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Palermo e Abbondanzieri, dos gramados para as pistas


FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Recentemente aposentados do futebol, Martín Palermo e Roberto ‘Pato’ Abbondanzieri podem trilhar o caminho de Bruno Marioni, que como relata a mineirinha Paula Gondim na Revista Warm Up de julho, tem feito sucesso no Linea Competizione.

A dupla de jogadores que fez história no Boca Juniors deve estrear em Buenos Aires no próximo dia 4 de setembro, mas pelo Top Race Series, uma das categorias do Top Race, uma das mais importantes do turismo argentino, ao lado do TC 2000 e do mítico Turismo Carretera. A informação foi publicada recentemente pelo diário ‘La Nación’. Entretanto as participações de Palermo, maior artilheiro da história do Boca, e de Pato, ex-Internacional, ainda não estão totalmente confirmadas.

De acordo com a imprensa argentina, outro ídolo do futebol mundial que pode participar de uma corrida por lá é Gabriel Batistuta. Sim, ele mesmo. Mito do Boca, Fiorentina e Roma, o eterno artilheiro pode correr também no Linea. Atualmente, Batigol se divide entre as atividades de fazendeiro em Reconquista, sua cidade-natal, e os campos de polo, esporte bastante tradicional por lá.

Aqui no Brasil, eu não me lembro do envolvimento de nenhum jogador de futebol com o automobilismo, não como piloto. Tem o Denílson agora, que estreou na Moto 1000 GP em Interlagos no mês passado, mas acho que é só. O Roberto Carlos, ex-Palmeiras, Real Madrid e Corinthians, atual Anzhi, teve (ou ainda tem) sociedade na equipe do Eduardo Bassani, mas acho que é só.

Amigo leitor, você se lembra de algum outro craque dos gramados que se aventurou no automobilismo brasileiro? E dentre os boleiros, quem você gostaria de ver um dia disputando uma corrida por aí?

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Nada de Q1, Q2, Q3

A programação do Top Race para a primeira etapa do campeonato 2010/2011 neste final de semana, em Interlagos, foi bastante intensa, tanto na categoria principal quanto na Jr.. Foram nada menos que nove treinos, entre livres e classificatórios, além das duas baterias finais que definiram as posições de largada para cada uma das categorias. Aliás, essa última parte é que chama atenção nos procedimentos da categoria argentina, que trouxe 72 carros para a rodada paulistana.

A formação do grid é bastante curiosa. Na verdade, quase confusa. Primeiro, os pilotos disputam dois treinos classificatórios para definir quem que vai brigar pelas primeiras 18 posições. Aí, então, vem a decisão.

Na primeira corrida, que tem apenas seis voltas, os competidores vão à pista para definir as últimas 16 posições do grid. O pole aparece depois da segunda bateria. O vencedor da minicorrida de seis giros. Os demais colocados completam o restante do grid até a posição 18.

E as corridas são bem interessantes. Movimentadas, cheias de ultrapassagem e batidas. Mas não dá para imaginar o mesmo formato em categorias como F1, Indy ou até mesmo a Stock.

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O novo carro

Os organizadores do Top Race aproveitaram a abertura do campeonato, neste final de semana em Interlagos, para mostrar o novo carro para a temporada 2011/2012 neste sábado (24). Assim como na Stock Car, a categoria argentina também utiliza chassis tubulares e os motores são fornecidos por apenas um fabricante.

Mas a diferença para a divisão brasileira está no envolvimento das montadoras nas equipes. As marcas que participam do campeonato são: Ford, com o modelo Mondeo, Mercedes-Benz, Volkswagen, com o Passat, e a Mitsubishi, com o Lancer GT. No lançamento do carro, apenas os modelos da Mercedes e da Volkswagen foram mostrados.

No caso do novo carro, projetado pelo argentino José Luis Denari, as principais mudanças estão na potência do motor e nas soluções aerodinâmicas. O motor V6 passa de 350 cavalos para 435. A preparação é da Oreste Berta da Argentina. Os carros da categoria usam pneus Pirelli. O câmbio terá seis marchas, ao contrário das cinco utilizadas atualmente. E os amortecedores são os Penske com dois tipos de regulagem externa. Antes da apresentação, o modelo passou por 2.000 km de testes.

