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Que feio


Felipe Paranhos

A Hispania foi a pior equipe da temporada 2010. Mais lenta, mais fraca, mais trapalhona. Tudo errado. A equipe mais lenta, fraca e trapalhona foi, sim, a de Colin Kolles, mas a última colocada no Mundial de Construtores foi a Virgin.

A Virgin que se disse revolucionária no início da temporada. Que fez seu carro totalmente com base em Dinâmica de Fluidos Computacional. Que apareceu com um projeto de marketing ousado, com peças descontraídas, no melhor estilo Red Bull. E que depois desapareceu.

Era de se esperar, evidentemente, que com o investimento feito e o pouco tempo para deixar o carro pronto para 2010, o time não fizesse muito, mesmo. Mas atrás da Hispania, convenhamos, fica difícil.

Os três 14º lugares da HRT com Chandhok em Austrália e Mônaco e de Senna na Coreia do Sul foram decisivos para que o time passasse a Virgin. O melhor resultado do time da Marussia também foi o 14º posto, duas vezes, uma com cada piloto.

Apesar de a Hispania ter sido um desastre no início do ano, terminou a temporada com 13 abandonos, contra 16 da Virgin, que superou os também grandes problemas de confiabilidade do princípio de 2010, mas se deparou com defeitos novos em folha.

Os Virgens têm o apoio financeiro da Marussia, mas não fecharam a parceria técnica que pretendiam com a Renault. Os Hispânicos não têm dinheiro, mas já garantiram ao menos o câmbio da Williams. Quem leva a disputa em 2011? Não faço a menor ideia.

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Red Bull: título sem mácula

Felipe Paranhos

Valery Rozov, do Base Jump, saltou de um helicóptero, voou em uma roupa especial e parou dentro da cratera de um vulcão. Em atividade. Travis Pastrana, multiesportista, bateu recordes de salto em distância com um carro de rali e chegou a saltar em queda livre, sem paraquedas e tomando um energético.

Terry Adams superou a dislexia para virar um campeão do BMX Flatland. Rebecca Rusch fez história ao comandar uma equipe de homens em uma edição do Eco Challenge. Robbie Maddison saltou de 25 metros de altura e pousou numa réplica do Arco do Triunfo, em Las Vegas.

Sandro Dias, o Mineirinho, foi o primeiro skatista a conseguir o 900º — manobra em que o atleta dá duas voltas e meia no ar — em uma competição oficial. Shaun White, snowboarder, foi o primeiro a conseguir medalhas nos X-Games de verão e inverno, em dois esportes diferentes.

Carolina e Maria Clara, filhas da ex-jogadora Izabel, foi a primeira dupla de irmãs a conseguir uma medalha em uma etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. Felix Baumgartner foi o primeiro a cruzar o Canal da Mancha voando em um wingsuit.

Todos estes são patrocinados pela Red Bull. Todos eles têm algo inovador em seus currículos.

O negócio da Red Bull não é vender carro. Por isso, eu duvidava que a marca maculasse sua imagem vitoriosa com um jogo de equipe na F1 — embora fosse absolutamente compreensível e honesto se isso fosse feito. Mas não foi preciso.

O negócio da Red Bull é vender latinhas para o jovem que, por algumas horas, espera se sentir melhor, mais forte — com asas.

O negócio da Red Bull é patrocinar a inovação. E Sebastian Vettel foi o piloto mais jovem da história da F1 a marcar pontos, obter uma pole, vencer uma corrida e conquistar um título mundial.

Um título de Webber seria comemorado, claro, pela visibilidade da marca, pelo número 1 na carenagem do carro de 2011, por recuperar um piloto que parecia semiaposentado.

Mas é Vettel o retrato do carisma, da inovação, da renovação, da Red Bull.

Apostar cedo em Sebastian foi o investimento perfeito, deve pensar um certo Mateschitz na madrugada austríaca.

* P.S.: A curitibana Marília Compagnoni e o Gabriel de Amorim, aqui nos comentários, notou uma coisa interessante nesta foto aí de cima. Cadê o Webber? Hum… Como diria aquele apresentador de TV muso das nossas avós, significa.

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Que mal há?

Felipe Paranhos

Vejo num monte de lugares a repercussão da matéria da Autosport sobre o GP da Coreia do Sul. De acordo com o repórter Mark Hughes, Felipe Massa segurou o ritmo — e os adversários — para aumentar a possibilidade de Fernando Alonso, que teve problemas em seu pit-stop, voltar à frente de Lewis Hamilton e manter a segunda posição — que depois virou primeira, com o abandono de Vettel.

(Aqui vai um parêntese: numa pesquisa rápida, vimos aqui no GP que Alonso voltaria à frente de Massa de qualquer jeito, pelos tempos do espanhol)

Aí eu vejo em alguns lugares, até mesmo veículos jornalísticos, textos com viés negativo para a postura da equipe. “Revista acusa Ferrari de ter mandado Massa ajudar Alonso no GP da Coreia”, titulou o GloboEsporte.com, site que mandou muitíssimo bem ontem com a informação de que Bruno Senna negocia com a Lotus para 2011.

Mas aí é que tá: que mal há se a Ferrari tiver mesmo pedido para Massa segurar os adversários para que Alonso tivesse mais chances de pontuar bem? Só há um piloto do time com chance de ser campeão, e é o espanhol.

Massa não parece incomodado de ter de ajudar Alonso. Poderia ser o contrário, não foi. O brasileiro não teve uma boa temporada, mas 2011 está aí, é uma nova oportunidade de virar o jogo. E se não conseguir virar em 2011, não vai deixar de ser o quarto (ou o quinto, rivaliza com Barrichello nos números) maior piloto brasileiro na história da F1.

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Só um

Felipe Paranhos

A saída de Alberto Valério da Coloni, confirmada na última terça-feira (24), deu início a uma situação ao mesmo tempo nova e lamentável. Pela primeira vez na história da GP2, o Brasil terá apenas um piloto no grid. Isso vai acontecer já neste GP da Bélgica, em que só Luiz Razia vai representar a bandeira nacional na prova.

