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Taj Mahal

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Cheio de moral, de contrato renovado e em grande fase, Felipe Massa já está na Índia para a disputa da 17ª etapa do Mundial de F1. Mas antes de chegar ao circuito de Buddh, Felipe visitou o lendário Taj Mahal, um dos Patrimônios da Humanidade da Unesco e uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo — lista que inclui o Cristo Redentor. “Ir à Índia e não conhecer Taj Mahal é como ir a Roma e não ver o Papa”, diria Renan do Couto.

Muitos apontam o Tah Mahal como a mais bela expressão de amor de todos os tempos, quando o príncipe Shah Jahan construiu o templo em memória da sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam. Massa, que também vive uma relação de amor com a Ferrari, postou a foto há pouco no Twitter.

Para contar melhor a história do fabuloso Taj Mahal, nada melhor que a música eternizada pelo mítico Jorge Ben Jor!

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Rossi, a estrela-mor

EVELYN GUIMARAES [@eveguimarães]
de Misano

O GP de San Marino e da Riviera di Rimini tem esse nome charmoso aí porque a pista de Misano, que recebe a MotoGP todos os anos, fica relativamente perto de San Marino e grudada em Rimini, em uma linda região de veraneio. O circuito fica a poucos quilômetros do mar, o que dá um ar bem diferente ao evento, que é o maior da região. E que fica também muito perto de Tavullia, a cidade natal de Valentino Rossi e de Coriano, onde morava Marco Simoncelli.

A vida na região se resume ao turismo, impulsionado pelas belas praias e pela agitação nos hotéis à beira mar. É claro que a chegada da MotoGP dá uma movimentada em termos financeiros, mas não a ponto de mudar muito o ritmo das pequenas cidades ao redor do circuito. Porém, o clima MotoGP permanece o ano inteiro.  E em todo lugar há referências aos dois ídolos locais: Rossi e Simoncelli.

Não é com surpresa que se vê a verdadeira adoração que os torcedores têm por Valentino, de crianças a idosos. Não só entre os italianos. É uma loucura, eu diria. O piloto quase não consegue se movimentar pelo paddock sem parar para uma foto, um autógrafo. E o amarelo 46 está por toda parte, nos carros, no comércio, nas casas. E Rossi retribui. Aparece nos pits, acena dos boxes, inventa pinturas novas no capacete, tenta atender a todos. Ele sabe o que representa e sabe que, boa parte de tudo isso, é culpa sua. De seu carisma, especialmente.

O piloto da Ducati, de fato, faz despertar um carinho genuíno nos que o seguem, ganhando ou perdendo nas pistas. E isso é uma coisa rara em esportes de alto nível. Talvez só o futebol consiga despertar paixões assim. E é ele, de fato, que move o circo da MotoGP. Impressionante ver como a categoria vive dele. E interessante pensar como a categoria vai se virar quando a estrela-mor decidir parar.

PS – E não dá para cobrir a MotoGP sem falar dele!

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Primeira vez

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Misano

A última parte da cobertura europeia do Grande Prêmio, ao menos a minha parte, já que a chefia também vai para a Alemanha nesta semana cobrir o DTM, em Oschersleben, é a MotoGP em Misano. Campeonato que tenho um carinho especial e que acompanho há muito tempo, ainda que muitas vezes não da forma que gostaria. Mas o dia chegou e, a partir desta quinta-feira, estaremos aqui no circuito Marco Simoncelli, para trazer todas as informações da 13ª etapa do Mundial, que tem na liderança o espanhol Jorge Lorenzo, que defende a Yamaha.

Fazer um evento pela primeira vez é algo muito, muito legal, ainda mais quando é uma coisa que você acompanha há muito tempo. Ainda estou me ambientando, descobrindo os caminhos e o paddock, que é muito diferente da F1 e da Indy, as duas categorias internacionais que já fiz.

Aqui não tem padrão F1, cheio de horários, tudo previamente agendado e tudo mais. É organizado, sim, mas sem a pompa da categoria-mor do automobilismo. É tudo mais simples, mas não chega a ser como a Indy.  Mas a primeira impressão é muito boa mesmo. Teremos muito trabalho pela frente, evidentemente. Afinal, são três campeonatos mundiais. E que comece logo!

O dia hoje amanheceu feio e chuvoso. Mas a previsão é que melhore até domingo. O lugar é lindo, fica perto das praias de Misano Adriático, Riccione e Rimini.

E falando em Simoncelli, o fim de semanas também será de muitas homenagens ao piloto italiano, morto no ano passado, depois do trágico acidente em Sepang, na Malásia. Hoje, no fim da tarde, os pilotos das três categorias vão dar uma volta pela pista de bicicleta em lembrança de Marco. E, mais tarde, o pai de Simoncelli, Paolo, vai lançar a biografia do filho, que tem depoimentos de várias pessoas ligadas ao piloto, os pais, claro, a namorada e Valentino Rossi.