Para a etapa de São Paulo, o Top Race trouxe 72 carros, sendo 38 são da categoria principal e 34 da Jr.  Agora é com vocês. O que acharam do novo modelo?

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‘Calma’, Argentina segue se protegendo da gripe A

Carlos Petrio é jornalista do “Clarín” e esteve no Brasil para cobrir a etapa da Top Race V6 em Interlagos. O BloGP aproveitou para conversar com o repórter para saber a situação em que se encontra a Argentina depois do surto de gripe A no país vizinho do Brasil. Petrio disse que os argentinos chegaram a ficar em um estado inicial de pânico, mas que já se acalmaram. Mesmo assim, seguem recomendações como evitar lugares públicos, cancelam viagens e só usam máscaras se estiverem contaminados, para não contagiar outras pessoas. O “periodista” também relatou que a recepção no Brasil foi boa, sem qualquer tipo de discriminação por causa da gripe A. Confira a entrevista.

BloGP: Como está a situação em Buenos Aires e no restante da Argentina? Existe pânico entre a população?

Carlos Petrio: Há algumas semanas, houve um momento, que não sei se foi de pânico exacerbado, mas que as pessoas iam imediatamente aos hospitais assim que achavam que tinham os sintomas. Vários serviços de saúde entraram em colapso, as pessoas esperavam por horas para serem atendidas. Medicamentos se esgotavam em poucas horas. Mas não se vê muitas pessoas usando máscaras. Algumas usam, mas a recomendação é que as máscaras só devem ser usadas por pessoas que estão com a gripe, para não contagiar outras pessoas. Elas não servem para proteger pessoas de pegarem a gripe. Há algumas restrições, as pessoas vão menos para os shoppings, cinemas, teatros, restaurantes. Estamos em férias escolares, que é uma época em que as pessoas saem muito com seus filhos. Tudo isso foi restringido, existe um cuidado. Mas digo que, neste momento, não há pânico.

BloGP: Quais são as recomendações do governo argentino para a população?

CP: Basicamente, suspenderam as aulas por quase um mês. Recomenda-se às pessoas para que não frequentem muito lugares públicos. Há cuidados especiais com pessoas com resistência baixa, como mulheres grávidas e pessoas com doenças crônicas. O governo determinou que todos devem ser atendidos em qualquer centro de saúde público ou privado porque o tratamento é por conta do Estado. Não importa se a pessoa tem ou não plano de saúde. Existem as recomendações básicas, como lavar as mãos várias vezes por dia. Uma recomendação muito forte é que se uma pessoa ficar com mais de 38°C de febre por mais de um dia e meio, deve procurar um médico. Porque é muito comum você ter febre por dois ou três dias. Você fica de repouso e espera passar. Agora, pelo que dizem, as crianças são as mais afetadas. As pessoas se preocupam muito com isso, com seus filhos, mas diminuiu a sensação de pânico. Também se notou muitas coisas no lado econômico, porque as pessoas não saem mais para comer fora, muitas não viajaram para o interior ou do interior para Buenos Aires, que é um dos lugares com maior número de casos. Bariloche recebe muitos brasileiros. Nesse ano, a ida dos brasileiros para lá diminuiu muito. Isso não quer dizer que os brasileiros nos discriminam. O que acontece é que muita gente prefere não se arriscar. Pensa: “Viajo para lá no ano que vem, para que viajar esse ano?”. Não só em Bariloche, o turismo no país diminuiu. Existe uma situação de cuidados e prevenções que não se tomariam em outros momentos. Por exemplo, recentemente houve um feriado na quinta, dia 9 de julho (dia da Independência na Argentina). Na sexta, dia 10, o governo nacional decretou um feriado sanitário para a administração pública. Mas a prefeitura de Buenos Aires, que é opositora ao governo nacional, não aderiu ao feriado porque seus especialistas disseram que isso não servia para nada. Aparecem essas contradições que deixam as pessoas desorientadas. Mas, como disse, não me parece que existe uma situação de pânico. Já houve, mas agora não há.

BloGP: Vocês da delegação argentina que vieram ao Brasil por conta da Top Race V6 sentiram algum tipo de discriminação no Brasil devido à epidemia da gripe A em seu país?

