Brasil e que adora o ambiente hospitaleiro que existe neste país tropical, outros tantos não escondem o receio com a violência estabelecida por aqui. Apenas para recordar casos recentes, Jenson Button sofreu uma tentativa de assalto, em 2010, mesmo ano em que uma van que transportava membros da Sauber foi interceptada por ladrões próximos à saída de Interlagos.

Se naquela época não havia essa onda de violência como existe agora e o clima já era de tensão, o que dizer dos dias atuais?

Obviamente, o GP do Brasil deve e vai acontecer. Até onde eu sei, não há nenhuma ameaça de boicote de jornalistas quanto à viagem para São Paulo. O mesmo se pode dizer em relação aos pilotos e membros das equipes. Tal postura é alentadora e indica confiança na segurança do país, mas não basta. Por conta de todo o contexto atual e o número absurdo de mortes em tão curto espaço de tempo, chego a duas conclusões inevitáveis: São Paulo vive um momento tão ou mais tenso que o Bahrein na época da F1 por lá; e, na minha visão, não parece nenhum exagero dizer que o GP do Brasil de 2012 parece ter virado um evento de alto risco. Mas quero e espero estar errado. Espero que São Paulo tenha, de verdade, a violência sob controle, algo que, por enquanto, não passa de ilusão.

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O adeus de duas lendas


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Querido por todos no paddock, Peter Sauber está se despedindo da F1. O mitológico dirigente suíço, que já revelou tantos nomes de sucesso no automobilismo — só pra lembrar: Michael Schumacher, Karl Wendlinger, Heinz-Harald Frentzen, Felipe Massa, Kimi Räikkönen, Sergio Pérez — comemorou seus 69 anos, no último sábado (13), em Yeongam, com a sensação de dever cumprido.

Fiz uma entrevista com Peter no fim da temporada passada, em Interlagos. Certamente, uma das que mais guardo com carinho. Sujeito de fino trato e bastante cordial, ele me atendeu de maneira extremamente solícita e sempre com um sorriso no rosto. Lembro que ele disse que estava muito feliz com sua dupla de pilotos (Pérez e Kamui Kobayashi), Sauber previu uma melhora significativa para 2012 e muitos pontos para sua equipe. E, mais uma vez, ele estava certo.

Em uma foto emblemática, divulgada pela assessoria da escuderia helvética, o velho e bom Sauber, que agora passou o bastão para a competente Monisha Kaltenborn, recebe o abraço da sua maior revelação, Schumacher, que também dará adeus à F1 em 2012.

Definitivamente, o esporte sentirá a falta desses dois.

Assim como Peter Sauber, Michael Schumacher deixará a F1 no fim do ano (Foto: Sauber)

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O encantador Parco di Monza


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Assim como Spa-Francorchamps, Monza também é considerada uma das pistas mais importantes, tradicionais e recheada de história na F1. Um circuito mítico que dificilmente deixará o calendário. E é realmente encantador.

O Autodromo Nazionale di Monza fica dentro de um enorme parque, ao norte da pequena cidade de Monza, na região da Lombardia, próxima a Milão, e que possui cerca de 120 mil habitantes. Passando ao lado dos famosos muros que circundam esse parque nem dá para perceber que ali dentro tem uma pista de corrida, e uma das mais velozes da F1, em meio arvores e aos espaços de enormes gramados, onde existem lanchonetes, cervejas e muito panini.

A cidade, evidentemente, respira o clima da F1 em setembro, quando tradicionalmente a corrida acontece. O tempo, segundo os locais, é sempre quente e os dias são ensolarados e longos. E são bandeiras da Ferrari por todo lado, referências diversas a Gilles Villeneuve e a Michael Schumacher, principalmente, motos e scooters vermelhas que se misturam ao povo que caminha tranquilamente pelas ruas de pedra da cidade. Talvez não haja um ambiente tão mágico em todo o calendário. E a cidade é invadida por italianos de todos os lados, mas também por torcedores de toda a parte da Europa.