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O dono da macarronada, parte 1

A entrevista de Luca di Montezemolo em Monza neste sábado foi bastante disputada, claro, e também bastante interessante, por tudo que ele representa para a F1 e para a própria Ferrari. Foi legal também ver de perto o chefão e como ele lida com a imprensa, especialmente a italiana. O comandante da Ferrari falou sobre tudo: Massa, Alonso, FIA, regulamentos, criticou, reclamou e falou sobre o futuro da F1 e da própria Ferrari.

Sobre Massa, que foi a primeira pergunta, o presidente não se esquivou e disse que a equipe vai avaliar com cuidado o futuro do brasileiro e de qualquer outro que venha a ocupar a vaga dele eventualmente. “Estamos pensando em 2014”, disse, também. O italiano, que chegou atrasado e fazendo brincadeiras à entrevista, deixou claro que o que a Ferrari quer é um piloto muito mais competitivo, capaz de somar pontos em todas as corridas, em um desempenho semelhante ao de Alonso, evidentemente. Mas não que venha a incomodar a posição privilegiada que o espanhol ocupa dentro do time.

Monte falou em grande chance de Massa, que larga em terceiro neste domingo, mas disse que mesmo uma vitória amanhã não vai garantir o piloto no time. E aí surgiu o sinal de alerta de vez. É, a situação de Massa está bem mais complicada na Ferrari. As duas últimas temporadas tem sido decisivas para a escolha da equipe, que, segundo Montezemolo, não vai demorar muito para definir quem será o companheiro de Alonso em 2013. É claro que o triunfo amanhã, diante da torcida italiana, contará muito a favor de Felipe, mas será o suficiente para convencer a cúpula da equipe? Talvez Felipe precise de mais de uma vitória para ficar, pelo andar da carruagem.

Ainda durante a entrevista, e o que mostrou o quanto a Ferrari espera por um bom resultado de Massa, Montezemolo enfatizou e quase chegou a gritar: “Felipe tem uma grande chance de vencer amanhã. E a vitória significaria muito para nós, para a Ferrari e, principalmente, para o futuro dele.”

Agora é esperar, mas não muito. O time não deve esperar dezembro chegar para acertar, segundo o dirigente. E se Felipe sair, quem é o melhor para o lugar dele, principalmente dentro do que a Ferrari deseja de um novo parceiro para Alonso?

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Futuro, futuro

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Monza

Futuro. Essa foi a palavra mais usada pelos jornalistas nesta quinta-feira (6) em Monza. Na tradicional coletiva de imprensa da FIA, Lewis Hamilton e Felipe Massa foram os mais questionados, evidentemente. Ambos estão sem contrato para 2013, mas vivem situações bastante diferentes e, até por isso, as reações quando perguntados com relação ao futuro são distintas.

Felipe atravessa aquele período irritante de incerteza. Ele quer a Ferrari, é a equipe que lhe deu a oportunidade de disputar um título mundial, é onde se sente à vontade, mas também é onde tem o pior companheiro de equipe possível. O pior aí é no sentido de competitivo mesmo, de forte. Fernando Alonso não é fácil e sempre foi uma pedra no sapato de todos os seus parceiros de time até agora. A comparação com o bicampeão também deve ser difícil de lidar.

O desejo de Massa é que, ao menos, a decisão não demore. Boa ou ruim. O brasileiro quer logo, e com razão, definir a equipe que vai defender em 2012. O danado chefe Victor Martins aponta aqui um possível caminho para Felipe. E pode ser mesmo, diante do redemoinho que virou o mercado de pilotos, especialmente depois de Eddie Jordan cravar as negociações entre Hamilton e a Mercedes.

Mas Felipe, acostumado que está, se mostrou tranquilo na coletiva com as perguntas sobre seu futuro. Foi direto, como tem sido sempre. “Não há nada assinado ainda”. Não demonstrou qualquer irritação. Já sabe bem como a banda toca por aqui. Mas disse que precisa de resultados. Reiterou, aliás, o que havia dito semana passada aos jornalistas brasileiros. São os resultados, no fim das contas, que vão garanti-lo na Ferrari, assim como deseja. Não tem muito segredo. Por isso, talvez, a indiferença com relação às insistentes perguntas.

Já Hamilton levantou com o pé esquerdo hoje. Estava com cara de poucos amigos na coletiva. Quase nem interagiu com os colegas, apesar da insistência de Alonso em puxar um papinho entre uma pergunta e outra.  E Lewis, já bastante escaldado de polêmica neste ano, preferiu respostas lacônicas, meio à Raikkonen. Mas sem a parte engraçada.