CP: Não tivemos muito contato, ainda mais porque o trabalho com o automobilismo nos toma todo o dia, não estamos num hotel em uma zona central, para sairmos e caminharmos. Mas não fomos destratados no hotel, tão pouco aqui. Não sei o que aconteceria se um de nós da delegação argentina fosse para alguma lanchonete e tossisse. Não sei se poderia haver algum problema desse caso. Não sentimos nada discriminatório ou alguma desconfiança, como falar conosco se afastando da gente [demonstra se afastando do repórter do GP], não houve nada nesse sentido. Nem sequer quando desembarcamos no Brasil. Aliás, imaginávamos que haveria um enorme controle no aeroporto. Houve um controle, tivemos de assinar um formulário, fomos avaliados para se certificarem de que não estávamos com uma temperatura alta, mas nada muito sério.

BloGP: Ninguém usou máscaras aqui no Brasil?

CP: Não, apenas no aeroporto.

BloGP: Na sua opinião, essa crise vai durar mais quanto tempo?

CP: Na Argentina, o que os especialistas dizem é que o pico aconteceria na próxima semana e começaria a diminuir. Outros dizem que isso tem a ver com o clima. Assim que diminuir o frio, vai diminuir o problema. Tenho a sensação que houve uma alarma muito grande, de que o vírus era mais letal do que é na verdade, menor do que a gripe comum. Mas o problema pode voltar no próximo inverno. Só que os laboratórios vão ter as vacinas para a gripe. Acredito que estaremos muito mais preparados no inverno que vem.

Marcus Lellis

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A cobertura que não acabou

O material colhido na cobertura da F-Truck e da Top Race V6 em Interlagos ainda não acabou. Entre hoje e quarta, vou publicar mais alguns textos no Grande Prêmio e aqui no BloGP. Posso adiantar assuntos interessantes, como a opinião de alguns argentinos que estavam lá sobre o surto da gripe A no nosso país vizinho e uma breve análise da F-Truck um ano depois da morte de seu fundador, Aurélio Batista Félix.

Também queria deixar uma ressalva sobre um post mais abaixo, “Treino é treino, jogo é jogo”. Falei sobre a falta de comida na sala de imprensa na sexta e sábado, queria destacar que foi uma brincadeira. Esse aspecto é bobo, não é a falta de alimentos, que é uma cortesia da organização, que vai atrapalhar nosso trabalho ou o trabalho de quem cuida da categoria. Podia parecer que era uma crítica, mas não era.

Não tenho nada a reclamar da assessoria da Truck e da Top Race, sempre solícitos e prontos para o ajudar. É isso!

Marcus Lellis

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E o pau quebrou, sim

Conversando com o câmera da ESPN argentina, apuramos que houve porrada, sim, na discussão entre Norberto Fontana e Marcos Di Palma. Aliás, eles conseguiram até imagens do ocorrido.

Foi briga feia. Di Palma tentava esganar Fontana, que devolvia puxando os vastos cabelos do oponente. Depois chegou a turma do “deixa disso”, afastou os dois. Isso aconteceu no intervalo entre as baterias rápidas e a prova principal. A organização da Top Race não se omitiu, já que a confusão aconteceu perto da Torre de Controle, e desclassificou os dois da corrida.

Segundo o câmera da ESPN argentina, Di Palma é, digamos, uma pessoa fora do controle. Já aprontou várias. Contou-nos que, uma vez, um avião onde estava Di Palma aterissou fora da rota comum para que a polícia pudesse prendê-lo.

Marcus Lellis 

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E o pau quase quebrou na Top Race

Argentino é raçudo em tudo. Os ânimos ficam exaltados até no automobilismo. Depois de um choque que o tirou da corrida da Top Race V6 em Interlagos, Laureano Campanera partiu para cima de Henry Martín. Queria o tirar do carro e partir para a porrada, antes de ser contido pelos integrantes de sua equipe.

Ao se dirigir para os boxes da categoria, que ficam atrás do pit-lane, Laureano soltou os cachorros em Henry em entrevista para a Fox Sports. Até o chamou de filho da puta.

Pior que não foi a primeira discussão do dia. Norberto Fontana e Marcos Di Palma quase chegaram às vias de fato após as baterias rápidas pela manhã.