Razia é o último dos dez brasileiros que passaram pela categoria. É o remanescente de uma lista que tem Alberto Valério, Antonio Pizzonia, Bruno Senna, Carlos Iaconelli, Diego Nunes, Lucas Di Grassi, Nelsinho Piquet, Sérgio Jimenez e Xandinho Negrão.

Que isso não seja o início de uma era. A saída de Valério da categoria teve muito a ver com a perda de patrocínios, algo que talvez seja motivado pela pouca divulgação que a GP2 tem no Brasil.

Não à toa, fora Lucas Di Grassi, que se destacou mesmo correndo pela Durango, os principais pilotos brasileiros nestes seis anos foram Piquet e Senna, dois que nunca tiveram grandes preocupações financeiras na categoria.

Há muitos brasileiros talentosos pela Europa. É esperar 2011 para ver se a GP2 será o próximo passo. Uma temporada sem nenhum deles seria um desastre para o automobilismo brasileiro.

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Di Grassi fala sobre patrocínios, Virgin e futuro

Lucas Di Grassi anunciou seu novo acordo de patrocínio com a Sorocred, empresa de capital brasileiro baseada em Sorocaba, nesta terça-feira (27), em um evento realizado na cidade de Araçoiaba da Serra, que fica a 115 km de São Paulo. Após a coletiva, o BloGP teve um rápido bate-papo exclusivo com o piloto da Virgin, que falou sobre a sua antiga dificuldade para arranjar patrocínios, o que virou coisa do passado, o atual momento de sua equipe na F1 e o futuro do time.

BloGP: Uma coisa que a gente falou muito contigo no passado foi sobre patrocínios. Hoje, a gente olha para a sua camisa e vê os patrocínios da Clear e da Sorocred (nessa hora, Lucas interrompe para dizer que tem cinco empresas o apoiando). Como você analisa o seu atual momento? Levando em conta o seu passado, em que você sempre falou que era tão difícil arranjar um patrocínio, já que não tinha um nome conhecido.

Lucas Di Grassi: Acho que são cenários totalmente diferentes. Hoje, eu estou na F1, no topo. Não do topo, acho que tem muita coisa para evoluir, para melhorar. Mas eu estou em uma posição muito boa da minha carreira. Eu quero alinhar a minha imagem com empresas sérias, que estejam na mesma linha de pensamento, de filosofia, que são sólidas, que querem batalhar e que querem crescer. Eu, graças a Deus, hoje em dia, tenho amigos e empresas trabalhando comigo e fazendo um benefício mútuo entre a gente. Mas nem sempre foi assim. Conforme eu falei, no começo da carreira, quando você não tem nome, quando você ainda está crescendo, quando você ainda está tentando evoluir, é muito difícil arrumar um patrocínio. Sem dúvida, eu sempre sofri com isso, desde a época do kart. E eu nunca tive um sobrenome famoso. Nunca tive uma linha de parentes no automobilismo, eu estou fazendo o meu próprio rumo. Então, foi mais ou menos isso que aconteceu. A Renault investiu durante seis anos na minha carreira. Eu sou muito grato a eles por ter sido o meu patrocinador nessa época. Então, acabou dando tudo certo, graças a Deus.

BloGP: O que aconteceu com a Virgin no GP da China? Você largou após a corrida ter começado e abandonou logo depois. O Timo Glock nem largou. O que aconteceu com a equipe especificamente no domingo, dia da corrida?

LdG: Olha, eu estava esperando bastante daquele fim de semana. A gente fez uma simulação de corrida na sexta-feira. Fui o piloto que mais deu voltas na pista. Dei 56 voltas, exatamente a quantidade de voltas numa corrida, e não aconteceu absolutamente nada com o carro. Estava super em ordem, fizemos a classificação, o carro não deu um problema, estava tudo indo super bem nos dois carros, a gente estava com zero problema até domingo de manhã. Quando ligaram o meu carro no domingo, descobriram que estava com um problema na embreagem. A gente acabou não largando por causa disso, e a embreagem acabou quebrando de novo na corrida. Não sei exatamente o que aconteceu. Ninguém sabe ainda direito. Às vezes, foi um detalhezinho que a gente não prestou muita atenção ou que não esperava que fosse acontecer. Ou até mesmo uma peça que é não é do nosso controle que estava defeituosa. Com o Glock, houve um problema com a bomba de ar do motor na volta em que estava indo para o grid. Até então, não tinha nada. Então, foram coisas que aconteceram de última hora que a gente não teve controle e acabou prejudicando a nossa corrida, que achava, no meu ponto de vista, que seria tão boa quanto na Malásia.

BloGP: Na auto-avaliação da Virgin, em que ponto a equipe se vê agora? Obviamente, na frente da Hispania. Mas vocês se veem atrás, perto ou na frente da Lotus?

LdG: Eu vejo a Virgin na frente da Lotus. As classificações foram bem próximas. Na Malásia, a gente terminou na frente da Lotus. Na China, a gente se classificou na frente da Lotus, em condições normais. A gente está em uma condição bem parecida de disputa. A Lotus tem um budget [orçamento] muito maior do que o nosso. Mas eu acredito que a gente seja capaz não só de disputar com eles, mas como terminar o ano como a melhor das novatas. Acho que esse é nosso objetivo. A Hispania está bem para trás, acho que é muito difícil que eles disputem alguma coisa com a gente. E a gente vai demorar, eu acredito, pelo menos, mais um ano para conseguir chegar no pelotão intermediário.

BloGP: Essa seria a próxima pergunta. Em quanto tempo vocês preveem a Virgin no Q2 da classificação?

LdG: Muito difícil. A principal fonte de downforce [pressão aerodinâmica] de um carro atual é o assoalho duplo. Ou triplo, de alguns carros. Esse é o principal foco de tecnologia em que o pessoal investiu muito no ano passado. Enquanto a gente estava projetando o carro inteiro, o pessoal estava só divulgando esse tipo de downforce. Se você olhar a asa traseira, as dimensões, é tudo meio parecido, mas o assoalho faz uma grande diferença. Para o ano que vem, o assoalho volta a ser simples. Então, para esse ano, vai ser difícil disputar, não impossível, mas vai ser muito difícil, em condições normais, a gente ir para o Q2 ou mesmo pontuar. Em condições normais, a gente precisa evoluir muito. Eu acredito que, no ano que vem, a gente vai estar muito mais próximo das equipes intermediárias. E, quem sabe, daqui a um ou dois anos, começar a disputar pontos constantemente e talvez almejando um pódio, mas é muito difícil mensurar o quanto as outras equipes também vão evoluir para o ano que vem.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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De la Rosa: o primeiro demitido de 2010?