Hamilton não quis saber de falar de rumores e nem do episódio do Twitter da semana passada. Disse apenas que não sabe onde vai correr em 2013 e que, neste momento, seus empresários estão negociando com a McLaren. É claro que Lewis anda irritado e inquieto. E o lance do Twitter em Spa foi só mais uma prova disso. A vida pessoal é quase sempre estampada nos jornais, Jenson Button, desde que chegou à equipe, ganhou grande espaço e respeito e por aí vai. Assim como Massa, o inglês também deseja uma definição rápida.

Mas, do mesmo jeito da semana passada, será que uma mudança também não faria bem para Hamilton nesta altura da carreira? E que equipe, no grid, suportaria a vida/celebridade que o piloto leva? Aí é com vocês, leitores do BloGP, o que acham que Lewis deveria fazer?

Pessoalmente, eu acho que ele não deixa a McLaren, pela plena certeza de que a equipe é a única que pode conduzi-lo a um segundo título.

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Spa, sua linda

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]
de Spa-Francorchamps

Sabe quando as pessoas (que gostam de automobilismo) falam para você que o sonho é conhecer Spa-Francorchamps e que a pista é isso e aquilo e coisa e tal? Pois é, é mesmo! É tudo aquilo e mais um pouco! Devo dizer que Spa sempre foi a minha pista preferida por tudo que todo mundo diz mesmo. É rápida, tem curva de todo o tipo, é enorme, sempre chove, é aquela coisa… E é era a única em que conseguia completar uma volta razoavelmente competitiva de F1 no Playstation. Mas finalmente chegou o dia de conferir tudo de pertinho.

A pista fica em uma região cercada de pequenas cidades, todas muito parecidas, charmosas, mas que quando você para para ver, já passaram. A região também é rural. Mas tem toda a infra necessária para um evento como o da F1. Não tive qualquer problema para encontrar ônibus para o circuito e encontrar as rotas mais fáceis e baratas. Uma mão na roda. As pessoas são simpáticas e prestativas. Adorei a Bélgica. Um alento depois do perrengue que foi chegar aqui, mas essa é uma história para outro post. O negócio aqui é falar da pista mesmo.

O que quero dizer é que a pista é linda mesmo. No caminho de Verviers, onde estou hospedada, para o circuito hoje cedo, foi possível ver boa parte do traçado, que é cercado por árvores enormes de um verde vivo e um clima muito úmido, bem parecido com Curitiba. É bem verdade que só dá para ver a pista aos pedaços mesmo.

Ao contrário de São Paulo, onde em vários pontos de Interlagos, o torcedor consegue ter uma ampla visão da pista, isso não acontece em Spa. Aqui a visão é limitada mesmo. Mas vale toda a pena. Apesar das mudanças dos últimos anos, a Eau Rouge continua charmosa e foi a primeira parte inteira do circuito que vi quando cheguei. Quase chorei. É linda e é uma subida de respeito e muito estreita. Lembrei na hora da ultrapassagem de Webber em Alonso no ano passado. Foi coisa de fera mesmo, diria o amigo Fagner. Apesar da proibição, ainda consegui dar uma voltinha nos pits e ver a antiga Bus Stop. Amanhã o plano é ver outros setores da pista.

O paddock é pequeno, mas bem ajeitado. E hoje o dia foi só de entrevistas e de falar das férias. O pessoal da F1 parece animado com o retorno do trabalho para a segunda metade da temporada. De fato, melhor lugar não há para o sinal verde da fase final e decisiva da F1 em 2012.

Depois de algumas semanas visitando lugares históricos que não se pareciam em nada com o que eu imaginava, chegar a um lugar como esse, que é exatamente como eu pensava, valeu a viagem!

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Na rota dos Sertões: Vai deixar saudades

Escrevo este texto na noite desta terça-feira, 28 de agosto de 2012, dia de encerramento da histórica 20ª edição do Rali dos Sertões. Para mim, especificamente, foi um privilégio estar, pelo segundo ano, como responsável do Grande Prêmio pela cobertura desse evento único, tanto na esfera esportiva quanto na social. Foi uma grande honra estar aqui representando o melhor site de automobilismo do Brasil. Não sou lá muito afeito a autoelogios, mas, dentro das possibilidades, acho que o trabalho foi bom. Pode melhorar demais para as próximas edições, mas deixo Fortaleza, na próxima quinta, bastante satisfeito.

Desde quando acabou o ‘meu’ primeiro Sertões, em 2010, já vinha sonhando em participar da próxima cobertura. Não aconteceu em 2011, mas não deixei a guarda abaixar. Sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria minha segunda chance. E ela veio neste ano, através de um convite da organização de prova, a quem agradeço demais pela oportunidade, e, novamente, ao Grande Prêmio e todos os membros do nosso ‘dream team’: Renan do Couto, Fagner Moraes, Juliana Tesser, Victor Martins, os viajantes Felipe Giacomelli e Evelyn Guimarães e o patrão Flavio Gomes.