Marcus Lellis

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A revista que mostra a força do automobilismo argentino

Muitos podem discutir, mas a paixão dos argentinos por automobilismo é maior do que a dos brasileiros. Recebemos exemplares da revista semanal Corsa, especializada no esporte. São 66 páginas. O automobilismo argentino ocupa a maioria delas. O resto fica com a F1, com o relato do GP da Inglaterra (a revista é de junho), F-Truck (apoiada pela parceria com a Top Race) Nascar mexicana e mais uma ou outra categoria de fora.

A capa é dedicada à Top Race V6. A revista abre com esse assunto. A F1 só aparece nas últimas páginas.

É sabido que o povo argentino é bem nacionalista, gosta muito de cultuar suas próprias coisas. E, cá entre nós, isso é mais do que certo. Por isso, o automobilismo local deles é forte, mesmo não tendo um piloto na F1. Isso também se comprova no número de jornalistas que veio para o Brasil, como foi relatado posts abaixo.

Brasil, fica aí a lição.

Marcus Lellis

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O ‘segredo’ do sucesso da Top Race: gastar pouco

A crise econômica mundial deixou o automobilismo de joelhos e causou transtornos em muitos lugares do mundo, até mesmo em países com moeda forte. Com uma economia que não é muito sólida, a Argentina também passa por problemas e faz esforços para conter o avanço da crise. Por isso, é de surpreender ver uma categoria do país sul-americano, a Top Race V6, ultrapassar barreiras, fazer sua primeira viagem internacional e trazer um campeão mundial de F1, Jacques Villeneuve. De acordo com Alejandro Urtubey, presidente da categoria argentina, não há muito segredo para sobreviver em meio aos contratempos econômicos. A solução encontrada é a mais simples possível: levar qualidade às pistas, mas gastando pouco.

“O Top Race nasceu em 2004 com um conceito distinto daquele que temos no automobilismo na Argentina. Foi a criação de uma categoria puro-sangue, que atende às expectativas do público que é amante do automobilismo, mas tem um baixo custo”, afirmou o dirigente. A Top Race alinhou 39 carros no grid em São Paulo e tem a participação de cinco montadoras: Mercedes, Ford, Chevrolet, Peugeot e Volkswagen.

BloGP apurou que, na Argentina, as equipes gastam cerca de R$ 20 mil para correr em cada etapa. Mas a prova do Brasil foi especial. A organização da Top Race V6 bancou todas as despesas dos times, com passagens aéreas, ônibus para trazer mecânicos, engenheiros e demais integrantes, translados e hotel cinco estrelas para os pilotos. Assim, assegurou a festa da categoria no autódromo de Interlagos.

Marcus Lellis

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Gripe A não afastará Truck da Argentina, garante Neusa

A Argentina é um dos países mais afetados pela gripe A – com 137 mortes causadas pelo vírus, é o lugar com o segundo maior número de vítimas fatais, perdendo apenas para os EUA (211), de acordo com relatórios oficiais. Para não ter de desfazer o acordo para a vinda da Top Race V6 para o Brasil, a F-Truck tomou todas as providências com o Ministério da Saúde e outras autoridades para garantir a presença da delegação argentina em São Paulo. Mas esse acerto tem duas mãos, já que a categoria brasileira também vai visitar os “hermanos”, em Buenos Aires, em setembro. Com a epidemia da doença na Argentina, questionou-se a viabilidade da prova. Algo que a presidente da Truck, Neusa Navarro Félix, rechaçou.

“Com certeza, a corrida vai acontecer, sim. Nós tivemos todos os cuidados com a vinda deles para cá. Consultamos todas as autoridades de Saúde. A nossa ida para lá só vai deixar de acontecer se for por uma impossibilidade, caso não possamos entrar lá ou sair daqui, o que acho difícil de acontecer. Até setembro, tudo deve estar resolvido”, afirmou Neusa.

A segurança da dirigente é tanta que nem há um projeto paralelo à prova de Buenos Aires no caso de ter de cancelar a etapa argentina. Não existe plano B. O plano A tem de acontecer. Com certeza, iremos para lá”, falou Félix, garantindo um sonho de seu falecido marido, Aurélio Batista Félix, de ultrapassar as fronteiras com a F-Truck.