Daniel Muñoz/Reuters

 

A primeira parte da temporada 2010 da F1 acabou, na passagem inicial por Ásia e Oceania. Enquanto a categoria se preparar para começar sua fase europeia, os primeiros boatos sobre troca de pilotos já começaram. Bem cedo, diga-se de passagem.

A vítima da vez seria Pedro de la Rosa, segundo a revista francesa “Auto Hebdo”. O espanhol pode ser demitido pela BMW Sauber após o GP de Mônaco, para a entrada do italiano Luca Filippi e seus € 10 mihões de patrocínios na equipe suíça. O venezuelano Pastor Maldonado também é cotado para a vaga.

Em uma temporada com 24 vagas, é natural que haja trocas de pilotos durante a temporada. É muito difícil que todos comecem e terminem o Mundial. Só não era esperado que a “caça às bruxas” dos times começasse tão cedo.

Como base de comparação, em 2009, o primeiro demitido foi Sébastien Bourdais, trocado por Jaime Alguersuari, pela Toro Rosso, antes do GP da Hungria. O francês resistiu por oito corridas. O veterano espanhol pode sobrar após apenas seis.

A BMW Sauber continua sem apoios, com o carro limpo. Se um piloto aparece disposto a despejar um caminhão de dinheiro, não haverá o que fazer. Como Kamui Kobayashi é jovem e tem potencial a ser explorado, a cabeça de De la Rosa fica a prêmio.

Aí fica a pergunta para os leitores do BloGP: Pedro de la Rosa será o primeiro demitido de 2010? Alguém pode perder o emprego antes? E quando isso vai acontecer? A caixinha de comentários está aberta para os internautas.

Marcus Lellis – @marcuslellis / Lellisblog

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Webber, sua hora de parar está por chegar?

Getty Images

Eis que Lewis Hamilton resolve especular a aposentadoria de Mark Webber. Do nada – realmente do nada, porque ninguém tinha falado sobre isso antes, nem o próprio australiano, que é parte interessada neste assunto –, o inglês chega e diz que não se surpreenderia se o piloto da Red Bull decidisse parar. Para o representante da McLaren, Webber se aposentaria por cima, já que tem o melhor carro de sua carreira nas mãos, podendo brigar por vitórias e o título.

Nesse último ponto, até que Hamilton tem razão. Se Mark decidisse parar agora, sairia por cima. Logo o Webber, que foi apontado como uma grande revelação e penou por várias temporadas até ter um certo destaque na F1. Mas ele não é muito novo para parar, não?

Webber fará 34 anos em agosto de 2010. Se for levar em conta que temos Michael Schumacher já na casa dos 40 e Rubens Barrichello e Jarno Trulli batendo na porta dessa casa, é possível falar que ele está novo para isso.

Internautas, o espaço é de vocês.

PS: Existem rumores de que Kimi Raikkonen, patrocinado pela Red Bull no WRC, pode acabar na equipe da empresa de bebidas energéticas em 2011. Usando a lógica, se isso acontecesse, Webber sobraria. Mesmo assim, eu penso que o australiano teria mercado, não seria o caso de se aposentar.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Lights: um brasileiro e uma musa

Felipe Paranhos

Neste fim de semana começa a temporada 2010 da Indy Lights. Com menos brasileiros, mas com bons nomes. Rodrigo Barbosa é o único piloto daqui confirmado para o campeonato. Agora na PDM, o piloto terá uma situação muito mais amigável do que no ano passado: a ELFF, equipe brasileira, era terrível, um desastre. O time, que tinha sede em Asheville, na Carolina do Norte, teve desempenho pífio em 2009, sendo cerca de 3s mais lento do que os rivais em mistos e até 5s em ovais.

A PDM, equipe do brasileiro para este ano, teve passagem curta pela categoria em 2009, mas o rendimento agradou bastante. Com o holandês Junior Strous,  dominou as duas primeiras corridas na temporada. Um episódio de bebedeira, porém, fez com que Strous perdesse o patrocínio da Shell, e a PDM deixou o campeonato.

Strous, novamente com o patrocínio da petrolífera, agora corre na HVM, que estreia programa de acesso à Indy. A Bryan Herta, que ano passado adotou em algumas corridas o talentoso brasileiro Felipe Guimarães, terá Sebastian Saavedra, terceiro colocado em 2009 pela AFS/Andretti Green, e Stefan Wilson — irmão mais novo do Justin.

A Andersen, agora sem a Rahal-Letterman, promove a estreia de Carmen Jordá na categoria. A pilota, que veio da F3 Espanhola, assume o lugar que foi de Mario Romancini. Não se deve esperar, porém, muita qualidade na pilotagem — ela deve aparecer mais por seus atributos físicos. Outro que vem da F3 Espanhola é Adrián Campos Jr, filho do quase chefe de equipe na F1, que será companheiro de James Hinchcliffe na Moore.

A já citada AFS/Andretti terá Charlie Kimball e Martin Plowman para tentar repetir o título conquistado por JR Hildebrand. A Sam Schmidt, pela qual correu Bia Figueiredo, vai com o canadense Philip Major, a inglesa e fraquinha Pippa Mann e o francês JK Vernay.

A Genoa terá Richard Kent, a novata Cape vai com Gustavo Yacaman, ex-companheiro de Bia na Sam Schmidt, e o Team E entrega o carro de número 17 a Jay Heylen. A Walker aposta em Jonathan Summerton, aquele mesmo que foi especulado na USF1 tempos atrás. Ele foi vice-campeão da finada F-Atlantic em 2009.

Alliance, Brian Stewart, Davey Hamilton/Kingdom, ELFF e PBIR, esperadas para este ano, não têm futuro definido.