Não é fácil fazer uma cobertura ‘in loco’ de um evento tão grande como é o Rali dos Sertões. É totalmente diferente de trabalhar em uma corrida em um autódromo, por exemplo. A complexidade é muito maior. São percorridos, em média, cerca de 500 km por dia. E muitas vezes as cidades por onde passa o rali não oferecem uma estrutura adequada para a realização de um bom trabalho. Foi assim em algumas oportunidades nesta edição, como em Palmas. Acontece. Então nós, jornalistas, temos de matar às vezes quatro ou cinco leões por dia. Peço desculpas por não ter conseguido atualizar o blog da maneira como eu gostaria. Mas é vivendo e aprendendo.

Por isso a necessidade de uma equipe forte e competente. Dessa forma, agradeço a todos do GP. Sem a ajuda de todos vocês, nada disso teria acontecido e jamais estaria aqui.

Eis um dos prêmios por completar o Rali dos Sertões: a medalha da vitória

Foram dez dias de estrada, mas um pouco mais de tempo entre a minha chegada a São Luís, no dia 16, até a minha partida, dentro de um dia e meio. Nesse tempo todo, conheci muitas pessoas, fiz bons amigos, passei por lugares onde jamais estive antes, ouvi histórias de luta, superação e vitória. Tudo isso ao longo de quase 5 mil km entre estradas, ótimas e péssimas, desse Brasil varonil.

Vi um pouco de tudo nesses dez dias de Sertões. De forma inimaginável, passei FRIO em Petrolina, em pleno semiárido pernambucano. E só para citar outros três exemplos vistos na penúltima cidade visitada, Iguatu, acho que jamais verei novamente um TÁXI rebaixado. Nessa cidade, cravada no centro-sul do Ceará, há, logo na entrada, um bar chamado ‘Sadan Hussein’ e, de forma contrastante, há um hotel, onde ficamos hospedados, comandados por freiras (Diocesano Hotel), algo que também nunca tinha visto antes. Espetacular!

Vi um Norte-Nordeste ainda bastante carente em muitos lugares, mas também é fato que, conversando com as pessoas que vivem por aqui, tudo melhorou significativamente de uns dez anos para cá. Muita coisa ainda precisa ser feita, mas o fato é que o Nordeste é uma terra promissora. Como eu disse para meu amigo Fagner hoje (ou ontem), o Nordeste é o futuro do Brasil.

Também tive o privilégio de acompanhar, ‘in loco’, um dos maiores ralis do mundo, e estar em contato diário com pilotos, navegadores, equipes de apoio, jornalistas, pessoal da organização, equipe médica, todo mundo que faz do Rali dos Sertões um acompanhamento grandioso. Quase duas mil pessoas e um só ideal. No fim das contas, o que vale é a parceria, o companheirismo, a amizade e o espírito de equipe… tudo o que, na verdade, compõe o verdadeiro espírito do Rali dos Sertões.

Aprendi demais nesses dez dias aqui. Estamos sempre aprendendo todos os dias. Mas estar em uma cobertura tão intensa como é o Rali dos Sertões nos ensina demais, não apenas como profissionais, mas na vida como um todo. Aprendi com uma lenda viva do esporte que, mesmo que você seja o melhor do mundo e o mais #fera de todos os tempos, é possível ser humilde e atencioso com o próximo. Aprendi com Cristiano Teixeira que, por mais limitações que você tenha, é possível realizar sonhos. Como o que eu realizei hoje, chegando ao fim da minha segunda cobertura do Sertões.

Junto com alguns dos muitos parceiros que me ajudaram nessa jornada ao longo desses dez dias — Fernanda Gonçalves, Caio Scafuro, Daniel Betting, Cleber Bernucci e Luciano Fritsch —, subi a rampa da vitória e recebi a medalha por ter completado o Sertões. Sentimento único de satisfação e vitória. Sentimento que gostaria de compartilhar com todos aqueles que, de uma forma ou de outra, proporcionaram tudo isso.

A cobertura do Rali dos Sertões ainda não acabou, mas o sentimento que fica já é de saudades. Nesta quarta-feira, vai ao ar um especial completo sobre tudo o que aconteceu na prova deste ano, com análise do que foi bom e do que pode melhorar, declarações de pilotos, organizadores, chefes de equipe, trazendo revelações e até mesmo um possível encerramento de carreira por parte de um lendário piloto brasileiro.

Fica o sentimento do dever cumprido, a saudade e o desejo de voltar em 2013. E seguimos na batalha, sempre acelerando. Avante!