É aqui onde se invade a pista. É aqui onde se pode caminhar tranquilamente pelo circuito na quinta, na sexta ou até no sábado. Alguns passam até a noite espalhados pelo parque. Há trailers, mas não campings, como em Spa. Os bares ao redor do parque também lotam à noite.

Para se chegar à pista, precisa antes atravessar o parque. De carro ou a pé. Eu recomendo a pé. O lugar é gigantesco, é verdade, mas o caminho é divertido e vale a pena, se você prestar um pouco de atenção ao modo de vida dos italianos, dos torcedores, dos tifosi e entrar no clima deles. Que caminham falando alto, bradando contra os rivais da Ferrari na pista, fazendo previsões e tentando achar o melhor lugar para acompanhar a corrida e depois entrar na pista. Dá até vontade de buscar um lugarzinho entre eles e acompanhar tudo do lado de fora do organizado Paddock da F1.

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O dono da macarronada, parte 2


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Outro ponto bastante eternamente destacado por Montezemolo foi sobre os custos da F1 e o futuro da categoria. Como presidente de uma das maiores e mais tradicionais equipes do grid, o italiano voltou a bater na tecla do desenvolvimento tecnológico, que segundo ele é o DNA da F1 e algo que a categoria não pode abrir mão no futuro. Mas fez algumas ressalvas e uma comparação interessante. Ele disse que hoje, com todo o peso da aerodinâmica nos carros, a F1 não trabalha mais para melhorar os carros de passeio, o que é a ideia original da competição. Hoje, a categoria desenvolve mais recursos para aviação do que para as ruas.

Por isso, Montezemolo defende uma renovação nos regulamentos, sem esquecer os custos. Ele prefere regulamentos mais simples e claros, mas que privilegiem a tecnologia e que levem melhorias reais para os carros de rua.

Ainda nesse assunto, o italiano falou que não dá mais para ficar trabalhando 24 horas no túnel de vento só para testar uma asa, que, para o grande público, não vai fazer nenhuma diferença. Para Montezemolo, chegou o momento de a F1 parar e repensar seus conceitos para continuar sendo viável. E descartou completamente a presença da Ferrari na F1, se a categoria virar uma categoria de carros elétricos, como tanto quer Jean Todt.

Sobre o público, Montezemolo também lançou uma crítica interessante. Para ele, as pessoas estão deixando de acompanhar a F1 porque ela está cada vez mais distante da realidade. E agora é hora de, talvez, adotar diferentes formatos de corridas. O dirigente até sugeriu corridas mais curtas ou a adoção de sistema de rodadas duplas.

É, não deixa de ser interessante de ver o posicionamento de Montezemolo, ainda mais vindo de alguém que comanda um dos times mais conservadores da F1.

E você, leitor, acha que Montezemolo tem razão? Acha que a F1 realmente deve deixar o conservadorismo de lado e pensar mais no público e em menos grana para bancar o show?

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O dono da macarronada, parte 1


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A entrevista de Luca di Montezemolo em Monza neste sábado foi bastante disputada, claro, e também bastante interessante, por tudo que ele representa para a F1 e para a própria Ferrari. Foi legal também ver de perto o chefão e como ele lida com a imprensa, especialmente a italiana. O comandante da Ferrari falou sobre tudo: Massa, Alonso, FIA, regulamentos, criticou, reclamou e falou sobre o futuro da F1 e da própria Ferrari.

Sobre Massa, que foi a primeira pergunta, o presidente não se esquivou e disse que a equipe vai avaliar com cuidado o futuro do brasileiro e de qualquer outro que venha a ocupar a vaga dele eventualmente. “Estamos pensando em 2014”, disse, também. O italiano, que chegou atrasado e fazendo brincadeiras à entrevista, deixou claro que o que a Ferrari quer é um piloto muito mais competitivo, capaz de somar pontos em todas as corridas, em um desempenho semelhante ao de Alonso, evidentemente. Mas não que venha a incomodar a posição privilegiada que o espanhol ocupa dentro do time.