Marcus Lellis

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Treino é treino, corrida é corrida

Já dizia Didi, não o Mocó, mas o falecido jogador, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira de futebol: “Treino é treino, jogo é jogo”. No automobilismo, também. Treino é treino, corrida é corrida. O clima no autódromo de Interlagos para as etapas da F-Truck e Top Race V6 neste domingo é bem diferente do que sexta e sábado. O agito no pit-lane é mais intenso. Pessoas indo e vindo para lá e para cá, maior agitação de torcedores nos boxes, aquela festa.

Na sala de imprensa, uma mudança é clara. Temos comida aqui! Sim, porque nos dias de treinos, só havia água e mais nada. Mas a organização providenciou quitutes para hoje. Fome, nunca mais.

Marcus Lellis

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Locutor pede para Cacá vingar Brasil pela Libertadores

Ao chegar em Interlagos, já deu para ouvir uma pérola. O locutor do autódromo estava fazendo o aquecimento para a primeira bateria rápida da Top Race V6 e, ao falar do Cacá Bueno, que participa dessa série, lançou: “Vamos ver se nós conseguimos vingar a derrota da Libertadores” (o Estudiantes venceu o Cruzeiro por 2 a 1 no Mineirão na última quarta e conquistou o título da Libertadores).

Até que demorou para aparecer a primeira provocação. Não houve até agora nenhuma discussão acalorada sobre quem é melhor, Pelé ou Maradona.

Marcus Lellis

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A internet ‘cai-cai’

O dia foi produtivo aqui em Interlagos. Muitas entrevistas, conversas sobe vários assuntos, teremos material para colocar no ar nas próximas horas. O problema é que a internet aqui da sala de imprensa (sala, mesmo, hoje não estou no caminhão) não está colaborando. Muito difícil para manter uma conexão firme, cai a toda hora. Isso que é o saco de trabalhar fora do seu habitat natural.

Não estou com uma máquina fotográfica em mãos, o que é uma pena. Gostaria de mostrar as “chicas” argentinas de promoção que estão desfilando por aqui.

Marcus Lellis

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O box faz-tudo

O box 13 de Interlagos é o quebra-galho da organização da Top Race V6. A simplicidade da garagem comentada ontem foi quebrada. Colocaram uma divisória entre o box da equipe de Jacques Villeneuve e Cacá Bueno e transformaram uma parte do box em sala de briefing. Nesse momento, todos os pilotos da categoria estão reunidos. E o portão está fechado, para não deixar curiosos entrarem no local.

O mesmo lugar vai servir como sala de conferências, para a entrevista coletiva de Jacques Villeneuve, logo mais à tarde.

Ah, e começou a chover em Interlagos. Estava muito bom para ser verdade, ficar um fim de semana inteiro sem uma chuvinha.

Marcus Lellis

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O ‘diferente’ regulamento da Top Race V6

É preciso ter paciência para entender o regulamento da Top Race V6. Ao lê-lo pela primeira vez, é difícil ter noção de qual é a ideia adotada pela categoria. O velho sistema de pontos corridos, aquele que ganha mais pontos ao fim do campeonato, o mais simples de entender, não é usado pela competição argentina. A fórmula adotada é capaz de causar inveja aos dirigentes das federações estaduais de futebol, responsáveis pelos regulamentos mais mirabolantes já vistos no esporte mundial.

A Top Race V6 é dividida em quatro etapas distintas, usando as estações climáticas: verão, outono, inverno e primavera. Cada parte do campeonato tem três provas e é independente. É como se houvesse quatro torneios dentro de um só. Passa três provas, e a pontuação é zerada.

O propósito disso é a etapa final, composta por duas corridas, que define o campeão da temporada. Para esse “playoff”, classificam-se os cinco primeiros de cada etapa classificatória – a das estações do ano – e os vencedores de corridas que não tenham terminado no top-5. Exemplo prático: piloto A venceu uma prova da parte da primavera, mas não ficou entre os cinco melhores na classificação ao fim dos três GPs. Ele vai para a disputa pelo título.