Atualização em 26/03:  A Sam Schmidt confirmou também James Winslow, britânico campeão da finada F3 Ásia em 2006 e da F3 Australiana em 2008. No ano passado, correu pela Genoa na última — última mesmo — temporada da F-Atlantic.

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Senna, patrocínio e F1

senna

Felipe Paranhos

Era a Honda, que morreu e deixou Bruno Senna sem vaga para 2009. Sem espaço na F1, não faria sentido voltar à GP2. O brasileiro tirou um ano sabático. Agora, é a Campos, que morreu, está sendo resgatada, mas já deu sinais de que não deve ficar com o piloto — a menos que o dinheiro entre na história, como disse Colin Kolles, novo diretor-técnico do time.

Só que Bruno Senna — na verdade, sua assessoria, ele quase não fala à imprensa — sustenta que não tem patrocinadores atualmente. E que não levou nenhum apoiador para a Campos, que esperava usar o sobrenome histórico para atrair empresas. Embora tudo isso seja meio curioso, pois em todas as aparições recentes Bruno usava bonés da Embratel, cabe acreditar no que é dito. Até porque, do contrário, Kolles não falaria o que falou.

Por isso, para incentivar a discussão, partiremos da premissa de que não há patrocínios. Exponho, então, minha ignorância: jura que em um país com as proporções do Brasil não há empresas que se interessem em associar sua marca à de um piloto de F1 com o apelo que tem Senna? Não que ele vá alcançar grandes resultados, mas o que tem de gente que vai voltar a assistir corridas de F1 só para vê-lo… O que preocupa? O risco de o cara não se dar bem e, por conta daquela visão do torcedor brasileiro que nós já conhecemos, a empresa ficar vinculada a um suposto insucesso?

Acho até que há pilotos brasileiros mais talentosos, que mereceriam grande apoio para desenvolver suas carreiras, mas me parece que Bruno daria mais retorno aos executivos que vivem de avaliar relatórios e planilhas e projetos — justamente porque tem gente que não vê uma corrida de F1 há mais de dez anos e, quando ouve falar que o sobrinho de Ayrton vai correr na F1, se interessa.

Não entendo de publicidade, propaganda, marketing e afins. Portanto, peço a ajuda de vocês para entender o que há de escondido a quem não é especialista.

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Onde há fumaça…

O movimento de Max Mosley no ano passado em promover um aumento no número de carros no grid da F1 pode ter sido em vão. É de conhecimento público que pelo menos duas das quatro novatas estão em sérios apuros. Enquanto Virgin e Lotus já foram para a pista em Jerez na pré-temporada, Campos e USF1 ainda nem sequer falaram em apresentar os carros e ambas, curiosamente, só têm apenas um piloto confirmado.

As dificuldades financeiras da equipe espanhola estamparam os noticiários nos últimos dias e até momento nada ficou resolvido, por isso a dúvida é grande quanto à sequência dos trabalhos do time Adrián Campos, que ainda tem na sérvia Stefan uma clara ameaça. Outro imenso ponto de interrogação está na obscura escuderia de Peter Windsor e Ken Anderson.

Nesta terça-feira, a notícia de que o imóvel onde se concentra a base da equipe norte-americana, em Charlotte, nos EUA, está à venda ajudou a colocar mais fogo nas especulações sobre o futuro da estreante. É certo que um porta-voz do time se apressou em esclarecer o anúncio da venda do edifício, garantindo que a escudeira tem contrato de locação com a propriedade até 2014.

Mas só isso não foi suficiente para apagar os rumores sobre as reais condições da equipe, que ainda não apresentou nada de concreto para 2010. E isso dá ainda mais corda para Bernie Ecclestone, que disse dias atrás não acreditar no projeto do time. E fica cada vez mais a clara impressão de que, de fato, dificilmente a equipe estará no grid em 14 de março.

Desde que os demais times começaram a se movimentar para apresentar os carros deste ano, nenhuma informação a este respeito surgiu dos EUA. A única confirmação mesmo foi a da contratação do o argentino José Maria López. Depois disso, mais nada. Mas é pouco perto da onde de boatos que aparecem sobre a equipe, intensificados nesta semana.

Pois bem, nesta quarta-feira surgiu o rumor de que o time perdeu o apoio de Chad Hurley, o co-fundador do YouTube. E de que Hurley estaria agora interessado em unir forças com a Campos. A Stefan também seria a outra opção para Chad. Outro fato que veio à tona hoje foi o desligamento de Brian Bonner da USF1. Tido como uma peça chave no desenvolvimento de negócios do time, Bonner, de 50 anos, agora trabalha como é co-diretor de marketing de outra empresa, a B4.

Como se não bastasse, a time de Windsor e Anderson convive com a insatisfação dos funcionários com relação ao atraso nos pagamentos.

Evelyn Guimarães

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Di Grassi se prepara para estreia em Jerez

Os treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera contam com a presença de mais um brasileiro: Lucas Di Grassi. Depois de apresentar o VR-01 na semana passada, a Virgin vai fazer sua estreia oficial na segunda série de testes do ano. Timo Glock pilota o carro nos dois primeiros dias – quarta (10) e quinta (11) –, enquanto o brasileiro assume o comando do modelo na sexta (12) e no sábado (13).

Di Grassi já está em Jerez e apareceu no circuito espanhol nesta quarta. O Grande Prêmio, que tem o repórter Marcelo Ferronato como enviado especial à Espanha, conversou com exclusividade com o piloto no motorhome da Virgin.

Lucas falou sobre suas expectativas para 2010. Disse que a equipe está dando o apoio necessário para que ele, que estreia na F1 como titular neste ano, se sinta à vontade.

O carro da Virgin também foi assunto do papo. Di Grassi afirmou que já deu para perceber em poucos testes na pista de que a base do bólido é boa, sem problemas crônicos, o que era muito difícil, já que o carro era apenas uma ideia há algum tempo.

Mesmo assim, o brasileiro não quer tirar uma conclusão precipitada, já que o time é novo e deve sofrer com problemas ao longo do ano por esse fato. Apesar de saber que a escuderia não vai brigar com os primeiros colocados, o piloto acredita que haverá uma evolução de performance durante a temporada, até porque, segundo palavras de Di Grassi, o trabalho da Virgin está no mesmo nível de outras equipes.