Monte falou em grande chance de Massa, que larga em terceiro neste domingo, mas disse que mesmo uma vitória amanhã não vai garantir o piloto no time. E aí surgiu o sinal de alerta de vez. É, a situação de Massa está bem mais complicada na Ferrari. As duas últimas temporadas tem sido decisivas para a escolha da equipe, que, segundo Montezemolo, não vai demorar muito para definir quem será o companheiro de Alonso em 2013. É claro que o triunfo amanhã, diante da torcida italiana, contará muito a favor de Felipe, mas será o suficiente para convencer a cúpula da equipe? Talvez Felipe precise de mais de uma vitória para ficar, pelo andar da carruagem.

Ainda durante a entrevista, e o que mostrou o quanto a Ferrari espera por um bom resultado de Massa, Montezemolo enfatizou e quase chegou a gritar: “Felipe tem uma grande chance de vencer amanhã. E a vitória significaria muito para nós, para a Ferrari e, principalmente, para o futuro dele.”

Agora é esperar, mas não muito. O time não deve esperar dezembro chegar para acertar, segundo o dirigente. E se Felipe sair, quem é o melhor para o lugar dele, principalmente dentro do que a Ferrari deseja de um novo parceiro para Alonso?

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Futuro, futuro


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EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Monza

Futuro. Essa foi a palavra mais usada pelos jornalistas nesta quinta-feira (6) em Monza. Na tradicional coletiva de imprensa da FIA, Lewis Hamilton e Felipe Massa foram os mais questionados, evidentemente. Ambos estão sem contrato para 2013, mas vivem situações bastante diferentes e, até por isso, as reações quando perguntados com relação ao futuro são distintas.

Felipe atravessa aquele período irritante de incerteza. Ele quer a Ferrari, é a equipe que lhe deu a oportunidade de disputar um título mundial, é onde se sente à vontade, mas também é onde tem o pior companheiro de equipe possível. O pior aí é no sentido de competitivo mesmo, de forte. Fernando Alonso não é fácil e sempre foi uma pedra no sapato de todos os seus parceiros de time até agora. A comparação com o bicampeão também deve ser difícil de lidar.

O desejo de Massa é que, ao menos, a decisão não demore. Boa ou ruim. O brasileiro quer logo, e com razão, definir a equipe que vai defender em 2012. O danado chefe Victor Martins aponta aqui um possível caminho para Felipe. E pode ser mesmo, diante do redemoinho que virou o mercado de pilotos, especialmente depois de Eddie Jordan cravar as negociações entre Hamilton e a Mercedes.

Mas Felipe, acostumado que está, se mostrou tranquilo na coletiva com as perguntas sobre seu futuro. Foi direto, como tem sido sempre. “Não há nada assinado ainda”. Não demonstrou qualquer irritação. Já sabe bem como a banda toca por aqui. Mas disse que precisa de resultados. Reiterou, aliás, o que havia dito semana passada aos jornalistas brasileiros. São os resultados, no fim das contas, que vão garanti-lo na Ferrari, assim como deseja. Não tem muito segredo. Por isso, talvez, a indiferença com relação às insistentes perguntas.

Já Hamilton levantou com o pé esquerdo hoje. Estava com cara de poucos amigos na coletiva. Quase nem interagiu com os colegas, apesar da insistência de Alonso em puxar um papinho entre uma pergunta e outra.  E Lewis, já bastante escaldado de polêmica neste ano, preferiu respostas lacônicas, meio à Raikkonen. Mas sem a parte engraçada.

Hamilton não quis saber de falar de rumores e nem do episódio do Twitter da semana passada. Disse apenas que não sabe onde vai correr em 2013 e que, neste momento, seus empresários estão negociando com a McLaren. É claro que Lewis anda irritado e inquieto. E o lance do Twitter em Spa foi só mais uma prova disso. A vida pessoal é quase sempre estampada nos jornais, Jenson Button, desde que chegou à equipe, ganhou grande espaço e respeito e por aí vai. Assim como Massa, o inglês também deseja uma definição rápida.

