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Senna na Sapucaí


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

(Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)

Na esteira dos textos, vídeos e imagens que vi por aí hoje sobre Ayrton Senna, cuja morte completa 19 anos nesta quarta-feira, Dia do Trabalhador, uma delas me chamou a atenção. O tricampeão mundial de F1 será tema do enredo da Unidos da Tijuca no carnaval de 2014. Com o título “Acelera, Tijuca”, a escola de samba carioca, sob a batuta do vitorioso carnavalesco Paulo Barros, vai homenagear Ayrton na Marquês de Sapucaí em memória dos 20 anos de seu passamento. A notícia foi publicada nesta tarde pelo jornal carioca ‘O Dia’.

A associação entre esporte e carnaval é bem antiga. Falando do carnaval carioca, por exemplo, lembro quando a Estácio de Sá, ‘puxada’ pelo grande Dominguinhos do Estácio, homenageou o Flamengo no ano do seu centenário, em 1995.

A própria Unidos da Tijuca usou de expediente parecido ao desenvolver um enredo em menção ao centenário do Vasco da Gama, em 1998. Naquela ocasião, contudo, a escola foi rebaixada. Antes disso, em 1986, a eterna Beija-Flor de Nilópolis abordou a Copa do Mundo de 1986 com o enredo “O mundo é uma bola”. Isso sem contar o envolvimento direto das escolas de samba de São Paulo com as torcidas organizadas de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos.

A Gaviões da Fiel, aqui em São Paulo, homenageou Senna em 2009. Antes, bem antes, a Tradição fez algo a respeito em 1995, um ano após a morte de Ayrton, mas não parece ter ficado muito legal. Depois disso, o máximo que eu vi a esse respeito foi quando a X9 Paulistana, em 2011, levou ao Anhembi um enredo em homenagem ao Rally dos Sertões. Mas certamente o impacto que o enredo em lembrança de Ayrton Senna será bem maior.

A presença de Senna na Sapucaí não é tão novidade assim. Em 1992 o tricampeão entrou na avenida pela Estácio de Sá no desfile das campeãs. A escola foi a campeã naquele ano. Trata-se do único grande registro de Senna no carnaval carioca.

Coincidência ou não, as cores da Tijuca, azul e amarelo, são as mesmas do eterno capacete do tricampeão. De qualquer forma, mesmo levando em conta que esses enredos de hoje em dia, sobretudo no carnaval carioca, são patrocinados — e isso eu acho que tira um pouco da alma do carnaval —, considero a homenagem bem válida e pertinente. Afinal, goste ou não, Ayrton é um dos maiores esportistas brasileiros da história. Não foi santo — quem é, não é mesmo? —, mas foi um dos melhores pilotos de todos os tempos.

E você, leitor? O que acha de ver Ayrton Senna homenageado na Marquês de Sapucaí no ano que vem? Opine!

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Lindo demais


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Tá aí uma das muitas coisas que gostaria de fazer como jornalista: cobrir o Rali Internacional de Erechim, disparado a maior prova do rali de velocidade do Brasil. Tudo é muito bacana por lá: a organização, os competidores e, principalmente, a empolgação da torcida gaúcha. Tudo isso proporciona ao evento uma aura ímpar em solo nacional.

Pois bem: nesta sexta-feira a organização do Rali de Erechim divulgou um belo vídeo com uma prévia da prova. Não perca o fôlego! Imagens realmente fantásticas e que, principalmente, deixam o fã do rali com muita vontade de conferir de perto esse verdadeiro espetáculo na terra.

Entre 16 e 19 de maio, serão disputadas a primeira etapa do Campeonato Sul Americano, além da terceira e quarta etapas do Campeonato Brasileiro e segunda etapa do Campeonato Gaúcho. Imperdível!

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A tequila que não desce


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

A temporada 2013 da F1 começou cheia de expectativas para o México. Afinal, era a primeira vez desde 1968 que dois astecas correriam lado a lado no grid de largada da principal categoria do automobilismo. Só que nem sempre qualidade é quantidade, não é mesmo?

Muito dessa expectativa gravitava em torno de Sergio Pérez. O jovem de Guadalajara fez seu primeiro ano e meio de F1 muito bem, brilhou em alguns momentos com a intermediária Sauber e ficou perto de ganhar corrida, subindo ao pódio em três oportunidades. É bem verdade que desde que sua contratação pela McLaren fora anunciada, ele jamais foi o mesmo, mas talvez fosse algo passageiro.

Esteban Gutiérrez é a cara nova do México na F1. O magrelo piloto de Monterrey pintou com certo destaque quando foi campeão da GP3 — o primeiro campeão, aliás, em 2010 — e correu na GP2 com relativo destaque, mas não chegou a ser um cara brilhante. Ganhou algumas corridas aqui e ali, mas só. Ainda assim, demonstrava um certo potencial que, aliado ao apoio da Telmex, foi decisivo para ser contratado pela Sauber justamente para substituir Pérez.

O pacote asteca para 2013 parecia ser mesmo promissor: Pérez na McLaren, equipe mais do que vencedora e dono de um histórico glorioso na F1; Gutiérrez na Sauber, time que cresce cada vez mais a cada temporada e que deixou boa impressão nos últimos anos, graças ao legado de ‘Checo’ e de Kamui Kobayashi (que saudades do Kobayashi na F1).

Sergio Pérez já começa a ser contestado dentro da McLaren

Só que toda a expectativa sobre um bom desempenho por parte dos mexicanos caiu por terra assim que o campeonato começou. Pérez, apontado até mesmo aqui pelo BloGP como um potencial campeão do mundo, desandou: nas pistas, parece sucumbir à força de Jenson Button e começa a receber críticas por parte da McLaren. Fora delas, deixou de ser aquele cara solícito que se diferenciava dos outros pilotos e adotou uma linha mais política, sendo mais do mesmo, às vezes menos do mesmo.