O internauta pode conferir essas e outras opiniões do representante de um dos quatro times estreantes na F1 em 2010 aqui no BloGP, que traz a íntegra da entrevista que o GP fez com Lucas.

Ouça aqui a entrevista com Lucas Di Grassi, direto de Jerez de la Frontera, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O retorno ao habitat natural

Michael Schumacher voltou. Apesar de Fernando Alonso estrear na Ferrari em seu país, as atenções da mídia estão voltadas para o retorno do heptacampeão mundial. Todas as coletivas são muito disputadas, alguns jornalistas chegam a fazer plantão em frente à garagem da Mercedes. O alemão é uma espécie de “popstar” da F1.

Mas mesmo sendo “popstar”, Schumi deixou as regalias as quais teria direito de lado. Em vez de se hospedar em um hotel, está dormindo em um motorhome no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha.

Por causa disso, houve uma pergunta bem interessante na entrevista feita nesta quarta (3), último dia de treinos coletivos, com o veterano. Questionaram: “Alguma coisa perturba seu sono de noite?”. A resposta não poderia ser mais sintomática. E que simboliza bem o momento de Schumi.

“Não, eu durmo realmente bem. Até mesmo quando os motores e os geradores estão ligados, eu durmo que nem um bebê. Então, é bom”, disse Michael.

Os motores não perturbam o alemão. Ele se sente muito bem ao lado deles. Schumacher está de volta ao seu habitat natural.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Barrichello vive momento de aprendizado em equipe

Rubens Barrichello quis fugir de uma análise fria de resultados e celebrou o avanço do trabalho da Williams no segundo dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Em entrevista dada aos jornalistas presentes na pista espanhola – incluindo o repórter do Grande Prêmio, Marcelo Ferronato –, o piloto da Williams afirmou que agora é um momento de aprendizado.

Ao responder a pergunta feita pela reportagem do GP sobre as diferenças dos dois treinos realizados nesta semana, Barrichello disse que o carro mudou bastante de segunda para terça. E foram mudanças que vieram para melhor.

Apesar de não chegar ao tempo ideal – foi o quinto colocado –, o brasileiro preferiu não entrar em pânico e ressaltou a dificuldade para ler e fazer uma análise da F1 atual devido ao fim do reabastecimento. Rubens contou que só testou até agora com bem mais da metade do tanque cheio, nunca menos, o que deixa o carro mais lento.

No mais, Barrichello demonstrou estar em lua-de-mel com sua nova equipe e fez uma série de elogios aos novos companheiros.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Massa usa dia para entender acerto de carro pesado

Dois dias de treinos coletivos, dois dias na liderança. Felipe Massa fechou sua participação nas sessões que abrem a pré-temporada da F1 em 2010, em Valência, na Espanha, nesta terça-feira (2). Na hora de conversar com os jornalistas brasileiros presentes no circuito Ricardo Tormo – entre eles, Marcelo Ferronato, do Grande Prêmio –, o resultado foi deixado de lado. Os comentários ficaram em torno do trabalho que foi feito para entender o acerto de um carro que estará bem mais pesado nesta temporada, em função do fim do reabastecimento.

O piloto da Ferrari também falou sobre outras novidades do regulamento, como a nova pontuação do Mundial. Ainda opinou sobre a nova regra em que os pilotos terão de usar os mesmos pneus da última fase da classificação na largada das corridas. Segundo Massa, o problema não está no desgaste dos pneus, mas, sim, na escolha do tipo, que pode influenciar positiva ou negativamente.

Por fim, o GP perguntou a Felipe sobre como anda o relacionamento com Fernando Alonso, que esteve no circuito de Valência nesta terça e provocou grande agito nas arquibancadas do autódromo, que estavam lotadas. O espanhol faz sua estreia pela Ferrari nesta quarta (3).

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após mais um treino de pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O 1º dia de Barrichello na Williams

Overdose de Rubens Barrichello nessa segunda-feira (1º). Depois de nossa entrevista exclusiva, o piloto da Williams foi para a pista de Valência, na Espanha, estreou no time britânico e acabou com o sexto lugar no primeiro dia de treinos coletivos no circuito Ricardo Tormo. O brasileiro também foi o responsável pela única bandeira vermelha da atividade. Um problema eletrônico de acelerador cortou o motor e fez o carro parar, segundo o veterano.

Depois da sessão, Barrichello deu uma longa entrevista para os jornalistas brasileiros – e a reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, estava presente –, em que falou sobre o problema vivido no treino, sobre suas impressões sobre o carro de sua nova equipe, sua opinião sobre mudanças nas regras das classificações em 2010, entre outros assuntos.

Mais Barrichello aqui no BloGP. O internauta pode conferir o que o representante da Williams disse após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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O dia positivo de Massa em Valência

Felipe Massa falou com os jornalistas brasileiros depois do primeiro dia de treinos coletivos da F1 no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha, nessa segunda-feira (1º). A reportagem do Grande Prêmio, com Marcelo Ferronato, esteve presente na entrevista e ouviu o piloto da Ferrari.

Em sua primeira atividade coletiva após o acidente sofrido na Hungria no ano passado, Massa falou que nem se lembrou do acidente enquanto corria na pista espanhola. Concentrado em desenvolver a F10, novo carro da Ferrari, o brasileiro afirmou que teve um dia positivo.

A satisfação do piloto se deve à facilidade para guiar o modelo 2010 da equipe italiana. Ao comparar com a F60, carro de 2009, Felipe disse que teve um dia bem mais tranquilo, já que sofreu muito no início dos trabalhos da última temporada. “Foi completamente diferente do ano passado”, declarou.

Para não sofrer da mesma forma, Massa contou que a Ferrari planejou um projeto bem distante ao de 2009, com uma direção oposta na parte aerodinâmica, na parte de suspensão e no lado técnico.

Aqui no BloGP, o internauta pode conferir o que o brasileiro falou após o começo da pré-temporada da F1.