Mas, do mesmo jeito da semana passada, será que uma mudança também não faria bem para Hamilton nesta altura da carreira? E que equipe, no grid, suportaria a vida/celebridade que o piloto leva? Aí é com vocês, leitores do BloGP, o que acham que Lewis deveria fazer?

Pessoalmente, eu acho que ele não deixa a McLaren, pela plena certeza de que a equipe é a única que pode conduzi-lo a um segundo título.

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Como nos velhos tempos


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EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Spa-Francorchamps

É bem verdade que a Bélgica não vive a F1 neste final de semana. O país, na verdade, segue sua vida simpática e tranquila sem a menor preocupação com a chegada da categoria de monopostos mais famosa do mundo. É somente quando se chega à pista é que se percebe que ali, sim, haverá uma competição de carros de corrida. Mas nada além disso.

Um trânsito um pouco mais intenso (nada, claro, comparado ao que se encontra em São Paulo, por exemplo, em dia de um simples jogo de futebol), mas que os policiais driblam sem a menor tensão ou nervosismo. São atenciosos com todos, credenciados, perdidos ou apenas atrás de um estacionamento para largar o carro. O fluxo segue lento, mas sem pressa, sem buzina, cada um esperando sua vez. Chega a ser inacreditável para quem está acostumado com o trafego frenético de muitas cidades brasileiras. E parece ainda mais inacreditável que tudo isso funcione perfeitamente, sem reclamação ou protesto de todas as partes.

Encravado entre as cidades de Francorchamps, Malmédy e Stavelot, o circuito vive intensamente o GP, não há dúvidas. São inúmeros albergues e pequenos hotéis ao longo das estradas apertadas, que à noite ganham vida, com festas ao ar livre, barraquinhas com todo tipo de comida e gente de todo lugar, numa guerra de baladas, que vai desde Michel Teló (sim, está em todo lugar) até Kiss. Impressionante. E difícil de imaginar uma coisa assim na Avenida Interlagos…

Além das hospedagens mais tradicionais, o entorno do traçado belga, considerado por muitos um dos mais bonitos e desafiadores da F1, é dominado por campings, o que dá um ar nostálgico dos anos 70 e 80. Mas o fato é que o pessoal curte mesmo. A corrida é só o pretexto, ao que aparece. Aqui também existem os esquemas normais de arquibancada, como em qualquer país, com setores determinados e tudo mais, mas também existe um bilhete que permite ao torcedor escolher o ‘morro’ que quer ficar. O torcedor pode caminhar por diversas partes do circuito até achar o melhor lugar para o churrasco e para acompanhar a corrida. É impossível não comparar com o Brasil. E o mais triste é pensar que isso é impossível no Brasil.

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Massa e a Ferrari


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EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Spa-Francorchamps

Ontem, quinta-feira e sem atividades de pista, foi um dia basicamente de entrevistas aqui em Spa-Francorchamps. Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel, Mark Webber e Lewis Hamilton foram os pilotos mais disputados pelos jornalistas. E as perguntas praticamente se concentraram na briga pelo campeonato.

Raikkonen, Hamilton e Webber trataram de jogar a pressão de vencer em cima do espanhol da Ferrari. Esperto, Alonso rebateu e disse que tem o pior carro entre os postulantes ao título. Lewis fez pouco da declaração do rival e afirmou que, para Fernando, é fácil falar assim. O asturiano ainda apontou Vettel como candidato mais forte, mas não esqueceu a McLaren.

Porém, a entrevista mais interessante foi mesmo de Felipe Massa. Fora da luta pelo título, o brasileiro se vê às voltas com uma briga um pouco mais dura, que é a de permanecer na Ferrari em 2013. Praticamente todas as perguntas estiveram relacionadas com o futuro do brasileiro. Ele mesmo, em todas as respostas, procurou enfatizar que o objetivo para a segunda parte do Mundial é obter resultados que facilitem as conversas com a Scuderia.
E o que se pôde perceber é que a equipe vermelha é a única coisa que Felipe quer mesmo. Ao ser questionado sobre o motivo da Ferrari em mantê-lo, Massa hesitou e disse que é bom piloto, que é capaz de também vencer na equipe e que, por isso, merece ficar. Uma vitória, segundo ele, mudaria tudo.

