O caminho de Helio

FERNANDO SILVA [@Fernando_Silva7]
de Sumaré

Pelo menos nas pistas, 2011 não foi lá uma temporada de sonhos para Helio Castroneves. Com exceção dos primeiros anos de CART, ainda na década de 90, quando correu pela Bettenhausen e Hogan, antes de seguir para a Penske, o campeonato da Indy de 2011 foi o primeiro do piloto sem vencer uma etapa ao longo do ano.

Claro que a temporada de Castroneves não foi boa, mas nada que possa invalidar seu histórico vencedor, muito pelo contrário. Helio é um dos grandes do automobilismo nacional, dono de história gloriosa com três vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis e o número total de 25 conquistas. Não a toa, o brasileiro recentemente renovou contrato com a Penske por mais um ano.

Castro Neves, que na última década virou Castroneves, é uma das bandeiras da atual Indy e goza de muito sucesso e popularidade, talvez mais nos Estados Unidos do que no Brasil. Desde 2000 correndo pela Penske, a mais tradicional equipe da categoria, Helio alcançou respeito e admiração de muitos, principalmente por seu carisma, garra e pela marcante comemoração a cada vitória, quando o piloto escala os alambrados do circuito, o que lhe valeu o apelido de Homem-Aranha (ou Spiderman por lá).

Eis que pouco mais de um ano após o lançamento de sua biografia ‘Victory Road’ nos Estados Unidos, Helio finalmente conseguiu atender o desejo dos fãs e vai apresentar seu livro, agora escrito em português. A obra ‘O caminho da vitória’ aborda os sucessos, as dificuldades, os sorrisos, as lágrimas, as vitórias e angústias enfrentadas em sua carreira, com mais de 15 anos entre CART e Indy. Tudo isso e muito mais!

Em sua coluna semanal no diário ‘Metro’, Castroneves revelou que o lançamento oficial será em São Paulo no próximo 30 de novembro, uma quarta-feira, três dias depois do GP do Brasil. A sessão de autógrafos acontecerá na Livraria Cultura no Conjunto Nacional (avenida Paulista, 2.073), a partir das 18h30. O piloto também prevê o lançamento de sua biografia em Florianópolis, em 1º de dezembro, e em Ribeirão Preto, onde Helio morou desde os dois anos de idade, no dia 5 do mesmo mês.

A edição será publicada pela Editora Gaia e terá cerca de 300 páginas. A julgar pela sua história no automobilismo, desde o kart, F3 Sul-americana, Indy Lights, CART, IRL, experiências na Europa, certamente não faltou assunto para Helio.

Como fã de biografias — indico MUITO ‘Vale Tudo, O som e a fúria de Tim Maia’, escrito pelo Nelson Motta —, ‘O caminho da vitória’, de Castroneves, também deve ser ótima. Vale a pena tirar o escorpião do bolso e conferir tudo que Helio escreveu lá.

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6 respostas para O caminho de Helio

  1. Raphael disse:

    Uma das melhores biografias que eu já li de um piloto sem dúvida alguma.

    Tive a oportunidade de ganhar a versão em inglês da biografia numa promoção e realmente valeu a pena a leitura de cada página do livro.

    Só não solto alguns “spoleirs” do livro para não correr o risco de ter o comentário censurado hehehe.

  2. Andre Duek disse:

    Fernando , ótima coluna como sempre!
    Conheço o Helinho há 15 anos, li o livro em inglês e posso assegurar que tem muitas surpresas e assuntos polêmicos , o que com certeza vai atrair muito a atenção dos fãs.
    Ainda fiquei muito lisonjeado e honrado em ter sido reconhecido como um dos grandes amigos dele na parte final de agradecimentos do livro.
    Parabéns pelo seu trabalho como comentarista e jornalista! #tamojunto

    Abs

    @andreduek

    • Fernando disse:

      Puxa, obrigado pelas palavras. Li tudo agora. Valeu mesmo!
      Vou conferir essa versão em português. Se tudo der certo, estarei presente lá.
      Grande abraço e obrigado por tudo!

  3. Bobby disse:

    Li o livro em inglês – confesso que com certo preconceito com biografias de personalidades ainda em atividade – e me surpreendi. As histórias são realmente muito boas, principalmente no início da carreira, mudança para os EUA e a ida à Penske. Vale muito a pena.

  4. Luiz G disse:

    Finalmente!! Não sou muito bom no inglês, então, tava esperando chegar no Brasil.
    Vou comprar rápido!!!
    Obrigado pela informação no blog!

  5. Roberto Soares disse:

    Fernando, ótimo texto, só uma pequena correção, na identidade, ele continua Helio Castro Neves, são os americanos que escrevem/pronunciam errado, e parece que o Helio sucumbiu perante esse erro, imagina se Fidel Castro Ruz fosse chamado de Castroruz, isso me lembra o William Bonner chamando o jogador brasileiro Oliveira de “Oliverrá”, os belgas não sabiam pronunciar, vá lá, mas o Bonner fazer isso, me soa como sub-colonialismo cultural.

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