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Os dois lados do Rally de São Paulo


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Confesso que recebi com admiração o fato de Rubens Barrichello organizar um evento de fim de ano, chamado Rally de São Paulo. É ótimo para divulgação do esporte e a marca, no caso, a Mini, que voltou com tudo ao cenário do automobilismo mundial neste ano, com participações no Dakar e no WRC, inclusive conquistando grandes resultados, sobretudo com Daniel Sordo.

Não sei até que ponto o evento em si foi criado e promovido por Barrichello apenas para reunir pilotos, amigos e convidados em uma espécie de confraternização off-road de fim de ano ou se tem o dedo da Rede Globo para criar um espaço para a grade do domingo, geralmente vazio nessa época de fim de ano. Não sei até que ponto o Rally de São Paulo tem alguma relação com algum projeto futuro de Rubens no automobilismo, ainda mais levando em conta que sua permanência na F1 em 2012 ainda não está definida.

Opinião minha: seria MUITO legal ver Barrichello fazendo um rali pra valer depois que ele encerrar sua carreira na F1, mesmo sabendo que ele ainda tem muita lenha pra queimar na categoria. Talvez fazendo o caminho inverso de Kimi Raikkonen ao ingressar no WRC, ou mesmo no Dakar, não sem antes começar no Rali dos Sertões. Entendo que seria importante do ponto de vista de divulgação do rali aqui no Brasil e também daria nova motivação à sua vida esportiva, mesmo levando em conta que, quase aos 40 anos, motivação nunca faltou a Rubens.

Além de Kimi, o rali, seja de resistência ou de velocidade, já contou com nomes que já passaram pela F1: Robert Kubica, Jean-Louis Schelsser, Norberto Fontana e Ingo Hoffmann, que já disputou o Rali dos Sertões, por exemplo. Até mesmo Ayrton Senna já testou um carro do WRC, um Ford Sierra (veja vídeo abaixo).

Abro aqui um parêntese: outra modalidade que, creio eu, Barrichello poderia mandar muito bem e seria bastante útil é o Endurance. Por conta de sua grande experiência nas pistas, o brasileiro seria um elemento determinante no desenvolvimento de protótipos, como Allan McNish e Olivier Panis fizeram, por exemplo. Fecho parêntese.

Por outro lado, mesmo sabendo que o evento promovido pelo Barrichello não tem ligação nem visa promover o rali, a não ser pelo nome e pela marca envolvida — assim como o Desafio das Estrelas não tem como principal função difundir o kart —, acho válida uma ponderação feita pelo Guilherme Spinelli, tetracampeão do Rali dos Sertões e duas vezes top-10 do Dakar, que postou hoje em sua conta no Facebook.

“Rubens batizou o evento de Rally de São Paulo e realizará o desafio no estádio do Corinthians com transmissão da Globo/SporTV. Tudo muito legal, PORÉM O EVENTO É PROIBIDO PARA PILOTOS DE RALLY! O motivo, segundo declaração do Rubens nessa entrevista (http://www.diariomotorsport.com.br/), é que se formos convidados, desequilibraremos o evento. Porque não mudam o nome do evento então? Ficaria envergonhado se um piloto de rally organizasse um evento e proibisse qualquer outra categoria por esse motivo!!! Mas quem decide o time é sempre o dono da bola… e se não quer encarar o adversário é melhor não deixar ele jogar.”

Volto a dizer: nem o Rally de São Paulo, tampouco Barrichello, tem a menor obrigação de incluir um ralizeiro no line-up dos pilotos que vão participar do evento. Mas por outro lado, perde-se uma das únicas oportunidades de colocar um piloto da modalidade em rede nacional, principalmente levando em conta que a modalidade, embora esteja em crescimento — Rali dos Sertões indo para o 20º ano e com dois brasileiros no WRC, Paulo Nobre e Daniel Oliveira —, quase não conta com conta com divulgação na grande mídia. A participação de alguém da modalidade, como o próprio Spinelli, Palmeirinha, Oliveira, ou mesmo os veteranos André Azevedo e Klever Kolberg seria um atrativo a mais para a prova, sem sombra de dúvidas.

Fica a dica.