E isso ficou ainda mais claro quando foi questionado se não seria melhor mudar de ares. A resposta foi seca: “Depende”. O depende aí é ter a chance em uma equipe competitiva. Mas essa chance também parece bastante pequena, já que as principais vagas estão praticamente decididas ou em fase final de definição. Felipe sabe disso. Mas isso também não interessa.

De modo geral, Massa não se vê fora da Ferrari. A ideia e a vontade dele é ficar, não há dúvidas. É claro que permanecer na Ferrari significa segurança, apesar do constante clima de cobrança e pressão. Mas será que não seria o caso do brasileiro buscar o risco? Tentar algo novo, para tentar até encontrar a velha forma?

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Spa, sua linda


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EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Spa-Francorchamps

Sabe quando as pessoas (que gostam de automobilismo) falam para você que o sonho é conhecer Spa-Francorchamps e que a pista é isso e aquilo e coisa e tal? Pois é, é mesmo! É tudo aquilo e mais um pouco! Devo dizer que Spa sempre foi a minha pista preferida por tudo que todo mundo diz mesmo. É rápida, tem curva de todo o tipo, é enorme, sempre chove, é aquela coisa… E é era a única em que conseguia completar uma volta razoavelmente competitiva de F1 no Playstation. Mas finalmente chegou o dia de conferir tudo de pertinho.

A pista fica em uma região cercada de pequenas cidades, todas muito parecidas, charmosas, mas que quando você para para ver, já passaram. A região também é rural. Mas tem toda a infra necessária para um evento como o da F1. Não tive qualquer problema para encontrar ônibus para o circuito e encontrar as rotas mais fáceis e baratas. Uma mão na roda. As pessoas são simpáticas e prestativas. Adorei a Bélgica. Um alento depois do perrengue que foi chegar aqui, mas essa é uma história para outro post. O negócio aqui é falar da pista mesmo.

O que quero dizer é que a pista é linda mesmo. No caminho de Verviers, onde estou hospedada, para o circuito hoje cedo, foi possível ver boa parte do traçado, que é cercado por árvores enormes de um verde vivo e um clima muito úmido, bem parecido com Curitiba. É bem verdade que só dá para ver a pista aos pedaços mesmo.

Ao contrário de São Paulo, onde em vários pontos de Interlagos, o torcedor consegue ter uma ampla visão da pista, isso não acontece em Spa. Aqui a visão é limitada mesmo. Mas vale toda a pena. Apesar das mudanças dos últimos anos, a Eau Rouge continua charmosa e foi a primeira parte inteira do circuito que vi quando cheguei. Quase chorei. É linda e é uma subida de respeito e muito estreita. Lembrei na hora da ultrapassagem de Webber em Alonso no ano passado. Foi coisa de fera mesmo, diria o amigo Fagner. Apesar da proibição, ainda consegui dar uma voltinha nos pits e ver a antiga Bus Stop. Amanhã o plano é ver outros setores da pista.

O paddock é pequeno, mas bem ajeitado. E hoje o dia foi só de entrevistas e de falar das férias. O pessoal da F1 parece animado com o retorno do trabalho para a segunda metade da temporada. De fato, melhor lugar não há para o sinal verde da fase final e decisiva da F1 em 2012.

Depois de algumas semanas visitando lugares históricos que não se pareciam em nada com o que eu imaginava, chegar a um lugar como esse, que é exatamente como eu pensava, valeu a viagem!

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Ascensão e queda


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Finalmente a F1 foi para a tão aguardada pausa no verão europeu. Agosto será um mês de análises, muitas notícias de bastidores, especulações e, muito provavelmente, anúncios. Acredita-se que logo o futuro de Lewis Hamilton e Felipe Massa será definido em breve. Acho que Lewis fica na McLaren, enquanto paira uma enorme dúvida sobre o brasileiro da Ferrari. A sequência de Bruno Senna na Williams também é uma incógnita, ainda mais porque o nome de Valtteri Bottas ganha cada vez mais força dentro de Grove.