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As (muitas) opções da Honda

EVELYN GUIMARÃES [@eveguimaraes]

Daí que Jorge Lorenzo encerrou ontem as especulações ao anunciar a renovação de seu contrato com a Yamaha por mais dois anos. O nome do jovem espanhol era bastante cotado na Honda para substituir Casey Stoner a partir da temporada que vem, já que o australiano, como todos sabem, decidiu que vai deixar as competições ao fim de 2012. E seria mesmo uma grande jogada da equipe laranja tê-lo como principal piloto. Jorge está em grande fase e seria o piloto ideal para conduzir o time a novos triunfos e recordes.

Lorenzo, entretanto, preferiu o ambiente já conhecido da Yamaha. Equipe que o levou para a MotoGP em 2008 e que, desde então, o trata como grande estrela, mesmo quando tinha Valentino Rossi do outro lado do box.  Por isso, a decisão de Lorenzo não foi nenhuma surpresa. Ele mesmo deu vários indícios de que continuaria na equipe japonesa, apesar da ‘conversa’ que seu empresário teve, em Barcelona, com Shuhei Nakamoto, vice-presidente da Honda. A surpresa mesmo foi ver que a Yamaha se mexeu rapidamente para garantir Lorenzo e confirmou o novo contrato ainda nesta primeira metade de temporada.

Desde o anúncio de Stoner, era claro que a decisão de Lorenzo seria crucial para o mercado de pilotos da MotoGP e também para a Honda de certa forma. Agora, a gigante nipônica deve mesmo manter Dani Pedrosa, muito em função da grande experiência do espanhol, e a escolha do companheiro dele será das mais interessantes de se acompanhar ao longo da temporada. Com um Lorenzo cada vez mais forte, a Honda não poderá se dar ao luxo de escolher alguém simplesmente para preencher uma vaga até a vinda do já badalado Marc Márquez e nem poderá, por outro lado, apostar todas as fichas no jovem catalão, que, apesar das atuações de gala na Moto2, ainda é uma incógnita com relação à classe rainha.

Márquez estará no grid em 2013, sem dúvida. Resta saber em que condições. E o que seria mais vantajoso para ele? Estrear com o peso de já ter de entrar na luta pelo título ou fazer isso de forma gradual, meio como um Lewis Hamilton em 2007?

E o que será mais válido para a Honda? Apostar de vez em Márquez ou dar chance a outro piloto do grid atual? Nomes não faltam. No campo das especulações, Cal Crutchlow, que vem apresentando grande desempenho da Tech3, já aparece como forte candidato, apesar do estreito envolvimento com a Yamaha.  Assim como os satélites Stefan Bradl e Álvaro Bautista. Correndo por fora estão Ben Spies e Nicky Hayden. E por que não? O primeiro não consegue se encontrar com a M1, mas é um piloto rápido. O segundo já foi da Honda e também já deve estar farto da falta de resultados da Ducati. São opções válidas. Mas aí o leitor vai dizer: mas e o Rossi? Bem, o Valentino parece carta fora na Honda. O italiano deve mesmo permanecer na Ducati por pelo menos mais uma temporada.

Agora, no lugar da Honda, em quem o leitor apostaria as fichas? E Lorenzo? Fez bem em fechar tão rápido com a Yamaha?

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Rockstar

EVELYN GUIMARAES [@eveguimaraes]

Eu sei, eu sei… Que é a Juliana Tesser (@JulianaTesser) a nossa especialista em MotoGP no Grande Prêmio. E como sabe e conhece de motos essa menina! Mas não posso deixar de compartilhar o vídeo abaixo. É do ano passado, mas serve para mostrar um lado curioso e bastante simpático do atual líder do Mundial de Motovelocidade na classe rainha – adoro esse termo. Que, alías, tem se mostrado um piadista também.

Amante de música, não à toa Jorge Lorenzo vive às voltas com seu ipod nos grids da MotoGP. E no vídeo, Jorge esbanja carisma e revela uma faceta, digamos, mais artística de sua personalidade. O jovem piloto participa do clipe da música Dame Vida, do cantor espanhol Huecco. Além do representante da Yamaha na MotoGP, o divertido vídeo também traz participações especiais de outros esportistas, como o craque do Barcelona Daniel Alves, além do jogador de basquete do Los Angeles Lakers Pau Gasol e da tenista dinamarquesa Caroline Wozniacki.

A música dá nome ao mais novo álbum do artista, lançado em 2011, e também à Fundação que Huecco mantém na Espanha, responsável por diversas ações sociais. O projeto que originou o vídeo e contou com a participação voluntária dos esportistas também é parte de uma ação global do artista, para o acesso das populações mais carentes às energias limpas.

E não é a primeira experiência de Lorenzo no meio artístico. O piloto de 25 anos parece gostar e se sente à vontade diante das câmeras. Muito além das comemorações no estilo Valentino Rossi na MotoGP, Jorge já participou de vários ensaios fotográficos, campanhas publicitárias e até mesmo de um episódio de um seriado popular e uma peça de teatro na Espanha.  Já dá até para dizer que no dia que resolver pendurar as saboneteiras, Lorenzo pode se aventurar em outras áreas…

PS – A Ju escreveu coisas bacanas também sobre o novo comportamento de Lorenzo na MotoGP. Vale a pena a leitura.