Os resultados de ‘Checo’ são pífios até aqui. Enquanto Button vai tirando leite de pedra e conseguindo o que talvez fosse impossível com o péssimo carro que dispõe — são 12 pontos em três corridas, sendo o quinto lugar na China como melhor resultado —, Pérez só foi ao Q3 uma vez, na Malásia, onde conquistou sua melhor colocação no ano: nono lugar. Patético. Como se não bastasse, Sergio foi descrito por Martin Whitmarsh como um piloto “muito polido”, e o chefão lhe pediu que fosse mais incisivo para se defender das ultrapassagens.

O começo de Pérez na McLaren tem sido tão ruim que me faz lembrar outros dois casos num passado não muito distante. Na mesma McLaren, em 1993, Michael Andretti só conseguiu pontuar na quinta corrida da temporada e não foi nem sombra daquele piloto combativo que se consagrou na Indy. Um ano antes, na Ferrari, Ivan Capelli foi igualmente pífio, somando apenas dois pontos nas primeiras corridas do ano. O destino de ambos foi semelhante: a dispensa antes mesmo do fim da temporada.

Não me parece que Pérez tenha esse fim, pelo menos por enquanto. Muito se fala sobre a Telmex vir a ser a patrocinadora principal da McLaren no futuro, mas não acredito que eles precisem tanto assim da grana a ponto de colocar ‘Checo’ em um dos seus cockpits a troco disso. A McLaren é muito grande para se submeter a um piloto meramente pagante. Mas caso eles se cansem das patacoadas de Pérez, tem um Kobayashi aí dando sopa, mantendo o ritmo de corrida no Mundial de Endurance…

Gutiérrez vai ficando marcado pelos seus erros neste seu começo de carreira na F1

Falando sobre Gutiérrez — já apelidado por muitos como ‘Gutierros’, com justiça, inclusive —, é preciso levar em conta dois fatores: como estreante, é natural que ele cometa erros aqui e ali, tudo isso faz parte do cruel aprendizado de um piloto de F1. Mas não é preciso ser um gênio para perceber que, pelo menos por enquanto, Esteban continua devendo, e muito. Com um carro que parece ser bom — e Nico Hülkenberg, um extra classe, mostra isso —, o jovem de Monterrey sequer chegou perto de almejar os pontos.

Em Xangai, por exemplo, Gutiérrez foi ridículo e cometeu um erro bizarro ao encher a traseira de Sutil — que azar, hein Adrian —, destruindo a corrida de ambos. Não à toa, foi punido pela FIA com a perda de cinco posições no grid de largada do GP do Bahrein. Certamente, Monisha Kaltenborn e Peter Sauber já devem estar com saudades de Kobayashi, mas, diferente da McLaren, precisam muito da grana da Telmex, que só está lá porque Esteban ocupa um dos seus cockpits.

Sinceramente, não vejo futuro muito grande para Gutiérrez na F1. Muito fraco e parece não ter estrutura para suportar a pressão de estar na categoria. Pérez ainda tem a seu favor o fato de ter mostrado bom serviço na Sauber, então ainda tem um pouco de crédito. O único trunfo de Esteban é a grana do seu Slim e nada mais.

Aguardemos as próximas corridas. Mas a julgar pelo começo de temporada, a tequila dos mexicanos está batizada e não desce nem com sal e limão.

Adendo: por meio de sua conta no Twitter, a Academia de Pilotos da Ferrari deu uma leve alfinetada em Gutiérrez e, principalmente Pérez, oriundo do programa de Maranello, durante a péssima participação de ambos ontem: not a very good day for Mexicans today !!! #tooyoungforf1. Vale lembrar que no ano passado Luca di Montezemolo justificou a não contratação de Pérez por considerá-lo verde demais para ser titular da Ferrari. E não é que ele tinha razão?

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Vida longa ao Caipira Voador


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Vida longa ao Caipira Voador

O automobilismo brasileiro está em festa. Neste domingo (7), um dos maiores e mais carismáticos pilotos do nosso país em todos os tempos completa 50 anos. Djalma Fogaça faz aniversário em grande fase e vai comemorar da forma que mais gosta: na pista. Logo mais, em Londrina, o grande Caipira Voador vai largar na segunda posição do grid da segunda etapa da F-Truck. Um belíssimo resultado para coroar uma data tão especial.

Djalma foi um dos expoentes da grande geração de pilotos brasileiros formados nos anos 80. Lembro de ter visto, ainda criança, algumas das suas glórias nas pistas, principalmente na F-Ford, lá no fim daquela década — a categoria era transmitida pela saudosa Rede Manchete e tinha ótimo público… dá saudades daqueles tempos.

O sorocabano foi contemporâneo de grandes pilotos da época como Rubens Barrichello, Tom Stefani, André Ribeiro, Christian Fittipaldi, Renato Russo, entre tantos outros.

O Caipira Voador foi campeão da F-Ford, F-Chevrolet, correu na F-Opel, foi destaque na Stock Car e ajudou a fundar (ao lado de Aurélio Batista Félix) a ótima F-Truck, a categoria mais popular do automobilismo brasileiro nos dias de hoje. Na Truck, aliás, Fogação tem um baita retrospecto: sete vitórias e 11 poles conquistadas ao longo de sua carreira.

Djalma vive grande fase nas pistas e fora dela. Além de recomeçar com tudo sua carreira na F-Truck, o cinquentão não esconde a felicidade pelo bom momento do filho, Fábio Fogaça, que começou muito bem sua jornada na Stock Car, diga-se.

Além de tudo isso, Djalma é um dos caras mais irreverentes do automobilismo brasileiro e isso fica claro em sua conta no Facebook. Sem papas na língua ao apontar os grandes problemas do esporte a motor por aqui, ele também conta grandes e engraçadíssimos ‘causos’ do mundo das pistas.

É de caras como o Djalma Fogaça que o esporte a motor brasileiro precisa. Vida longa ao glorioso Caipira Voador.