Nessa etapa final, os pilotos classificados levam os pontos obtidos pela colocação conquistada em cada etapa. O primeiro lugar vale cinco pontos, o segundo, quatro, e assim vai sucessivamente até o quinto pegar apenas um. Mais uma vez, um exemplo prático: se o piloto B for o primeiro na disputa de verão, o terceiro na de inverno e o quarto na da primavera, vai para a luta pela taça com dez pontos. Aqueles que se classificarem só por ter vencido uma corrida começam zerados.

Nas duas últimas corridas, a pontuação utilizada é a habitual das doze provas classificatórias. Que, como não poderia deixar de ser, também prima pela complicação.

Todos conquistam pontos. O vencedor obtém 20, o segundo colocado, 19, e a conta segue diminuindo um até o décimo, com dez. Do 11º ao 15º, oito pontos são dados. Do 16º ao 20º, seis. Do 21º ao 25º, quatro. Do 26º ao 30º, dois. Do 31º ao último, um.

O pole-position também ganha um ponto, nada mais natural, algo que é utilizado em muitas categorias mundo afora. O interessante da Top Race V6 é que o piloto que conquista a pole no treino de classificação não é aquele que necessariamente vai largar na frente.

Os classificados em números ímpares (primeiro, terceiro, quinto…) disputam uma bateria preliminar na manhã de domingo (19). Aqueles em números pares (segundo, quarto, sexto…) correm em outra série. O vencedor da bateria que obtiver o tempo total mais rápido larga na primeira posição da prova principal do dia. Além disso, faz com que todos os participantes de sua série que estiverem na sua mesma volta comecem a corrida no mesmo lado do grid.

Ah, os seis primeiros de cada bateria também ganham pontos. O primeiro lugar conquista seis, o segundo, quinto, e, novamente, a conta segue diminuindo um até o sexto colocado, que leva seu pontinho.

Essa é a fórmula da Top Race V6. Complexa, para não dizer outra coisa. Resta saber se existe sistema mais diferente no mundo do automobilismo como esse.

Marcus Lellis

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Invasão da “prensa” argentina

Impressiona o número de jornalistas argentinos que vieram cobrir a etapa brasileira da Top Race V6, em Interlagos, preliminar da F-Truck. São entre 30 a 40 “periodistas”. E das mais diversas mídias.

Tem rádio, TV, jornal e internet. Sete emissoras de rádios estão aqui cobrindo a prova. Quatro canais de TV, incluindo a ESPN e a FOX Sports. Representantes de grandes jornais, como o Olé e o Clarín, também estão aqui.

Mas, por enquanto, a “prensa” argentina não está tão enturmada com a brasileira. Está cada um em seu canto. Devido à massa de argentinos, há uma sala de imprensa exclusiva para eles.

Marcus Lellis

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O sentimento paterno que faz Villeneuve querer voltar à F1

A vontade de Jacques Villeneuve de voltar à F1 supera a ambição pessoal de mostrar que é ainda capaz de ser um piloto competitivo em uma categoria de alto nível. Vai muito além do ego, da auto-estima, da satisfação de saber que é o melhor. É algo paternal.

Suado, depois de ter treinado pela Top Race V6, o canadense atendeu alguns jornalistas que o cercaram no box 13 de Interlagos, onde está sua equipe. O Grande Prêmio perguntou para o campeão mundial se achava que precisava provar mais alguma coisa na F1. A resposta não poderia ser mais surpreendente. E humana.

“Eu quero que meus filhos me vejam correr. Isso é importante. Hoje em dia, eles me veem em fotos. Quero que eles me vejam correr”, disse Jacques, filho da lenda Gilles e pai de Jules, de 2 anos e meio, e Jonas, de um ano e meio.

Além disso, Villeneuve mostrou que a forma como deixou a F1 ainda lhe incomoda, que não foi o fim ideal. O piloto foi demitido pela BMW Sauber na metade da temporada 2006, há exatos três anos, antes do GP da Hungria, e nunca mais voltou à categoria. Isso também o incentiva a tentar o retorno.