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Ferrari e a formação de pilotos italianos: dois caminhos

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva]
de Sumaré

Riccardo Patrese expressou sua insatisfação com o atual momento do automobilismo italiano. A crise foi evidenciada pela dispensa de Jarno Trulli da Caterham para dar lugar ao apenas mediano russo Vitaly Petrov. Dessa forma, o país da ‘velha bota’ ficou sem nenhum representante na F1.

De certa forma, Patrese culpou a Ferrari pelo desenvolvimento capenga de jovens talentos italianos e alegou que a escuderia não ajuda no trabalho com a nova safra de esportistas locais. O que, de certa forma, é até verdade. Mas tudo tem dois lados.

É fato que a Ferrari jamais priorizou o trabalho com jovens italianos. Tanto que os dois principais nomes da Academia de Pilotos do time são estrangeiros: Jules Bianchi e Sergio Pérez, este, com boas chances de até ser alçado ao posto de titular de Maranello na próxima temporada se Felipe Massa não fizer um ano muito bom.

Ao longo de sua história, a italiana Ferrari sempre deu preferência a pilotos estrangeiros

Apenas para ficar na era moderna da F1, ou seja, dos anos 80 em diante, lembro que a esquadra de Maranello teve como titulares o já falecido Michele Alboreto, Ivan Capelli, anos depois, e só. Luca Badoer e Giancarlo Fisichella substituíram Felipe Massa em 2009, mas na condição de tampões. Só Alberto Ascari, lá no começo dos anos 50, foi campeão pela Ferrari na condição de representante da Itália.

Mas fazendo uma analogia com o futebol, por exemplo, a Ferrari não está errada. Muitos clubes da Europa chegam a colocar 11 titulares estrangeiros em campo. Lembro muito da Internazionale e do Arsenal, embora o time londrino, bem aos poucos, vem trabalhando mais com jogadores ingleses. Isso denota uma categoria de base fraca dessas equipes.

Ainda no futebol, o Barcelona parece ser uma das poucas exceções, talvez a única, por aliar sucesso na base, conseguir alçar os jovens à equipe principal e construir um time vitorioso. Outros, como o Real Madrid, tentam compensar a formação capenga de jogadores gastando rios de dinheiros na compra de craques consagrados, como Cristiano Ronaldo e Kaká, por exemplo.

É dessa forma que eu vejo a Ferrari nesse sentido. Não consigo ver a equipe como a vilã, como a responsável pela falta de bons e jovens pilotos italianos, longe disso. Se é um time e que se propõe a ser o melhor do mundo, nada mais natural do que contar com os melhores, independente se o piloto seja alemão, tailandês, coreano ou até mesmo italiano. Se há capital para se dar a esse luxo todo, não é pecado nenhum.

Mas o argumento de Patrese faz sentido. A Ferrari, por toda a condição financeira que dispõe, poderia criar uma equipe junior na GP3, GP2, World Series e até mesmo na F1. Os exemplos existem aos montes, como já fazem Red Bull, Caterham, Lotus e até Marussia, para atuar no desenvolvimento de novos talentos.

Creio que seria uma boa ideia para as próximas gerações, já que a fase atual é dura, bem dura: um país depender dos eternos Luca Fillipi e Davide Valsecchi não deve ser lá muito animador.

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WILLIAMS E RAIKKONEN, ISSO NÃO VAI DAR SAMBA

MAURO DE BIAS [@MaurodeBias]
de Bolonha

Bem, Kimi Raikkonen não está mais na F1, mas é bem provável que seja anunciado pela Williams já no próximo fim de semana, em Abu Dhabi. Até andaram dizendo por aí que o piloto traria uma “nova energia à equipe”. Mas esperem estamos falando do mesmo piloto? Raikkonen? Aquele finlandês que fez pouco caso até do título mundial que venceu?

Um assunto que eu abordei rapidamente no último post foi sobre a relação de pilotos com as equipes. A Williams é até uma boa equipe para Kimi. É inglesa, tem um jeito mais frio de trabalhar, tal qual o finlandês. O problema é que os britânicos estão em crise desde que acabou a parceria que tinham com a BMW, que envolvia fornecimento de motores e vários trabalhos técnicos. Na verdade, desde antes disso. A Williams só faz decair desde seu último título mundial, em 1997, com Jacques Villeneuve.

Durante a era Montoya, o time ainda teve uma sobrevida, ganhou algumas corridas, fez lá suas poles, ensaiou brigar pelo título, mas ninguém era páreo para a Ferrari de Jean Todt, Ross Brawn e Michael Schumacher. E desde que perdeu a BMW, as coisas só pioraram, afinal, não há time grande que sobreviva sem uma grande empresa por trás na F1 de hoje, infelizmente.