 

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A maior de todos os tempos


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

2013 começou de maneira bastante positiva para as mulheres do automobilismo. No corpo diretivo, Claire Williams virou chefe adjunta da equipe do lendário pai, que, ao que tudo indica, vai pendurar as chuteiras em breve e prepara a filhota como sucessora. Claire, que trabalhou por um bom tempo no departamento de comunicação da equipe, agora vai desempenhar uma função de grande responsabilidade, assim como Monisha Kaltenborn, que já é chefe da Sauber desde o ano passado e substitui com propriedade o grande Peter Sauber no comando do austero time suíço.

Nas pistas, a história também está se mostrando bem interessante para as mulheres, o sexo forte, como costumo dizer. Danica Patrick, aquela que, embora muitos torçam o nariz, é uma baita pilota (sim, pilota está correto segundo a língua portuguesa) e foi pole nas 500 Milhas de Daytona da Nascar, alcançando um feito histórico. Na Indy, Simona de Silvestro fez uma baita corrida em sua estreia pela KV e quase, por muito pouco mesmo, não conquistou um pódio, mas impressionou ao superar o novo companheiro de equipe Tony Kanaan. Bia Figueiredo, que a princípio correria apenas em St. Pete, Anhembi e Indianápolis, garantiu mais duas corridas, pelo menos: Barber e Long Beach.

Talvez hoje não seja mais tão surpreendente assim ver cada vez mulheres em posição de destaque no automobilismo de elite pelo mundo. Mas não era assim que a banda tocava há 30 anos. Naquele tempo, era muito raro ver uma menina fazendo bonito nas pistas. Evidente que o espaço ofertado naquela época era muito menor que nos dias de hoje, e isso, obviamente, faz toda a diferença.

Mas uma mulher em especial quebrou todos os paradigmas possíveis no automobilismo e se colocou, em minha opinião, como a maior pilota de todos os tempos. Michèle Mouton, a rainha do automobilismo, venceu, sempre ao lado da navegadora Fabrizia Pons e correndo de Audi, nada menos que quatro provas do Mundial de Rali entre 1981 e 1982 (em 82, aliás, foram três vitórias). Sua última vitória aconteceu exatamente no Brasil. Naquele ano mágico, Mouton conquistou o vice-campeonato mundial. Jamais uma mulher chegou perto de alcançar o feito de Michèle.

Segue abaixo uma coletânea das melhores imagens da rainha. Pilotava muito ou não?

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Estreia com o pé esquerdo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

A chegada de Rubens Barrichello à Globo oficialmente rendeu piadas nos bastidores. Na festa organizada pela emissora ontem à noite, que aconteceu no Credicard Hall, em São Paulo, o piloto foi apresentado como novo comentarista das transmissões de F1 ao lado de Galvão Bueno e Reginaldo Leme. Para a introdução, resolveram colocar Barrichello dentro de um carro de corrida.

O carro preparado para Rubens entrar no palco falhou na hora H (Foto: Instagram)

Só que o monoposto morreu duas vezes até que Rubens conseguisse chegar ao palco da festa. Segundo Mauricio Sytcer, colunista do UOL, o comentário recorrente entre os convidados foi de que Barrichello “já começou quebrando”.

A estreia de Barrichello, como antecipado pelo Blog de Victor Martins, acontece na quarta etapa do campeonato, o GP do Bahrein. Sua presença é garantida em pelo menos dez etapas do campeonato deste ano, que já teve duas disputadas, na Austrália e na Malásia. O líder é Sebastian Vettel.

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Gillette na McLaren?


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Esse é o rumor da vez no paddock da F1. A Gillette, marca de propriedade da gigante norte-americana Procter & Gamble e ligada a Bruno Senna, pode, segundo a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, ser a principal patrocinadora da McLaren a partir da próxima temporada. O time de Woking perderá a Vodafone no fim do ano e procura um investidor de peso para permanecer entre as equipes de ponta da F1.

A Gillette, claro, não é a primeira empresa que aparece ligada à McLaren a partir do ano que vem. O principal rumor aponta para a Telmex, gigante mexicana das telecomunicações, comandada pelo bilionário Carlos Slim, como substituta da Vodafone, que opera no mesmo ramo de atividade, só que na Europa. E, ainda por cima, haveria outro interesse, já que seu pupilo Sergio ‘Checo’ Pérez agora está no time britânico. Torcida, pelo menos da parte de Pérez, não falta.

Nesta fase, já li rumores apontando a Emirates Airlines e também a Coca Cola à McLaren. A primeira empresa já estampou sua marca nos carros cromados de Woking em um passado não muito distante. Já a Coca Cola atualmente patrocina a Lotus por meio da marca de bebidas energéticas Burn.

Voltemos à Gillette. Essa especulação remete, obviamente, a Bruno Senna, piloto que contou com o apoio da empresa principalmente nos seus dois últimos anos de F1, quando correu pela Renault e pela Williams. O primeiro-sobrinho foi sacado do grid e agora tem um novo foco na vida, já que se prepara, junto com a Aston Martin, para disputar o Mundial de Endurance nesta temporada.

Só que Bruno permanece no WEC com o patrocínio da Gillette, que bancou a maior parte do seu orçamento na Williams no ano passado. Não é difícil imaginar numa possibilidade de Senna vestir o macacão da McLaren, ainda que como piloto reserva, caso a equipe tenha, de fato, o patrocínio da P&G. Vai depender mesmo de Bruno ter o interesse em deixar o endurance para ocupar o posto de reserva e piloto de testes — que quase não testa — na McLaren.

Senna + McLaren + Honda = combinação explosiva, pelo menos do ponto de vista do marketing (Foto: Divulgação)

Mas nunca é demais lembrar que Senna + McLaren, do ponto de vista do marketing, é algo muito forte a ser explorado. Indo além, existe também outro rumor — que ganha muita força a cada dia — ligando a Honda à McLaren. Assim, a combinação Senna + McLaren + Honda hoje é ainda mais forte, quase explosiva.

Sinceramente, acho bem difícil que tal situação se torne realidade, ainda que aconteça a união McLaren-Gillette. Bruno, convenhamos, foi apenas mediano na F1 e tem diante de si um horizonte muito mais interessante no endurance, que vem crescendo a passos largos. E outra: a McLaren vem investindo muito em jovens talentos, um em especial: Kevin Magnussen. E o padrão de exigência da equipe em termos de pilotos é muito maior do que é hoje na Williams, por exemplo.