E já que estamos falando de Williams, é inevitável salientar o enorme salto de qualidade da equipe em relação à temporada passada. Como Pastor Maldonado me disse durante entrevista lá em Interlagos no ano passado, não havia como o substituto do FW33 ser pior. De fato. O próprio venezuelano e Senna mostraram isso na pista, e a Williams soma 53 pontos em 11 etapas, contra míseros cinco de 2010.

Antes de seguir, cabe um parêntese. Lembro que no começo da temporada a dupla Senna-Maldonado era considerada jovem e inexperiente demais para correr pela Williams e, principalmente, para desenvolver o novo FW34. De certa forma, as previsões estavam bem equivocadas, já que o carro desse ano é mesmo muito bom. Sigamos.

Williams precisa chamar atenção de Maldonado para fazê-lo voltar a andar bem (Foto: Williams)

A maior parte desses pontos foi conquistada por Maldonado. O ‘placar’ aponta 29 x 24 a favor do pupilo de Hugo Chávez em relação a Senna. Mas aí cabe uma reflexão. Sem olhar tanto para os números, que são frios, não dá pra falar que Bruno está fazendo temporada pior que seu companheiro de equipe. Vou tentar explicar meu ponto de vista.

Entendo que Maldonado e Senna se equivalem, ambos têm o mesmo nível. Contudo, Pastor é mais agressivo, enquanto o primeiro-sobrinho tem adotado postura mais conservadora. No começo do campeonato, o venezuelano até despontou como o grande showman. Duelou com Fernando Alonso pelo quinto lugar no GP da Austrália, bateu, mas deixou seu recado. Senninha, por sua vez, não aparecia com o mesmo brilho do parceiro sul-americano.

Mas em termos de resultados na sequência do Mundial, Bruno vinha melhor, com 14 pontos após quatro etapas, contra apenas quatro de Pastor. Até que veio o GP da Espanha, onde o venezuelano conquistou uma vitória tão épica quanto inesperada. A surpresa maior foi pela pilotagem tranquila em Barcelona, suportando com maestria os ataques de Fernando Alonso. Naquele 13 de maio a Williams quebrava o jejum de quase oito anos sem vitórias, Maldonado fazia história e colocava Senna sob pressão.

Foi o ápice de Pastor na temporada e, talvez, na carreira. É óbvio que ele pode vencer novamente: talento não lhe falta, velocidade idem, mas é fato que Maldonado precisa domar essa agressividade toda, sob pena de ser marcado muito mais pelos erros do que pela vitória em Montmeló. Desde então, sua temporada tem sido permeada por punições — já foram seis em 2012 —, manobras polêmicas e, principalmente, pelo jejum de pontos e boas corridas.

Senna, em contrapartida, ressurgiu no campeonato e mostra que, diante daquilo que a Williams pode fazer, tem feito bom trabalho. Desde a vitória de Pastor na Espanha, Bruno pontuou em quatro das seis últimas corridas e exibiu talvez sua melhor performance no ano em Hungaroring, neste fim de semana, indo ao Q3 pela primeira vez em 2012, segurando no braço Mark Webber para ter seu melhor resultado desde o sexto lugar do GP da Malásia.

Senna está em melhor fase, mas nem de longe está garantido para 2013 na Williams (Foto: Williams)

Discretamente, alternando corridas de altos e baixos, Senna faz o que é possível com o carro que tem. Mas Maldonado, nem isso. Na minha opinião, mesmo com a — injusta — punição ao piloto no último domingo, na Hungria, acho que falta uma ‘chamada de atenção’ por parte da Williams. Como Pastor é indiretamente o dono da grana que banca a maior parte do orçamento do time de Grove, fica a impressão de que, para a Williams, está tudo bem assim, mas é fato que Maldonado pode e deve fazer muito mais. Nem mesmo com a carroça do ano passado o sul-americano enfrentou fase tão ruim quanto agora. Depois de ir ao topo da F1, Pastor vem em queda livre em termos de rendimento.

