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A última vez da Indy no Rio e o triste cenário atual


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Fernando Silva [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Fui muito fã da Indy (ou CART, como queiram), principalmente naqueles anos áureos, pelo menos para mim, entre 1994 e 2001. Era bem legal ver a categoria com grandes disputas, não só entre pilotos, mas também entre fabricantes de chassi (Reynard, Lola, Swift e Eagle), motores (Honda, Mercedes, Ford e Toyota), e também de pneus (Goodyear e Firestone). Talvez um dia volte a admirar a categoria da mesma forma como no passado, mas esse é assunto para outro post.

Pesquisando nesse incrível YouTube — onde encontrei, inclusive, jogos completos como as finais do Brasileirão de 1994 e 1996 —, achei também uma corrida, igualmente completa e histórica. Rio 200, ano 2000. Tenho quase que certeza que foi a última corrida realizada no oval de Jacarepaguá. Lembro que a Stock Car quase correu nesse traçado, mas acho que por questões de segurança, a organização da categoria optou pelo misto.

Não era bem um oval, pra falar a verdade. Claro, tinha as quatro curvas à esquerda, mas o traçado em si era diferente de todos os outros ovais da categoria, era bem peculiar, em forma de trapézio. E por isso mesmo, bastante desafiador para os pilotos.  Diziam, à época, que era um oval com algumas características de misto, como as fortes zonas de frenagem (curvas 1 e 4) e com muitas trocas de marchas nesses trechos.

Assistindo ao vídeo, lembro que foi uma corrida com muitos brasileiros no grid: Gil de Ferran, Helio Castroneves (que àquela época ainda era chamado de Castro-Neves), Maurício Gugelmin, Roberto Moreno, Christian Fittipaldi, Cristiano da Matta, Tony Kanaan, Gualter Salles, hoje baita jogador de pôquer, e até mesmo Luiz Garcia Junior (onde estará Luiz Garcia Junior?).

A prova também teve gente boa de fora, como Juan Pablo Montoya, Jimmy Vasser, Paul Tracy (mais magro, ou melhor, menos gordo), Dario Franchitti, Adrian Fernandez, Michael Andretti e Alex Tagliani, pole daquela etapa, a terceira de 2000.

A corrida foi boa, com muita ação e disputas na pista. No fim das contas, vitória (sob bandeira amarela) de Adrian Fernandez, que largou em 16º e fez grande prova de recuperação. Jimmy Vasser e Paul Tracy completaram a lista dos três primeiros. Entre os brasileiros, o melhor foi Da Matta, quarto lugar, correndo pela novata equipe PPI. Vale muito a pena ver o vídeo, eu garanto.

O que me chamou a atenção também foi o clarão em vários pontos da arquibancada na grande reta em Jacarepaguá. Mas apesar disso, era um baita evento. Uma pena, mesmo, a Indy ter deixado o Rio e o Brasil, voltando só uma década depois, no traçado de rua do Anhembi. Pena maior ainda foi não ter conseguido assistir uma corrida dessas. Chance que jamais terei novamente.

Mais de 11 anos depois daquela corrida, a última no oval, lá fui eu finalmente conhecer Jacarepaguá, onde fiz a cobertura da etapa carioca da Porsche Cup. Pelos relatos, sabia que o estado de conservação da pista era bem precário. E confesso, foi duro ver um templo sagrado do esporte nacional jogado às traças, com banheiros, torre de controle, muita coisa em estado de absoluto abandono. Tudo muito triste, mesmo.

Mas tive muita curiosidade para saber como estava o trecho do oval, tão ‘endeusado’ por mim e por muitos amantes da Indy naqueles anos da categoria no Rio. E o que eu vi foi lamentável, um cenário de ruína, de abandono, de descaso. É sabido que Jacarepaguá foi mutilado por conta da construção de novas praças para os Jogos Pan-americanos de 2007 (leia a matéria escrita por mim e também por Felipe Paranhos na Revista Warm Up 18). A construção de arenas como o Velódromo da Barra, a Arena Multiuso (hoje HSBC Arena) e o Complexo Maria Lenk colocou fim ao circuito oval e à boa parte do tradicional misto.

Antiga curva 3 do Oval Emerson Fittipaldi, em Jacarepaguá

Ao passar por trechos daquele resto de pista, me lembrei de vitórias épicas como as de André Ribeiro, em 1996, Greg Moore e Juan Pablo Montoya, em 1998 e 1999, respectivamente. Mas tudo se acabou para dar lugar a arenas luxuosas, caríssimas e muito pouco utilizadas pelo esporte de alto nível e muito menos pela sociedade; não há legado algum, e hoje essas obras, em contraste com o abandono de Jacarepaguá, são uma ode ao desperdício. É como diria Joãosinho Trinta, é o luxo e o lixo lado a lado.

Dentro de pouco tempo, as boas lembranças daquelas corridas no oval do Rio vão ficar mesmo restritas às memórias privilegiadas de quem teve a chance de assisti-las, ou ao YouTube. Porque a morte e destruição completa de Jacarepaguá é certa, é tudo apenas questão de tempo. Grande derrota (mais uma) do automobilismo brasileiro.

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Palermo e Abbondanzieri, dos gramados para as pistas


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FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Recentemente aposentados do futebol, Martín Palermo e Roberto ‘Pato’ Abbondanzieri podem trilhar o caminho de Bruno Marioni, que como relata a mineirinha Paula Gondim na Revista Warm Up de julho, tem feito sucesso no Linea Competizione.

A dupla de jogadores que fez história no Boca Juniors deve estrear em Buenos Aires no próximo dia 4 de setembro, mas pelo Top Race Series, uma das categorias do Top Race, uma das mais importantes do turismo argentino, ao lado do TC 2000 e do mítico Turismo Carretera. A informação foi publicada recentemente pelo diário ‘La Nación’. Entretanto as participações de Palermo, maior artilheiro da história do Boca, e de Pato, ex-Internacional, ainda não estão totalmente confirmadas.

De acordo com a imprensa argentina, outro ídolo do futebol mundial que pode participar de uma corrida por lá é Gabriel Batistuta. Sim, ele mesmo. Mito do Boca, Fiorentina e Roma, o eterno artilheiro pode correr também no Linea. Atualmente, Batigol se divide entre as atividades de fazendeiro em Reconquista, sua cidade-natal, e os campos de polo, esporte bastante tradicional por lá.

Aqui no Brasil, eu não me lembro do envolvimento de nenhum jogador de futebol com o automobilismo, não como piloto. Tem o Denílson agora, que estreou na Moto 1000 GP em Interlagos no mês passado, mas acho que é só. O Roberto Carlos, ex-Palmeiras, Real Madrid e Corinthians, atual Anzhi, teve (ou ainda tem) sociedade na equipe do Eduardo Bassani, mas acho que é só.

Amigo leitor, você se lembra de algum outro craque dos gramados que se aventurou no automobilismo brasileiro? E dentre os boleiros, quem você gostaria de ver um dia disputando uma corrida por aí?

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