Rumores são rumores. Mas nesse mundo da F1, tudo pode acontecer.

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Baile de debutantes


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Você começa a perceber que está ficando velho quando vê que uma corrida relativamente nova na F1, o GP da Malásia, vai completar 15 GPs na categoria. É isso mesmo. O país, que revelou Alex Yoong, e agora tem até uma equipe no grid — a Caterham de Tony Fernandes —, realizou sua primeira corrida no Mundial em 1999. Faz mesmo muito tempo!

A primeira corrida em Sepang — um dos mais belos circuitos da temporada, mas que ficará eternamente marcada pela morte de Marco Simoncelli em 2011, na MotoGP — reservou um momento histórico. Naquele 17 de outubro, a Ferrari dominou a classificação, com Michael Schumacher largando na pole e Eddie Irvine ocupando o segundo lugar. Só que era Irvine quem lutava pelo título contra Mika Häkkinen, da McLaren. Michael sofreu aquele acidente terrível em Silverstone e perdeu boa parte da temporada.

http://www.youtube.com/watch?v=5Q1p2RrtbSE

Os papeis se inverteram totalmente na quarta volta quando a Ferrari liberou o jogo de equipe. Schumacher, para ajudar Irvine, abriu passagem para o companheiro de equipe, que venceu a primeira corrida em Sepang. Michael terminou em segundo e Häkkinen, terceiro numa corrida que, bem diferente do padrão malaio, não choveu. Se bem que naquela época a prova não era realizada nesse horário de agora, quase no fim da tarde.

Alguns números interessantes na história do GP da Malásia: Schumacher e Fernando Alonso foram os que mais venceram em Sepang. Cada um deles tem três conquistas, contra duas de Kimi Räikkönen e outras duas de Sebastian Vettel. Dentre os pilotos em atividade, Jenson Button também tem um triunfo, conquistado naquele ano épico da Brawn, em 2009.

Naquele ano, Sepang viu alguns momentos épicos e que entraram para a história da F1. Primeiro, pelo temporal que desabou na região do circuito. Vejam as imagens abaixo, foi uma verdadeira hecatombe! A prova foi interrompida na 31ª volta e não mais foi retomada. Assim, os pontos foram computados pela metade. E foi naquela indefinição sobre o recomeço ou não da corrida que Räikkönen mitou ao aparecer todo tranquilo com seu sorvete Magnum nos boxes da Ferrari. A imagem eternizou o finlandês e é bem explorada pela Lotus até hoje.

Voltando aos números, a estatística do GP da Malásia mostra que Felipe Massa tem um grande retrospecto em Sepang em ritmo de classificação. O brasileiro tem duas poles, conquistadas em 2007 e 2008. Fernando Alonso também tem duas poles. O recordista, aliás, é Schumacher, o rei dos recordes, com cinco. Button, Mark Webber, Vettel e Lewis Hamilton têm uma pole cada.

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20 anos de Sauber e Barrichello na F1


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Vai começar, amigos e amigas amantes do automobilismo. Logo mais, a partir das 22h30 (horário de Brasília), vai começar mais uma temporada do Mundial de F1. Temporada tão aguardada quanto imprevisível. Mas neste breve post quero falar sobre outro  acontecimento importante ocorrido em 14 de março. Há exatos 20 anos, Rubens Barrichello fazia sua primeira corrida de F1. Aliás, não só Barrichello, mas também a gloriosa Sauber estreava no grid naquela nublada tarde de domingo no circuito de Kyalami, África do Sul.

Barrichello iniciou ali em Kyalami a carreira mais longa de um piloto de F1. Considerado um dos brasileiros mais bem-sucedidos depois dos campeões Emerson, Nelson e Ayrton, Rubens agora dá sequência à sua carreira na Stock Car e vai competir neste fim de semana em Curitiba. Mas, ao longo do ano, o veterano piloto será um dos comentaristas da Rede Globo na F1, como informou o boss Victor Martins no seu blog.

A Sauber jamais venceu uma corrida, mas conquistou grandes feitos em sua história. Nos tempos em que equipes vem e vão, o time liderado por Peter Sauber é o quarto mais antigo  da F1 atual, ficando atrás somente de Ferrari, McLaren e Williams. A Sauber revelou grandes pilotos, como Kimi Räikkönen, Felipe Massa, Sergio Pérez e Kamui Kobayashi, além, claro, de Michael Schumacher, quando o time suíço contava com o apoio da Mercedes e disputava o antigo Mundial de Marcas.

Além disso, a Sauber foi a primeira equipe da história da F1 a entregar seu comando para uma mulher. Monisha Kaltenborn agora é a comandante do time de Hinwil e mantém o sempre austero e discreto, porém eficiente, estilo de administração que tanto caracterizou Peter Sauber, hoje ainda presidente do conselho da equipe que leva seu nome.

Lá em Melbourne, a Sauber abre nova fase com uma dupla de pilotos renovada: Nico Hülkenberg alinhará ao lado de Esteban Gutiérrez. Ambos levarão nos novos e acinzentados C32 uma inscrição comemorativa dos 20 anos da primeira largada da equipe na F1. Lá em Curitiba, certamente Rubens Barrichello vai recordar da sua primeira corrida e do início de uma carreira bastante consistente na principal categoria do automobilismo.

Relembre abaixo a íntegra do marcante GP da África do Sul de 1993 (narrado em alemão e transmitido pela RTL), o último da F1 em solo africano, mas o primeiro de tantos da Sauber e de Rubens Barrichello. Alain Prost, vencedor da corrida, estreava pela Williams e iniciava ali sua cruzada pelo tetracampeonato. Ayrton Senna fechou em segundo e Mark Blundell, de forma surpreendente, foi terceiro colocado correndo pela então promissora Ligier, empurrada pelo motor Renault.