Ouça aqui a entrevista com Felipe Massa, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Rubens Barrichello, em alto e bom som para o BloGP

Nosso enviado especial em Valência, Marcelo Ferronato, aprendeu direitinho com a já lendária Evelyn Guimarães como conseguir entrevistas exclusivas bombásticas na surdina. De mansinho, o homem de Ribeirão Preto que foi parar na Europa conversou com Rubens Barrichello.

No motorhome do piloto da Williams, o brasileiro falou sobre muitos assuntos: a hora de parar, as expectativas para 2010, a volta de Michael Schumacher, o relacionamento com Nico Hülkenberg, seu novo companheiro, e a decisão de se focar no presente e deixar o tempo passar, sem muitas preocupações com o futuro.

O internauta pode conferir o trabalho do nosso repórter na Espanha nas matérias publicadas nessa segunda-feira (1º) no Grande Prêmio e aqui no BloGP, onde ouve o áudio da entrevista, editado por este que lhes escreve.

Ouça aqui a entrevista exclusiva do Grande Prêmio com Rubens Barrichello, direto de Valência, na Espanha

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Tudo igual

Felipe Paranhos

A pedidos, o capacete do Nico, que não mudou nada, só patrocinadores.

CapaceteNico

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A Indy, ao que parece

Felipe Paranhos

Tava vendo uns sites estadunidenses essa semana, e havia algumas listinhas possíveis para o grid da Indy em 2010. Fiz um pequeno compêndio (pxxxx)  e resolvi colocar aqui, pra gente discutir algumas coisas.

Equipes1b

Ganassi | Dario Franchitti e Scott Dixon | Até porque nem faria sentido trocar um dos dois, alguns dos mais qualificados do grid.
Penske | Helio Castroneves, Ryan Briscoe e Will Power | Mesma lógica. Mas o Briscoe… Se não for neste ano, hum…
Andretti | Tony Kanaan, Danica Patrick, Marco Andretti e Ryan Hunter-Reay | O acordo com RHR, por ora, é só para as 500 Milhas, mas o norte-americano deve ser confirmado para a temporada inteira.
Dreyer & Reinbold | Dizem que terá dois carros. Mas, como é naquele esquema de quem leva patrocínio, pode ser mais.

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Dale Coyne | Justin Wilson | Mas existe rumor forte de que o time terá dois carros. Um deles seria de JR Hildebrand. Não acho assim provável.
Panther | Dan Wheldon | Um segundo carro deve ter Giorgio Pantano, segundo o próprio. Mas aconteceu o mesmo no início de 2009, então…
Vision | Ed Carpenter | Não foi anunciada sua renovação, mas seria burrice não mantê-lo.
Luczo Dragon | Raphael Matos.

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KV | Mario Moraes | Provavelmente, haverá um segundo carro.
Foyt | Vitor Meira | Renovado.
HVM | Robert Doornbos | E mais um. Que não será Ernesto Viso.
Conquest | Ainda sem piloto, vai com apenas um carro.

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Newman/Haas/Lanigan | Graham Rahal | Desde novembro se fala na equipe com três carros em 2010, com Alex Lloyd e Hideki Mutoh nos outros dois. Mas…
Sarah Fisher | Sarah Fisher corre em sete ovais, incluindo as 500 Milhas, e em São Petersburgo e Alabama, mistos. Jay Howard, campeão da Lights em 2006, fará quatro corridas.
Fazzt | Alex Tagliani | Não creio em segundo carro na temporada de estreia, mas há quem garanta isso.
3G | Só deus sabe.
Rahal Letterman | O Curt Cavin, do IndyStar, acredita na volta do tradicional time.
De Ferran | Enfrenta problemas. Desde o ano passado, negociações com Takuma Sato são citadas.

Continuando…

Para as vagas que restam para a temporada — e são muitas —,  tem muita gente boa. Bia Figueiredo e Nelson Merlo negociam. E ainda tem Tomas Scheckter, Richard Antinucci, Mike Conway e vários outros, além daqueles que sempre aparecem em algumas corridas, como o Paul Tracy.

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Não entendo

Lotus

Felipe Paranhos [ainda em férias]

Confesso que não entendo tanta desconfiança com a Lotus. A cada vez que a equipe é citada por analistas mundo afora, vem uma ponderação: “Ah, mas não é a equipe de Colin Chapman”, “Ah, mas vem da Malásia”, “Ah, mas o céu é azul”.

Pra mim, é muito claro que a chance de o time ser o melhor dos novatos em 2010 é bem grande. Seus dirigentes mostraram todo o interesse em deixar clara a seriedade do projeto, comandado por um empresário que não costuma entrar em novos negócios para ser só mais um.

Vejo também muitos comentários depreciativos em relação à dupla de pilotos da equipe. Ok, Trulli nunca foi o que dele se esperava, mas terminou as últimas três temporadas à frente de seus companheiros, Ralf e Glock. Faz suas besteiras, mas é veterano e ótimo de classificação, o que é fundamental para equipes pequenas. Kovalainen é outro que decepcionou em seus três anos, mas os 52 GPs que leva consigo são credenciais mais interessantes para uma equipe nova do que o talento inexperiente de Bruno Senna, por exemplo.

Além disso, dinheiro não parece ser problema, nem está declaradamente limitado — como acontece com a Manor. A Lotus tem o suporte do governo malaio e, segundo Tony Fernandes, dono e chefe do time, já fechou quase todos os patrocinadores para a temporada, sem precisar mendigar o dinheiro de Vitaly Petrov ou de Pastor Maldonado, o que parece fazer a Campos. E não há nada mais incógnito que a Sauber.

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Uma pergunta

A dúvida surgiu na última terça-feira (5). Foi levemente solucionada pela Sauber na manhã desta quarta (6). Mas a pergunta ainda vale: as equipes estão esperando o quê para anunciar a data do lançamento de seus carros 2010?

O planejamento dos times para esta temporada está bem atrasado. Os treinos coletivos começam daqui a menos de um mês, e ainda nem sabemos quando os modelos das escuderias serão revelados.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Balanço 09

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Felipe Paranhos

177 posts, 2.754 comentários aprovados, uns cinco, no máximo, excluídos. Alguns estresses com gente que não sabe argumentar e agride — mas, ainda bem, o tempo se encarregou de fazê-los esquecer que este blog existe. Muitas queixas de “censura” quando a gente demorava pra moderar o comentário de alguém, respostas ríspidas minhas em seguida. Mas conversas interessantes, comentaristas muito bons, gente nova e inteligente em número muito maior.