O quadro atual da Williams é um pouco esquisito quando se trata da sua dupla de pilotos para o ano que vem. Hoje é o inconsistente venezuelano quem está em baixa, mas tem a segurança de que seguirá em 2013 — por conta do contrato da PDVSA com a equipe britânica. Por sua vez, Senna está em ascensão, mas ao mesmo tempo não tem nenhuma garantia de que vai renovar seu vínculo com Grove.

Talvez o grande azar de Bruno tenha sido justamente a chegada das férias, que dá uma ‘quebrada’ no bom momento por ele vivido. Certamente que a partir de Spa-Francorchamps, cada corrida será decisiva para sua permanência na Williams em 2013. Em alta, Senna luta pela sobrevivência na F1. Em baixa, Maldonado luta para mostrar ao mundo que aquela vitória em Barcelona não foi mera obra do acaso. Para ambos, a missão é duríssima. Veremos a partir de setembro quem leva a melhor.

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Portas abertas


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Post curto porque o tempo é igualmente escasso. E não é que a Red Bull, depois de muito falar que conversaria com Mark Webber sobre seu futuro em agosto, durante as férias de verão, renovou seu contrato? Não foi uma surpresa, visto o belo desempenho que o australiano tem conseguido neste ano, andando até melhor que Sebastian Vettel e sendo um dos destaques da temporada. Vale lembrar que a Red Bull foi a primeira equipe a definir a sua dupla de pilotos para 2013, o que é sempre importante.

No meio das declarações comemorando e comentando a renovação de contrato com a “grande família” Red Bull, Webber disse algo importante: que, confirmando os rumores, conversou com a Ferrari, sim, mas que preferiu ficar onde está, até pelo fato de conhecer todo mundo e tal. E é aí onde entra o X da questão. Como fica a cabeça de Felipe Massa ao saber que sua equipe negociou com outro piloto para ocupar sua vaga no ano que vem?

Renovação de Webber com Red Bull pode ajudar Felipe a seguir em Maranello (Foto: Ferrari)

À parte disso tudo, aumentam muito as chances de Felipe seguir o caminho de Webber e renovar com a Ferrari pelo menos por mais um ano. O brasileiro tem potencial de sobra e mostrou, no GP da Inglaterra, que ainda é forte, combativo e tem muita lenha para queimar. Depois do bom quarto lugar em Silverstone, Massa ganhou ainda mais confiança, ainda mais porque sabe que só depende dele e dos resultados das próximas corridas a sua permanência em Maranello.

Stefano Domenicali disse que a Ferrari não tem pressa para definir o parceiro de Fernando Alonso para 2013. Muito provavelmente a cúpula do time italiano espera que Felipe repita, nas próximas etapas, o que fez em Silverstone. Se isso acontecer, é improvável que a Scuderia opte por outro piloto.

‘Checo’ Pérez parece ser carta fora do baralho, pelo menos para 2013. O próprio poderoso chefão Luca di Montezemolo já disse que o mexicano, embora seja bastante talentoso, ainda é verde para ocupar uma vaga de titular em Maranello. Aí, com Webber como grande ameaça ao seu lugar em 2013 com futuro já garantido, não parece haver nenhum outro piloto que possa colocar sua posição em xeque. Ou há?

Paul di Resta parece ser mesmo o homem para o futuro da Mercedes, já que vem sendo forjado pelo time alemão há muito tempo. No último domingo, Alonso e Lewis Hamilton trocaram capacetes, indicando que aquela ferrenha e histórica rivalidade de 2007, dos tempos de McLaren, ficou mesmo no passado. Mas daí ao espanhol aceitar dividir os boxes de uma equipe com Lewis, em seu último ano de contrato com Woking, vai um caminho enorme. Kamui Kobayashi seria um baita nome, mas quase impossível de ver o mito desembarcar em Maranello. Então tudo aponta mesmo para a permanência de Massa na Ferrari.

O leitor também acredita que Felipe vai ficar na Ferrari na próxima temporada? Opine!

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