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Favoritos e azarões


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Faltando apenas alguns dias para o início dos treinos do GP da Austrália, as apostas em torno do vencedor da primeira corrida do Mundial de F1 em 2013 se intensificam. Em uma rápida visita a alguns dos mais famosos sites britânicos, desses em que dá para apostar no vencedor e até mesmo em quem vai fazer a pole ou abandonar primeiro a corrida, observei que os números indicam o óbvio favoritismo de Sebastian Vettel, que já venceu uma vez em Melbourne, em 2011.

Na William Hill, uma das mais conhecidas casas de apostas do mundo, a vitória de Vettel paga 3,75 libras para cada libra apostada. Fernando Alonso e Jenson Button aparecem empatados em segundo e pagam £ 6,5/1 em caso de vitória. Já um triunfo de Lewis Hamilton em Melbourne paga £ 8,5/1, enquanto quem apostar numa eventual conquista de Kimi Räikkönen e Mark Webber vai receber £ 10 para cada libra.

Dentre os pilotos das cinco maiores equipes da F1, Felipe Massa é o menos cotado. Uma vitória do único brasileiro do grid paga, pelo menos por enquanto, £ 34 para cada libra apostada, enquanto Pastor Maldonado, que fez muita gente lucrar com sua vitória no GP da Espanha do ano passado, tem a cotação de £ 51 por cada libra apostada se vencer em Albert Park.

Obviamente, os quatro pilotos das equipes nanicas, Caterham e Marussia, são os menos cotados. Caso aconteça algo sobrenatural e Charles Pic, Giedo van der Garde, Jules Bianchi ou Max Chilton vençam na Austrália, o felizardo e sortudo apostador lucrará £ 1.001 para cada libra apostada.

Outra modalidade de jogo disponível na William Hill é a aposta em quem abandonará primeiro o GP da Austrália. Aí a lista se inverte, e os mais bem-cotados são os pilotos dos times nanicos: caso Bianchi ou Chilton seja o primeiro a deixar a corrida, quem neles apostou receberá £ 11 por libra. Romain Grosjean, que tanto ficou marcado pelos acidentes causados no ano passado, é o décimo da lista, com £ 17/1 libra.

Já os reis da consistência Alonso, Räikkönen e Vettel são, obviamente, os menos cotados como os primeiros a deixarem a corrida do próximo domingo e pagarão £ 34 por cada libra apostada.

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El duelo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Bem diferente de 2012, quando a Williams fechou sua dupla desta temporada depois da virada de ano, confirmando Bruno Senna — em substituição a Rubens Barrichello — como parceiro de Pastor Maldonado, 2013 se avizinha mais promissor, com o anúncio da dupla Pastor-Valtteri Bottas dias depois do GP do Brasil. A dupla parece ser das melhores. Maldonado, em que pese as críticas pela sua irregularidade, provou seu valor. Rápido, muito rápido, só precisa amadurecer, e isso deve acontecer em 2013, sua terceira temporada na F1. E pela primeira vez, é o venezuelano quem será a referência do time, já que ele terá ao seu lado o jovem e promissor Bottas, que desbancou Senna e fará sua estreia no ano que vem.

O duelo entre o experiente Maldonado e o jovem Bottas promete. Ambos não esperaram pelo GP da Austrália, daqui a 101 dias, para começarem a disputa. Em um vídeo divulgado hoje pela Williams, Pastor e Valtteri duelaram no par ou ímpar e na brincadeira do sim ou não.

E nas pistas? Quem vai levar a melhor? Opine!

 

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O futuro do mito


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Após ter feito sua melhor temporada na F1, com direito ao terceiro lugar diante do seu público, no Japão, Kamui Kobayashi foi dispensado pela Sauber para dar lugar a Esteban Gutiérrez. A princípio, tudo poderia indicar que a situação do Mito seguiria o mesmo curso já visto com Adrian Sutil e Jaime Alguersuari, dois outros que, depois de realizarem suas melhores temporadas em 2011, perderam vaga no grid. O caso de Kamui é bem diferente.

A informação publicada nesta quinta-feira (29) pelo jornal finlandês ‘Turun Sanomat’, indicando que Kobayashi conversa com a Lotus, procede. O BloGP apurou e soube que as negociações entre o piloto e a escuderia iniciaram ainda em outubro. Existe uma possibilidade real de Kamui substituir Romain Grosjean em 2013. O Mito dispõe do suporte de empresas locais, o que é fundamental na F1 dos dias atuais.

Mesmo dispensado da Sauber, Kamui tem futuro bem promissor na F1 (Foto: Sauber)

Romain, apesar do prestígio que tem com Éric Boullier e do apoio financeiro da Total, não tem sua situação definida para 2013, como disse ao Grande Prêmio Gerard Lopez, o todo-poderoso da Lotus, lá em Interlagos.

Koba-san também conversa com outra equipe do pelotão intermediário. O BloGP apurou também que outro time, este do fim do grid, chegou a lhe oferecer uma vaga, mas Kamui quer subir um patamar em relação à Sauber, jamais descer.

Sua meta, como já foi dito por ele mesmo, é crescer em 2013 para pleitear uma vaga nas equipes top em 2014. Lembrando que Ferrari e Red Bull têm pilotos, no caso Felipe Massa e Mark Webber, respectivamente, com contrato vencendo no fim do próximo ano.

Embora Grosjean seja protegido de Boullier, vale lembrar que o dirigente francês já trabalhou com Kobayashi — foi patrão de Koba-san nos tempos de Dams na GP2 — e tem muito apreço por ele. Tanto que, quando chefiava a Renault, chegou a cogitar a contratação de Kamui depois que a Toyota deixou a F1, no fim de 2009, mas acabou optando pelos petrodólares de Vitaly Petrov.

Uma coisa é certa: caso as negociações deem certo, Kobayashi e Kimi Räikkönen formariam a dupla mais épica, mitológica e lendária nessa F1 atual.

Adendo 1

Como bem lembrou o leitor Celso, o site Kamui Support entrou no ar no dia 21 de novembro, e hoje, dia 30, já arrecadou US$ 1,5 milhão. Quantia que seguramente vai aumentar muito nas próximas semanas. Levando em conta seu carisma Brasil e no mundo, o mito tem tudo para garantir, financeiramente, uma vaguinha na F1 em 2013.