Isso foi o BloGP em 2009. Satisfação em escrever para vocês.

2010 certamente será um ano bastante animado por aqui, com aquele que será o melhor grid da F1 talvez em duas décadas — na quantidade de ótimos pilotos. Vamos continuar falando de outras categorias que não a F1, e pretendo até aumentar o número de posts sobre elas. E há algumas boas novidades por vir.

Vou aproveitar minha folga de fim de ano e minhas férias. Volto em edição extraordinária.

P.S.: Resolução 1 de início de ano: colocar uma imagem naquele quadrado preto que deveria ter uma foto da redação do Grande Prêmio.

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O fim do silêncio

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Felipe Paranhos

A semana entre o Natal e o Ano-Novo, normalmente vazia, trouxe pelo menos uma boa notícia: a USF1 existe. Ok, ok, eu sei que eles já haviam mostrado imagens das instalações da equipe em Charlotte, mas foi com o lançamento do site oficial e a apresentação em vídeo da construção do carro de 2010 que a desconfiança diminuiu.

USF1_FACEBOOK_LogoMas, se o silêncio acabou, o mesmo não se pode dizer do mistério. Ainda não há pilotos, embora um deles deva ser José María López, e os outros rumores apontam para os mesmos nomes de três meses atrás.  Como disse o Douglas Arruda nos comentários de um outro post, não me espantaria se visse o Sébastien Bourdais, quatro vezes campeão da finada Champ Car e bastante conhecido nos EUA, no outro carro. Poderia ser “o experiente” do time.

Por outro lado, o francês nunca teve nos patrocínios seu forte. E, com ou sem vídeo, a USF1 ainda não apresentou patrocinadores — atribuição de Chad Hurley, diretor-executivo do YouTube, e não está claro se a empresa vai estampar sua marca nos carros da equipe. Chad cuida dos negócios e da engenharia financeira, Peter Windsor e Ken Anderson tratam das soluções inerentes às pistas. Foi uma boa ideia.

Campos, Lotus e Virgin: acho que todas emplacam seus carros do Bahrein a Abu Dhabi. Da USF1, já não tenho tanta certeza, embora ache que também vai vingar, pelo menos no início da temporada.

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Prost-Renault só pode ser falta de assunto

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Felipe Paranhos

Posso estar errado, mas me incomodo pacas com a especulação nesse período de pós-temporada. Tem dias que surgem notícias muito legais, mas em outros.. Agora é a vez dessa do Nicolas Prost [foto] como reserva da Renault. Surgiu na quinta ou na sexta, num site francês pouco conhecido.

Pode ser verdade e tudo, já que piloto reserva hoje é cargo decorativo, mas por que o Prost? É um cara de 28 anos, que não correu de fórmula em 2009 depois da A1GP —  e, nesta, teve como melhor resultado um sexto lugar. Ganhou a F3000 em 2008, mas é algo que conta muito pouco, já que, além de a categoria viver decadência [tanto que agora mudou seu nome], foi, dos 22 pilotos que correram, um dos únicos 4 a disputarem todas as etapas. O Luiz Razia, por exemplo, ficou oito pontos atrás tendo ficado uma rodada [duas corridas] fora.

A Renault tem em seu programa de jovens pilotos Charles Pic, Davide Valsecchi e Marco Sørensen. O dinamarquês não seria uma opção viável ainda, mas Pic foi terceiro colocado nesta temporada da World Series com só 19 anos e está correndo a GP2 Ásia, e Valsecchi é apoiado pela equipe há tempos, é experiente e corre na GP2.

Aí vocês me dizem: ah, mas o Genii, novo parceiro da Renault, é vinculado à Gravity Sport Management, que é uma empresa que agencia pilotos, então os três mencionados devem ser descartados.

Ué, mas a empresa não vai preferir colocar o D’Ambrosio, o Vietoris, o Ho-Pin Tung? Por que o Prost? Se o cara não serviu de jogada de marketing a vida inteira, vai servir aos 28 anos?

Se for verdade, não é bom negócio. Mas não deve ser verdade. Não pode ser.

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Vale mesmo a pena?

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Felipe Paranhos

O nome mais falado no mercado de pilotos para 2010 é Pedro de la Rosa. Campos, USF1, agora Sauber… Trata-se, mesmo, de um grande piloto de testes, reconhecido por todos. Sabe como poucos coletar dados do carro e passar para a equipe. Mas tem um detalhe…

Vale mesmo a pena correr tanto atrás de De la Rosa? Ok, ele tem zilhões de quilômetros de teste com a McLaren. Mas o regulamento mudou bastante entre 2008 e 2009. E Pedro não fez nenhum teste com o carro desta temporada — com a Force India, em novembro do ano passado, e com a McLaren, em janeiro deste ano, usou os modelos de 2008.

Ou seja, nos primeiros testes para 2010, lá em fevereiro, Martínez — o nome do meio do rapaz — terá a primeira experiência com as diretrizes aerodinâmicas do último regulamento, que serão abaladas apenas pelos tanques maiores, devido à proibição do reabastecimento.

Aí eu penso: não é melhor investir em um piloto que tenha corrido esta temporada, aprendido a usar um KERS, lidado com as alterações de asa dianteira volta a volta, participado, enfim, do desenvolvimento de um carro totalmente novo em relação ao ano anterior?

Então, pensando assim, a solução estaria muito perto de De la Rosa.

Heikki Kovalainen.

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4 homens, 2 vagas

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Koba, Jacques, Sato e Trulli: serão eles?

Felipe Paranhos

A Lotus está perto de confirmar sua dupla para 2010, temporada de estreia da equipe. Nesta semana, seu chefe e dono, Tony Fernandes, afirmou no Twitter que há quatro pilotos disputando duas vagas.

E são exatamente quatro os pilotos mais especulados: Jarno Trulli, Takuma Sato, Kamui Kobayashi e, mais recentemente, Jacques Villeneuve.