Em tempo:  Maurício Neves, piloto de rali dos bons (já correu inclusive pela Volkswagen no Dakar), recebeu o convite para fazer parte do Rally de São Paulo. Entretanto, Neves vai participar da prova no sábado, no evento Pro-AM, com jornalistas e artistas convidados. O convite veio na esteira do lançamento do XRC (Xtreme Rally Car), nova categoria brasileira da modalidade. Maurício é o chefe da Pro Macchina, responsável pelo projeto do novo protótipo.

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Corinthians e o automobilismo brasileiro, uma relação vitoriosa


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FERNANDO SILVA

Um dos clubes mais populares do Brasil comemorará nesta quarta-feira (1), 100 anos de história, conquistas, sofrimento e glórias. Mas você haverá de perguntar. O que o Corinthians tem a ver com automobilismo, nosso tema principal aqui? Muito, meu caro.

Para ficar apenas no campo da F1, dá para elencar pilotos do passado e do presente identificados com o time. Há relatos que Emerson Fittipaldi disputou várias provas nos anos 70 com a camisa do Corinthians por baixo do macacão, justamente na época do jejum de títulos alvinegro, época que teve fim em 1977. Foi o primeiro piloto brasileiro de grande destaque internacional a assumir a paixão pelo clube e inaugurar uma relação vitoriosa.

Ayrton Senna também se declarou torcedor do Timão, mas não roxo, como o próprio piloto confirmou em entrevista ao “Roda Viva” da TV Cultura, em 1986. Entretanto, o sucesso daquele que anos mais tarde seria tricampeão de F1 fez a torcida alvinegra adotá-lo como um dos símbolos do corintiano que deu certo. Até hoje, Senna é retratado em bandeiras e camisetas que também remetem ao Corinthians.

Quem também assumiu a paixão pelo clube alvinegro de Parque S. Jorge foi Rubens Barrichello. O paulistano é visto frequentemente circulando pelo paddock dos autódromos pelo mundo com a camisa do clube. Recentemente, o piloto da Williams, que também comemorou uma marca centenária nesta semana — 300 GPs —, esteve presente à sede do Timão e foi recepcionado por Ronaldo e Roberto Carlos. Ainda sobre os pilotos da atual temporada, Bruno Senna também herdou a preferência futebolística do tio.

Mas a presença do Corinthians não se resume apenas à torcida dos pilotos. Muito pelo contrário até. Embora seja considerada mais uma ação agressiva de marketing do que uma intenção de se firmar no automobilismo, o fato é que 2010 marcou a ascensão do alvinegro nos autódromos do Brasil. Desde a elitistas Stock Car e GT Brasil, até a popular F-Truck, o time se faz presente, com relativo destaque. A presença do clube paulista nas pistas não se resume somente ao Brasil, já que também compõe o grid da F-Superliga [a exemplo do Flamengo] há dois anos.

Se não dá para dizer que a história do Corinthians se confunde com o automobilismo brasileiro em si, é possível concluir que ambos têm uma história semelhante: superação, lutas, suor, lágrimas, derrotas, vitórias, fracassos e muitos títulos. Que venham muitos outros centenários.

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Barrichello, Gentili, Zina e o sub-20 da Xurupita


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Zina

A presença de Rubens Barrichello na entrevista coletiva da Bridgestone atraiu a atenção de dois dos programas de humor mais populares da TV brasileira: o Pânico e o CQC. Já era esperada a presença das equipes destes programas, já que o piloto da Brawn foi, por muito tempo, prato cheio para os comediantes do País, com um grande número de piadas sobre o veterano.

O CQC foi o primeiro a chegar, com Danilo Gentili. Assim que cheguei ao hotel Grand Hyatt, percebi que a produção do Pânico também já estava por lá, mas ainda não sabia quem seriam as “estrelas” que iriam aparecer. Eis que surge aquele que é chamado de o “poeta de uma palavra só”, Zina, junto com Sabrina Sato e Alfinete.

Para quem não sabe, Zina é o personagem do Pânico que ficou famoso apenas por falar “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”. E ele realmente é um show à parte. Assim que chegou, teve para si a atenção das pessoas presentes, já que ninguém esperava que ele fosse aparecer por lá.

A intenção era promover um encontro entre Barrichello, corintiano fanático, e Zina. O problema é que demorou bastante para isso acontecer, cerca de duas horas, até Rubens cumprir todos seus compromissos. Enquanto isso, Zina dormia em uma das fileiras da sala em que ocorreu a apresentação do capacete que o brasileiro vai usar no GP do Brasil, com patrocínio da Batavo, mesma marca que estampa sua marca na camisa do Corinthians.