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Na rota do Sertões: cara a cara com o mito


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de São Luís

É amanhã que os motores finalmente vão roncar aqui em São Luís, e o Rali dos Sertões vai começar a escrever a 20ª página de sua história. O clima de expectativa e de ansiedade é nítido nos olhares, nas entrevistas, nos gestos de cada competidor que está por aqui. E pude ver isso ao falar com muitos deles. As ambições são bem distintas: alguns vêm para lutar pela vitória, enquanto que, para outros, a conquista maior é simplesmente chegar em Fortaleza no próximo dia 28. No fim das contas, o que move todos é a pura e simples paixão pelo esporte.

Hoje, sexta-feira (17), foi um dia de muita movimentação aqui no Hotel Luzeiros, onde foram realizados os briefings com pilotos de carros, caminhões, motos, quadriciclos e UTVs, um outro briefing, com as equipes de apoio, além de, mais cedo, uma entrevista coletiva com as autoridades, diretores de prova e competidores e, também, um almoço promovido pela Honda Racing. Nesse tempo todo hoje tive a chance de conhecer de perto um mito do esporte, nas duas e nas quatro rodas.

Stéphane Peterhansel é a grande estrela do Rali dos Sertões 2012 (Foto: Fernando Silva/Grande Prêmio)

Talvez a grande atração do histórico 20º Rali dos Sertões seja a presença de Stéphane Peterhansel e seu inseparável navegador Jean-Paul Cottret, que vão tentar bater Guilherme Spinelli e Youssef Haddad com um Mini All4 Racing da equipe alemã X-raid. Peter, como é chamado por todos os seus colegas aqui no Maranhão, foi o último a se posicionar na mesa dos pilotos que participaram da entrevista, sentando-se ao lado de Tom Rosa, Felipe Zanol, Guilherme Spinelli, Edu Piano e Guido Salvini.

A sala de convenções, onde foi realizada a entrevista na manhã desta sexta, estava cheia de mulheres (lindíssimas, por sinal) distribuindo latinhas de Red Bull a torto e a direito. E as latinhas taurinas também decoravam a mesa da coletiva, sempre com um piloto tendo um Red Bull à frente. ‘Macaco velho’, Stéphane, que é patrocinado pela concorrente Monster, sutilmente colocou a ‘sua’ latinha de Red Bull para bem longe, até para não correr o risco de ser fotografado com um produto de uma marca rival.

Dez vezes campeão do Dakar e verdadeiro mito do esporte, Peterhansel, pode-se dizer, está para o rali cross-country como Michael Schumacher está para a F1. O maior de todos os tempos, o único, o imbatível. Assim é como Stéphane é visto por todos aqui, como o cara, o fodão, o melhor da história. E é justo considerá-lo assim. Afinal, são dez títulos do Dakar, seis nas motos e quatro nos carros. Quando um competidor vence uma prova da dimensão e da importância do Dakar uma vez, vira grande; quando vence dez, vira imortal. E Peterhansel é imortal.

E o que percebi, desde quando ele fez sua primeira aparição pública aqui em São Luís nesta sexta, é que ele, no alto da sua história como piloto, sempre se mostrou muito solícito com todos, seja com o amigo ‘Guiga’ Spinelli, seja com um fã, um membro de uma equipe de apoio, se disponibilizando sempre para tirar uma foto ou bater um papo. Assim foi também com a imprensa presente aqui. Peter deu a mesma atenção a cada um dos repórteres presentes e falou com todos com a maior tranquilidade. Postura, aliás, comum aos pilotos e navegadores do rali.

Marquei com ele próprio uma entrevista após o briefing, à tarde. E finalmente consegui falar com o mítico Peter, por volta das 17h. Em todas as respostas, Stéphane foi muito convicto, simples e se mostrou bastante humilde. Durante um trecho, ele diz ter a consciência de que é um dos grandes do esporte a motor em todos os tempos, mas que se vê apenas como uma pessoa normal.

Peterhansel falou sobre muita coisa, como a sua primeira vez no Sertões, sua história no Dakar, Sébastien Loeb, a possibilidade de um dia o Brasil receber uma especial do Dakar, enfim. Muita coisa. Adianto ao amigo leitor que a entrevista será publicada na Revista WARM UP, edição 29. Edição, diga-se de passagem, pra lá de especial, pois terá outra entrevista com outro mito do automobilismo: Emerson Fittipaldi. Em breve nas bancas virtuais!

Obviamente, Peterhansel veio para vencer. Por mais que diga que não, que não se considera o favorito à prova, seu equipamento e, principalmente, seu retrospecto vencedor, o coloca como o grande postulante ao título do Sertões 2012. O Mini All4 Racing é um baita carro e vai certamente lutar de igual para igual com o Lancer de Spinelli. Em teoria, a luta pela vitória ficará entre os dois, embora seja mais sensato não descartar Riamburgo Ximenes da briga.

Aliás, falando em Riamburgo, acabei fazendo parte de um momento curioso. Quando abordei Peterhansel, no saguão do hotel, para fazer uma última pergunta, o piloto cearense, que também correrá pela X-raid neste ano, mas com um BMW X3, se aproximou, bem humorado, e me disse: “Avise a ele [apontando para Peter] que só não falo mais com ele por causa de problemas de linguagem”. E eu disse isso, com meu inglês raikkonensístico, ao francês, que riu e disse que estava feliz por correr ao lado de Riamburgo.

Foi um baita dia, devo dizer. Não é sempre que você fica cara a cara com um mito do esporte.

E não é sempre que você consegue fazer uma entrevista com uma mulher linda, guerreira, vencedora, musa do rali e rainha do carnaval. No próximo post eu explico como foi.