Hoje a Williams alterna anos razoáveis e outros ruins. Rubens Barrichello está vivendo um bastante lamentável na equipe inglesa. Mas excluindo o fato de que Kimi deve trazer 30 milhões de euros à equipe enquanto Rubens não traz nada, a troca não é boa. Barrichello é muito experiente, sabe trabalhar bem com os carros e se comunicar bem com as equipes onde trabalha. Isso é suficiente para salvar a pátria? Obviamente não. Se fosse, Rubens não teria penado anos na Honda e não estaria penando hoje na própria Williams.

Mas é melhor ter um piloto que aponta os problemas a serem melhorados do que um que sai do carro calado e calado permanece. Raikkonen é rápido, disso não há dúvidas. É um campeão mundial, mas não é, nem de longe, um bom piloto para uma equipe inconsistente como a Williams. Kimi não sabe lidar com carros ruins. Não que ele não consiga ser rápido, isso ele sabe fazer com maestria. Mas se as coisas não estão bem na equipe, o instinto do finlandês não é tentar melhorar, é pular fora.

Faço aqui uma aposta e pode ser que um dia morda minha língua, mas duvido que Raikkonen vá suportar duas temporadas ruins na Williams. Essa mistura não vai dar samba.

Quanto a Rubens… Acho que esse é o fim de sua carreira na F1. Em breve vai estar numa Stock Car da vida correndo nos péssimos autódromos brasileiros. É esperar para ver.

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O fim está próximo

FELIPE PARANHOS [no Twitter: @felipeparanhos]

O fim está próximo. E será em 2011. Você pode acreditar no que quiser, mas, se eu pudesse apostar em uma saída da F1, bancaria a de Jarno Trulli ao fim desta temporada. O italiano declarou à edição de hoje da ‘Gazzetta dello Sport’ que tá meio de saco cheio da Lotus, de andar no fundo do grid e tal.

Eu acho que se trata de uma grande desculpa. Trulli está tomando a segunda naba seguida de Heikki Kovalainen, um piloto que vinha de nabas contínuas sofridas para seus companheiros em equipes anteriores. Trulli diz que está atrás de Kova porque tem uma pilotagem “mais precisa” e, num carro difícil como o da Lotus, ter esta característica faz com que se corra como se estivesse vendado. Achei meio sem-vergonha esse papo. Quer dizer que você é mais piloto (pilotagem precisa é um ponto positivo, creio), mas num carro ruim o cara que é pior que você se dá melhor? Peraê.

O que sei é que a Lotus não está nada contente com o rendimento de Trulli, conforme Luiz Razia contou, no último fim de semana, ao Rede TV! Esporte, ao qual assisti. O brasileiro, piloto de testes da equipe, acredita que esta possa ser uma boa porta de entrada para a F1.

Seria a melhor possível. Mas ainda seria necessário entender se a equipe pretende manter a estratégia de ter dois pilotos experientes, o que inviabilizaria a entrada do baiano. Além disso, deve ser importante que Razia vença a disputa interna na Air Asia, equipe da Lotus na GP2, contra Davide Valsecchi.

No momento, Valsecchi tem 21 pontos e Razia três. Mas a GP2 tem muito, muito de sorte. É a categoria de monopostos menos previsível entre as principais do mundo. E ainda faltam 12 corridas…

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Tudo novo em 2012?

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Sergio Pérez na Ferrari? Kamui Kobayashi na Red Bull? Levando em conta o desenrolar da temporada até aqui, esse cenário pode não ser tão impossível assim já para o próximo ano. Fazendo uma breve análise das condições de cada piloto em seu respectivo time atualmente e também da temporada, pensei — isso não é uma informação, mas sim um pensamento que gostaria de compartilhar com os leitores do BloGP, que permite isso — e cheguei a essa configuração, talvez já para 2012, quando praticamente todas as equipes, com exceção da McLaren, poderiam ter mudanças significativas no quadro de pilotos.

Pode até mesmo ser uma VIAGEM daquelas. Mas convenhamos. A F1 mudaria consideravelmente. Já imaginou Kobayashi na Red Bull andando na frente do Vettel? Ou mesmo Pérez impondo dificuldades a Alonso em uma disputa interna na Ferrari? Como seria Massa liderando uma equipe cada vez melhor como a Renault, por exemplo? No mínimo, bem interessante.