Como essa apresentação não foi aberta às perguntas aos jornalistas, as participações dos comediantes ficaram reduzidas à coletiva da Bridgestone, em outro local do hotel. Danilo Gentili se antecipou a todos e fez a primeira pergunta da entrevista. E não empolgou ninguém.

Primeiro, disse que Barrichello tinha uma grande desvantagem para tirar em busca do título da F1. Mas não era tão grande assim, que eram menos pontos do que aqueles que Massa levou no rosto devido ao acidente no GP da Hungria. A cara de constrangimento de Rubens era evidente.

Gentili ainda fez uma pergunta, querendo saber se “era devagar que se chegava longe”. Barrichello manteve o sorriso amarelo e respondeu: “Com certeza, bem devagarinho, sonhando, a gente chega lá”. Ninguém riu da participação de Danilo, que, realmente, não mandou muito bem dessa vez.

O Pânico ficou para o fim da entrevista, até porque na hora em que eles participassem, o tumulto seria inevitável. Alfinete, um dos personagens do programa, foi mais feliz, e sua intervenção rendeu mais risadas dos presentes. Ele queria entregar uma camisa do time sub-20 da Xurupita, lugar onde vive Zina, para Barrichello.

“Você divulgou o Corinthians para todo o mundo, agora queremos que você divulgue a Xurupita para o mundo”, disse Alfinete para Barrichello. Dessa brincadeira, Rubens gostou mais e ficou mais solto. Tanto que saiu do palco da coletiva para falar com o trio do Pânico e aceitou o presente, mas sem chegar a vestir a camisa, que tinha seu nome escrito nas costas.

Barrichello cumprimentou Zina, que elogiou o piloto à sua maneira característica. Parecia que o show tinha acabado. Mas não. Quebrando todos os protocolos, Sabrina Sato quis fazer mais duas perguntas, fazendo Flavio Gomes, o mestre de cerimônias da coletiva, arrancar os poucos cabelos que ainda lhe restavam na cabeça.

“Sabrina, o tempo é curto, temos de acabar”, falava Flavio. “Mas só mais uma pergunta”, rebatia Sabrina.

Após muito custo, a coletiva acabou. Zina continuou por lá, parecendo não saber onde estava, circulando com seu jeito avoado, saboreando os quitutes oferecidos pela organização da entrevista e terminando as gravações da matéria do Pânico.

Xurupita

Agora só resta saber se Barrichello vai, mesmo, vestir a camisa que ganhou de presente e divulgar o nome da Xurupita para o mundo da F1.

Marcus Lellis – @marcuslellis

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Arrumando a casa


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Ainda temos que arrumar algumas coisas. Os comentários estão com a fonte preta em um fundo preto; logo, não dá para ler direito. Mas estão lá. Aos poucos, vamos tornando isso aqui bonitinho e ordinário.

Foi pedido pelo Victor, nosso solerte editor-em-chefe, uma pequena apresentação. A minha seguiria algo na linha “colorado, nascido em Novo Hamburgo, estudante de jornalismo e redator do GP desde outubro de 2007 (caramba, faz tempo)”. Mais do que isso é querer falar demais de mim e, acreditem, não é o caso.

Até porque quem fala demais acaba sempre se estrepando. Como Barrichello. Sinceramente, não sei mais o que pensar dele. Sempre o defendi, pois sempre vi nele um bom piloto e, naqueles primeiros anos pós-Senna — tenho 24 anos, e só tinha 9 em 94 —, ele era o cara por quem torcer nos domingos.

Por isso, talvez, aquela coisa meio infantil de ver um cara que te motivava a acordar cedo e ver carros correndo tenha durado tanto tempo. Mas não dá mais. Primeiro, porque não cabe: hoje, eu trabalho com isso, e ficar demonstrando torcida por QUALQUER piloto é roubada e tira a isenção do que eu faço. Segundo, porque cansou.

Cansou o discursinho. Cansou o papo de “ah, não aceito ordens”, “ah, sou só um brasileirinho”, “ah, não entendo como as coisas funcionam”. Quem não entende sou eu: Rubens é tudo, menos ingênuo. Ninguém fica na F1 por 16 anos sendo bobinho e feito de puta (perdão, mas aqui podemos usar essas expressões; acostumem-se) pelos outros. E ficar pagando de personagem não eras, não funciona.

Ao menos, não para mim.

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