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Na rota do Sertões: Entrando no clima


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7],
de Sumaré
(ainda)

Bom dia, amigos e amigas do Grande Prêmio e do glorioso BloGP. Daqui a pouco estaremos em São Luís, capital maranhense, que também é conhecida como a ‘Ilha do Amor’ e ‘Jamaica brasileira’. Ainda estou em Sumaré, aguardando um pouco mais antes de embarcar. No entanto, a viagem já começou e, parafraseando Roberto Carlos, em ritmo de aventura, ou em ritmo de caos aéreo. Mas até que valeu para entrar no clima.

Nosso voo rumo a São Luís, partindo de Viracopos, em Campinas, e com escala no Rio de Janeiro, estava marcado para 7h15. Por alguma razão, desconhecida para nós, a companhia aérea, de tamanha importância por aqui, remarcou nossas passagens para ONTEM, às 19h. Sem saber do ocorrido, eu e 20 integrantes da equipe piracicabana Kaipiras na Lama, que integra o time de apoio do Rali dos Sertões para motos e quadriciclos, não conseguimos embarcar.

Depois de entrarmos em contato com a organização da prova, a Dunas Race, garantimos nossa ida para São Luís, para alívio de todos. Desta vez, por uma nova companhia aérea. Contudo, não vamos voar com o céu azul, já que o horário mais próximo disponível para embarque era partindo à noite, às 20h06, com escala no aeroporto mineiro de Confins, antes de finalmente chegar à bela São Luís, já na madrugada de sexta-feira. Faz parte, diria um; imagine na Copa, diria outro. O que importa é que estaremos no Sertões para mostrar ao fiel leitor tudo o que envolve um dos maiores ralis do mundo.

'Ilha do Amor', São Luís abre histórico 20º Rali dos Sertões. E o Grande Prêmio está nessa (Foto: Divulgação)

Enquanto todos nós aguardávamos a solução do problema, conversei bastante com o pessoal da Kaipiras na Lama. Eles formam um time de enduro de Piracicaba, aqui pertinho de Sumaré, e, em agosto, integram uma das principais equipes de apoio do Rali dos Sertões. A maioria dos seus integrantes é formada por profissionais liberais, apaixonados por moto e que, nas horas vagas, fazem suas trilhas aqui e ali, principalmente no mítico interior paulista.

No papo com um dos chefes do time, Paulo Huff, o Paulinho, ele falou um pouco sobre como funciona o trabalho deles dentro da prova. A equipe é uma das responsáveis por garantir a segurança da população que vive nas cercanias do percurso por onde passa o rali. Muito antes do início da especial, a Kaipiras na Lama conscientiza o povo sobre onde a prova vai passar e monitora todo o terreno, até para que não haja nenhum risco aos moradores e transeuntes.

Paulinho vai para seu sétimo Sertões. São vários anos conhecendo as histórias do povo sertanejo durante o percurso da competição. E ele me disse que ter visto de perto uma realidade completamente diferente da que estava acostumado mudou para sempre sua vida. Como também mudou a minha depois que eu fui para meu primeiro Sertões, em 2010.

Uma dessas histórias chamou bastante a atenção. Certa vez, durante o Sertões de 2007, no Maranhão, Paulinho conheceu um garoto, de seus 17 anos, mais ou menos, que não via a hora de chegar à maioridade para arrumar as malas e tentar a sorte em São Paulo, tendo cursado apenas a 5ª série do ensino fundamental. Conversando com o rapaz, Paulinho alertou para as enormes dificuldades em ganhar a vida na cidade grande e indicou, como alternativa, ir para Fortaleza, uma das principais cidades do Nordeste (em franca evolução econômica) e intensificar os estudos, visando um futuro melhor para ele e seus familiares.

Depois de algum tempo, Paulinho teve novamente contato com o jovem maranhense, que já não era mais um garoto, mas sim o principal pilar econômico da sua família. Estudante de hotelaria depois de ter intensificado os estudos, o rapaz, que por muito pouco não veio para a cada vez mais incerta e insegura São Paulo, tem bom trabalho, ganha lá suas 2 mil dilmas por mês e consegue tranquilamente garantir o seu sustento e o da sua família. Com estudo, determinação e uma boa orientação, muita coisa pode mudar, e para melhor.

Além dessa história, que foi contada com enorme sentimento de satisfação, Paulinho relatou outras tantas ocorridas em sua trajetória no Rali dos Sertões. E cada uma delas é repleta de superação, determinação e conquistas. Como é a história dos competidores que buscam chegar ao fim de mais uma especial, como é a deste humilde escriba na luta pelo melhor texto, pela melhor entrevista, pela evolução diária, como é a da população sertaneja, que luta pela sobrevivência e por dias melhores.

A fome já estava batendo forte, o estômago estava roncando mais que o motor da Ferrari do Fernando Alonso. Sabendo que teria de esperar bastante tempo antes do embarque rumo ao Maranhão, percebi que compensava mais pegar dois ônibus e voltar para casa para almoçar por aqui. Comer em aeroporto e rodoviária está cada vez mais caro. Para se ter uma ideia, qualquer garrafinha de água custa R$ 4. Absurdo. Nem arrisquei saber o preço do rango. Preferi voltar e forrar meu estômago aqui em Sumaré mesmo. Às 16h10 retomo meu rali particular, pegando mais dois ônibus de volta a Viracopos, mas São Luís como destino final.

Ainda estou muito longe do Maranhão, mais precisamente a 2.850 km, mas, para mim, a jornada do Rali dos Sertões 2012 já começou. E para entrar no clima de vez, segue um vídeo sobre São Luís, a ‘Jamaica brasileira’. E vamos que vamos!

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Ascensão e queda


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Finalmente a F1 foi para a tão aguardada pausa no verão europeu. Agosto será um mês de análises, muitas notícias de bastidores, especulações e, muito provavelmente, anúncios. Acredita-se que logo o futuro de Lewis Hamilton e Felipe Massa será definido em breve. Acho que Lewis fica na McLaren, enquanto paira uma enorme dúvida sobre o brasileiro da Ferrari. A sequência de Bruno Senna na Williams também é uma incógnita, ainda mais porque o nome de Valtteri Bottas ganha cada vez mais força dentro de Grove.