A questão é: há duas semanas, o próprio Fernandes declarou que já havia fechado contrato com um piloto e que iria anunciar este nome “em breve”. O que não se sabe é se esta vaga preenchida foi para o cargo de titular ou reserva.

Villeneuve esteve em Norfolk nos últimos dias para conhecer a estrutura da equipe, mas teve uma derrocada absurda na carreira. Sato seria ótimo nome, já que ele é experiente com equipes novas e o Japão arrisca não ter representante na categoria em 2010. Koba mostrou adaptação incrivelmente rápida à F1, mas seu desempenho em um carro totalmente novo é uma incógnita. Trulli me parece, apesar dos defeitos, o nome mais forte.

Mas algo me diz que vem um japa por aí. Já que a Malásia não tem nenhum piloto que preste — e Fairuz Fauzy deve ser o testador —, nada melhor do que garantir a simpatia dos torcedores de outra parte da Ásia.

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Confiança

Entrevistei há pouco Bia Figueiredo. E a coisa que mais impressionou foi a confiança que ela demonstrou com relação à chance de correr na Indy 2010. Sem hesitar, a brasileira afirmou categoricamente que acredita 100% que estará na categoria no ano que vem.

De fato, a possibilidade é realmente grande. Bia estampa bons patrocínios e, apesar da temporada difícil neste ano, já provou que tem talento suficiente para correr na divisão principal. Mais que isso, na Indy, a chegada de mais uma mulher é sempre bem vista. A categoria sabe explorar o carisma das pilotos e é inegável que atrai público. Vide o sucesso de Danica Patrick.

Bia falou que negocia com quase todas as equipes, exceto a Andretti Green, agora Andretti Autosport. Ela mesma vê dificuldade uma vaga na equipe de Michael Andretti, exatamente por conta de outra mulher.

Mas é bem verdade que outros times procuram exatamente esse tipo de atrativo, até para alavancar patrocínios. Vale lembrar que neste ano a Bia venceu o prêmio de piloto mais popular da Indy Lights.

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Klien: foco para 2010 é vaga na F1

[Nota escrita por Luana Marino]

Na expectativa de retornar à F1 na próxima temporada, Christian Klien afirmou que só vai assinar algum acordo com a Peugeot para correr as 24 Horas de Le Mans no ano que vem caso não acerte com nenhuma equipe na principal categoria do automobilismo. O piloto explicou que a decisão foi em função dos calendários das categorias, que vão coincidir no fim de semana da tradicional prova de turismo.

“No momento, eu estou focando em todas as minhas opções na F1”, afirmou o austríaco de 26 anos. “Portanto, agora não posso fechar com a Peugeot para Le Mans por causa do conflito de data com o GP do Canadá, que será no dia 13 de junho”, salientou.

Piloto de testes da BMW nesta temporada, Klien tem como principais opções as novatas Manor, USF1 e Lotus, assim como o espólio da BMW, vendido para o grupo suíço Qadbak, mas que ainda não teve a sua entrada confirmada para o Mundial de 2010.

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Donington mantém esperança de ter GP da Inglaterra

[Nota escrita por Luana Marino]

O prazo para Silverstone decidir se aceita ou não as condições impostas por Bernie Ecclestone para realizar o GP da Inglaterra em 2010 já foi dado. Contudo, Donington Park ainda mantém as esperanças de conseguir um comprador a tempo de ser a sede da etapa inglesa do calendário da F1, já que a Donington Ventures Leisure, empresa que detinha os direitos de propriedade arrendada do circuito, foi à falência.

“Eu acho que isso é extremamente encorajador,” disse Nigel Price ao jornal “Evening Standard”. “Sem antecipar nada que Bernie possa querer fazer, mas ele mostrou desejo em levar a F1 para Donington”, completou.

“Portanto, se nós pudermos encontrar alguém com o poder financeiro e direção para que algo seja feito rapidamente, tenho certeza de que Bernie ainda consideraria isso”, concluiu Price.

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Nico: meta é ser líder na Mercedes em 2010

Continuando com a saga das notícias publicadas no blog…

Confirmado como piloto da Mercedes em 2010, Nico Rosberg está ambicioso. Em entrevista à revista “Autosport” após o anúncio de sua contratação, o alemão afirmou estar confiante no carro da equipe para a próxima temporada e disse que não se preocupa com quem será seu companheiro, apesar dos rumores envolvendo o nome de Michael Schumacher.

“Minha meta é muito alta. Quero vencer corridas pelo menos. Depois, vamos ver. Precisamos esperar alguns meses para ver como o carro estará, mas estou confiante de que teremos um pacote forte”, declarou. Nesta temporada, Nico terminou o Mundial de Pilotos em sétimo, com 34,5 pontos. Seu companheiro, Kazuki Nakajima, acabou o ano zerado.

O alemão se mostrou muito feliz em fazer história na Mercedes. “É incrível. É, definitivamente, uma coisa muito especial. A última vez que um alemão pilotou uma Flecha de Prata foi em 1955, muito tempo atrás. Já estava na hora de um alemão estar na Flecha de Prata novamente.”

“Ser líder de uma equipe é algo que eu realmente gostaria de me transformar. Vou lutar para atingir este status, trabalhando com a equipe, ganhando o respeito dela. Quero me tornar um líder tomando o rumo técnico e com resultados na pista”, continuou.

Provável rival de Lewis Hamilton e Jenson Button na luta pelo título de 2010, Nico não quis dizer quem será melhor na McLaren. “É difícil dizer. Vamos ver no ano que vem, quando estarão um contra o outro. Não tenho certeza. Já corri contra Lewis e posso dizer que é um grande piloto. Jenson é mais difícil de julgar, mas, certamente, é um piloto fantástico”, disse.

Rosberg afirmou que o fato de a Brawn ter se tornado uma equipe de montadora foi “um fator importante” em sua decisão. A possibilidade de competir ao lado de Schumacher, entretanto, não foi comentada. “Não gostaria de falar sobre isso, me desculpe. Não me preocupo com quem será meu parceiro na equipe. O importante é que ele se encaixe bem no grupo para que possamos nos dedicar à Mercedes.”

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