Red Bull: Vettel e Kobayashi – Webber se aposentaria, e Kobayashi, que é a imagem da Red Bull (jovem e arrojado), assumiria a vaga;

McLaren: Hamilton e Button – essa dupla é a única que não muda. Em teoria, pilotos e equipe mutuamente satisfeitos;

Ferrari: Alonso e Pérez – Massa deixaria a equipe. Com um ano de experiência, Pérez, que é da Academia de Pilotos da Ferrari, seria alçado ao posto de titular;

Mercedes: Rosberg e Di Resta – outro caso meio claro também. Schumacher se aposentaria, e Di Resta, cria da Mercedes, assumiria seu lugar;

Renault: Massa e Petrov – longe da Ferrari, Massa conseguiria vaga na Renault se Kubica não voltar. Graças a um acordo entre Renault e Williams, a escuderia anglo-francesa emprestaria Bruno Senna para Grove;

Sauber: Bianchi e Gutiérrez – Bianchi manteria o vínculo Sauber-Ferrari e ficaria um tempo na equipe para ganhar experiência. Gutiérrez, que hoje é piloto de testes da Sauber, garantiria os patrocínios mexicanos mesmo com a saída de Pérez;

Force India: Sutil e Hülkenberg – Sutil é incógnita, mas não vejo outro. Hülkenberg entraria no lugar do Di Resta, também com a bênção da Mercedes;

Williams: Bruno Senna e Maldonado – Barrichello encerraria a carreira na equipe de Grove, e Maldonado seguiria graças aos petrodólares da PDVSA de Hugo Chávez. Senna seria emprestado pela Renault à Williams, que pode voltar a receber os motores franceses;

Toro Rosso: Buemi e Ricciardo – o melhorzinho da Toro Rosso junto com o melhor do programa de pilotos da Red Bull, Ricciardo;

Lotus: Kovalainen + 1 da GP2 – Trulli não deve seguir por muito tempo, fato. Kovalainen e mais um, que pode ser um endinheirado da GP2;

Virgin e Hispania: quem pagar mais.

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Ajuda “de família”

Felipe Paranhos

Dani Clos conta com uma ajuda, digamos. familiar, para chegar à F1 em breve. Eu li no jornal 24 Chasa, da Bulgária, que o ex-jogador e hoje técnico Hristo Stoichkov prometeu contribuir com € 1 milhão para o orçamento do piloto da Racing Engineering na GP2 para que ele busque a F1 no ano que vem.

Como meu búlgaro não existe, é evidente que eu não li o jornal, vi por meio de agências de notícias. Mas enfim. Nascido em Barcelona, cidade que Hristo morou e adotou quando jogou no clube homônimo — tenho a camisa 8 dele até hoje, não me desfaço por nada —, Dani teve o dinheiro oferecido não por ser loiro e representar o vermelho e amarelo da Catalunha nas pistas.

É que Dani namora a filha do craque búlgaro, Mihaela. Ou seja, é uma espécie de “dote” às avessas. De acordo com a Novinite, agência de notícias local, Hristo está conversando com amigos influentes, tentando conseguir apoio para a jornada de Clos na F1.

Detalhe é que a fama de Hristo é de ser durão e, por vezes, destemperado. Pra conquistar o sogro, Dani deve ser dos melhores genros do mundo.

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Caubói de Indianápolis

 
JOÃO PAULO BORGONOVE

Quando Tony George foi praticamente chutado da Indy, uma lacuna surgiu na categoria. Um dos principais responsáveis pela ruptura da verdadeira e antiga Indy estava sendo deposto de seu trono. Uma incógnita surgiu.

Mas os comandantes de Indianápolis deram o famoso pulo do gato e trouxeram o responsável por vermos, nas antenas parabólicas, aqueles rodeios espetaculosos estadunidenses, que cresceram em mídia e enriqueceram muita gente. Randy Bernard é o nome dele.

O dirigente, após 15 anos no ramo da montaria, assumiu o cargo de diretor-executivo da Indy. Sua missão? Tirar a categoria do buraco após a união da IRL com a saudosa Champ Car. Dar show, trazer audiência e dinheiro.

Bernard, que chegou em março, já dá seus passos. As 500 Milhas desse ano contaram com uma classificação inédita, dando pontos aos qualificados para a prova. Foi um sucesso, creio. Eu gostei. Teve super-pole e tudo mais.

Outra: o número de carros nas pistas cresceu. Temos 24 disputando a temporada toda. Teremos 29 em Chicago. Isso é bom, independente de alguns pé-de-zebras que correm na categoria. Tirando três ou quatro, o nível dos pilotos da Indy subiu. Os 20 primeiros, em mistos, sempre estão separados por apenas 1s. Nos ovais, não chega a isso no grid completo, contando Milka Duno.

Algumas das corridas estão chatas, é verdade. Culpa das pistas, creio. Mid-Ohio dá público, mas é muito chata. Edmonton é horrível. E assim vai. Bernard está cuidando disso. Trouxe Loudon de volta para 2011. Mas faltam outras clássicas, como Cleveland, Laguna Seca, Elkhart Lake, Fontana…

Em 2012 teremos um novo conceito de carros e de competição. Será interessante. É esperar pra ver. Mas, vá lá, melhorou muito, já.

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