E já que estamos falando de Williams, é inevitável salientar o enorme salto de qualidade da equipe em relação à temporada passada. Como Pastor Maldonado me disse durante entrevista lá em Interlagos no ano passado, não havia como o substituto do FW33 ser pior. De fato. O próprio venezuelano e Senna mostraram isso na pista, e a Williams soma 53 pontos em 11 etapas, contra míseros cinco de 2010.

Antes de seguir, cabe um parêntese. Lembro que no começo da temporada a dupla Senna-Maldonado era considerada jovem e inexperiente demais para correr pela Williams e, principalmente, para desenvolver o novo FW34. De certa forma, as previsões estavam bem equivocadas, já que o carro desse ano é mesmo muito bom. Sigamos.

Williams precisa chamar atenção de Maldonado para fazê-lo voltar a andar bem (Foto: Williams)

A maior parte desses pontos foi conquistada por Maldonado. O ‘placar’ aponta 29 x 24 a favor do pupilo de Hugo Chávez em relação a Senna. Mas aí cabe uma reflexão. Sem olhar tanto para os números, que são frios, não dá pra falar que Bruno está fazendo temporada pior que seu companheiro de equipe. Vou tentar explicar meu ponto de vista.

Entendo que Maldonado e Senna se equivalem, ambos têm o mesmo nível. Contudo, Pastor é mais agressivo, enquanto o primeiro-sobrinho tem adotado postura mais conservadora. No começo do campeonato, o venezuelano até despontou como o grande showman. Duelou com Fernando Alonso pelo quinto lugar no GP da Austrália, bateu, mas deixou seu recado. Senninha, por sua vez, não aparecia com o mesmo brilho do parceiro sul-americano.

Mas em termos de resultados na sequência do Mundial, Bruno vinha melhor, com 14 pontos após quatro etapas, contra apenas quatro de Pastor. Até que veio o GP da Espanha, onde o venezuelano conquistou uma vitória tão épica quanto inesperada. A surpresa maior foi pela pilotagem tranquila em Barcelona, suportando com maestria os ataques de Fernando Alonso. Naquele 13 de maio a Williams quebrava o jejum de quase oito anos sem vitórias, Maldonado fazia história e colocava Senna sob pressão.

Foi o ápice de Pastor na temporada e, talvez, na carreira. É óbvio que ele pode vencer novamente: talento não lhe falta, velocidade idem, mas é fato que Maldonado precisa domar essa agressividade toda, sob pena de ser marcado muito mais pelos erros do que pela vitória em Montmeló. Desde então, sua temporada tem sido permeada por punições — já foram seis em 2012 —, manobras polêmicas e, principalmente, pelo jejum de pontos e boas corridas.

Senna, em contrapartida, ressurgiu no campeonato e mostra que, diante daquilo que a Williams pode fazer, tem feito bom trabalho. Desde a vitória de Pastor na Espanha, Bruno pontuou em quatro das seis últimas corridas e exibiu talvez sua melhor performance no ano em Hungaroring, neste fim de semana, indo ao Q3 pela primeira vez em 2012, segurando no braço Mark Webber para ter seu melhor resultado desde o sexto lugar do GP da Malásia.

Senna está em melhor fase, mas nem de longe está garantido para 2013 na Williams (Foto: Williams)

Discretamente, alternando corridas de altos e baixos, Senna faz o que é possível com o carro que tem. Mas Maldonado, nem isso. Na minha opinião, mesmo com a — injusta — punição ao piloto no último domingo, na Hungria, acho que falta uma ‘chamada de atenção’ por parte da Williams. Como Pastor é indiretamente o dono da grana que banca a maior parte do orçamento do time de Grove, fica a impressão de que, para a Williams, está tudo bem assim, mas é fato que Maldonado pode e deve fazer muito mais. Nem mesmo com a carroça do ano passado o sul-americano enfrentou fase tão ruim quanto agora. Depois de ir ao topo da F1, Pastor vem em queda livre em termos de rendimento.

O quadro atual da Williams é um pouco esquisito quando se trata da sua dupla de pilotos para o ano que vem. Hoje é o inconsistente venezuelano quem está em baixa, mas tem a segurança de que seguirá em 2013 — por conta do contrato da PDVSA com a equipe britânica. Por sua vez, Senna está em ascensão, mas ao mesmo tempo não tem nenhuma garantia de que vai renovar seu vínculo com Grove.

Talvez o grande azar de Bruno tenha sido justamente a chegada das férias, que dá uma ‘quebrada’ no bom momento por ele vivido. Certamente que a partir de Spa-Francorchamps, cada corrida será decisiva para sua permanência na Williams em 2013. Em alta, Senna luta pela sobrevivência na F1. Em baixa, Maldonado luta para mostrar ao mundo que aquela vitória em Barcelona não foi mera obra do acaso. Para ambos, a missão é duríssima. Veremos a partir de setembro quem leva a melhor.

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Balanço 09


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200070065-002

Felipe Paranhos

177 posts, 2.754 comentários aprovados, uns cinco, no máximo, excluídos. Alguns estresses com gente que não sabe argumentar e agride — mas, ainda bem, o tempo se encarregou de fazê-los esquecer que este blog existe. Muitas queixas de “censura” quando a gente demorava pra moderar o comentário de alguém, respostas ríspidas minhas em seguida. Mas conversas interessantes, comentaristas muito bons, gente nova e inteligente em número muito maior.

Isso foi o BloGP em 2009. Satisfação em escrever para vocês.

2010 certamente será um ano bastante animado por aqui, com aquele que será o melhor grid da F1 talvez em duas décadas — na quantidade de ótimos pilotos. Vamos continuar falando de outras categorias que não a F1, e pretendo até aumentar o número de posts sobre elas. E há algumas boas novidades por vir.

Vou aproveitar minha folga de fim de ano e minhas férias. Volto em edição extraordinária.

P.S.: Resolução 1 de início de ano: colocar uma imagem naquele quadrado preto que deveria ter uma foto da redação do Grande Prêmio.

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