Porém, a volta não será fácil. O próprio Jacques é quem acredita nisso. “Gostaria de voltar. Mas é difícil. Poucas possibilidades”, afirmou o canadense, que também falou a um jornalista argentino que não negociou com a US F1, uma das três equipes novatas em 2010.{

Marcus Lellis

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Villeneuve é um cara “gente boa”, segundo Cacá

Criaram uma imagem de que Jacques Villeneuve era um chato de galocha, arrogante, prepotente, que brigava com todo mundo e não dava bola para ninguém. O famoso Zé Mané. Talvez seja o ambiente agradável em Interlagos, sem aquela competitividade insana da F1. Talvez seja tudo mentira, o que falaram dele. Porque uma pessoa que esteve muito próxima dele passou ao Grande Prêmio uma imagem completamente diferente. Em conversa com o GP, Cacá Bueno relatou o convívio que teve até agora com o canadense, seu companheiro de equipe na etapa brasileira da Top Race V6. Palavras do brasileiro: trata-se de um cara bem simpatico, bem gente boa.

“Tive uma reunião com ele, depois ficamos batendo um papo no nosso motorhome”, disse Cacá, que almoçou com Villeneuve. Segundo o piloto da Red Bull na Stock Car, o campeão mundial de F1 provou a tradicional comida brasileira. Pelo jeito, gostou muito, porque o deixou de bom humor. “A gente conversou sobre futebol, noitadas, hóquei no gelo, sobre as cidades em que nós moramos, ele no Canadá, eu no Rio, ficamos batendo um papo bem legal”, falou Bueno.

Os elogios de Cacá a Villeneuve não pararam por aí, desmistificando tudo o que foi dito nesses últimos anos. “Sempre falaram que ele era muito antipático, que era difícil. Nada disso. Pelo menos, comigo”, afirmou. “É um cara sorridente, descontraído.”

Para o bicampeão da Stock Car, o que pode ter acontecido é que o ambiente da F1, conhecido por não ser muito amistoso, talvez tenha criado um personagem que não existe. O real Jacques, pelo relato de Cacá, é um cara brincalhão, que faz piadas com aquele que acabou de conhecer. “A gente estava falando sobre Stock Car e Top Race. Quando falei da Stock, ele disse que conhecia um pouco. Falei que ele deveria andar um pouco de Stock. Respondeu dizendo que era muito rápido para ele, brincando. Pô, um cara que andou na Indy a 400 km/h”, comentou Bueno, aos risos.

E de uma conversa bem descontraída, bem que poderia sair algumas inconfidências. O Grande Prêmio perguntou: Villeneuve falou alguma coisa sobre F1, se vai voltar? “Não falamos sobre F1. Pareceu para mim que ele quer demonstrar que está bem por aqui, tipo ‘deixa fazer minhas brincadeiras’. Já vi declarações indicando que ele quer voltar, mas, na conversa, não mostrou nada disso, não”, finalizou.

Marcus Lellis

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A simplicidade dos boxes da Top Race V6

Uma coisa me surpreendeu na primeira volta que dei pelos boxes aqui em Interlagos: a simplicidade dos boxes da Top Race V6. Por exemplo, a Stock Car traz boxes cheio de penduricalhos, fotos, ambiente fechado, uma baita estrutura. A Truck também é assim. Nem preciso falar da F1, com garagens muito modernas, cheio de divisórias e etc.

Na Top Race V6, a coisa é simples. Uso como exemplo o box da equipe do Jacques Villeneuve e do Cacá Bueno. Tem duas faixas, uma em cada lado, com a foto e o nome de cada piloto. Tem os dois carros… e mais nada. Simplezinho. Não há nem uma faixa para delimitar a movimentação das pessoas, deixando entrar só quem é da equipe. Cruzei o box na boa, esperando encontrar o Villeneuve. Não deu, dessa vez.

Não sei se isso é normal da categoria. Essa é a primeira viagem internacional deles. Talvez tenha faltado verba para trazer algo mais moderno. A Argentina não tem uma economia, digamos, muito sólida. Mas é curioso.

Gostei. Prefiro sempre as coisas mais simples.

Marcus Lellis

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A sala no caminhão

Já estou em Interlagos para a cobertura da F-Truck e da Top Race V6. Nunca estive na F-Truck. O que me impressionou é uma das três salas de imprensa. Ela fica dentro de um caminhão. Mais F-Truck, impossível. Hoje, vou trabalhar dentro de um caminhão.

Marcus Lellis

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